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	<title>Meninas Vampiras</title>
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	<description>Tudo sobre a Saga Twilight</description>
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		<title>Thunderstorm II &#8211; Capítulo 27</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 23:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[27 – Promessas  “Nossa digital não se apaga da vida que tocamos.” –  Lembranças Antes de entrar eu olhei algumas vezes para trás para ter certeza que ninguém me seguia. Eu sabia que não devia estar ali. Que, apesar de ter dito à ele, eu não devia voltar. E eu até considerei seguir o que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4524&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-54380 aligncenter" title="thu2cap" src="http://meninasvampiras.com/wp-content/uploads/2011/11/thu2cap.jpg" alt="" width="377" height="466" /></p>
<p><strong><em>27 – Promessas</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p align="center"><em>“Nossa digital não se apaga da vida que tocamos.” –  Lembranças</em></p>
<p>Antes de entrar eu olhei algumas vezes para trás para ter certeza que ninguém me seguia. Eu sabia que não devia estar ali. Que, apesar de ter dito à ele, eu não devia voltar. E eu até considerei seguir o que minha intuição dizia, mas eu estava precisando muito de um amigo para ouvir minha estúpida intuição.</p>
<p>Andei pelos mesmos lugares que havia ido antes e cheguei à cela de Mathew sem nenhuma dificuldade. Ele estava com os olhos fechados e uma expressão de dor no rosto.</p>
<p>-Mathew? – murmurei sem ter certeza se ele me ouviria. – Mathew, está dormindo?</p>
<p>-Eu poderia jurar que nunca mais a veria. – Ele disse abrindo os olhos e ignorando minha pergunta. – É o que deveria ter feito. Você sabe, não é? Não devia estar aqui.</p>
<p>Eu não sabia o que dizer. Ele sabia! Ele sabia quem eu era! Ele ia contar à todos que eu estava aqui!</p>
<p>-Co-como sabe? – guaguejei finalmente obrigando meus pulmões a soltarem algum tipo de som.</p>
<p>Ele deu um pequeno sorriso vencedor. Seus dentes eram brilhantes e brancos e com a sua pele morena eu podia vê-los mais claramente. Seu sorriso era puro e brincalhão, mas também parecia errado em seu rosto, por causa de seus olhos escuros tristes.</p>
<p>- Você não é da guarda. Não é uma vampira, muito menos uma humana. E além do mais, você parece tão aterrorizada que deve estar se perguntando porque voltou.</p>
<p><span id="more-4524"></span></p>
<p>- Eu sei exatamente porque voltei – disse séria e Mathew imitou minha expressão. – Vim porque estou aqui como você. Sou uma prisioneira como você e&#8230;</p>
<p>Ele franziu o cenho confuso.</p>
<p>-Você? Prisioneira? Com estas roupas? – ele falou me interrompendo.</p>
<p>- Mathew, você me perguntou de onde eu vim. Talvez seja hora de te contar <em>o que</em> eu realmente sou – falei entendendo que ele só compreenderia o quão eu precisava dele se eu contasse o que tinha acontecido comigo e por tudo o que passei.</p>
<p>Então eu comecei a contar minha história. Eu sentia como se tivesse tirando um peso das minhas costas. Por algum motivo eu sabia que Mathew tinha que saber da minha história, eu sentia que ele era uma espécie de lembrança do meu passado. Paula costumava ser este laço com a minha antiga vida, mas isso havia mudado de uns tempos para cá desde que ela começou a conviver tanto com vampiros. Depois de tanto conviver com vampiros eu podia perceber que seu comportamento começava a mudar, no início foram pequenas coisas como a fala mais correta e agora até mesmo seus sentidos estavam um pouco mais rápidos. E eu também sabia que não demoraria muito para que Aro estivesse cansado de ter uma humana por perto e por causa de mim e – agora- de Alec ele mandaria que ela fosse transformada. Tremi ao imaginar minha doce e destrutível amiga imortal com olhos vermelhos.</p>
<p>Percebi que Mathew estava calado, parecendo longe e pensativo. É, talvez eu tivesse uma bela história – ou ela fosse muito assustadora.</p>
<p>- Quer dizer que você esta aqui obrigada, mas sua alma gêmea&#8230; como você chama isso mesmo? – ele concluiu com a voz meio rouca.</p>
<p>- <em>Imprinting</em> – respondi ainda esperando que ele concluísse o resto.</p>
<p>- Isso. Então você teve que abandonar seu <em>imprinting</em>, que é um tranfigurador, para que assim ninguém se machucasse? – Assenti e ele continuou ainda meio surpreso. – Os Volturi te querem por causa do seu incrível poder que você ainda não sabe bem o que é, mas segundo o que sua família lhe disse é bem forte. E você é uma&#8230; – ele pareceu pensar e depois franziu o cenho parecendo mais confuso – uma híbrida.</p>
<p>- Sim, uma meio humana meio vampira.</p>
<p>- Há outros de você?</p>
<p>- Na verdade há sim. Mas não como eu. Digo, eles também são híbridos, mas eles são bem diferentes de mim. Normalmente eles são mais lentos e menos fortes que os vampiros e o crescimento deles é muito acelerado. Eu sou mais forte e mais rápida que um vampiro e meu crescimento foi como o de um humano comum.</p>
<p>- Certo. E quanto ao&#8230; sangue?</p>
<p>Aquela queimação subiu pela minha garganta novamente me provocando uma sede insaciável que eu infelizmente sabia pelo o que era. Isso estava acontecendo sempre que eu comia alguma comida humana ou pensava em sangue. Eu tentava não pensar no que aconteceria comigo caso eu ficasse muito tempo sem sangue.</p>
<p>- Eu preciso. Mas não tanto quanto um vampiro. E além do mais, eu só me alimento do sangue de animais.</p>
<p>- Por que? Você não pode com sangue humano? – Mathew perguntou estranhando minha atitude.</p>
<p>Neguei com a cabeça e passei a mão pelo meu longo vestido azul escuro que caia pelo chão já que eu estava sentada.</p>
<p>-Não é isso. Eu apenas não quero&#8230; tirar a vida de alguém. – murmurei sem ter certeza que ele ouviria.</p>
<p>Ficamos em silêncio por algum tempo até que ele o quebrou, sua voz mais rouca ainda.</p>
<p>- Sabe, quando você se transforma em um lobisomem você se lembra de tudo, é mentira aquela lenda que ao se transformar você não lembra de nada da sua vida humana. Eu me lembro, de tudo, cada pequeno detalhe. Mas eu não consigo controlar&#8230; é como se eu tivesse que matar, não importa quem esteja na minha frente.</p>
<p>Engoli em seco tentando me lembrar de como eram os lobisomens, eu não consegui muita coisa, cada filme os lobisomens eram de um jeito. Cada um mais estranho e assustador que o outro. E eu sabia que eles eram, sim, assassinos sem qualquer tipo de emoção.</p>
<p>Então uma lembrança muito forte invadiu minha mente.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>- Droga, Seth, tire Daniela daqui. </em><em></em></p>
<p><em>Seth empurrou Daniela para o banheiro e o incrível cheiro desapareceu.</em><em></em></p>
<p><em>Eu sabia de quem era o cheiro, era de Daniela. Levantei-me da cama e andei lentamente até o banheiro. O gosto dos meus dentes agora clamavam por mais daquele cheiro. Eu rodei a maçaneta e tentei abrir a porta, mas estava trancada. Podia ouvir o choro de Daniela do lado de dentro.</em><em></em></p>
<p><em>-Daniela! Abra a porta! – gritei.</em><em></em></p>
<p><em>E</em><em>u senti alguém me puxando para trás. O corpo todo de Seth tremia ao meu lado, mas não era ele que havia me puxado para trás.</em></p>
<p><em>- Me solte, Jacob!- eu berrava me debatia contra seu corpo.</em></p>
<p>Fechei meus olhos fortemente sentindo o vemeno se espalhar pela minha boca assim que pensei na mão cortada de Daniela.</p>
<p>-Julia? Você está bem? – Mathew me chamou chegando mais perto da cela que nos separava.</p>
<p>Me levantei meio cambaleante e me apoiei na parede tentando fazer o ar entrar pelas minhas narinas, mas ele não era puro, não como eu precisava.</p>
<p>-Tenho que ir. – sussurrei e saí correndo da sala sem olhar exatamente para onde ia.</p>
<p>Minha cama era mais macia do que eu lembrava. Ela empurrou meu corpo para cima assim que me joguei nela e eu bati com força novamente no colchão. As lágrimas estavam queimando meus olhos pedindo que eu as deixasse sair, mas eu não permiti.</p>
<p>Eu começava a sentir um grande buraco começar a me partir ao meio e aquilo doía profundamente. Comecei a lembrar dos momentos felizes que tive com meus amigos – os humanos e os de La Push – e depois os momentos com as minhas duas famílias. Foram tantas brigas, tantos erros, para quê? Para quê se no final eu terminaria sem nada e ainda mais profundamente ferida do que eles jamais me machucaram.</p>
<p>Eu queria minha família de volta, eu queria meus amigos de volta!</p>
<p>As imagens foram se formando à minha frente como num filme e eu ria e chorava junto com tudo aquilo. Eu ria de cada estupidez que já cometi e chorava de saudade de cada abraço, cada beijo que um dia alguém me deu.</p>
<p>Eu nunca havia estado tão sozinha, tão abandonada como naquele momento. Eu sabia que não havia ninguém para que eu pudesse contar pelo o que eu estava passando e aquilo me massacrava.</p>
<p>Foi uma risada conhecida que me tirou dos meus pensamentos e me fez limpar minhas bochechas molhadas de lágrimas. Me sentei na cama e corri até a porta. Paula poderia não saber o que estava acontecendo comigo, mas eu queria apenas um abraço e um silêncio, eu sabia que isso ela poderia me dar.</p>
<p>Então abri a porta, mas não saí para o corredor ficando ali escondida observando os dois.</p>
<p>Paula estava apoiada na parede com o pé em uma bota de pano, como aquelas para quem quebra o pé, e Alec estava ao seu lado rindo e abrindo a porta para ela. Então ele ficou de frente para a minha amiga e os dois pararam de rir imediatamente se aproximando. Vi o lábio de ambos se encostarem e os músculos de Alec se contraindo, aquilo não devia ser muito fácil para ele.</p>
<p>- O que é isso? – ouvi alguém quase gritar e reconheci a voz.</p>
<p>- Jane! – Alec falou surpreso se afastando de Paula, mas ficando à sua frente como se para protegê-la de sua irmã.</p>
<p>Eu não sabia se deveria sair e fazer algo ou apenas ficar ali. Optei por ficar ali. O assunto era entre os três.</p>
<p>- O que é isso? – Jane gritou novamente. – Eu não acredito, Alec! O que você fez? Como pôde?</p>
<p>- Jane, vamos para outro lugar acho que tem algumas coisas que eu devo te explicar e&#8230; – ele foi cortado pela irmã.</p>
<p>- Eu vou te matar, sua humana filha de uma&#8230; – eu não permiti que Jane continuasse e saí de trás da porta entrando na frente de Alec.</p>
<p>Todos me encararam surpresos e pararam se mexer no mesmo instante.</p>
<p>- Acho que isso já é o bastante, Jane.</p>
<p>Seus olhos se estreitaram e ouvi um rosnado saindo do seu peito.</p>
<p>-Quem você <em>pensa</em> que é para me dizer quando parar?</p>
<p>Cruzei meus braços e reprimi o instinto de pular em seu pescoço. Atrás de mim o coração de Paula pulsava acelerado.</p>
<p>- Jane! – Alec chamou sua atenção como se ela fosse uma criança de três anos, não uma vampira com séculos de existência.</p>
<p>-Quem eu acho que sou? – perguntei, o veneno que antes enchia a minha boca pro causa do sangue que eu ansiava agora vinha com mais intensidade por causa da raiva. – Eu sou a única garota que conversou com você em todos estes séculos!</p>
<p>- Isso não é verdade. – ela murmurou.</p>
<p>- Jane, você sabe que é&#8230; – Alec disse – ela é a única que se atreveu a conversar com você desde&#8230; tudo.</p>
<p>- Cale a boca! – ela gritou agora com a voz meio chorosa, mas eu sabia que dali não iriam sair lágrimas – Eu tinha alguém pra conversar sim, Alec. Com meu irmão! Será que ele ainda está aí em algum lugar ou será que esta humanazinha o levou embora?</p>
<p>- Jane não diga isso&#8230; – Alec murmurou e eu pude ver que ele não queria brigar com a sua irmã.</p>
<p>Eu e Paula nos encaramos e pude ver que ela estava se acalmando conforme aquilo deixava de ser uma briga e começava a ser uma “DR” familiar.</p>
<p>- O que quer que eu diga? Era pra <em>você</em> estar junto comigo, como sempre foi! Não era pra eu precisar de amiga alguma.</p>
<p>O olhar de Alec caiu e ele parecia reunir forças para continuar aquela conversa. Eu sabia que aquilo não deveria estar sendo muito legal pra ele, mas era preciso. A irmã dele precisava de limites e era hora de impô-los.</p>
<p>- Não é mais como sempre foi e nunca mais será.</p>
<p>Meu queixo caiu e o de Paula fez o mesmo. Alec acenou com a cabeça para minha amiga e eles logo desapareceram dali. Não me atrevi olhar para Jane, ela provavelmente estava com raiva e eu não queria brigar com ela. Minha mente ainda estava cansada e eu não queria usar meu poder – o qual eu ainda não sabia ao certo qual era.</p>
<p>Me virei para a porta do quarto e enquanto a abria ouvi um soluço. Devo confessar que pensei duas vezes antes de me virar. Mas eu o fiz.</p>
<p>Dei meia volta e a cena que eu vi ali jamais poderia ser tirada da minha mente. Jane estava no chão, encostada na parede soluçando. Dos seus grandes olhos vermelhos saiam grossas lágrimas de sangue escarlate.</p>
<p>Jane relutou um pouco quando fui levá-la ao meu quarto, mas percebeu que eu era mais forte que ela e que eu seria a única a ajudá-la, então ela simplesmente cedeu.</p>
<p>Coloquei-a sentada na cama e corri até o banheiro. Lá molhei uma das toalhas branquíssimas e voltei ao quarto. Jane estava deitada na cama com os olhos olhando para lugar algum. Coloquei sua cabeça em meu colo e ela soltou um soluço seguido de outra lágrima.</p>
<p>Comecei a limpar seu rosto cuidadosamente, a toalha assumindo um tom avermelhado conforme o sangue ia sendo limpado do rosto de Jane. O sangue não tinha cheiro de sangue animal, o cheiro era de ferrugem e sal. Como o cheiro que o mesmo possuía antes de eu completar quinze anos.</p>
<p>- Lyka e Demetri estavam certos. – Jane falou soltando um soluço que doeu até em mim.</p>
<p>Eu nunca havia visto Lyka e o que sabia a seu respeito era pouco. Eu sabia que ela era a parceira de Demetri e que ela simplesmente odiava a raça humana. Para ela os humanos só faziam duas coisas: alimentar os vampiros e destruir seu próprio planeta. Sabia também que ninguém, nenhum vampiro, se atrevia mexer com ela.</p>
