Monrovia Town – Capítulo 13

11 08 2011

Bom meninas..como vocês puderam perceber, o nosso site se encontra fora do ar devido alguns problemas internos com nosso host. Mas não é por causa disso que deixamos de postar a fic para vocês!

Boa leitura e comentem!

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Capítulo 13 – Hollow Man

PoV Edward

“Os homens são, em geral, tão pessoais que no fundo nada lhes interessa mais que eles próprios.”

(Arthur Schopenhauer)

Meus olhos ardiam enquanto eu olhava para o teto. Não consegui dormir a noite inteira. Óbvio que o motivo foi o que fizemos horas antes de ir para a cama e o que que aconteceria a partir de agora. Estávamos avançando muito rápido, mas ao mesmo tempo era impossível não fazer. Era como se tivéssemos um imã, nos mantendo sempre perto, e assegurando que não devíamos ficar separados.

Bella era pura perdição. E eu sentia o enorme peso da responsabilidade de ter sido o escolhido por ela. Ela confiava em mim, de todas as formas humanamente possíveis e eu não podia estar mais do que nervoso. Afinal, no momento em que ela pegou minha mão e começou a subir por sua perna, eu senti. Eu sabia.

Ela queria perder a virgindade comigo.

Não posso dizer que não fiquei feliz. Eu estava me apaixonando cada dia mais por Bella. Eu desistiria de tudo, e faria tudo para que eu a tivesse para sempre ao meu lado. Mas, eu não sabia nem o que fazer. Eu nunca tinha passado por isso com ninguém. Tanya foi minha primeira e única namorada, e ela não era virgem, então, eu realmente não tinha noção de como fazer isso. Sabia o básico, que ia ser desconfortável, ia doer, e eu tinha que ser o mais gentil possível para não transformar isso em uma péssima experiência. E ela não era qualquer uma. Ela era Bella, a minha Bella, a minha menina dos sorrisos, e eu queria que quando acontecesse, – se acontecesse, – que fosse o sentimento certo. A decisão certa. Sem arrependimentos ou mágoas.

Porque o pior de tudo não era a parte física. Era dentro. Era o que Bella ia sentir, o que seu coração ia aguentar. Não tinha como: Eu ia embora dentro de alguns dias, e não queria ser o filho da puta de fazer isso com ela e desaparecer. Eu nunca me perdoaria se nunca mais nos víssemos e tudo que passamos fosse apenas uma lembrança. Principalmente este tipo de lembrança.

Eu não sabia o que ia acontecer daqui pra frente e não queria que Bella ficasse desamparada. Eu queria que ela fosse comigo, e passei a madrugada inteira pensando em hipóteses. Mas nada me ajudava. E tudo só pioraria o estado em que eu estava. Querendo ou não eu era um fugitivo, e levá-la junto comigo, para esse caminho desconhecido, seria estragar ainda mais sua vida. E declarar minha morte por parte de Charlie. Porque por mais que ele não ligasse pra Bella, acho que me mataria se eu levasse ela embora daqui.

Ficar em Monrovia também não era uma hipótese válida. Mais cedo ou mais tarde apareceriam aqui, atrás de mim, ou alguém descobriria e minha confiança estaria abalada.

E minha cabeça ficou assim. Rodando e rodando a noite inteira, em busca de uma explicação e uma forma de resolver isso tudo. Eu havia prometido a Bella que tudo ia dar certo, e não queria quebrar minha promessa. Ainda mais para ela, a única pessoa que me tirava de toda essa merda em que eu estava vivendo agora.

Foi por isso que parei. Por isso que não quis apressar as coisas, por mais que eu quisesse passar a noite inteira com ela. Eu não ligava para Charlie, eu não ligava para a idade, nem nada. Eu queria Bella. De corpo e alma.

E por volta de cinco da manhã eu decidi. Eu iria à Nova York, falaria com Carlisle, resolveria minha vida e voltaria para buscá-la.

Nem que eu tivesse que pedi-la em casamento.

Ouvi um barulho na porta, e quando olhei, quase sorrindo achando que era Bella, me deparei com Charlie.

- Filho, levanta que hoje você vai para a oficina comigo.

Ele bateu a porta, e protelei para levantar, coçando os olhos e sentindo a preguiça em toda e qualquer parte do meu corpo. Depois de uns dez minutos me espreguiçando e tentando acostumar meus olhos com a luz do lado de fora, me levantei, trocando de roupa e indo ao banheiro escovar os dentes, lutando com toda a preguiça que me consumia.

Por mim eu passaria o dia inteiro na cama. Com Bella. Sentindo seu cheiro, a cosquinha que seus cabelos fariam em meu rosto, e a maciez de sua pele.

Depois de tudo pronto, fui para a cozinha onde encontrei uma linda e sorridente Isabella, tomando café da manhã e lendo o jornal que estava deitado na superfície da mesa. Charlie já havia terminado e estava tomando banho, então sentei a seu lado.

- Bom Dia, meu sorriso. – sorri.

- Bom Dia. – ela respondeu, fazendo juz à seu apelido novamente, abrindo um sorriso lindo e perfeito.