<p>Não me atrevi a perguntar o motivo de Demetri e Lyka estarem certos, mas Jane respondeu mesmo assim.</p>
<p>- Eles me disseram que logo esta humaninha iria içar meu irmão com sua aura e ele nunca mais seria meu. Que a partir do momento que ela lançasse sua&#8230; humanidade sobre ele, Alec estaria perdido.</p>
<p>-Alec nunca foi seu, Jane. – murmurei prestes a limpar outra gota de sangue que saia de seus olhos.</p>
<p>Jane sentou-se na cama e começou a assentir freneticamente.</p>
<p>- Sim, ele era meu sim. E eu era dele. Sempre foi assim, sempre pertencemos um ao outro. – Eu neguei lentamente com a cabeça e ela apenas me ignorou. – Sabia que quando éramos mais novos, quero dizer, quando éramos humanos, nós prometemos que nunca iríamos nos separar? Foi sim. Um pacto. Com sangue e tudo. Eu lembro como se fosse ontem, apesar das minhas memórias humanas estarem se perdendo com o tempo, eu me lembro disso com perfeição.</p>
<p>‘Estávamos no sótão de casa escondidos. Já havíamos sido descobertos e não era mais seguro sair de casa, nem na janela nós podíamos ir. Então nós subíamos para o sótão e ficávamos lá, conversando ou brincando de alguma brincadeira de tabuleiro. Eu gostava de jogar dama, mas Alec preferia jogar xadrez.’</p>
<p>Ela soltou uma risada nasalada e uma lágrima saiu dos seus olhos desta vez escorrendo direto para seu pescoço e fazendo uma linha contínua de sangue.</p>
<p>-Mas naquele dia, nós não estávamos brincando, nem conversando. Estávamos em silêncio. Eu tremia de frio e de medo. Então Alec me abraçou e sussurrou dizendo que eu não precisava ter medo, que eles nunca nos achariam ali. Que Marie – nossa irmã – mentiria para os guardas que não estávamos mais ali, que tudo ficaria bem e que assim que amanhecesse nós iríamos para a nova terra, onde não seríamos perseguidos e ninguém nos chamaria de bruxos e filhos do inferno.’</p>
<p>‘Eu disse a Alec que eu acreditava nele, mas que ainda sim tinha medo. Ele então pegou uma adaga que ele sempre trazia junto ao cinto – era um presente que nosso pai havia nos deixado antes de morrer – e cortou a palma da sua mão.’</p>
<p>‘Eu juro que vou te proteger e que nada, nem ninguém vai nos separar jamais, ele disse me encarando nos olhos. Sabe, ele tinha os olhos azuis escuros mais belos do mundo. E então pegou a adaga e me entregou. Eu a encarei por algum tempo e então ouvimos um baque no andar debaixo seguido de um grito. Logo depois passos pesados e mais gritos. Eu vi que Alec também estava com medo e então peguei a adaga e cortei minha mão. Foi quando alguém abriu a portinha do sótão e vimos que era um soldado. Ele andou em passos pesados e pegou o pé do meu irmão o puxando. Eu então uni nossas mãos e eu pude sentir nosso sangue se misturando.’</p>
<p>Os olhos de Jane estavam vagos como se ela não estivesse mais no quarto muito menos no século vinte e um. Ela estava na temporada de caça às bruxas num sótão. E eu estava lá, junto com ela.</p>
<p>- Depois disso eu só vi meu irmão na fogueira quando já estávamos amarrados ao tronco no meio da praça principal.</p>
<p>Eu conhecia aquela história. Jane e Alec foram realmente caçados na época das caças às bruxas, eles realmente tinham sido condenados e realmente tinham sido salvos pelos Volturi.</p>
<p>Abracei Jane e ela retribuiu dando mais um soluço. Nós ficamos assim, em silêncio, ela chorava suas lágrimas e eu perdida em meus próprios pensamentos. Foi em algum ponto de pensar e ouvir Jane chorar que eu dormi.</p>
<p>Eu não tinha muita certeza se aquilo era um pesadelo ou não. Estava sozinha em um local escuro e com cheiro de mofo e poeira. Foi incrível como aquele cheiro não me fez espirrar, eu costumava ser alérgica a pó. Eu estava sentada e com uma pequena vela na minha mão. Me levantei tomando cuidado para não fazer barulho, mas um pedaço do meu vestido agarrou na madeira do chão e eu caí, a vela se apagou. No mesmo instante que a vela apagou eu pude ver que na verdade ela não fazia muita importância, eu conseguia ver quase tudo ali por causa da luz da lua que adentrava pelo telhado. Olhei ao meu redor e percebi estar em uma espécie de sótão. Me levantei novamente desta vez meu vestido não prendeu. Dei alguns passos e fiquei surpresa quando meu sapato não fez barulho algum. Então ouvi sussurros:</p>
<p>- O que está fazendo? – uma voz feminina estranhamente familiar perguntou.</p>
<p>Segui as vozes e, para a minha surpresa, vi os dois que conversavam. Alec e Jane. Eu estava na cena que Jane tinha me contado, sobre o pacto.</p>
<p>-Eu juro que vou te proteger, não importa o que aconteça. – Alec falou cortando sua mão.</p>
<p>Então eu pisquei meus olhos e todo o cenário mudou.</p>
<p>Eu estava em um&#8230; casamento. Percebi que estava novamente sentada, sobre o meu vestido rosa bebê tinha uma bela caixa branca com um laço azul anil. Um presente para os noivos, talvez. Abri a caixa, curiosa, e lá dentro havia um belo colar, um cordão grosso de ouro pendia uma pedra de diamante bem grande. Eu reconhecia aquela pedra, era tão familiar, mas eu nunca a tinha visto.</p>
<p>Inconscientemente meus olhos foram para o casamento que acontecia. Senti a surpresa me inundar quando vi quem estava ao altar.</p>
<p>-Isabella Marie Swan, você aceita Edward Anthony Masen Cullen como seu legítimo esposo, para amar e respeitar, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que ambos estiverem vivos? – ouvi o pastor perguntando à minha mãe.</p>
<p>-Sim. – ela falou, mas sua voz não foi mais que um sussurro por causa das lágrimas.</p>
<p>Era estranho ver Bella humana agora que eu sabia que ela era a minha mãe. Ela ainda parecia muito com a Bella super azarada do livro, e não com a mãe cuidadosa que fora comigo.</p>
<p>- Edward Anthony Masen Cullen, você aceita Isabella Marie Swan como sua legítima esposa, para amar e respeitar, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que ambos estiverem vivos?</p>
<p>Eu não ouvi Edward respondendo, apesar de saber qual seria a resposta. O cenário mudou novamente com um estalo me fazendo fica tonta.</p>
<p>Desta vez eu estava em cima de uma árvore, olhei ao redor e a visão que eu tinha era linda. A árvore que eu estava sobre estava no topo de uma montanha e dali eu podia ver uma pequenina cidade iluminada pelo sol alaranjado do crepúsculo.</p>
<p>Ouvi alguém conversando a alguns metros de mim, no chão e me concentrei. Um casal estava se abraçando. A menina estava de costas para o rapaz, ambos observando a vista.</p>
<p>-Quanto tempo você acha que vai durar? Esta paz toda? – a garota perguntou, sua voz era familiar demais.</p>
<p>- Não sei. Eu só sei que desta vez vamos estar juntos, não importa o que aconteça. – garoto respondeu, a voz dele era ainda mais familiar, mas por algum motivo eu não conseguia me lembrar de onde.</p>
<p>Então a garota se virou para ficar de frente para o garoto e eu pude ver seu rosto – apesar do menino ser bem mais alto que ela e tampá-la quase toda – o choque quase me fez cair do galho que eu estava sentada.</p>
<p>A garota era eu.</p>
<p>- Promete? – a menina/eu perguntou, seus/meus olhos brilhando radiantes.</p>
<p>O garoto beijou a garota/eu por uns segundos e então ele deve ter sorrido, pois os olhos da menina/eu brilharam mais ainda.</p>
<p>-Prometo.</p>
<p>Sentei-me arfando na cama e minha cabeça rodou. Olhei ao meu redor enquanto meu coração voltava ao normal. Eu estava sozinha no quarto e ele estava totalmente escuro, sem nenhum tipo de luz saindo por de baixo da porta. Olhei o pequeno relógio que tinha aparecido do lado da minha cama um dia depois de eu ter chego aqui. Eram quatro horas da manhã. Deixei meu corpo cair na cama e comecei a pensar no sonho. Eu nunca tinha tido um igual, isso era boa notícia, eu já estava começando a achar que estava ficando doida, já que meu subconsciente só pensava em um tipo de sonho. Pelo visto ele ainda tinha algum tipo de criatividade.</p>
<p>Tentei ligar os sonhos, já que eles tinham vindo como se fossem parte de um só sonho, mas dividido em partes. Certo, o primeiro eu já sabia o que era: Jane e Alec, um prometendo ao outro que ficariam juntos para sempre. O outro era Edward e Bella casando. O que seria o casamento? Um juramento de&#8230; uma promessa de eternidade juntos.  E eu com Jake? Este foi o mais estranho de todos, já que foi uma lembrança e não só minha imaginação. Mas ele também tinha sido uma promessa. Senti um arrepio percorrer minha espinha. Eu costumava cumprir minhas promessas.</p>
<p>Levantei-me sem pensar duas vezes e peguei um manto cinza escuro que estava sobre a poltrona e saí do quarto. Bati duas vezes no quarto de Paula e esperei por alguma resposta, talvez ela estivesse dormindo&#8230; com o coração rápido demais para alguém que se encontra inconsciente.</p>
<p>- Entre. – ouvi minha amiga falando baixo.</p>
<p>Abri a porta e entrei fechando-a atrás de mim.</p>
<p>- Ei. – disse me sentando em sua cama macia.</p>
<p>Paula estava deitada com a perna que tinha uma botinha azul sobre a almofada. Ela me encarou com um biquinho de poucos amigos e cruzou os braços.</p>
<p>- Te acordei? – perguntei mordendo o lábio.</p>
<p>- Não, não consigo dormir! Eles me fazem dormir muito cedo aqui, não é o que eu estou acostumada, então estou sempre perdendo o sono antes que amanheça. – Ela reclamou sem desfazer o biquinho.</p>
<p>Não pude deixar de soltar uma risada e suspirei logo em seguida.</p>
<p>- Tirando isso&#8230; e isso&#8230; – falei apontando com a cabeça para sua perna imobilizada – como você está?</p>
<p>Pude ver que ela relaxou a postura, provavelmente surpresa com a minha pergunta.</p>
<p>- Vou indo. Aqui tem até seus pontos bons – ela deu um meio sorriso, e eu já soube a quem ela se referia e então seu sorriso desfez -, mas Jú&#8230; eu não gosto daqui. Estes vampiros, exceto alguns, é claro, parecem loucos – ela agora murmurou parecendo receosa.</p>
<p>Soltei um outro suspiro e peguei sua mão, instantaneamente minha boca secou. Eu podia sentir seu sangue passando por suas veias ali. Soltei sua mão imediatamente e sutilmente afastei-me da minha amiga.</p>
<p>-Vou te tirar daqui assim que conseguir bolar um plano, prometo – falei meio que prendendo a respiração, desde quando o cheiro de Paula havia se tornado algo tão chamativo?</p>
<p>- Tá, disso eu sei. – ela falou meio que brava e eu me surpreendi. – Mas não é isso que me preocupa! Não é comigo que eu estou preocupada, Julia, é com você! Você mal come desde que chegamos aqui, mal dorme e não venha negar que nada disso é verdade porque eu sei. Você está emagrecendo, e quanto a estas olheiras? Eu sei que tá tudo muito difícil pra você, que é muita pressão, mas&#8230; você não pode me proteger quando mal consegue proteger à si mesma! Como vamos sair daqui se daqui a algum tempo você mal vai conseguir andar?</p>
<p>- Eu nunca disse que iria sair daqui&#8230; – sussurrei sem saber o que dizer.</p>
<p>A boca de Paula ficou em forma de “O” enquanto ela entendia o que eu tinha acabado de dizer.</p>
<p>- Ah&#8230; o quê? – ela bufou soltando todo o ar.</p>
<p>- Te tirar daqui é algo que podemos considerar, mas&#8230; Paula, você acha mesmo, que depois de todos estes anos, os Volturi simplesmente me libertariam pra eu viver livre e feliz pelo mundo?</p>
<p>- Então comecemos uma guerra! Não importa, não vou te deixar para trás. – Os olhos da minha amiga já começavam a lagrimejar.</p>
<p>- Começar uma guerra? Tá doida, Paula? Eu nem&#8230;</p>
<p>- Ah! Você é tão mártir quanto a Bella! Que saco, Julia! – ela aumentou o tom de voz agora ficando nervosa comigo.</p>
<p>- Você não entende. Ninguém entende! Ninguém sabe pelo o que eu estou passando e ainda se sentem no poder de me julgar! – esbravejei me levantando da cama.</p>
<p>Pude ver Paula se remexendo na cama e percebi que se ela pudesse já teria se levantado para ficar da minha altura. Então enquanto ela consumia minhas palavras seu ombro relaxou e ela pareceu se acalmar.</p>
<p>- Você tem razão.<em> Eu</em> não entendo. – Ela falou agora mais baixo.- Mas pretendo entender logo.</p>
<p>Franzi o cenho sem entender muito bem o que ela queria dizer com isso.</p>
<p>- Como assim?</p>
<p>- Jú, do mesmo jeito que você diz que não vai sair daqui, eu não vou sair humana. Eles já deixaram Daniela ir, você acha mesmo que deixariam mais uma humana sair por ai feliz e contente sabendo o segredo deles? – eu abri a boca para interrompê-la, mas não saiu som algum, então ela continuou – E além do mais, eu nem<em> quero </em>sair humana.</p>
<p>-Não quer sair humana? Como você quer sair então? – perguntei, o veneno começando a se espalhar pela minha boca, mas desta vez não por que eu queria sangue, mas sim por causa da raiva.</p>
<p>- Acho que você sabe como eu quero sair – ela murmurou.</p>
<p>Suas palavras caíram sobre mim como se pesassem uma tonelada. Então mais veneno lubrificou minha boca fazendo a raiva ficar ainda pior.</p>
<p>Era por isso que eu estava lutando? Por alguém que nem queria sair humana daqui? E se ela não saísse humana, para mim seria como uma batalha perdida. Por que eu sabia que se minha amiga fosse transformada ela jamais poderia voltar para sua família, para nossos amigos.</p>
<p>- Eu não acredit. – falei com desgosto. – Você realmente não entende. Isso não é como pensamos, Paula. Não é um conto de fadas onde tudo da certo no final! Hey, por mais que pareça um sonho, isso é a vida real. E na realidade ser vampira não é nem metade do que pensamos. Não é nem metade do que lemos nos livros nem vimos em filmes! Não é um dom, como imaginávamos, é uma maldição.</p>
<p>-Não é bem assim. Pra <em>você</em> é uma maldição e você nem é vampira direito.</p>
<p>-Se pra mim já é tão ruim, eu, que nem vampira direito sou. Imagine pra alguém que realmente é. – Senti minha voz perder o som conforme o bolo em minha garganta ia se formando e as lágrimas acumulavam-se nos meus olhos – Ou você acha que beber é sangue é bom? O gosto é maravilhoso, mas sentir a pessoa morrer em seus braços enquanto você tira a vida dela. É a pior sensação que existe. E por nada no mundo desejaria que alguém a sentisse, ainda mais você.</p>
<p>-Não há necessidade de matar ninguém e você sabe muito bem disso – ela falou a voz amarga, mas eu ainda podia ver as lágrimas em seus olhos lutando para sair, as minha estavam do mesmo jeito.</p>
<p>- Mas você vai querer. E <em>vai </em>matar se não conseguir se controlar. Agora eu te pergunto, Paula: Você conseguiria viver com a morte de uma pessoa em suas mãos?</p>
<p>Ela hesitou por um segundo antes de responder, mas pelo tom de sua voz eu sabia que Paula estava fraquejando.</p>
<p>-Alec vai me ajudar, assim como Edward ajudou Bella.</p>
<p>Revirei os olhos impaciente.</p>
<p>- Como ele vai te impedir se ele mata humanos para se alimentar toda semana? – perguntei descrente.</p>
<p>- Ele disse que vai parar.</p>
<p>- E deixar sua força e sua refeição favorita para trás? Vocês dois podem se gostar, mas ele ainda é um vampiro, Paula. E é só olhar para a cor da manta dele para ver isso. Talvez você não esteja confiando nas pessoas certas.</p>
<p>Seu olhar caiu para o meu corpo e depois voltou para os meus olhos. Agora ela parecia furiosa com os olhos apertados e respirando alto. Só então entendi que ela estava olhando para a minha manta que possuía a exata cor da de Alec.</p>
<p>- É, talvez eu não esteja.</p>
<p>Ficamos em silêncio por um tempo. Uma encarando a outra com olhares de ódio que jamais haviam sido trocados por todo nosso tempo de amizade. Então alguém bateu na porta fazendo-nos desconcentrar da briga.</p>
<p>- Paula, sou eu, Alec. Posso entrar? – a voz de Alec era baixa e doce.</p>
<p>- Claro. – ela falou e ele abriu a porta parando em frente a mesma quando me viu. – <em>Você</em> é bem-vindo aqui. – Paula continuou agora com o tom severo claramente com uma indireta para mim.</p>
<p>Eu pisquei por um instante e percebi o que ela queria dizer. Eu não era bem-vinda ali. Senti o bolo em minha garganta aumentar e meu estômago revirar. Não pensei duas vezes e saí do quarto com o passo mais rápido que eu pudesse andar sem que precisasse correr.</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4524&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Thunderstorm II &#8211; Capítulo 26</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 03:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[26- De volta às cores  “Sua mente esta agitada/ Eles dizem que você esta se tornando melhor, mas você não sente nenhuma melhora.” Hearing Damage – Thom York   (Ponto de vista de Julia Benatti) Eu não me lembro de como fiquei quando voltei para o Brasil, mas com certeza, não foi deste jeito. Era [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4520&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-54380 aligncenter" title="thu2cap" src="http://meninasvampiras.com/wp-content/uploads/2011/11/thu2cap.jpg" alt="" width="377" height="466" /></p>
<p align="center"><strong><em>26- De volta às cores</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><em>“Sua mente esta agitada/ Eles dizem que você esta se tornando melhor, mas você não sente nenhuma melhora.” Hearing Damage – Thom York</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>(Ponto de vista de Julia Benatti)</strong></p>
<p>Eu não me lembro de como fiquei quando voltei para o Brasil, mas com certeza, não foi deste jeito. Era como se de repente eu não conseguisse ver, ouvir ou sentir. Era tudo muito automático e sem pensamento. Talvez fosse melhor assim, talvez eu não tivesse conseguido continuar vivendo se eu não tivesse me desligado deste modo.</p>
<p>Já tinham se passado dois ou três dias, eu não tinha certeza do tempo aqui, já que eu não via o céu – ou qualquer outra coisa -, e nem me preocupava em olhar relógios, mas eu me lembro de ter ido para a cama algumas vezes. Me lembro também de não ter conseguido dormir nenhuma destas vezes.</p>
<p>Na verdade, eu não tinha nenhuma lembrança concreta desde aquele dia, desde aquela ligação. Eu sabia que estava certa em fazer isso, em deixar o tempo passar. Logo teriam passado meses, anos e então séculos. Era tudo o que eu queria, que o tempo passasse e eu não o visse passar; não queria sentir a dor que os ponteiros do relógio provocaram em uma certa parte de minha mente – que era a única que eu sentia, já que os <em>meus</em> sentimentos estavam adormecidos -, não queria perceber que daqui à algum tempo a dor neste canto especial da minha mente iria desaparecer e dar lugar à algum tipo de alegria que a<em> minha</em> mente jamais sentiria.</p>
<p>Olhei meu reflexo no espelho sem exatamente ver alguma coisa. As olheiras se sobressaíam na minha pele branca e opaca – ela havia perdido o brilho à algum tempo indeterminado -, meus lábios estavam apagados e assumiam um tom estranhamente arroxeado. Meus cabelos estavam presos em um rabo mal feito caído apenas para que não dessem o trabalho de cair sobre meus olhos e eu ter que tirá-lo antes que alguém fizesse por mim.  O vestido –que agora eu já tinha me acostumado – cor de bronze bem escuro quase não aparecia por causa do manto cinza escuro que agora já usava sem pestanejar. Tudo aquilo, aquelas características e aquelas roupas já faziam parte do meu novo eu: a sem vida.</p>
<p>Saí do quarto e passei pela porta do quarto da Paula direto, eu sabia que ela ainda não tinha acordado pelo ritmo lento que seu coração batia. Não pensei em acordá-la, provavelmente ela preferiria acordar com Alec a chamando para tomar café.</p>
<p>Passei pelos corredores que eu ainda não conhecia muito bem e resolvi passar pela minha área preferida daquele lugar – a biblioteca. Muito raramente havia alguém lá e eu podia escolher um livro qualquer e ler. Mas eu ainda não tinha decorado o caminho para a biblioteca, então fui remexendo em minha memória as vezes que Jane e Phelipe me levaram até lá – muitas vezes em poucos dias -, infelizmente eu não conseguia lembrar-me de nenhum corredor específico ali.</p>
<p><span id="more-4520"></span></p>
<p>Subi as escadas até que elas se acabaram. Estranho, eu acho que nunca tinha estado ali. Pisquei meus olhos fortemente tentando me concentrar em algo, mas eu estava absorta a tanto tempo que nem me lembrava de como eu conseguia me ligar ao mundo real.</p>
<p>Eu já ia descer novamente e procurar alguém para me informar onde diabos eu achava a biblioteca quando uma porta me chamou a atenção. Ela ficava ao fundo do corredor e não era alta e nem de madeira como as outras, era de prata – por que os Volturi tinham uma porta de prata ali?</p>
<p>Aquela porta tão diferente das outras não tinha só o material diferente – estranho -, ela também emanava um cheiro peculiar. Algo muito artificial como cheiro de hospital, mas mais concentrado e forte.</p>
<p>Quando percebi já estava dentro da sala escura. Mesmo com a minha visão bem melhorada de meia vampira eu ainda não conseguia ver tudo com perfeição – como via quando estava em um lugar escuro.</p>
<p>Eu caminhava por entre as enormes prateleiras de alumino. Algumas delas eram cheias de tubos de ensaios enquanto outras continham vidros maiores com coisas estranhas dentro mergulhadas em clorofórmio. Não me aproximei de nada, não queria que ninguém percebesse que estive aqui e com certeza com aquele escuro eu corria o risco de quebrar ou deixar algo fora do lugar.</p>
<p>Ouvi algum tipo de barulho seguido por um grunhido e respirações fortes. Dei alguns passos cegos para trás na intenção de me proteger e acabei batendo em uma pequena mesinha que continha agulhas em cima. Antes mesmo que estas pudessem alcançar o chão as peguei e as coloquei onde estavam. Outro grunhido veio do mesmo lugar que desta vez localizei ser o leste. Me virei na direção do barulho e apertei meus olhos na intenção me melhorar minha visão, mas estava tudo escuro demais para que obtivesse algum tipo de sucesso.</p>
<p>-Ainda não é lua cheia. – ouvi uma voz grossa e arrastada dizer vinda do mesmo lugar dos grunhidos.</p>
<p>A alguns metros de mim eu finalmente pude ver o dono dos barulhos. Ele estava dentro de algum tipo de cela com barras de prata. Havia uma pequenina janela atrás da parede que ele se sentava e ela deixava escarpar míseros raios de sol.</p>
<p>Dei três estudados passos até o garoto que me analisava com o olhar cansado e meio lunático. Ele não se moveu quando me aproximei, continuou com o corpo meio sentado meio caído encostado na parede. Ele usava apenas um short jeans surrado, seus cabelos eram curtos e negros e os olhos – sempre frenéticos tentando me analisar mais do que eu o analisava – negros eram foscos como os de um vampiro que não se alimenta à muito tempo. Mas eu sabia que ele não era um vampiro, não apenas pela cor acobreada da pele como também como o cheiro de cachorro molhado que ele exalava.</p>
<p>- Quem é você? – perguntei cuidadosamente com medo da resposta.</p>
<p>Ele franziu o cenho e me encarou por alguns segundos antes de entender.</p>
<p>- Você nem se quer é uma vampira! O que esta fazendo aqui? – ele perguntou tentando se levantar, mas ele cambaleou e caiu no chão.</p>
<p>Fiz uma careta. Era muita coisa pra explicar e eu não tinha muito tempo.</p>
<p>- Eu nem deveria estar aqui, pra falar a verdade. Acontece que&#8230; – ele me interrompeu.</p>
<p>- Você estava doida pra conhecer o tal “filho da lua” e não pode se agüentar, teve que vir dar uma olhadinha – ele falou meio arrogante.</p>
<p>Depois de franzir meu cenho pro tom que ele disse tudo eu finalmente compreendi realmente suas palavras.</p>
<p>-Vo-você é um filho da lua? Um&#8230; um verdadeiro filho da lua? – ele assentiu lentamente como se eu fosse algum tipo de deficiente mental – Sério? Um lobisomem? Um lobisomem <em>de verdade</em>?</p>
<p>-Como assim um lobisomem <em>de verdade</em>? É claro que eu sou um lobisomem de verdade. Você por acaso conheceu algum que fosse de mentira? – ele perguntou desta vez meio brincalhão.</p>
<p>Fiz uma careta. Aquela era a primeira conversa que eu realmente tinha me concentrado depois daquela ligação. Era meu primeiro contato com o mundo depois de tanto tempo na inércia e logo nesta primeira conversa a pessoa mesmo sem já conhecer os tranformos já fala neles; consequentemente eu lembrei de quem eu não devia: meu <em>imprinting</em>.</p>
<p>-Não de mentira. Mas&#8230; alguns bem parecidos com os lobisomens de verdade. Só tem algumas diferenças. É uma longa história e como estou aqui escondida&#8230;</p>
<p>-Não se preocupe, eles só vem aqui nas luas cheias e ainda faltam duas semanas para que ela volte. <em>Dieu merci.</em> – ele falou em francês.</p>
<p>Só então percebi que o garoto tinha um sotaque um pouco forte que eu não conhecia bem.</p>
<p>- De onde você veio?</p>
<p>- Nasci originalmente na França. Depois a Guerra explodiu e fui recrutado para a Rússia para que pudesse defender meu país. Foi lá mesmo que fui transformado em um Filho da Lua. Eles eram um grupo muito grande de Filhos da Lua e estavam se preparando para uma luta contra uns vampiros que tentavam invadir, por isso estavam transformando lobisomens muito rapidamente. Então, algum tempo depois os Volturi me acharam e estão me estudando desde então.</p>
<p>Eu tinha a impressão que havia uma parte da história que ele não havia me contado, mas eu não podia simplesmente sair perguntando.</p>
<p>- E você? De onde veio?</p>
<p>As imagens do Brasil passaram na minha mente e eu quase me perdi em meus pensamentos. Até que um rugido horripilante saiu de algum lugar da sala me fazendo dar um pulo. Meu coração acelerou e me vi dando um passo na direção do lobisomem. O olhei em busca de alguma resposta e percebi que ele olhava na direção do rugido com o olhar cansado como se estivesse acostumado com aquilo.</p>
<p>Estava prestes a perguntar o que diabos tinha sido aquilo quando sua voz cortou minhas intenções.</p>
<p>- Nem me pergunte o que é <em>isso</em>. Os vampiros dizem que é uma criança. Mas é claro que nenhum tipo de criança, por pior que fosse, iria gritar tanto assim. Ela apenas ruge, como um leão faminto preso em um circo onde é mal tratado. – O encarei ainda um pouco assustada. <em>Aquilo</em> estava preso, certo? – Está preso em algum lugar, não se preocupe.</p>
<p>Olhei ao meu redor com minha intuição ainda me avisando para sair daqui. E eu costumava seguir minhas intuições.</p>
<p>-Eu acho que&#8230; já esta na hora de eu ir – murmurei dando um passo para trás.</p>
<p>O olhar do lobisomem se tornou frenético e desesperado.</p>
<p>- Não! Por favor! Eu não falo com ninguém a mais tempo do que posso contar. Por favor. Não vá. – Ele implorou novamente tentando levantar-se, mas seu corpo caiu antes mesmo que pudesse ficar da minha altura.</p>
<p>- Voltarei mais tarde. Quando for seguro – me vi falando e quase fui surpreendida.</p>
<p>Quase. Eu sabia que voltaria. Minha curiosidade falava mais alta e minha compaixão também. Eu queria ajudá-lo. E mais que isso, eu queria conhecê-lo. Aquele lobisomem seria minha única ligação com a realidade, e apenas o fato de ele ser um lobisomem já me trazia uma estranha familiaridade com Jacob.</p>
<p>Dei mais alguns passos para trás e já estava quase me virando quando lembrei de perguntar o que tanto queria saber.</p>
<p>- Qual seu nome?</p>
<p>Vi algum tipo de esperança cruzar seu rosto. Aquilo era o mais próximo que nós dois tínhamos de humano, o nosso nome. E além do mais, eu não queria continuar chamando-o de lobisomem, era muito surreal.</p>
<p>-Sou Mathew Goodwin. E o seu, doce senhorita?</p>
<p>Eu não precisei pensar para respondê-lo. Se ele seria minha conexão com os que tanto amava eu sabia muito bem que nome eu lhe informaria.</p>
<p>-Julia Benatti. – Ele deu um pequenino sorriso e eu tentei lhe retribuir, foi estranho, e não me pareceu certo. – Voltarei assim que puder.] – prometi indo contra minha intuição.</p>
<p>Saí da sala e corri em direção aos quartos. Foi mais fácil os achar do que eu estava acostumada e muito mais estranho. Eu conseguia ver tudo. Conseguia ver todas as cores dos corredores e todas as áreas. Não era como eu via tudo antes, mas mesmo assim tudo o que era preto e branco agora começava a ter estranhos tons de vermelho e azul.</p>