Bella estava tomando um de seus sucos, e pela bagunça que vi em cima da pia, devia ser outra receita nova. O canudo dançava em sua boca, quase me tirando o foco e ela empurrou um copo comprido, com um líquido rosa dentro.

- Novo? – perguntei só para constatar.

- Hmhum.. – ela continuou sugando o líquido. Bella e canudo no mesmo cenário não estava sendo agradável para um idiota à base de hormônios como eu. Ainda mais depois de ontem, e de todos os pensamentos que tive sobre nós dois.

Bebi, sentindo o grande excesso de doce do suco. Mas não era enjoativo. Era um doce viciante, e o morango parecia fresco.

- Nome? – passei a língua em meus lábios, e mostrei o copo vazio para ela encher novamente.

- Sweet Feelings. – suas bochechas coraram, e ela fugiu seu olhar do meu enquanto despejava o líquido do copo do liquidificador para o meu copo.

- Sentimentos doces? – levantei uma sobrancelha e ri, deixando-a ainda mais corada.

- É. – ela voltou seus olhos para o jornal em cima da mesa, e o canudo à boca. Céus. – Meu pai te falou dos planos dele para hoje?

- Falou. – falei desanimado. Eu não queria passar o dia com Charlie. Eu já tinha pouco tempo para passar com ela, e ainda por cima queriam tirar isso de mim?

- É melhor do que você ficar sozinho em casa. Eu tenho que ir para a creche hoje, e depois vou para a casa da minha professora, mostrar tudo que aprendi. – ela me olhou, agradecendo silenciosamente pelos estudos.

- Preferia estar com você. – falei baixo.

- Eu também. – ela brincou com o canudo. – Mas… me promete uma coisa?

- Qualquer coisa… – falei passando minha mão rápido por suas bochechas. Se eu não ia passar o dia inteiro com ela, que pelo menos eu aproveitasse um pouco agora.

- Pega leve com Charlie ok? Não se estressa. Deixa ele falar o que ele tiver que falar… mesmo que seja sobre mim. – ela mordeu seu lábio inferior. – Eu não quero ver vocês dois brigando.

- Se ele falar de você? Bella, isso vai ser difícil… eu não consigo me controlar, eu acho injusto! – sussurrei.

- Por favor. – ela pegou em minha mão, fazendo carinho em meus dedos com seu dedo indicador. – Por mim, Edward… pelo que você sente por mim.. pelo que nós dois sentimos.

Bufei, vendo que meu dia hoje seria recheado.

- Obrigada. – ela deu um sorriso fraco.

- Vou sentir saudades… – peguei em sua mão e dei um beijo leve, ignorando a possibilidade de Charlie aparecer a qualquer momento.

- Eu também vou… – ela deu um sorriso torto.

- Bella, sobre ontem… – comecei, mas ela deu o último gole em seu suco e apertou meu braço.

- Você já explicou. Não tem mais o que falar. – ela me olhou.

- Mas… eu quero, você não sabe? – passei minha mão novamente em sua bochecha.

- Eu sei. – ela sorriu. – Só não está na hora certa ainda.

- Isso. – respondi sucinto. – Mas… você tem certeza que é isso que você quer?

- Nunca tive tanta certeza… – ela falou e olhou para cima, vendo Charlie chegando na cozinha. – Depois conversamos sobre isso. – ela sussurrou.

- Ok.

- Vamos, filho? – Charlie falou pegando as chaves da caminhonete no bolso da calça.

- Vamos.

O caminho até a oficina foi relativamente tenso. Eu não queria puxar assunto, simplesmente porque a presença de Charlie me enojava, e o último lugar em que eu queria estar era aqui, com ele. Preferia ter ficado em casa. Mas, ele me contou que o carro já estava sendo arrumado, e ele queria que eu visse como estavam sendo as coisas.

Charlie me perguntou se eu estava gostando da estadia na cidade, pela qual respondi positivamente, e depois ele me perguntou o que eu achava da filha dele. Fiquei nervoso na hora, não sabendo o que responder, mas falei que ela era uma menina muito especial, que necessitava de atenção. Confesso que falei esse último para ver se abria algum juízo na cabeça dele, mas aparentemente não fez efeito nenhum.

- Vocês estão tendo algo… mais íntimo? – ele perguntou como se fosse a coisa mais banal do mundo.

Minha garganta fechou, no momento em que as palavras saíram de sua boca, mas consegui adquirir força para responder.

- Não! – levantei a voz. – Óbvio que não, Charlie! Bella só…

- Só tem dezesseis anos. – ele complementou, me fazendo tremer na base. – E é minha filha.

- Nós.. só somos amigos.. Nada mais. Não se preocupe.

- Acho bom. Acho bom. – ele apontou para um grande galpão no meio do nada. – Chegamos.

Assim que desci da caminhonete, avistei Emmett, mexendo no motor de um Shelby 1967. Eu nunca tinha visto um de perto, então me aproximei.

- Fala rapaz! – Emmett acenou com uma ferramenta na mão.

- Oi Emmett. – me encostei no carro. – Shelby… Esse é o 67?… nunca achei que fosse ver um desses. – ri.

- Monrovia tem de tudo, cara. – ele riu também. – Não sabia que você conhecia carros.