<p>Fui direto para a sala de café da manhã e entrei nela meio que bufando. Era estranho respirar novamente. Todos lá dentro olharam para mim surpresos pelo meu estranho comportamento. Eu podia ouvir os barulhos que estava fazendo, como andar, respirar! Eu até podia sentir o cheiro das coisas. Eu podia fazer tudo isso, mas não era do mesmo jeito que antes. Eu ainda sentia aquele enorme buraco dentro de mim e aquela dor constante numa parte do meu cérebro. Mas agora estava tudo um pouco diferente. Talvez fosse apenas o fato de eu ainda estar em choque por ter conhecido um Filho da Lua, e logo passaria. Eu tinha quase certeza que era o choque. Eu tentaria mantê-lo aquecido por quanto tempo conseguisse.</p>
<p>-Bom dia. – Phelipe disse ainda surpreso.</p>
<p>Sentei-me à frente de Paula e ao lado de Jane. Peguei um pedaço de pão e passei manteiga nele. Eu ainda não tinha o luxo de sentir fome, mas eu queria sentir o gosto.</p>
<p>Quando o coloquei na boca foi quase uma desilusão. Eu podia sentir o cheiro e ver as cores, mas eu ainda não tinha direito ao paladar. Talvez o efeito da surpresa estivesse passando.</p>
<p>-Onde você estava? Passei no seu quarto e você não estava lá. – Jane me perguntou.</p>
<p>Ela ainda conversava comigo? Estranho, não me lembrava de conversar com ela depois do avião. Okay, eu não me lembrava de muita coisa depois da ligação mesmo.</p>
<p>- Estava dando uma volta. Achei que seria bom conhecer o resto do&#8230; local. – contei uma meia mentira. Eu estava realmente conhecendo o resto do local e o resto das pessoas também.</p>
<p>- Se quiser depois posso te mostrar tudo. – Phelipe sugeriu surpreso. – Já devia ter feito isso, mas você não parecia se&#8230; interessar.</p>
<p>Dei de ombros e tomei um pouco do leite que tinha colocado pra mim. Pela primeira vez na manhã olhei para Paula. Ela me encarava com os olhos esbugalhados de tão surpresa que parecia.</p>
<p>- O que foi? – perguntei quando engoli o leite escaldante; outra decepção, eu não sentia nem mesmo a temperatura.</p>
<p>Minha amiga balançou a cabeça parecendo meio tonta e apoiou as costas na cadeira.</p>
<p>-Você parece&#8230; – ela foi interrompida por Phelipe.</p>
<p>- Diferente.</p>
<p>- Talvez até&#8230; melhor. – Jane disse ainda me encarando.</p>
<p>Olhei para Alec esperando que ele dissesse algo a respeito das minhas atitudes de manhã, mas ele me encarava de um modo diferente de todos os outros. Me encarava com desconfiança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>***</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>-Você terá aula de Latim e depois&#8230; hmmm&#8230; Aro quer lhe ver– Phelipe me informou enquanto caminhávamos em direção à biblioteca.</p>
<p>Marcus havia se oferecido para me dar aulas de Latim e Italiano enquanto não arrumávamos um vampiro tão bom quanto ele para fazê-lo. No início eu achei estranho, afinal, Marcus não parecia se importar em respirar, quanto mais em dar aulas para mim.</p>
<p>Perguntei á Alec o que ele achava desta estranha reação. Ele apenas deu de ombros e disse que talvez Marcus estivesse entediado e quisesse me ajudar. “O que há de estranho nisso?” ele perguntou. Não respondi, apenas olhei para a Paula que me olhou com a mesma curiosidade. Bem, pelo menos eu não era a única aqui que achava aquilo estranho.</p>
<p>Eu e Phelipe paramos em frente à sala da biblioteca e ele já estava indo quando pareceu se lembrar de algo.</p>
<p>- Ah! A propósito&#8230; eu gostei deste seu novo&#8230; jeito. Quase lembra a Julia de antes. – ele disse dando um pequeno sorriso.</p>
<p>- Quase. – reforcei.</p>
<p>- É. Quase. – Ele concordou com o sorriso sumindo de seu rosto de mármore e logo indo para onde quer que fosse.</p>
<p>Dei um longo suspiro e abri a porta da biblioteca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- O que Aro quer comigo? – perguntei enquanto Marcus e eu íamos ao encontro de Aro.</p>
<p>Ele me olhou e eu senti um frio na espinha. Eu tinha um certo medo de Marcus, mas ao mesmo tempo sentia como se pudesse confiar nele. Como um perigo que era preciso correr.</p>
<p>- Acho que ele vai começar o treinamento hoje – ele respondeu com sua voz rouca e distante.</p>
<p>- Treinamento?</p>
<p>- Você não acha que apenas sua força e sua velocidade são melhores, não é?</p>
<p>Fiz uma careta e olhei para frente. Eu achava que aquilo já era o bastante, mas assim como Bella meus pensamentos eram bloqueados, então eu deveria ter sim, algum tipo de poder relacionado com isso. Mas não era algo que eu queria desenvolver. Ser diferente do jeito que eu era já era perigoso demais para a minha própria saúde.</p>
<p>- Bom, nós acreditamos que não seja. E como sua velocidade e sua força só foram desenvolvidas quando você precisou delas imaginamos que com seu poder será a mesma coisa.</p>
<p>- E o que&#8230; o que pretendem fazer para que eu “precise” do meu poder? – perguntei com certo medo da resposta.</p>
<p>Marcus olhou para mim vagamente pelo canto do olho e não respondeu. Pensei por um segundo em pressioná-lo, mas ele não parecia o tipo de pessoa que me contaria algo.</p>
<p>Andamos por mais alguns segundos em silêncio e quando pude ver já estava entrando no salão principal com Marcus ao meu lado. Lá estavam a maioria dos vampiros da guarda. Dei falta de Jane, Alec, Phelipe, Felix, Renata – que deveria estar com Aro, já que o mesmo não estava aqui – e Heide. Esta última nunca era boa notícia quando ela saia, sempre voltava cheia de humanos que seriam alimento de todos.</p>
<p>Para a minha surpresa nós não paramos no salão principal e sim seguimos para uma porta no fundo. Eu nunca havia entrado ali.</p>
<p>O local era estranho. Chegamos de um local mais alto com visão para a sala toda. Descemos uma escada em curva que acompanhava a parede. Tudo ali era de pedra e o teto idem. As luzes vinham apenas de várias velas ao longo de tudo.</p>
<p>- Ah! Vocês perderam uma luta emocionante! – Aro disse sorrindo daquele seu jeito estranho, que sempre parecia estar sendo falso. – Phelipe tem melhorado muito suas habilidades. Devo constar, é claro, que isso se deu desde sua chegada, Renesmee.</p>
<p>Ignorei o que Aro dissera e fiquei mais preocupada em ler os rostos das pessoas que ali se encontravam. Não consegui muita coisa, só que todos ali pareciam bastante ansiosos. Cada um de seu modo.</p>
<p>- Parece muito bem, Julia. – Felix falou dando um terrível sorrisinho nojento.</p>
<p>- Renesmee. – O corrigi e olhei para Aro querendo finalizar aquilo o quanto antes. – Me chamou?</p>
<p>Todos já estavam acostumados com meu jeito gélido de falar com todos – com algumas exceções, claro – e ninguém pareceu se importar com a minha pressa.</p>
<p>- Presumo que meu irmão Marcus já lhe informou sobre o nosso objetivo aqui. – Aro disse e eu apenas assenti. – Muitíssimo bem. Dediquei certo tempo para pensar sobre você, minha querida e concluí que como a sua mãe você também deve ter um poder ligado ao seu bloqueio mental.</p>
<p>Eu achei que quando conhecesse Aro fosse levar um bom tempo para entender o que ele dizia mesmo que fosse em português, mas isso não o aconteceu. Eu tinha algumas teorias sobre isso:</p>
<p>A)    Eu estava ficando mais inteligente.</p>
<p>B)     A transformação tinha feito meu cérebro trabalhar como o de um vampiro normal, se não mais rápido.</p>
<p>C)     Era o perigo. Meu subconsciente sabia que eu estava em perigo e por isso trabalhava mais rápido tentando entender tudo o mais depressa possível para que eu logo saísse da situação.</p>
<p>Eu acreditava fielmente na opção C, mas mesmo assim eu queria que meu subconsciente não acreditasse que eu estava em situação de perigo, porque eu não queria viver sempre em alerta já que isso estava tirando meu sono e me deixando extremamente cansada. Sim, eu queria acreditar que era o perigo que me mantinha acordada de noite e não a falta que meu<em> imprinting</em> fazia.</p>
<p>- E&#8230;? – perguntei esperando que ele continuasse suas conclusões para quanto meu poder.</p>
<p>- E&#8230; bem, se você tem um poder não podemos deixá-lo para lá, não é mesmo? Afinal, você é uma de nó. – ele disse dando um largo sorriso no final da frase.</p>
<p><em>Eu não sou uma de vocês</em>, tive vontade de rosnar as palavras que tanto queriam sair. Mas eu sabia que eu estava ali como uma deles – por mais que me doesse – e tinha que aceitar este tipo de coisa.</p>
<p>Engoli em seco as palavras que escorregavam pela minha garganta e respirei fundo.</p>
<p>- Marcus me disse que pretendem fazer meu poder se revelar do mesmo jeito que minha força e minha velocidade se revelaram. Mas explique-me, Aro, como diabos farão isso?</p>
<p>Vi o sorriso de Aro torna-se maior, quase maléfico e minha boca secou com o desespero. Meu Deus, o que eles fariam comigo?</p>
<p>- Pense bem, Renesmee, querida, como trabalharam o poder de sua mãe?</p>
<p>Senti meu olho arregalar e não tive coragem de perguntar.</p>
<p>- Vejo que entendeu. Muito bem, tragam-na. – Aro disse a alguém.</p>
<p>Logo depois ouvi o barulho da porta por onde tinha vindo e depois passos humanos.</p>
<p>Paula veio descendo a escada com o medo estampado no seu rosto. Atrás dela Demetri vinha com cara de tédio. Eles pararam ao lado de Alec que pegou a mão de Paula olhando-a com o olhar meio atormentado.</p>
<p>- Não se preocupe, vai ficar tudo bem – ele murmurou em seu ouvido.</p>
<p>- Não vai usar minha amiga – falei cruzando os braços para Aro.</p>
<p>- Ah! Vai sim. – Caius disse chegando ao lado de Aro – E o único jeito de impedir que ela não seja atingida é usando seu poder.</p>
<p>Olhei desesperadamente para Alec que trazia Paula para perto de mim e logo depois meu olhar foi para Phelipe num pedido silencioso de ajuda. Ele apenas olhou para o chão sem ter coragem de me encarar.</p>
<p>Alec se posicionou à nossa frente e colocou as mãos nos bolsos.</p>
<p>- Vou usar meu poder nela e você vai tentar impedir.</p>
<p>- Mas o quê? Eu não sei o que fazer! Como vou impedir?</p>
<p>-Claro que sabe, você leu no livro e tenho certeza que Bella conta direitinho como se faz. – Caius cuspiu.</p>
<p>- Apenas concentre-se e tente usar seu poder em Paula também. – Alec disse calmamente. – Eu não vou machucá-la, Julia, só a deixarei longe do mundo por alguns segundos.</p>
<p>Eu podia ouvir o coração de Paula pular em seu peito e logo consegui ver um tipo de fumaça negra indo na direção dela e a envolvendo como neblina.</p>
<p>A boca de minha amiga abriu um pouco como se estivesse numa sessão de relaxamento, mas seu coração não desacelerou. Suas mãos se fecharam em punho como se tentasse controlar sua respiração. Aquilo não estava sendo nada legal para ela.</p>
<p>Fechei meus olhos afim de me concentrar e tentei achar qualquer tipo de elástico mental escondido em alguma parte da minha mente como Bella dissera, mas não achei nada. E quanto mais eu explorava minha mente mais a dor aumentava, mais eu achava a dor de Jacob em minha mente.</p>
<p>Passou-se algum tempo até que ouvi alguém bufando.</p>
<p>- Eu sabia que isso não daria certo. Ela nem se quer esta preocupada com a amiga dela. – Felix disse.</p>
<p>Abri meus olhos e o mirei, estava pronta para mandar-lhe naquele lugar quando fui interrompida.</p>
<p>- Talvez deva deixar-me tentar. – Jane sugeriu num sussurro, como se estivesse incerta do que ela mesma sugeriu.</p>
<p>- Não! – Eu e Alec falamos em uníssono.</p>
<p>Vi Paula abrir os olhos e percebi que Alec já não estava mais agindo com seu poder nela.</p>
<p>- Alec, vamos tentar de novo. Eu sei que posso conseguir. – falei em tom autoritário.</p>
<p>-Pensando bem&#8230; eu acho que seria de bom proveito que Jane nos ajudasse. – Aro falou colocando a mão no queixo como se estivesse pensativo.</p>
<p>- Já disse que não – rosnei.</p>
<p>-Ainda não entendeu, garota? Você não tem muita autoridade aqui. – Caius disse perdendo a paciência. – Jane, sua vez. Aproveite.</p>
<p>Olhei para Paula e ela fitava Caius em total desespero enquanto Alec a encarava visivelmente preocupado e tentando achar alguma solução para aquilo.</p>
<p>- Como quiser, mestre. – Jane falou chegando ao lado do irmão.</p>
<p>Eu sabia que ela não iria se quer olhar para mim nem para Alec depois disso. Aquilo era covardia! Paula não tinha feito nada a ela.</p>
<p>Então eu percebi. Sim, Paula tinha a atingido onde mais doía. Seu ponto fraco: Alec.</p>
<p>Vi o olhar de Jane mudar de Caius para Paula e então tudo aconteceu muito rápido.</p>
<p>Empurrei minha amiga tentando a proteger e fitei Jane com meu pior olhar de ódio, eu queria que ela sentisse como é beber seu próprio veneno.</p>
<p>Milésimos de segundos depois ela estava no chão se debatendo e eu ouvi seu grito cortar a sala.</p>
<p>Vi Alec ajoelhar-se ao lado da irmã segurando seus braços para que ela parasse de quebrar o chão. Ele olhou para mim desesperado.</p>
<p>-Pare! Pare Julia! Está a machucando! – ele gritou em desespero.</p>
<p>Uma voz muito distante falou que eu realmente tinha que parar com aquilo, que eu era a responsável por Jane estar caída no chão. Mas eu não conseguia escutar aquela voz, não conseguia parar de encarar Jane, não conseguia parar de desejar que ela ficasse mal, que ela sofresse o que sempre fez os outros sofrerem, o que iria fazer minha amiga sofrer.</p>
<p>Como ela se atrevia? Como ela se atrevia desejar algum tipo de mal para Paula? Logo Paula? Só por que seu irmão estava afim da minha amiga? Isso não era motivo suficiente.</p>
<p><em>Julia, você tem que parar! </em></p>
<p>Agora a voz que estava baixa pareceu gritar e ela me atingiu em cheio. Aquela não era a minha própria voz, era mais rouca e mais grave.</p>
<p>Meus olhos se fecharam e eu os apertei na procura daquela voz. Eu a queria de novo, tão perto, tão certa.</p>
<p>Os gritos pararam, dando lugar à um gemido estranho, eu conhecia aquele gemido de dor e não era de nenhum dos vampiros ali presentes.</p>
<p>Abri os olhos instantaneamente e rodei meu olhar à procura de Paula. Ela estava no chão e Alec já estava ao seu lado preocupado e sem saber o que fazer. Phelipe logo se uniu a eles e eu fiz o mesmo sem entender direito o que estava acontecendo.</p>
<p>- O que houve, Paula? O que houve? – perguntei em desespero já que ela não parava de gemer.</p>
<p>Ela estaria gritando se pudesse, mas seus dentes estavam cerrados impedindo que ela o fizesse. Minha amiga olhava para seu tornozelo e logo lágrimas começaram a sair dos seus olhos.</p>
<p>O que tinha acontecido? Eu só me lembrava de tê-la empurrado para que ela não fosse atingida pelo poder de Jane e&#8230; Oh!</p>
<p>- Eu te machuquei? Oh Meu Deus! Paula! O que eu fiz? O que aconteceu? – comecei a bombardear de perguntas que eu sabia que não ganharia resposta, e afinal, eu tinha medo delas.</p>
<p>-Aaaah! Tá doendo! – minha amiga urrou para Phelipe tinha colocado a mão em seu tornozelo.</p>
<p>-Só vou encostar de leve para ver se quebrou. – Ele avisou calmamente.</p>
<p>Paula assentiu e mais lágrimas saíram de seus olhos. Eu continuava me bombardeando de perguntas mentalmente sem saber como reagir apenas tentando absorver todas aquelas informações.</p>
<p>Phelipe colocou a mão sobre o tornozelo dela e ela fungou parecendo se acalmar, devia ser o efeito anestesiante da mão gélida dele. Todos esperamos em silêncio enquanto Phelipe mexia no tornozelo de Paula analisando-o.</p>
<p>-Não está quebrado, mas acho que a torção foi um pouco forte demais. É melhor levá-la a um hospital. – ele explicou olhando para Aro que nos analisava como se não se importasse muito.</p>
<p>O olhar de Aro veio para mim e eu o encarei deixando bem claro que eu era<em> necessário</em> ele mandar minha amiga pro hospital. Ele assentiu uma vez.</p>
<p>- Certo. Chamem Joshua e Mirela para levarem-na ao hospital. – Aro falou com o tom de voz mais tedioso do que ele costumava usar.</p>
<p>Eu não conhecia Joshua, mas imaginei que ele era um dos guardiões humanos que os Volturi tinham. Eles eram humanos, mas eram&#8230; diferentes. Para nós, que sabíamos que eles existiam podíamos facilmente identificá-los no meio de humanos comuns. Eram sempre muito altos e muito musculosos, eram criados, desde bebês para serem guardiões.</p>
<p>Estes guardiões só faziam coisas que os vampiros não poderiam realizar. Ir ao hospital, andar sob o sol e servir de refeição caso um vampiro da guarda precisasse. Este último ítem era o motivo deles não terem uma vida muito longa. Sua vida era totalmente dedicada à servidão dos vampiros, eles não tinham nenhum tipo de contato mais próximo com os humanos que viviam fora da guarda.</p>
<p>Phelipe havia me explicado isso uma vez logo depois que chegamos do Brasil.</p>
<p>Um humano alto e forte entrou na sala, imaginei ser Joshua. Junto com ele a conhecida e pequenina Mirela nos olhou como se já estivesse acostumada com aquilo.</p>
<p>- Nos chamou, mestre? –Mirela perguntou, sempre cordial.</p>
<p>- Sim, minha querida. Parece-me que Paula torceu seu tornozelo. Vocês irão acompanhá-la ao hospital. –Aro falou parecendo realmente duvidoso se realmente iria fazer isso. – E trazê-la, imediatamente de volta assim que for lhe dado a alta. Entenderam? Não quero que ela tenha nenhum tipo de contato com qualquer humano no estabelecimento.</p>
<p>Ambos assentiram uma vez e Joshua andou até onde estávamos.</p>
<p>Paula olhou para mim com o olhar meio que com medo e depois seu olhar foi para Alec que soltou um suspiro cansado.</p>
<p>- Mestre. – Alec chamou Aro que o olhou com curiosidade. – Gostaria que o senhor me concedesse permissão para acompanhar Paula.</p>
<p>- No hospital? – Aro pareceu surpreso.</p>
<p>- É. Não se preocupe com meu comportamento mestre, não causarei nenhum tipo de desconfiança nos humanos.</p>
<p>- Certo. Agora podem ir. – Aro falou visivelmente cansado de tudo aquilo.</p>
<p>Alec pegou Paula – que eu percebi que iria derreter – no colo e eles foram andando em direção à escada. Eu cogitei por um segundo ir com eles, mas logo me lembrei que hospital tinha sangue, sangue humano. É, Paula ficaria bem com Alec.</p>
<p>Assim que eles desapareceram da sala eu me levantei – havia estado no chão todo este tempo sem perceber – e meu olhar foi para Jane. Ela não havia se levantado, parecia assustada e surpresa demais para isso, seus olhos ainda miravam o local onde Paula tinha caído.</p>
<p>-Jane&#8230; – murmurei e seu olhar veio para mim, parecia louco e assustado.</p>
<p>Nos encaramos por uns segundos sem dizer nada, então ela levantou meio cambaleando e saiu correndo dali.</p>
<p>Eu já estava pronta para ir atrás dela quando um braço muito gelado encostou no meu me detendo.</p>
<p>- Ela precisa ficar sozinha. – Phelipe falou encarando por onde Jane havia saído.</p>
<p>- Mas&#8230; e se&#8230; – não consegui concluir a frase.</p>
<p>A verdade é que eu tinha medo do que Jane iria fazer. E se ela fosse atrás de Paula? Alec seria capaz de proteger minha amiga da sua própria irmã?</p>
<p>- Ela não vai atrás deles. – Phelipe falou parecendo ler meus pensamentos. – Ela provavelmente vai para o local aonde sempre vai quando fica muito atordoada.</p>
<p>Já ia abrir a boca para perguntar onde era isso quando alguém me interrompeu.</p>
<p>- Acho que já pode ir para o seu quarto, Renesmee. – Marcus disse autoritário e percebi que nem Aro nem Caius estavam mais na sala. – Continuaremos o treinamento assim que possível. Você ficará boa em controlar seu poder logo.</p>
<p>Apenas assenti e agradeci mentalmente. Eu me sentia muito cansada, como se tivesse nadado o Atlântico inteiro sem descansar. Phelipe se ofereceu para me acompanhar, mas eu lhe disse que, como Jane, eu também precisava passar um tempo sozinha e pedi para que ele me avisasse assim que Paula retornasse do hospital.</p>
<p>Saí o mais rápido que pude – sem usar minha super velocidade por causa do enorme cansaço – dali e me dirigi à área dos quartos.</p>
<p>Enquanto andava pelos corredores agora um pouco reconhecíveis eu pude ver as cores desaparecendo lentamente de novo. Eu sabia que elas não iriam durar muito mesmo.</p>
<p>Antes de virar para o corredor que seguia para os quartos eu resolvi seguir reto. Não estava indo mais para meu quarto.</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4520&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Thunderstorm II &#8211; Capítulo 25</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 03:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[25- Acordos  [Coloque Holding on and letting go do Ross -  http://www.youtube.com/watch?v=eab8WrL--q8 ] &#160; “Sabe o que a verdade tem de tão bom? Todo mundo sabe o que é mesmo tendo vivido sem ela. Ninguém esquece a verdade! Apenas mentem melhor.” – Foi apenas um sonho. &#160; Jane e eu não andamos em nossa velocidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4513&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-54380 aligncenter" title="thu2cap" src="http://meninasvampiras.com/wp-content/uploads/2011/11/thu2cap.jpg" alt="" width="377" height="466" /></p>
<p align="center"><strong><em>25- Acordos</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><em>[Coloque Holding on and letting go do Ross -  </em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eab8WrL--q8"><em>http://www.youtube.com/watch?v=eab8WrL--q8</em></a><em> ]</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><br />
“Sabe o que a verdade tem de tão bom? Todo mundo sabe o que é mesmo tendo vivido sem ela. Ninguém esquece a verdade! Apenas mentem melhor.” – Foi apenas um sonho.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jane e eu não andamos em nossa velocidade humana, ela deixou claro que estava meio perturbada com esta coisa de Alec e Paula. E isso não seria bom pra nenhum dos dois mais tarde. É claro que eu não deixaria ela nem se quer por o dedo – ou a dor -  na minha amiga, mas eu não queria arrumar briga com Jane, já que nós duas estávamos nos dando bem – por algum motivo que eu desconheço.</p>
<p>Eu estava tão absorta em pensamentos que nem olhei para onde estávamos indo. Só acordei realmente quando aquela voz soou em meus ouvidos.</p>
<p>-Vieram rápido. – Aro falou. – Agora pode nos deixar à sós, Jane.</p>
<p>Jane passou por mim sem nem me olhar e logo saiu da sala fechando a porta atrás de si. Dei uma olhada à minha volta e percebi que estávamos na biblioteca – que era bem maior que a biblioteca da minha cidade -, havia livros por todos os lugares e tudo parecia ter detalhes em ouro.</p>
<p>- As roupas lhe caíram muito bem, se me permite o elogio. – Aro falou e eu percebi que ele estava a um metro de distância de mim.</p>
<p>- Por que me chamou aqui? – perguntei esquecendo-me das roupas que eu pediria à ele pra trocar.</p>
<p>Ele pareceu meio ofendido no início, mas logo deixou a máscara cair e pareceu realmente não se importar com a minha pergunta meio rude.</p>
<p>- Gostaria de conhecê-la melhor. Já que vai ser membro da guarda Volturi&#8230;</p>
<p>- Há alguns pontos sobre isso que eu gostaria de por em pauta para que isso realmente se concretize – falei calmamente o interrompendo.</p>
<p>Aro me encarou curioso e deu um pequeno sorriso cercado de cinismo.</p>
<p>- Perdoe-me, mas achei que manter suas amigas vivas já era uma boa condição para que você aceitasse fazer parte do nosso clã.</p>
<p>- É claro que mantê-las vivas é uma <em>importantíssima </em>condição. Mas cá entre nós, Aro, não acho que seja preciso mantê-las aqui.</p>
<p>-Oh! Mas eu discordo completamente, Renesmee. Afinal, quem iria fazer companhia a você se não fossem elas? – ele perguntou e eu tive que me segurar para não pular e arrancar aquela cabeça sarcástica do seu corpo. – E elas também não parecem muito infelizes aqui. Você sabe que farei o possível para que vocês três sintam-se em casa.</p>
<p><span id="more-4513"></span></p>
<p>Respirei fundo pensando no que eu teria que fazer para libertar minhas amigas. Ameaçar? Não, que tipo de coisa que eu tinha que serviria de ameaça? Pedir? Rebaixador. Mas eu ainda podia fazer um acordo. Mas que tipo de coisa eu tinha à trocar? Imediatamente me lembrei de um dos seriados que eu acompanhava “Supernatural”, onde os humanos faziam acordos com demônios, eles trocavam&#8230; anos.</p>
<p>- E se fizermos&#8230; um acordo? – sugeri com minha consciência gritando que o que eu estava fazendo era errado. Eu costumava ouvi-la, mas desta vez eu não tinha opções.</p>
<p>- Que tipo de acordo? – Aro pareceu se interessar.</p>
<p>- Você liberta minhas amigas<em> vivas</em> e em troca eu&#8230; faço algo que queira.</p>
<p>- É um acordo muito tentador, mas como terei certeza que cumprirá seu lado do acordo?</p>
<p>-Eu cumpro minhas palavras, Aro – rebati secamente.</p>
<p>-De qualquer modo, não posso deixar que suas<em> duas</em> amigas se vão. Seria impensado da minha parte. Escolha uma das duas e eu a libertarei&#8230;</p>
<p>- E a deixará à salvo em sua casa – completei.</p>
<p>- Sim. Ela estará segura. Contudo&#8230; – ele pareceu pensar por um minuto e depois me encarou com os olhos vermelhos brilhando inteligentemente. – Provavelmente os Cullen já estarão montando um pequeno exercito para vir lhe resgatar. Então, te darei alguns minutos ao telefone com eles para que você os impeça de fazer tal ato.</p>
<p>Estreitei meus olhos em desconfiança.</p>
<p>- E como acha que farei isso?</p>
<p>- Ora, conte-lhes a verdade. Diga que esta sendo muito bem tratada aqui e que não quer ficar mais com eles.</p>
<p>-Eles sabem que isso não é verdade. Todos me conhecem bem demais.</p>
<p>-Você já os deixou uma vez, minha querida. Tudo porque teve uma briga com seu <em>imprinting. </em>Faça-o crer que você não o quer mais. Todos sabemos que você é demais para um <em>transfigurador</em>, Renesmee. Tenho certeza que eles acreditarão que não quer ficar com eles mais se você não quiser mais seu <em>imprinting</em>.</p>
<p>Senti meu coração ser espremido por milhões de quilos e eu mal conseguia respirar. Eu queria gritar com Aro e lhe dizer que Jacob que era demais para mim e não o contrário. Eu queria negar a oferta que eu mesmo tinha proposto. Eu queria picar Aro em milhares de pedaçinhos, queimar cada parte de seu corpo e entregar sua cabeça aos lobisomens. Eu queria fazer tudo isso e muito mais, mas quando percebi minha voz já tinha sussurrado algo muito diferente.</p>
<p>- Mande Daniela de volta ao Brasil. Ligarei para os Cullen assim que ela estiver em um avião.</p>
<p>-Explendido! Mandarei Alec levá-la ao aeroporto agora mesmo.</p>
<p>-Espere! – Eu falei e Aro me olhou surpreso. – Eu só gostaria de falar com ela primeiro. Explicar por que eu a escolhi para ir.</p>
<p>- Como quiser, mas me certificarei que a mente de sua amiga está segura para mandá-la embora.</p>
<p>Apenas assenti e pude ver Jane já me esperando do lado da porta que agora estava aberta. Sai em silêncio e assim foi nossa jornada até a sala que minhas amigas estavam. Elas conversavam animadamente com Alec, mas assim que eu entrei pela porta minha cara me denunciou e todos pararam de falar no mesmo instante.</p>
<p>-Alec – Jane chamou num tom mais duro do que costumava usar com o irmão -, Aro está te chamando na biblioteca.</p>
<p>Alec assentiu e logo saiu em sua velocidade de vampiro. As meninas continuavam me olhando assustadas e eu sentei na cadeira que tinha ocupado antes. Senti minha garganta se fechar em um choro contido  e encarei minhas mãos. Eu ainda segurava firmemente a maçã que Alec me dera mais cedo, ela estava intacta em minhas mãos.</p>
<p>-Julia, o que houve? Você está bem? – ouvi Paula perguntando, mas parecia meio distante.</p>
<p>Segurei a maçã com minhas duas mãos e por ironia ela ficou como a capa do livro Crepúsculo. Com um rosnado eu taquei a maçã na parede fazendo com que ficasse um buraco na mesma e a fruta se despedaçasse. Senti minhas lágrimas saindo pelos meus olhos e uma voz começou a gritar na minha mente: <em>Você não conseguiu. Não salvou suas duas amigas. Não conseguiu libertar as duas e agora teria que explicar à Paula porque a condenou a esta vida. E ainda terá que mentir para Jacob, para os Cullen e para sua família. Nunca os verá  novamente. Nunca os verá novamente. </em></p>
<p>-Julia, o que aconteceu! Está nos assustando. – Daniela continuou sua voz mais alta por causa do desespero.</p>
<p>-Eu falhei. – murmurei com a voz engasgada por causa do choro. – Só consegui salvar você, Daniela. Eu falhei.</p>
<p>Ouvi o coração de ambas aumentar o ritmo. Aquilo não era bom pra Paula, ela logo poderia desmaiar e eu não queria que isso acontecesse.</p>
<p>- O-o que quer dizer com isso? – Dani perguntou quase chorando também.</p>