- Edward, fique a vontade aí, enquanto resolvo algumas coisas no meu escritório. Depois vamos olhar o seu carro. – Charlie falou se aproximando de nós e colocando uma de suas mãos no ombro de Emmett. Porque ele tinha esse carinho com ele, e não com Bella?

- Ok, Charlie. – respondi, vendo ele entrando em uma salinha pequena, que devia estar eternamente quente, e torci para que ele não me chamasse para ficar ali.

- Seu filhote já está quase pronto. – Emmett falou.

- Queria que não estivesse. – suspirei e continuei olhando enquanto ele mexia no carro.

- Como estão as coisas com Bella? – ele parou de fazer o que quer que estava fazendo e se encostou no carro, me olhando.

- Perfeitas… e ao mesmo tempo tensas. Eu não quero ir embora, Emmett. – falei, querendo desabafar. Eu não tinha ninguém para falar sobre isso, e ainda mais uma pessoa do mesmo sexo que eu, mas Emmett parecia confiável para ouvir. – Estou apaixonado por Bella.

- Eu sabia que isso ia acontecer. – ele riu, porém sem humor nenhum. – E ela gosta de você, eu tenho certeza disso. – ele respirou fundo. – E foi justamente isso que eu tinha medo que acontecesse.

- Eu não cheguei a ter medo, porque acho que desde o primeiro dia já fiquei encantado. Quanto mais dias passam, o que sinto só aumenta… – passei a mão nos cabelos atordoado. – Emmett, eu… eu sou louco por ela. Ela é tão simples, tão diferente do que eu vejo na cidade grande… o sorriso dela é a minha felicidade, e eu estou passando por tanta merda na minha vida… só ela me deu a paz que eu precisava no momento, e…

- Calma! – Emmett riu, segurando meu ombro. – Respira, Edward!

- Eu quero levá-la comigo. – falei sem nem pensar.

- Charlie te mata se você fizer isso. – ele respondeu rápido.

- Eu sei. Mas nem que eu tenha que pedi-la em casamento, eu quero que ela vá comigo.

- Ele não vai deixar, Edward. – Emmett sacudiu a cabeça. – Não vai deixar, e vai te dar um tiro. Não faça loucura. Pedi-la em casamento? Ela tem dezesseis anos, cara! Pensa no que você tá falando.

- O que eu faço então? – bufei. – Emmett, eu preciso dela.

- Edward, você deve estar passando por alguma merda muito feia, porque você está se agarrando em Bella como se ela fosse tudo em sua vida… você já não parou para pensar que de repente o fato de ela fazer você esquecer dos problemas faça com que você ache que está apaixonado?

- Eu não acho que estou apaixonado. Eu tenho certeza.

- Acho que só a distância entre vocês é que vai responder isso, Edward. – ele voltou para o motor do carro. – Não adianta falar isso agora… vocês estão grudados o dia inteiro..

- E eu já estou sentindo falta dela, só por estar aqui. – respondi.

- Isso são horas… quero ver quando forem dias… – ele passou um pano pela ferramenta, tirando o excesso de graxa.

- Não é fácil Emmett. Não é fácil você gostar de uma pessoa e deixá-la.

- Eu sei que não. É exatamente por isso que eu e Rosalie não assumimos nada. – ele tirou a atenção do motor novamente. – Eu sou louco por aquela mulher, Edward. Mas assim como a mãe neurótica e maluca dela, eu tenho certeza que na primeira oportunidade que ela tiver de ir para a cidade grande, ela vai. E vai me deixar.

- Porque as mulheres daqui são assim? – perguntei.

- Não sei. Elas simplesmente são. Parece que foi uma convenção. – ele riu.

- Você sabe o que aconteceu com a mãe de Bella? – já que ele sabia tantas coisas, não custava nada perguntar.

- Não sei ao certo. Sei de algumas coisas que a mãe de Rosalie fala quando eu estou por lá…

Emmett foi arrumando o motor e me contando de Reneé Swan, a mãe de Bella. Agora ela aparentemente deveria responder por outro nome de casada, pois foi embora com um homem. O mesmo homem que a mãe de Rosalie era apaixonada e havia apresentado à cidade inteira como seu futuro marido. Reneé simplesmente sumiu com esse suposto homem, de um dia para o outro, deixando uma raiva imensa em Charlie e uma carta, em que dizia que a única coisa que ela sabia que ia se arrepender, era de deixar Bella.

Eu nem sei se ela sabia dessa carta.

Emmett contou também que Charlie adquiriu um ódio por Isabella, chegando a cogitar a possibilidade de que ela não era filha dele. A única pessoa que fez ele amansar quanto a isso foi a mãe de Emmett, com quem Charlie logo se envolveu.

A história era na realidade uma grande confusão. A cidade era movimentada a base de fofocas, e tantas histórias correram na época que Emmett disse que, mesmo que essa seja a versão dele, ela pode não ser a verdadeira.

Eu só ficava triste por isso ter acontecido com a minha menina dos sorrisos. Ela merecia uma família decente, alguém que cuidasse dela e desse toda a atenção que ela merecia. Principalmente quando nos separássemos.