<p>Ergui meu olhar para as duas e pude ver que Paula segurava a mão de Daniela fortemente. A pele das duas estava pálida e ambas estavam com a respiração sem ritmo.</p>
<p>- Aro me fez escolher uma para ir embora. – Olhei bem para Paula e pedi desculpas à ela mexendo apenas meus lábios – Eu escolhi Daniela. Você não pode viver longe de Seth.</p>
<p>O rosto de Dani se iluminou e eu fiquei feliz por ela pelo menos poder viver com seu <em>imprinting</em>. Paula se acalmou lentamente e eu pude ver que ela também não estava tão triste por eu não mandá-la de volta. Ela provavelmente estava gostando de Alec e não queria ficar longe dele.</p>
<p>-Daniela, vamos? – Alec chamou minha amiga.</p>
<p>Ela abraçou Paula e depois veio me abraçar.</p>
<p>- O que quer que eu diga para todos? – ela sussurrou, seus olhos já cheios de lágrimas.</p>
<p>- Nada – murmurei me lembrando que Aro revistaria a mente dela. – Não diga nada.</p>
<p>Ela franziu o cenho não entendendo e percebendo que eu não iria explicar ela soltou um pesado suspiro.</p>
<p>- Nos veremos logo. – Ela se virou para Paula. – Todas nós.</p>
<p>Não respondi nada, não queria mentir. Daniela saiu da sala e eu caí na cadeira com as mãos segurando meu rosto.</p>
<p>-Julia&#8230; – Paula me chamou chegando ao meu lado e eu percebi que havia voltado a chorar. – Não é só por causa de não ter conseguido minha liberdade que esta assim não é? Sabe, eu nem estou tão triste de ter ficado. Aqui tem você e o&#8230; Alec.</p>
<p>Neguei lentamente com a cabeça e a bati contra meu braço duas vezes antes de responder.</p>
<p>- Aro e eu fizemos um acordo. Para liberá-la eu vou ter que ligar para os Cullen e dizer que eu quero ficar aqui.</p>
<p>-Oh! Quer dizer que você vai ter que&#8230;- ela não terminou sua frase, partindo imediatamente para o que eu imaginei que ela diria. – Jú, meu Deus, sinto muito.</p>
<p>Olhei para ela por um segundo e a abracei deixando minhas lágrimas molharem seu vestido dourado. Paula não falou nada, ela apenas me abraçou também. Eu sabia que ela estava triste por mim e por ela. Minha amiga talvez nunca mais veria sua família, nem seus amigos, mas ela parecia ainda não ter percebido isso ainda. Talvez fosse sua aproximação com Alec&#8230; bem, ela parecia estar vendo o copo meio cheio, por mais clichê que esta frase fosse.</p>
<p>Me separei de Paula e nos sentamos em silêncio nos nossos respectivos lugares. Até que algo bateu em minha mente.</p>
<p>- Foi Daniela que lhe contou sobre o que realmente aconteceu em Forks? – perguntei remexendo num suco que havia colocado pra mim.</p>
<p>-Foi. Ela e o Alec me contaram tudo.</p>
<p>-Alec? – estranhei.</p>
<p>- É, ele me contou o que aconteceu quando Phelipe foi descoberto. Caius ficou uma fera, mas Marcus falou que vocês dois eram muito próximos e se quisessem a manter aqui seria necessário manter Phelipe vivo. – Ela pareceu pensar um pouco e franziu o cenho. – Jú, você não acha estranho Marcus estar intervindo em <em>alguma coisa</em>?</p>
<p>Dei de ombros. Eu já achava estranho Marcus me olhar com aquele estranho interesse quando cheguei aqui, mas agora estava comprovado que ele parecia ter algum tipo de&#8230; opinião quanto a minha estada em Volterra.</p>
<p>- Talvez ele apenas&#8230; hmmm&#8230; tá eu acho estranho também. Aliás, eu acho tudo isso muito estranho – sussurrei chegando mais perto de Paula para que ela me ouvisse. – Eles têm humanos trabalhando por todos os lados aqui, e é tudo muito grande, não é possível que o povo da cidade não saiba que existe praticamente um bairro embaixo deles. – Ela assentiu pensativa. – Eu acho tudo isso muito estranho e que tem muitas coisas mal explicadas aí isso tem.</p>
<p>- Eu concordo.</p>
<p>- Julia – ouvi alguém me chamando e percebi que era Phelipe.</p>
<p>Me levantei e soltei um pesado suspiro.</p>
<p>- Já está na hora? – ele assentiu e eu andei até a porta. – Tudo bem. Vamos lá.</p>
<p>- Eu posso ir também? – Paula perguntou se levantando também.</p>
<p>A encarei meio surpresa e vi Phelipe dando de ombros.</p>
<p>- Acho que não há nenhum problema – ele respondeu calmamente.</p>
<p>Enquanto andava pelos corredores eu sentia como se estivesse indo para uma cadeira elétrica por ter sido sentenciada a morte. Mas eu sabia que não era verdade. Eu não ia morrer – não fisicamente -, eu ia acabar com o que restava de esperança no meu coração e fazer o mesmo com as pessoas que eu amo.</p>
<p>Cada passo que dava parecia pesar mais do que eu podia carregar, meu coração parecia estar sendo esmagado à cada passada que eu dava me aproximando da sala onde eu ia acabar com tudo. Por que tinha que ser assim? Por que eu sempre acabava mentindo para aqueles que eu amava? Por que as mentiras sempre me guiam por mais que isso seja errado? Eu sempre fui uma mentira. Minha vida sempre foi uma mentira. E eram elas que iriam salvar à todos, era apenas por isso, pelo bem maior, que eu mentiria daquele modo pelo qual estava me preparando.</p>
<p>Phelipe abriu a porta e eu percebi que estávamos em uma sala que eu não havia ido ainda. Era pequena, possuía uma TV de plasma bem grande, alguns sofás e pufs e vários tapetes ao chão.</p>
<p>Na sala estavam Aro, Caius, Marcus – não entendi muito bem o que estes estavam fazendo ali, mas não estava em condições de pedir nenhuma explicação -, Jane e para a minha surpresa Alec. Olhei confusa para ele e depois para Aro, pedindo uma explicação.</p>
<p>- A manhã está muito ensolarada para que um de nós saísse. Mirela a acompanhou até o aeroporto. – Ele explicou calmamente como se não tivesse prestes a pedir uma simples garota de dezesseis anos que mentisse pra todos que amava e assim acabasse com o resto de sua infortuna eternidade.</p>
<p>Apenas assenti e fiquei em meu lugar esperando que alguém me levasse para a forca – já que era assim que eu me sentia, uma assassina que foi condenada injustamente.</p>
<p>Caius praticamente se materializou na minha frente com um telefone sem fio nas mãos. O encarei por um segundo; seus olhos vermelhos-escarlate transbordando maldade. Eu sabia o que ele esperava: estava esperando apenas que eu desistisse de tudo para assim poder acabar comigo. Por um minuto pensei em seguir seus planos, mas eu tinha ainda que assegurar que Paula estivesse a salvo, e quando isso acontecesse, bem, eu não teria mais motivos para tentar nadar contra a correnteza que aquele ser miserável era.</p>
<p>Peguei o telefone sem deixar que nossas peles se tocassem e desviei meu olhar do dele fitando o telefone preto na minha mão.</p>
<p>-Quando quiser. – Caius falou meio impaciente.</p>
<p>Olhei para todos à minha volta. À minha direita estavam Paula, Alec e Phelipe . Os três me lançaram olhares piedosos, eu sabia que não podiam fazer nada. À minha frente, um pouco mais próximo que meus amigos, estavam Aro, Caius e Marcus, este último tinha o olhar estranho, como se não tivesse acreditando que eu realmente iria fazer isso, enquanto os outros dois – apesar da máscara que Aro continha – estavam apenas esperando um deslize meu. Do outro lado da sala, Jane estava sozinha, ela não me olhava, parecia fugir do meu olhar. Eu achava que talvez ela podia estar se sentindo mal por mim, mas era muito leal ao seus mestres para tentar me ajudar de algum modo.</p>
<p>Soltei o ar pesadamente e disquei os números que estava familiarizada, eu queria ter tido tempo para pensar no que dizer assim que alguma voz falasse “alô” do outro lado da linha, mas o telefone tocou apenas uma vez e a voz que eu ouvi fez meu mundo todo cair em menos de um segundo e eu fui esmagada pela frieza. Depois de ouvi-lo eu me lembrei porque eu estava fazendo isso e procurei me agarrar neste motivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[Coloque Play e a deixe tocando até que chegue o Ponto de Vista da Daniela]</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Casa dos Cullen. – Edward atendeu o telefone com a voz apressada e preocupada.</p>
<p>- Pai? – eu murmurei sabendo que aquela talvez fosse minha última chance de chamá-lo de pai.</p>
<p>-Julia? – ele perguntou descrente, mas logo percebeu que era realmente eu. – Minha filha, onde você está?</p>
<p>- Estou com os Volturi.</p>
<p>-Oh! – Edward não parecia realmente surpreso. – Vamos te buscar agora mesmo. Conversarei com Aro e&#8230; – não deixei que ele continuasse.</p>
<p>Todos nós sabíamos que não bastaria conversar. Se isso bastasse eu não teria sido escondida por todos estes anos.</p>
<p>- Não.</p>
<p>- Não o quê?</p>
<p>- Não quero que venham. – As palavras arderam em minha garganta como se eu tivesse engolido facas.</p>
<p>-Como assim? – eu havia o deixado mais confuso ainda.</p>
<p>Olhei para Aro e percebi que ele estava apenas esperando, sem pressa. Já Caius estava impaciente.</p>
<p>- Eu estou <em>bem</em> aqui, Edward. Não quero voltar. E também não quero que venham me buscar. – Eu sentia a mentira em cada palavra. Eu nunca gostei muito de mentir, mas mentir daquele jeito era pior do que fazer algo que não se gosta, era como ser masoquista e se cortar aos poucos, arrancando cada pedaço que restava do seu coração.</p>
<p>-Desculpe, Julia, mas eu acho que não estou entendendo – sua voz estava grave e eu sabia que ela só ficava assim quando estava perto de um colapso.</p>
<p>Eu podia vê-los na sala enquanto eu dava a notícia. Todos parados em volta de Edward como estátuas gregas. Perfeitos demais para serem reais. Perfeitos demais para algum dia serem realmente minha família.</p>
<p>- O que não está entendendo? – eu perguntei minha voz quase feroz, eu estava começando a ficar com raiva, eu não podia ficar com eles. Eu não conseguia nem ficar em paz com os que eu amava. Por que? – Eu não <em>posso</em> voltar. Você não entende? Eu estou onde eu sempre deveria estar. Eles me entendem. Eles sabem quem eu sou e eles me querem assim. Está na hora de aceitar minha própria natureza Edward, e vocês não estão inclusos nela.</p>
<p>Eu sentia meu coração despedaçando-se com cada palavra que eu dizia. Eu podia sentir o gosto amargo da solidão conforme ela se solidificava ao meu redor. Eu podia sentir cada parte do meu ser gritar de dor. E então eu percebi o que significava<em> todo </em>o meu ser. Eu podia senti-lo ali. A parte que eu estava perdendo. Eu podia sentir a dor de Jacob mais gritante agora que a achei dentro de mim. Ela me deixou imersa por alguns segundos, até que a voz de Edward me acordou. E só havia ouvido sua voz daquela maneira uma vez: quando eu estava doente, e acreditava estar à beira da morte.</p>
<p>- Não pode ser verdade – ouvi sua voz um pouco mais longe, eu sabia que ele não estava falando comigo e sim com os outros.</p>
<p>-Estão a obrigando a fazer isso. Estão a obrigando a mentir. – Ouvi Emmett dizer.</p>
<p>Minha mente entrou em contradição; uma estava contente por Emm ter percebido a verdade, e outra queria que ninguém acreditasse nele, já que assim eles não viriam me buscar e ninguém mais precisaria se sacrificar.</p>
<p>-Ela não pode mentir para mim. – Ouvi uma voz grave mais longe ainda.</p>
<p>Tremi apenas por ouvir sua voz. Eu sabia que não podia mentir para Jacob. Lancei um olhar desesperado para os que me assistiam, mas eu sabia que ninguém ali iria me ajudar. Encarei o chão e respirei fundo quando o ouvi pegar o telefone da mão de Edward. Eu sabia que podia ser em vão, mas eu tinha que tentar.</p>
<p>- Julia? – ouvi sua voz e meu coração falhou por um instante.</p>
<p>Fechei meus olhos como se degustasse de uma bela barra de chocolate, mas eu sabia que chocolate nenhum poderia fazer o que Jacob fazia comigo.</p>
<p>- Jake – senti meu estômago dar voltas. – Espero que tenha ouvido tudo o que disse para Edward.</p>
<p>- Sim eu ouvi, mas&#8230; não faz sentido. Você nunca quis ficar com estes sanguessugas e&#8230;</p>
<p>- Agora eu quero, Jacob. Não vê? Este é o meu lugar. Não posso voltar. Eles&#8230; eles me entendem&#8230;</p>
<p>- <em>Eu</em> te entendo – ele me cortou, mas o ignorei.</p>
<p>- Eles realmente sabem como é ser diferente. Eu sempre me senti perdida aí, uma anormalidade no sonho perfeito que tudo sempre foi. Aqui é como estar em casa, eu sou&#8230; especial, assim como eles.</p>
<p>-<em>Nós </em>somos sua família, Julia. <em>Nós</em> te entendemos. <em>Nós </em>te amamos. E&#8230; eu sou seu <em>imprinting</em>, eu te amo acima de tudo.</p>
<p>Eu queria gritar para ele implorando para que parasse. Eu sabia de tudo o que ele me dissera e era por isso que eu estava fazendo aquilo. Senti minhas lágrimas saindo por meus olhos e parando sobre meus lábios. Elas queriam que eu parasse de mentir. Mas não foram o suficiente.</p>
<p>- E é por isso que me deixará ir. Você sabe que ficar aqui vai ser melhor para mim. Não pode lutar contra isso, Jacob. Por ser meu <em>imprinting, </em>você sabe que deve sempre fazer o melhor para mim.</p>
<p>-Sim, eu sei o que é melhor pra você, e com certeza não é ficar longe da sua família e de mim.</p>
<p>Eu precisava pensar em algo. Aquilo não estava adiantando nada, apenas me fazendo sofrer. Procurava algo em minha mente que ajudasse algo que o fizesse entender que eu não o queria mais, por mais mentira que isso fosse. Voltei nos livros pensando em modos de como machucá-lo. Voltei mais precisamente em Lua Nova, já que era ali que ele realmente aparecia. Por que ele havia aparecido? Bella queria que Jake concertasse as motos. Por que as motos? Bella precisava ver Edward, já que ele havia ido embora. E eu quase pude ouvir o estalo em minha cabeça enquanto organizava o que precisava.</p>
<p>- Jacob, eu não <em>quero</em> voltar para você e nem para os Cullen. – Falei de modo lento e preciso.</p>
<p>Todo meu corpo tremeu em resposta com o absurdo que eu havia acabado de dizer. Eu queria voltar para ele. Eu queria ser sua para sempre. Eu queria, mas não podia.</p>
<p>Houve uma pequena pausa, não ouvi nem mesmo minha família comentar algo. Eu queria que o Emmett falasse para Jacob que aquilo era mentira, mas ele não disse.</p>
<p>-Vocês, todos vocês, me criaram com mentiras. Onde já se viu? Me esconder em outro país, foi ridículo o que fizeram. – Eu sentia a raiva crescendo dentro de mim, mas era raiva pelo o que eu estava dizendo.</p>