- Ela tem sorte de ter você e Rosalie, sabia? – falei depois de um tempo.

- Bella é a minha irmãzinha, eu já te disse, Edward. – ele fez força com a ferramenta em uma parte do carro. – Eu farei de tudo para que ela fique bem quando você for embora..

- Mas eu vou voltar. – cortei. – Eu só vou resolver meus problemas e vou voltar.

- Aham. Eu sei. – ele falou, me dando a exata impressão de que ele não acreditava que eu ia voltar.

Mas eu ia.

Passei ainda um bom tempo vendo Emmett ajustar o Shelby, e olhando Charlie, que passava o dia inteiro ao telefone e olhando papéis em cima de sua mesa.

- Charlie passa o dia inteiro ali, ou ele mexe nos carros também? – falei brincando.

- Só eu que trabalho aqui. – ele riu, novamente sem humor. – Charlie só traz os clientes… depois passa o dia inteiro grudado naquele telefone e cuidando de carregamentos.

- Carregamentos?

- Não me pergunte. – ele falou sério, e resolvi realmente deixar pra lá. Mas eu ainda queria saber mais. – Não faço idéia do que seja e quase que perdi a cabeça por querer saber.

Isso estava ficando cada vez mais intrigante.

Um barulho de carro se aproximou, e gelei quando avistei um carro de polícia entrando na oficina. Tive vontade de me esconder, acho que por puro instinto, mas finquei o pé onde estava e engoli seco, esperando para ver o que aquela pessoa queria ali.

Ele estacionou, e desligou o motor, descendo do carro e ajeitando as calças. O jeito dele me lembrou muito Jacob, o cabelo comprido, liso e preto, e a cor da pele era muito parecidas.

- Billy Black! – Emmett falou alto, e pelo sobrenome percebi que era da família.

Ótimo. Justamente o pai de um cara que eu havia me atracado durante uma festa, era a polícia do local e estava aqui, na minha frente. Eu acho que eu tinha um imã para essas merdas.

- Emmett. – ele falou rude. Provavelmente agiu assim pelo que ele e Rosalie fizeram a Jacob. Então ele virou pra mim. – Edward Cullen.

Que legal, ele já sabia o meu nome.

A polícia de Monrovia, sabia o meu nome.

Minhas pernas começaram a sacudir e senti algumas gotas de suor dançarem em minha testa. Meu nervosismo era tanto que eu não consegui formar nada para oferecer à autoridade à minha frente.

Ele apenas me olhou de cima a baixo e avisou a Emmett que ia na sala de Charlie. Mesmo sentindo meu corpo inteiro tremer de ansiedade e medo, prestei atenção nos dois, dentro daquela salinha.

Charlie entregou um envelope para ele, que guardou dentro do bolso de seu casaco de couro. O encontro não durou mais do que cinco minutos, e Billy foi embora, sem nem se despedir de nós dois.

- Você sabe que ele é o pai do Jacob, não sabe? – Emmett falou, sacudindo a cabeça e rindo.

- É, imaginei. – sorri. – Falando nisso…

- Sim, Rosalie cortou o cabelo dele e eu ameacei cortar outra coisa se ele não se comportasse. – Emmett falou rindo.

- O pai dele vai te matar.

- Vai nada. Ele sabe o merda de filho que tem.

- Mas ele estava com raiva da gente. Deu pra perceber.

- Dane-se. – Emmett riu, vendo outro carro parar na oficina. Dessa vez era a mãe de Rosalie.

- O que ela veio fazer aqui? – perguntei, me encostando na parede e de saco cheio de ver Emmett consertando aquele carro.

- Entregar almoço, e falar algo com Charlie que também não sei o que é. Mas ela faz isso todo dia. – ele fechou o capô do carro, e foi até uma mangueira que tinha no canto da oficina, lavar suas mãos.

Ela, assim como Billy Black, pegou um envelope da mão de Charlie, e saiu de lá em poucos minutos. Mais coisas intrigantes. Impressionante como Monrovia conseguia guardar tantos segredos, sendo tão pequena.

Charlie nos chamou alguns minutos depois, para almoçar. Comprovei que a sala dele realmente era quente. Tinha um ventilador de teto, tão lerdo que não fazia vento nenhum. Almoçamos todos em silêncio, apenas ouvindo o tic-tac de um relógio de parede. Quanto ao almoço, era apenas um sanduíche de carne de porco e um sprite, mas estava delicioso e foi o suficiente para me deixar estufado. A mãe de Rosalie tinha jeito para a cozinha, apesar de ser uma completa idiota.

Ali, naquela sala, com Emmett e Charlie, completamente deslocado e me sentindo enjoado por ter comido muito, me dei conta do quanto Bella me fazia falta. Eu queria estar com ela, e comecei a imaginar como seria quando eu chegasse em NY e não tivesse aquele sorriso, aquele cheiro, aquela voz ao meu lado.

Eu ficaria incompleto.

- Já olhou seu carro? – Charlie falou, quebrando o silêncio.

- Ainda não. – respondi me encostando na cadeira e vendo Emmett ainda devorar o seu sanduiche.

- Ele está atrás da oficina, por algumas questões que depois quero discutir com você. A sós. – ele olhou para Emmett, que parecia pouco se importar com o nosso assunto.

- Tudo bem. – falei calmo, apesar de começar a maquinar o que Charlie queria falar comigo, ainda mais que tivesse a ver com o meu carro.

Terminamos de almoçar, e fomos até a parte de trás da oficina, finalmente ver o meu Volvo. Ele estava com o capô aberto, e Emmett começou a explicar que ele estava aproveitando para limpar todo o carburador, e mais um monte de partes que agora eu não lembro porque minha cabeça não parava de pensar em Bella. Seus sorrisos, seu jeito de ser, seu cheiro, seu beijo… eu não sei o que aconteceria quando eu a visse hoje, mas o que eu mais queria era abraçá-la e não largar nunca mais.

Sweet Feelings. O suco que ela fez hoje cedo.

Era impressionante como ela conseguia captar nossos sentimentos em forma de receitas.

Era impressionante como ela coloria minha vida.

- Edward? – Charlie falou, me tirando do meu sonho com a minha menina dos sorrisos. – Dormiu garoto?

- Esse sanduíche da mãe de Rosalie.. me deixou farto e morrendo de sono. – foi a melhor desculpa que arrumei na hora, e por sorte foi bem convincente. Ele e Emmett riram, concordando comigo no quanto a mãe de Rosalie era uma boa cozinheira.

As horas passaram e eu não aguentava mais. Quando bateu cinco da tarde e eu já estava prestes a entrar em pânico para voltar pra casa, Charlie fechou a porta de sua sala, falando que íamos embora. Emmett também estava se arrumando para ir embora, mas ele tinha carro próprio e ainda tinha que resolver umas coisas antes de sair, então me despedi e voltei para a caminhonete.

Charlie estava com a respiração alta e ofegante dentro do carro. Era tudo que eu ouvia no pequeno espaço em que estávamos. Olhei para onde ficava o rádio, e estava quebrado, soltando alguns fios. Era irônico como um mecânico tinha um carro tão merda. Mas, quem era eu para discutir isso?

Pensei em perguntar sobre a questão do meu carro e a conversa que ele queria ter a sós comigo, mas Charlie me pareceu tão perdido em sua própria respiração e pensamento, que achei melhor pra depois.

- Vou ter que ir a Indiana essa noite. – ele falou depois de um bom tempo calado. – Avise a Isabella. Vou te deixar lá e vou direto, preciso resolver algumas coisas.

- O que você tanto faz em Indiana? – perguntei, sem a mínima noção de filtro, e Charlie me olhou meio que não acreditando que eu estava entrando em sua vida desse jeito.

- Porque você quer saber? – ele voltou o olhar para a estrada e ajeitou sua mão no volante. Garanto que ele estava louco para me enforcar.

- Não sei. – dei de ombros. – Curiosidade, acho.

- Tenho alguns negócios por lá. – ele falou, seu olhar perdido naquela imensidão vazia. – Não tenho como sustentar Bella e aquela casa com o que ganho na oficina.

Duvido.

- Ah, sim. – falei, não querendo mais me meter.

Mais alguns minutos e finalmente entramos na rua principal de Monrovia. Meu coração sacudia dentro do meu peito, de ansiedade em ver Bella novamente. Ainda mais sabendo que Charlie não passaria a noite em casa. Eu não ia apressar as coisas e definitivamente não faria aquilo acontecer hoje, mas a vontade de dormir com ela, abraçado, e sentindo seu cheiro, era tudo que me consumia no momento.

Charlie parou em frente à casa branca que já me era conhecida, e acenou, despedindo-se. Subi os dois degraus que davam para a porta e abri rápido, que de tão leve ela quase bateu na parede fazendo um estrondo.

Fechei, sorrindo por antecipação e procurando a minha menina dos sorrisos.

- Bella? – falei alto.

- Aqui. – ela gritou de dentro de seu quarto.

Fui até lá, no que pareciam zilhões de passos, e no momento em que vi aquele corpo pelo qual eu ansiava o dia inteiro em estar ao meu lado, não consegui me segurar. Abracei apertado, fazendo ela rir.

- Você vai me esmagaaaar.. – ela falou ainda rindo.

- É a minha intenção. – afastei nosso abraço um pouco e dei milhões de beijos em seu rosto. – Eu estava morrendo de saudade. Eu pensei em você o dia inteiro… – ela fechou seus olhos enquanto sentia meus lábios em sua face, e continuou sorrindo.

- Eu também pensei em você o dia inteiro. E adivinha? Falei com a coordenadora da creche, ela disse que você pode ir comigo amanhã, me ajudar! – ela me olhou ansiosa.

- Isso é ótimo, meu sorriso… eu vou adorar ver onde você trabalha. – dei um beijo rápido em seus lábios. Minhas mãos desceram para sua cintura, sem pedir licença para explorar partes de seu corpo, e vi as bochechas começando a ganhar o tom cor de rosa.

- Charlie pode ver… – ela murmurou, fechando os olhos e sentindo o meu toque.

- Charlie não está. E não vai estar a noite inteira.