<p>-Mas&#8230; nós te amamos. – Jake murmurou com a voz falha.</p>
<p>Eu estava conseguindo. Ele estava acreditando. Estava chegando o fim e desta vez seria de verdade.</p>
<p>- Eu chamei por vocês, Jake. Eu<em> acreditei</em> em vocês assim que comprei Crepúsculo. E vocês nunca tiveram o trabalho de dizer que eu não estava errada. Eu vivi na mentira e a culpa é de vocês. Está na hora de viver na verdade e é isso que os Volturi estão me oferecendo – a mentira já saia sem que eu pensasse nela.</p>
<p>Agora eu queria que tudo acabasse logo.</p>
<p>-Julia, por favor&#8230; você sabe que nós te amamos. Você sabe que eu te amo, mais que tudo.</p>
<p>Fechei meus olhos sentindo meu coração ser esmagado aos poucos. <em>Eu também te amo, mais que tudo, mais do que a mim mesma, </em>era o que eu queria dizer, era o que eu precisava dizer, mas àquela altura eu já ignorava meus pensamentos.</p>
<p>-Você não é bom o bastante para mim, Jacob. – falei as palavras que eu já conhecia, mas Lua Nova parecia um passado distante. –Sabe, aqui todos são tão especiais quanto eu. Isso me fez ver que eu estava no lugar errado, com as pessoas erradas.</p>
<p>-Eu&#8230; não&#8230; isso não é verdade e você sabe. – <em>sim, eu sei, </em>uma voz dentro de minha cabeça gritou. – Julia, por favor, eu não posso&#8230;</p>
<p>Ele não terminou a frase, mas não foi preciso. Por um segundo a imagem que eu mais temia veio a minha mente. Jake não ia superar isso. Assim como Bella, ele não iria aguentar. O desespero aumentou mais ainda, mas eu sabia como continuar.</p>
<p>- Eu&#8230; eu posso lhe pedir um favor, se não for demais?</p>
<p>Algum tempo passou, mas eu estava muito preocupada com a sua resposta para contar.</p>
<p>- O que quiser. – O ouvi murmurar do outro lado da linha.</p>
<p>Jake já não tinha mais forças para lutar, por um lado fiquei agradecida – eu também não tinha condições de lutar -, mas pelo outro lado aquilo me corroeu – por quanto tempo eu poderia ouvir a voz dele antes que tudo estivesse acabado?</p>
<p>-Não&#8230; – procurei me lembrar das palavras de Edward, mas minha mente estava fraquejando entre a realidade e a inércia. – Não faça nenhuma idiotice. Entendeu? – eu não me lembrava muito bem se era com estas palavras que isso foi ordenado tempos atrás, mas acho que isso era o máximo que minha mente conseguiu organizar. – Estou pensando na matilha e na sua família, é claro. Eles precisam de você. Cuide-se&#8230; por eles.</p>
<p>Ouvi algo como um soluço de choro do outro lado. Senti meu estômago embrulhar e minha garganta se fechar mais ainda, eu não podia nem soluçar, tudo o que me restava eram lágrimas silenciosas que escorriam pelas minhas bochechas.</p>
<p>- Vo-vou me cuidar. – Sua voz fraca tremeu.</p>
<p>- Em troca, eu prometo que não vou mais aparecer em sua vida. Você pode começar a envelhecer, ter uma família e se afastar deste mundo que você sempre odiou. Será como se eu nunca tivesse existido. – Falei, mas as palavras pareciam não ter som, apenas ecos do que Edward dissera à Bella uma vez.</p>
<p>-Você sabe que isso não vai acontecer. Você é meu <em>imprinting</em>. Se de algum modo eu tiver uma família será com você.</p>
<p>- Não. Eu já escolhi, Jacob – esperei por um tempo, mas ele não disse mais nada, ouvi apenas um soluço do outro lado e mais uma lágrima escorreu pelas minhas bochechas. – Bem, acho que você já compreendeu o que eu quis dizer. Então&#8230; adeus. – De toda a conversa a palavra que mais doeu foi aquela, ela cortou, despedaçou e massacrou meu coração – ou o que restava dele.</p>
<p>-Não! Por favor, eu te amo, não faça isso! – ouvi seu último apelo.</p>
<p><em>Eu também te amo</em>, falei em pensamento e quando apertei o botão que estava escrito off do telefone não foi apenas o aparelho que eu desliguei, junto eu desliguei minha vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>(Ponto de vista de Daniela Garcia)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Quão preocupado seu namorado lobisomem ficaria quando você fosse abduzida por vampiros? A preocupação de Seth era quase sólida em minha mente. E aquilo já estava me dando nos nervos. Droga! Por que Seth Clearwater tinha que ser tão preocupado? Tudo bem que estar com vampiros nunca foi muito legal, mas eles precisariam que eu ficasse viva para poder chantagear Julia. Não que eu ficasse feliz com isso.</p>
<p>E depois&#8230; Veio o alívio em minha mente. Eu pensei em ligar para Seth, mas depois lembrei que Alice já teria me visto chegando. Como eu amava o talento de minha “tia”. Diferente do que pensei, as passagens que me entregaram não eram para o Brasil, e sim para Port Angeles. Não reclamei, seria legal dar uma passada no meu cenário preferido antes de voltar pra casa.</p>
<p>Eu dormi praticamente a viagem inteira. Sempre tive um receio em aviões, afinal de contas, não tinham nenhuma cordinha mantendo-o no céu e ele era pesado demais para voar. Mas acho que estava com sono demais para pensar em possíveis (e impossíveis) modos para que ele caísse. Antes que pudesse perceber, já estava tendo um sonho feliz com qualquer coisa que não envolvesse um castelo subterrâneo &#8211; onde te obrigavam a usar roupas do século XVIII &#8211; e capas pretas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim que eu realmente desembarquei – não tive que pegar minhas malas, já que não tive tempo para fazê-las -, senti dois braços fortes e musculosos me envolverem num abraço quente e cheio de saudades. Passei meus braços ao redor do pescoço de Seth, enquanto sentia que ele me tirava do chão e me apertava mais ainda – como se fosse possível.</p>
<p>- Ei! Vai me matar! – Eu disse em português quando consegui falar. Várias pessoas naquele aeroporto já haviam dirigido olhares repreendedores para nós.</p>
<p>- Eu estava com saudades. – Seth murmurou com a voz rouca, me colocando no chão. Segurei seu rosto entre minhas mãos e uni nossos lábios. Resolvi não dar atenção para as pessoas a nossa volta, elas não faziam idéia do momento mágico que eu estava tendo ali. Depois de aprofundar o beijo e – não – matar todas as saudades do meu namorado, resolvi que as pessoas daquele lugar já tinham tido uma boa dose “romance” naquele dia e afastei meus lábios dos dele.</p>
<p>- Eu também estava com saudades. – Murmurei com a respiração falha.</p>
<p>- Eca, já chega disso por hoje. – Eu ouvi uma voz feminina e rude perto de mim.</p>
<p>- Lee-Lee! – Gritei, me desgrudando de Seth e jogando os braços em volta de Leah, que por mais desdenhosa que fosse, correspondeu-o. Mas não durou muito, logo outra voz masculina encheu o ar.</p>
<p>- E eu não ganho nenhum abraço?</p>
<p>- Call! – Gritei, saindo do abraço de Leah e correndo para os braços do meu melhor amigo e – muito – musculoso Calleb. – O que você faz aqui? Deveria estar na escola. – Acusei – o, colocando um dedo em seu peito depois de mais um abraço.</p>
<p>- Digamos que&#8230; Tirei umas férias. – Ele disse, dando de ombros. Sorri abertamente. Só então notei uma pequena silhueta um pouco atrás, de cabeça baixa e cabelos espetados. Soltei-me de Call. Alice estava tão triste que senti vontade de abraçá-la e reconfortá-la no mesmo momento.</p>
<p>- Alice? – A chamei, me aproximando aos poucos.</p>
<p>- Saia daqui, você está fedendo a cachorro. – Ela disse, tentando brincar. Mas sua voz era tão triste que ninguém riu.</p>
<p>- O que aconteceu? – Perguntei, preocupada. – Se é por causa da Julia, tenho certeza que&#8230;</p>
<p>- Vamos para casa. – Fui interrompida por Seth, que colocou uma mão em minha cintura e começou a me guiar para o carro. Olhei-o com o rosto duvidoso. Julia estava bem e logo estaria em casa. Mas pude sentir a pontada da dor de Seth em minha mente.</p>
<p>Na volta para Forks, Seth me obrigou a sentar em seu colo. Ele realmente estava morrendo de saudades. Mas eu também estava então não me importei. Alice dirigiu, mantendo uma alta velocidade e os olhos perdidos na estrada. Achei que ela poderia estar segurando o choro – se conseguisse chorar. Call estava no banco do passageiro, ao seu lado. Podia não parecer, mas senti que meu amigo estava preocupado com ela. Leah foi ao meu lado no banco de trás, sempre com o vidro aberto e o nariz para fora do carro.</p>
<p>- Está acontecendo alguma coisa? – Murmurei para ninguém em especial, sabendo que todos me ouviriam.</p>
<p>Seth apertou os braços em minha volta, como se quisesse me proteger de algo.</p>
<p>- Espere chegarmos em casa. – Ele murmurou para mim, depositando um beijo em minha testa. Por que diabos a minha nuca se arrepiou toda, como se algo muito ruim fosse acontecer?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim que entramos na enorme e branca casa dos Cullen, Alice murmurou qualquer coisa e saiu, subindo as escadas para o segundo andar. Mas antes que eu pudesse ficar preocupada com ela, Carlisle entrou na sala com um pequeno sorriso no rosto, me deu as boas vindas e me ofereceu uma estadia em sua casa. A qual eu aceitei de bom grado.</p>
<p>- Carlisle? – O chamei novamente, quando ele ia se retirar. Eu não ia perder a oportunidade de saber o que estava acontecendo.</p>
<p>- Sim? – Ele respondeu cordial.</p>
<p>- O que está acontecendo? – Perguntei sem delongas.</p>
<p>- Sente-se.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de me contar o porquê de todo aquele clima de enterro, eu senti que realmente alguém havia morrido. Mas que droga! Por que Julia resolvera ficar lá? Ela não estava nem um pouco feliz. Será que tinham feito algum tipo de lavagem cerebral nela enquanto conversava com Aro, Caius e Marcus?</p>
<p>- O mais estranho é que&#8230; – Ouvi uma voz de sinos do alto da escada, Alice as descia novamente. Seu tom de voz era de alguém que já tivesse pensado e repensado naquilo milhões de vezes, tentando encontrar uma resposta. – As palavras que ela usou são exatamente iguais as que Edward usou para dispensar Bella algum tempo atrás.</p>
<p>- Espere&#8230; – Murmurei, tentando pensar. Será que&#8230; Não, não podia ser possível. Mas&#8230; – Eu acho que entendi o que aconteceu&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4513&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>TAKIN’ BACK MY LOVE – Capítulo 03</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Música do capítulo – Me Hipnotizas – Anahí Bella PDV Seja racional Bella, você quer isso, ele quer isso, e sua paz necessita disso. Eu disse a mim mesma várias vezes, enquanto pensava olhando para a taça de vinho na minha frente. Na verdade eu não queria mais ver Edward, mas eu vou correr e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4508&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4496" title="takin back my love" src="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png?w=510" alt=""   /></a><strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Música do capítulo – Me Hipnotizas – Anahí</strong></p>
<p><strong>Bella PDV</strong></p>
<p>Seja racional Bella, você quer isso, ele quer isso, e sua paz necessita disso.</p>
<p>Eu disse a mim mesma várias vezes, enquanto pensava olhando para a taça de vinho na minha frente. Na verdade eu não queria mais ver Edward, mas eu vou correr e fugir dele pelo resto da minha vida? Isso não é justo nem comigo e nem com ele.</p>
<p>Eu entendi bem que ele não fez com consciência do que fazia, mas ele fez, isso não muda os fatos. Deixei-me ser convencida por Alice de vir ao restaurante conversar com ele.</p>
<p>Da mesma forma que eu não estava preparada para essa conversa, ele também não estava. Ele também sofreu, e só eu sei a dor que senti, como os dias foram difíceis depois de tudo aquilo.</p>
<p>Senti alguém me observar e levantei o rosto, encontrando seus lindos e belos olhos cor de esmeralda. Edward sorriu timidamente, e puxou uma cadeira, sentando na minha frente.</p>
<p>— Desculpe a demora, é que eu realmente não sabia que você ia vir. Estava na cozinha então fui trocar de roupa.</p>
<p>— Tudo bem – sussurrei tentando sorrir, mas acho que saiu uma careta.</p>
<p>Ele chamou um de seus garçons pedindo o cardápio. Eu não estava com fome, na verdade o meu estômago estava se revirando de nervoso.</p>
<p>— Então o que vai querer? – ele perguntou e eu mordi o lábio, realmente não sabia o que pedir.</p>
<p>— Me indique alguma coisa – boa estratégia. <span id="more-4508"></span></p>
<p>— Hum – ele sorriu chamando novamente o garçom. – Traga, por favor 2 raviólis ao molho de tomate seco.</p>
<p>Ele sabia que eu amava Ravióli. Ele sabia que eu amava tomate seco. Ele ainda me conhece, melhor do que qualquer pessoa.</p>
<p>Voltei a olhar para minha taça, e a levei até os lábios tomando um pouco do vinho.</p>
<p>— Então&#8230; – eu disse ajeitando minhas mãos sobre a mesa e olhando para ele.</p>
<p>Ele respirou fundo, como se preparasse o corpo para dizer algo.</p>
<p>— Bella, eu sei que milhões de desculpa, não vão apagar tudo o que aconteceu – me concentrei em respirar e mandar as minhas lágrimas ficarem quietas. – Foram 3 anos difíceis para mim, e não duvido que tenha sido diferente para você. Eu não vivi, eu sobrevivia a cada dia com muita luta – ele suspirou. – Na verdade eu sobrevivia a cada minuto com bastante luta, e ainda sobrevivo assim.</p>
<p>Seus olhos faiscaram com tristeza, e meu coração se aperto.</p>
<p>Mesmo com seus erros, meu Deus, eu amo esse homem.</p>
<p>— Não sei se depois de te ver de novo vou conseguir juntar os meus cacos – percebi algo brilhando no canto dos seus olhos. Pareciam lágrimas – Eu quero ser seu amigo Bella, pelo menos isso. Se para ter você na minha vida, terei que ser somente seu amigo, eu aceito isso. E você Bella quer ser minha amiga?</p>
<p>Era difícil ser racional com ele me olhando. Aquele mar verde me engolia. Como raciocinar com isso? Tão intenso. Lembro que me apaixonei por ele pelo olhar, era algo que sempre me prendeu.</p>
<p>Senti meu lábio tremer e meus olhos coçarem. Sua mão segurava a minha em cima da mesa. Seu polegar fazendo círculos em meus dedos. Sua pele macia e quente.</p>
<p>Reprimi um suspiro, pensando em minha resposta.</p>
<p>— Edward – comecei controlando a minha voz, tirando minha mão da dele lentamente – Também não sei como será minha vida depois de hoje. Passei 3 anos me conformando de que nunca mais iria te ver, porque eu realmente não queria te ver.</p>