Bella deu um suspiro alto, seguido de uma gargalhada deliciosa, e inclinei minha cabeça para beijá-la. Em questão de segundos tudo foi ficando mais intenso, e sem pensar, segurei sua cintura novamente, nos conduzindo para sua cama. Bella não parava de sorrir enquanto nos beijávamos e sua respiração forte em meus lábios, me animava cada vez mais a continuar o que eu queria fazer.

Ela queria chegar àquele ponto comigo, então íamos chegar. Mas um passo de cada vez.

Hoje, a noite seria só dela. Só de descobertas e sensações.

Sweet Feelings…

Oh, so sweet…

Bella sentou na cama e fiz peso no corpo para que ela se deitasse. Ela hesitou no começo, mas bem devagar foi deixando se levar, até o momento em que sua cabeça encostou no colchão e ela suspirou, não partindo nosso beijo.

Deitei a seu lado, e mantive minha mão esquerda em sua cintura, enquanto usava a direita para me apoiar pelo cotovelo e não cair por cima dela. Meus dedos foram subindo, levando sua blusa junto com eles, e sua pele quente arrepiava completamente no contato.

Passei minha mão por sua barriga nua, caminhando com os dedos para o outro lado e levantando a blusa igualmente, até que chegasse na altura de seus seios. Bella arfou em meus lábios, me dando um aval silencioso de que eu podia continuar com o que eu quisesse, que ela não queria parar.

Mas eu queria ficar ali por um tempo. Queria sentir a pele que tinha por debaixo de sua blusa, seu umbigo, e toda a extensão daquela barriga macia e pequena perto do tamanho da minha mão. Ela estava quente, quase que pelando, e se eu não soubesse que era pela timidez, ia facilmente achar que ela estava com febre.

Sorri, afastando nosso beijo, e ela me olhou, na dúvida do que eu ia fazer agora. Levantei meu corpo, sentando na cama, e inclinando meu rosto de encontro à sua barriga. Quando meus lábios encontraram o pedaço de pele que se encontrava acima de seu umbigo, ela suspirou e mexeu seu corpo involuntariamente. A respiração de Bella estava tão descompassada, que sua própria barriga subia e descia buscando ar.

Dei uma pequena mordida de brincadeira, e ela riu, colocando suas mãos na cabeça e mordendo mais uma vez os lábios.

Eu queria avançar.

- Posso continuar, meu sorriso? – levantei a cabeça, olhando em seus olhos.

- Hmhum… – ela falou quase que como um gemido.

Não ia ser fácil me segurar. Não mesmo.

Subi meus beijos por sua pele fervendo, sentindo o aroma de seu corpo, tão delicioso quanto eu imaginava. Meu coração batia forte no peito, que chegava a doer. Eu estava entorpecido pelo cheiro de Bella, seu corpo quente, sua respiração e agora, sua mão esquerda, que fazia carinho em meu braço.

Quando minha boca alcançou a área de seu sutiã, nós dois automaticamente congelamos. Bella apertou seus pequenos dedos em meu braço, e foi a minha vez de perder a respiração. Puxei uma boa quantidade de ar, garantindo que meus pulmões não falhassem, e com os dentes, levantei o tecido que escondia sua lingerie e seios.

Levantei meu rosto, querendo olhar aquela beleza à minha frente, e aproveitar cada segundo desse nosso primeiro momento mais íntimo juntos. Bella me olhou, e virei meu rosto na direção do seu, vendo seus olhos brilhando de ansiedade, curiosidade e… paixão.

Seu peito também subia e descia buscando por ar, e ela então, inesperadamente, levantou e sentou-se, tirando o que faltava de sua blusa, e ficando apenas com aquela peça branca, cobrindo seus seios.

Ficamos os dois, sentados no meio do colchão, tendo uma conversa silenciosa com nossos olhares e perdendo completamente o resto de ar que nos faltava. Bella sorriu, e levou sua mão à barra de minha camisa, fazendo menção para que eu tirasse também, o que fiz imediatamente. Ela riu da minha pressa, e acompanhou minha camiseta, saindo do meu corpo e indo direto para o chão de seu quarto.

Passei minha mão esquerda por seu ombro nu, sentindo que aquele ponto em específico estava tão quente quanto todos os outros pontos de seu corpo. Alcancei a alça de seu sutiã e abaixei devagar, fazendo ele pender em seu braço. Bella acompanhou meus movimentos, com o semblante compenetrado.

Fiz o mesmo com a alça do braço esquerdo, e alcancei a parte em suas costas, desatando o fecho e agradecendo mentalmente que o fiz com perfeição, evitando qualquer momento constrangedor. Aqueles fechos costumavam ser cruéis, e causadores de muita vergonha.

Quando o sutiã caiu em seu colo, mostrando seus seios, tive que engolir seco com a imagem que me foi apresentada. Era melhor do que nos meus sonhos ou imaginações de dentro do chuveiro. Eram lindos, pequenos, e perfeitos. Bella estava nervosa, e respirando cada vez mais rápido, então peguei em sua nuca e aproximei nossas testas, olhando bem em seus olhos.

- Você é perfeitamente linda… – sussurrei e dei um selinho devagar em seus lábios.

- O… o… obrigada.. – ela falou, com o corpo tremendo.

- Não fique nervosa.. sou eu… – dei um beijo em sua testa. – Sou eu…

- Edward…

- Eu não vou te machucar…

- Eu sei que não vai… – Bella finalmente sorriu de novo, e devagar, voltou a deitar no colchão, me olhando ainda sentado. – Me beija… – ela sussurrou.

Sorri, inclinando meu corpo na direção do dela, e beijando-a com todo o carinho e toda a leveza do mundo. Nossos lábios mal se encontraram, mas a sensação era tão intensa que causava pequenos choques elétricos em meu corpo. Levei minha mão esquerda para sua barriga, e com o dedo indicador, comecei a fazer caminhos por sua pele. Circulei o umbigo, subi até o meio de seus seios, desci novamente, e continuei naquele ritmo enquanto nosso beijo aumentava de intensidade.

Estava na hora de darmos mais um passo.

Meu dedo indicador, ainda passeando por seu corpo, subiu novamente até o meio de seus seios, e dali peguei outro caminho. Quando encontrei aquele bico macio, fui agraciado com um gemido delicioso escapando dos lábios de Bella. Ele endureceu ainda mais com o meu toque, deixando o meio de minhas calças cada vez mais desconfortável.

Mas foi como eu disse. Hoje o dia era dela, e somente para ela. Eu não podia pensar em mim, e muito menos no que meus hormônios estavam me causando.

- Perfeita… perfeita… – sussurrei enquanto levava meus lábios para seu pescoço.

Bella não conseguia falar nada, e eu consegui sentir as batidas fortes de seu coração pelas veias de seu pescoço. Dei alguns beijos molhados, respirando em cima para provocar ainda mais, e ela gemeu novamente, tremendo e segurando meu braço com força.

Segurei seu seio com delicadeza, não querendo que ela se assustasse, e massageei devagar, enquanto continuava com o dedo indicador no mamilo. Bella passou a arfar cada vez mais alto, e eu queria continuar, mas não sabia se deveria.

Ela cruzou as pernas, imprensando uma na outra, me fazendo lembrar do que ela tinha feito dois dias atrás, quando estivemos sozinhos. Provavelmente ela estava procurando alívio, e fiquei ainda mais hesitante se deveria fazer algo a mais ou não.

Dei outro beijo em seu pescoço, e levantei meu rosto, olhando em seus olhos e esperando que ela me desse força para que eu continuasse. Minha mão, que estava em seu seio, fez um caminho até seu umbigo novamente, e quando cheguei ali, parei. Eu não ia fazer se ela não quisesse.

- Posso continuar? – sussurrei, não tirando meus olhos dos dela.

- Hmhum… – ela acenou rápido com a cabeça, mordendo seus lábios e ruborizando cada vez mais.

- Eu posso… – dei um beijo no canto de seus lábios. – Descer mais a minha mão?

Bella engoliu seco e assentiu com a cabeça, fechando os olhos. Pausei por alguns segundos para olhar bem em seu rosto e como sua feição mudava quando ela estava com tesão. Era a coisa mais linda, perfeita e encantadora.

Respirei fundo, tentando também me acalmar com todas essas sensações, e desci minha mão esquerda, encontrando a barra de seu short jeans e o botão de metal, gelado. O corpo de Bella tremeu involuntariamente quando comecei a mexer no zíper. Então, com minha mão direita, afaguei seus cabelos enquanto dava beijos doces em seus lábios e lutava com meu nervosismo e o maldito botão.

Bella gemeu baixinho enquanto me beijava, e até em seus lábios eu conseguia identificar como ela estava quente.

- Relaxa, meu sorriso… Você vai adorar o que eu vou fazer, eu prometo…

Deixei seus lábios por alguns segundos e dei um beijo em sua testa. Bella me olhou, depois fechou seus olhos novamente, e passou a língua por seus lábios.

- Posso continuar?

- Po…de. – ela falou meio desnorteada, o que me fez rir baixo.

- Tão linda… tão minha… – sussurrei em seu ouvido. – Você é muito especial pra mim, meu sorriso…

Enquanto ia falando as palavras, minha mão encontrou sua calcinha de algodão. Assim como eu esperava, estava encharcada. Eu não queria avançar demais, apenas queria que ela sentisse alguma coisa com o nosso contato. Então procurei por seu ponto sensível, ainda por cima do pano, e pressionei o local que já estava bem rígido, devagar.

- Ahn… – um gemido curto escapou dos lábios de Bella. Ela os manteve entreabertos e eu fiquei olhando seu perfeito e angelical rosto, feliz por estar proporcionando esses primeiros sentimentos em sua vida.

Tão feliz que eu não conseguia parar de sorrir.

- Linda… – sussurrei novamente, passando meu nariz por sua bochecha quente, enquanto comecei a estimular de leve.

- Edward…

Ouvir meu nome como um gemido era o paraíso. E só Bella para me proporcionar uma coisa dessas.

- Você é meu anjo… você é a mulher que eu quero pra mim, pro resto da minha vida… – aumentei o ritmo, massageando seu ponto um pouco mais forte. Sua calcinha agora estava ainda mais úmida, a ponto de meus próprios dedos começarem a ficar molhados.

Jesus Cristo. Bella ia me deixar maluco. Tive que ter muita força de vontade e coragem para recuperar a minha respiração. Ela estava à minha mercê, e eu facilmente conseguiria tudo ali, se eu quisesse. Mas era o meu anjo, a minha menina pura, e eu não queria que nada inesperado acontecesse a ela, principalmente na hora errada. Se fosse para acontecer, nós teríamos o momento certo para isso.

Era o que eu acreditava.

Bella imprensou suas pernas ainda mais, apertando minha mão com suas coxas. Aumentei o ritmo, e massageei mais rápido, friccionando meus dedos no pano e sentindo o corpo dela se mexer por inteiro. Beijei seu rosto, e voltei para seus lábios, dando inúmeros selinhos, até o momento em que ela partiu-os e soltou todo o ar que estava acumulado.

Seu orgasmo estava chegando.

- Está chegando, meu sorriso… – sussurrei novamente, querendo assegurá-la de que tudo estava bem. – Está chegando…

Bella gemeu um pouco mais alto e fechou seu semblante. Suas sobrancelhas quase se uniram e ela apertou os olhos. Os dentes encontraram seus lábios, e eu sorri, vendo aquela linda cena à minha frente. Meu anjo, meu sorriso, nua da cintura pra cima, com as bochechas completamente vermelhas e tendo seu primeiro orgasmo.

Seu corpo inteiro travou por alguns segundos, e depois relaxou. Suas pernas deram uma última tremida e eu tive que rir. Relaxei meu braço direito, permitindo que minha cabeça deitasse no colchão ao lado dela, e dei um beijo em sua bochecha, vendo enquanto ela ainda recuperava sua respiração.

Tirei minha mão dali, e subí o zíper de seu short, logo depois fechando o botão de metal. Eu sinceramente não sabia como estava conseguindo fechar botões e abrir sutiãs com tanta facilidade. Acho que era pra ser. Era destino. As coisas aconteciam de forma certa, quando eram com a mulher certa.

Minha pequena mulher.

Bella abriu os olhos e virou seu rosto em minha direção, sorrindo.

- Tudo bem? – perguntei dando um sorriso de canto de lábios.

- Tudo… – ela ainda respirava forte. – Tudo ótimo, na verdade.

Continuei a olhar minha garota, de cima a baixo, e ela acompanhou meu olhar. Era um momento íntimo demais, e maravilhoso demais. Não tinha como estar mais realizado no momento.

- A sensação foi boa? – perguntei curioso, querendo saber o que ela tinha achado.

- Nenhum suco ou palavra no mundo descreveria o que eu acabei de sentir. – ela falou baixo, levando sua mão direita para o meu cabelo. – Nem que eu passasse anos estudando uma forma de transformar isso em receita. – ela riu, acariciando meus fios.

- Não teremos o suco, mas teremos um ao outro, sempre que quisermos sentir isso. – sorri.

Bella passou seu dedo indicador por todo o meu rosto, e fechei os olhos sentindo seu toque. Respirei fundo, no silêncio do quarto, e mais uma vez senti que mal nenhum poderia me atingir se aquela menina que agora passava seu dedo em meu rosto, estivesse sempre à meu lado.

- Eu te adoro, Edward… – Bella sussurrou.

- Eu também te adoro, meu sorriso. – falei no mesmo tom de voz. – Obrigada por ter surgido em minha vida.

Bella riu.

- Quem tem que agradecer sou eu. – ela passou o dedo rápido por meu nariz, brincando.

Acho que nós dois tínhamos que agradecer um pelo outro.

Porque éramos exatamente o que precisávamos.

Ficamos ali, juntos, no silêncio, por muito, muito tempo. Deitei de lado, e Bella fez o mesmo, de modo que ficamos nos encarando e dando sorrisos bobos esporádicos. Minha mão passeava por sua cintura delgada, caminhando com meus dedos e as costas de minhas mãos para cima e para baixo, enquanto ela caminhava com seus dedos em meu braço e peito. Eu nunca me cansaria de ficar olhando para ela, ou em sua presença, como agora. Não tinha como. Quando me dei conta de olhar para o relógio, já eram quase onze da noite.

- Quer que eu faça algo para comermos? – Bella falou, passando a mão no meu rosto. – Estou morrendo de fome.

- Quero. Mas vamos fazer algo juntos. – eu não queria que ela ficasse sozinha cozinhando coisas para mim. – Que tal sanduíches? – sorri.

- Sanduíches. Ótima pedida. – ela retribuiu o sorriso. – Mas e para beber?

Dei um selinho bem demorado em seus lábios.

- Que tal mais uma rodada de Sweet Feelings?


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4 respostas

11 08 2011
Juh

AHHHHHHHHHHHHH!!! LINDO DEMAIS!!! nem sei o q dizer direito sobre esse cap, na boa… Haha’ <33

11 08 2011
Linda

Ahh que lindo!!
Adoreii!!
Eles são lindos juntos!!
Perfeito!

11 08 2011
Bella

PERFEITO!!!!!
Muito muito lindo!!!!!!

12 08 2011
jussara

gente nao faz isso comigo nao …senhor gzuiss O.O

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