<p>Observei ele apertar nervosamente o guardanapo enrolando entre os dedos. Seus olhos ansiosos pela minha resposta.</p>
<p>— Hoje eu tive certeza de que nunca me curei do sentimento de estar perto de você, é como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu e as feridas ainda estão aqui, só que cicatrizadas. Doem um pouco, mas não sagram.</p>
<p>Suspirei, mordendo o lábio.</p>
<p>Ele percebeu que eu estava perto de uma decisão e sem perceber se inclinou um pouco.</p>
<p>— Eu aceito ser sua amiga Edward, mas somente isso. Não force nada comigo, porque você não vai conseguir. Eu não confio em você, não tanto para poder termos algo que tivemos no passado – seus olhos emitiram dor, que passou pelas minhas veias e atingiu meu coração machucado.</p>
<p>Minha vontade era de abraçá-lo, beijar seu rosto, seus lábios, dizer que o queria para sempre, mas a minha parte racional me manteve alerta sobre quem estava na minha frente, me fazendo o favor de lembrar aquela cena pavorosa que vivi no apartamento dele.</p>
<p>— Obrigado – ele sussurrou e tocou a ponta dos dedos na minha mão, levando uma onda de arrepio pelo meu corpo.</p>
<p>Antes que eu pudesse dizer algo, nossos pedidos chegaram.</p>
<p>O sabor era incrível.</p>
<p>Fechei os olhos sem perceber, saboreando aquelas misturas que só ele sabia. Ninguém seria capaz de fazer um ravióli tão bom quanto ele. Mesmo que não fosse exatamente ele fazendo agora, a receita, as instruções e os condimentos vieram dele. Minha mente entrou naquelas lembranças felizes.</p>
<p>No dia que ele fez esse prato para mim, foi quando inauguramos meu pequeno apartamento. Não era um luxo, era alugado, mas era o meu cantinho. Me recusei a deixar ele comprar um para mim, já que estávamos noivos, eu ia me mudar de lá logo.</p>
<p>Ele disse que faria um jantar especial para mim, enquanto eu arrumava minhas roupas no closet. O cheiro que me atingiu 40 minutos depois, fez meu estômago roncar.</p>
<p>Larguei meu trabalho pela metade e fui ver o que Edward estava preparando. A visão dele era como de um Deus Grego.</p>
<p>Ele estava com uma camisa azul escura, que definia bem seu corpo. Uma calça jeans escura, que me fazia querer arrancar elas. Um avental branco cobria a frente do seu corpo. Era a visão mais sexy do mundo.</p>
<p>Fiquei encostada no batente da porta, enquanto ele colocava algo na panela. Deixando uma tigela vazia no balcão, ele veio até mim, com o sorriso mais lindo do mundo.</p>
<p>— Já terminou o seu trabalho? – ele sussurrou contra meus cabelos, enquanto seu braço envolvia a minha cintura.</p>
<p>— Não – confessei, passando meus braços em torno do seu pescoço. O cheiro de tempero estava no ar, e misturado ao perfume dele, me deixava faminta, mas por outra coisa.</p>
<p>— Hum, então você veio ver o que eu estava fazendo não é? – seus lábios haviam tomado meu pescoço, com beijos, mordidas, pequenas coisas que me faziam pirar.</p>
<p>— Uhum – ele riu contra meu pescoço, a vibração se espalhando pelo meu corpo.</p>
<p>— Estou fazendo Ravióli com molho de tomate seco. Seus dois alimentos preferidos em um – ele deu um beijo no meu pescoço voltando para o seu trabalho.</p>
<p>Suspirei voltando à realidade, e peguei Edward me observando com os olhos brilhando. Senti minhas bochechas queimarem, sim ruborizar fazia parte do meu dia a dia.</p>
<p>— Uma moeda pelos seus pensamentos – ele sussurrou me fazendo corar novamente.</p>
<p>— Só&#8230; só estava lembrando da primeira vez que você fez Ravióli com tomate seco pra mim – eu disse tão baixo que duvidei que ele estivesse escutado.</p>
<p>— Ah – ele disse levando a taça de vinho a boca e tomando um gole. – Lembro bem daquele dia. Você espirrando por causa do pó de uns livros, desistindo de colocar suas roupas no closet, roubando tomate seco do ravióli antes que estivesse pronto – ele sorriu e eu não deixei de retribuir.</p>
<p>— E você me deu uma bronca porque eu estava desfalcando o jantar, mas eu estava com fome.</p>
<p>— Você tinha acabado de comer um pacote de salgadinhos.</p>
<p>— Aqueles minis salgadinhos não tampam nem o buraco do meu estomago.</p>
<p>— Ainda me pergunto para onde vai tanta comida, você come mais do que eu.</p>
<p>— Pelo menos não me chamou de gorda – eu ri e ele me acompanhou.</p>
<p>Talvez seja o começo de uma amizade saudável.</p>
<p>Edward PDV</p>
<p>Passar essas duas horas com Bella me fez sentir um homem vivo novamente.</p>
<p>Foi tão fácil e natural, como se nunca tivesse ocorrido uma separação. Rimos, conversamos sobre coisas que fizemos na Faculdade, micos que pagamos, confusões que nos metemos.</p>
<p>As tardes com Alice e Emmett, as coisas que fazíamos escondidos de nossos pais. Mas claro nunca falamos do nosso relacionamento, sei que se o tema fosse tocado o clima do jantar ia acabar.</p>
<p>Bella havia acabado de ir embora junto com Alice e Jasper. Minha pequena irmã, sempre conseguindo o que quer, só espero que tudo isso dê certo.</p>
<p>Estava fechando o caixa do restaurante e a maioria dos funcionários já haviam ido embora, estava apenas Emmett e alguns da limpeza.</p>
<p>— Então, como foi o jantar com a Bella?</p>
<p>— Foi bom – sorri lembrando. – Conversamos como amigos, claro. Não vou esperar mais do que isso, mesmo que seja o que eu quero.</p>
<p>— Bella está muito bonita, muito mais do que antigamente – estreitei meus olhos para ele, sabia que Emmett estava me provocando.</p>
<p>— Cala a boca Emmett.</p>
<p>— Fica frio irmão, melhor eu achar ela bonita do que outros.</p>
<p>— Espera, alguém por aqui falou sobre ela?</p>
<p>— Sabe como é né – ele coçou o queixo. – Praticamente todos não sabem quem é Bella, na verdade só eu e Mike sabemos. E te ver com uma mulher, depois de tanto tempo para eles é um evento histórico.</p>
<p>— Ta bem, mas o que falaram sobre ela?</p>
<p>— Acharam bonita, atraente, sexy, misteriosa, você sabe.</p>
<p>Ok, Emmett falar que a Bella é bonita tudo bem, mas meus funcionários?</p>
<p>Estavam parecendo urubu na carniça.</p>
<p>— Eu queria ter tido tempo para falar com ela, mas será possível em uma outra oportunidade. Está na hora de ir para casa, Rose está me esperando – Emmett deu um tapinha nas minhas costas. – Boa sorte com a Bella, ela te ama só precisa confiar em você. Boa noite Ed.</p>
<p>— Boa noite Emm, até amanhã.</p>
<p>Fiquei ali mais alguns minutos esperando todos terminarem de limpar para fechar o restaurante.</p>
<p>Meu apartamento não era longe do local, e tudo o que eu queria era um bom banho, e uma noite de sono, sonhando com a Bella, claro.</p>
<p>Bella PDV</p>
<p>Cheguei ao hotel radiante. Eu estava imensamente feliz, mesmo sabendo que isso poderia me machucar depois.</p>
<p>Passar esse tempo com o Edward foi ótimo, estou relaxada e com a cabeça nas nuvens.</p>
<p>Ele sempre será aquele que fará meu coração acelerar, e o ver rindo, brincando comigo, relembrando de coisas que fizemos na faculdade, foi como voltar no tempo, e nos ver sentados na varanda do seu apartamento, conversando sobre nossas loucuras.</p>
<p>Suspirei e passei o cartão na porta do meu quarto, e quase cai dura ao ver Jacob parado na minha frente.</p>
<p>— Porra, quer me matar Jake.</p>
<p>— E então? – ele estava parado com os braços cruzados e uma expressão não muito feliz.</p>
<p>— E então o que? – fechei a porta e caminhei até a minha mala para pegar algo para vestir.</p>
<p>— O jantar. Edward Cullen – ele disse com a voz fria. Suspirei e peguei minha roupa de dormir na mala.</p>
<p>— Foi tranqüilo, decidi dar uma chance para ele – quando ele abriu a boca para falar algo eu interrompi. – Não é o que você está pensando, vamos ser amigos, nada mais do que isso. Não sou idiota para voltar com ele, não agora.</p>
<p>— Então você pensa em voltar para ele?</p>
<p>— Jake, olha eu sei que te pedi para me ajudar com isso, mas realmente eu não estou pensando em voltar com ele. É a primeira vez que conversamos de verdade em 3 anos, e foi bom, fez bem pra mim. E eu preciso dessa amizade Jake, é importante.</p>
<p>— Tudo bem – ele resmungou. – Mas se ele te magoar mesmo que seja um pouco, eu acabo com ele.</p>
<p>— Obrigada Jake, agora que o momento irmão-mais-velho acabou, eu gostaria de ir dormir, vai pro seu quarto, amanhã quero andar um pouco.</p>
<p>— Ok – ele deu um beijo na minha testa. – Boa noite e juízo viu.</p>
<p>— Pode deixar que eu tenho juízo e de sobra.</p>
<p>Jake saiu do meu quarto, e eu fui me trocar, mas acabei optando por um banho.</p>
<p>A água quente relaxava meus músculos, e a imagem do Edward não saia da minha cabeça, mas agora eu estava com lembranças, digamos que sexy.</p>
<p>A forma como ele sorri, sua mão bagunçando seus cabelos já bagunçados, os olhos verdes transmitindo sua sensualidade, a risada rouca me faz arrepiar.</p>
<p>Estar perto dele, me dez lembrar de como é bom ter o seu corpo junto ao meu, o calor que ele transmite, o cheiro que ele exala&#8230;</p>
<p>Foco Bella, o que é isso?</p>
<p>Sacudi minha cabeça e sai do banho. Coloquei minha roupa, deitei na cama, e mesmo tentando fugir das lembranças mais quentes de Edward enquanto eu ainda estava acordada, não consegui escapar das imagens que meu inconsciente me mandou durante meus sonhos.</p>
<p>Edward PDV</p>
<p>— Me conte, me conte, me conte – Alice quicava em cima da minha cama em plena as 7 horas da manhã.</p>
<p>— Alice, quero dormir – sim ela tinha me acordado de um sonho com a Bella.</p>
<p>— Larga de preguiça, eu tenho que ir resolver coisas do casamento as 9 e só tinha esse horário para vir. Vai me conta logo o que vocês conversaram?</p>
<p>Suspirei sentando na cama, minha irmã era impossível.</p>
<p>— Falei tudo o que eu sentia para ela, a forma que eu me sentia despreparado para ter aquela conversa, mas que eu queria acima de tudo ser amigo dela. Como você pode observar ela aceitou, ai conversamos sobre o passado e&#8230;</p>
<p>— Espera, sobro o passado?</p>
<p>— Sim, menos do que você está pensando. Falamos sobre coisas que fizemos na faculdade, rolos que nós nos metemos, mas não faláramos sobre nosso relacionamento.</p>
<p>— Bem – ela suspirou. – Isso era o esperando, mas faça tudo certo dessa vez Edward, é a sua única e última chance de ter a Bella de volta, se ela me escutasse agora me bateria – ela fez uma careta.</p>
<p>— Provavelmente – sorri e ela me deu um tapa no braço. – Ai isso dói.</p>
<p>— Eu sei que dói – ela sorriu. – Mas voltando ao assunto, se eu não ajudar vocês, acaba que ela vai embora e vocês não se resolvem.</p>
<p>Ai estava uma questão que eu não havia pensado. Em menos 1 mês Bella iria embora, e cada um tomaria conta da sua vida.</p>
<p>Eu iria sobreviver a essa ‘separação’? Não sei.</p>
<p>— Alice e&#8230; e quando ela for embora? – minha voz estava baixa, já pressentia a dor que viria.</p>
<p>— Ela não precisa ir embora – Alice sorriu e eu conhecia aquele sorriso.</p>
<p>Tinha algo diabólico por trás dele.</p>
<p>— O que você está pensando em fazer?</p>
<p>— Eu? Nada – ela segurou no meu queixo e apertou – Nada que você precise saber, não agora.</p>
<p>— Alice&#8230;</p>
<p>— Não reclama Edward, você vai me agradecer muito depois.</p>
<p>— Posso pelo menos ter uma idéia do que seja.</p>
<p>Ela parou, colocou um dedo no queixo fingindo que tava pensando.</p>
<p>— Eu acho que&#8230; – então olhou pra mim. – Não.</p>
<p>Droga.</p>
<p>— Edward, eu sei 2 coisas que podem prender Bella a LA.</p>
<p>— Quais?</p>
<p>— Você e outra coisa. Se você não der certo eu uso minha outra carta. Mas eu acho que vou usar ela da mesma forma.</p>
<p>— Você é terrível.</p>
<p>— Eu sei – ela gargalhou e deu um beijo na minha bochecha. – Irmão querido, eu tenho que ir. Pode voltar a dormir se quiser.</p>
<p>Revirei os olhos.</p>
<p>— Agora perdi o sono.</p>
<p>— Tanto faz – ela deu de ombros. – Tchau estou atrasada para o café da manhã com o Jazz.</p>
<p>— Tchau sua louca – ela jogou um travesseiro em mim, e saiu do quarto.</p>
<p>Suspirei e peguei meu celular. Pensei, pensei e pensei.</p>
<p>Fiquei uns 10 minutos pensando e então mandei uma mensagem.</p>
<p>‘Bella,</p>
<p>Quer me encontrar para o café da manhã? Tem uma Starbucks perto do seu hotel, posso ir lhe buscar.</p>
<p>Edward’</p>
<p>Bella PDV</p>
<p>‘Bella,</p>
<p>Quer me encontrar para o café da manhã? Tem uma Starbucks perto do seu hotel, posso ir lhe buscar.</p>
<p>Edward’</p>
<p>Eu estava olhando para o meu celular, sem acreditar no que eu tinha acabado de ler. Eu tinha acordado cedo com uma ligação de Alice, dizendo que às 11 eu devia estar pronta porque ela viria me buscar para alguma coisa que meu cérebro não processou.</p>
<p>E agora recebo uma mensagem do Edward me convidando para tomar café da manhã.</p>
<p>Meu coração e a razão travaram uma guerra para que eu tomasse essa decisão.</p>
<p>Arriscado demais, a razão gritava.</p>
<p>Perfeito demais, o coração retrucava.</p>
<p>Eu estava completamente confusa. Deixei o celular em cima da cama e fui para o banheiro. Lavei o meu rosto e fiquei alguns minutos me olhando no espelho.</p>
<p>Ele provou ser completamente controlado ontem à noite. Dê a ele uma chance.</p>
<p>Mordi o lábio e resolvi tomar um banho. Deixei a água quente relaxar meus músculos enquanto eu tomava a minha decisão.</p>
<p>Realmente Edward se portou muito bem na noite passada, não tinha nada para temer.</p>
<p>Além do fato do meu coração quase pular pra fora do meu peito quando eu o vejo, realmente não tem nada.</p>
<p>Terminei o banho e peguei meu roupão. Depois de coloca-lo, peguei uma toalha e comecei a secar meu cabelo, enrolei ele em meu cabelo, fazendo uma espécie de ‘turbante’ e voltei pro quarto.</p>
<p>Olhei pro celular com a decisão tomada.</p>
<p>’Tomarei café com você. Eu te encontro na porta do hotel em 30 minutos.</p>
<p>Bella’</p>
<p>Edward PDV</p>
<p>’Tomarei café com você. Eu te encontro na porta do hotel em 30 minutos.</p>
<p>Bella’</p>
<p>Ainda bem que eu estava deitado quando recebi a mensagem, porque se eu estivesse em pé definitivamente eu teria caído de costas.</p>
<p>Ela aceitou, e a chama de esperança acendeu em mim.</p>
<p>Levantei em um salto e fui tomar um banho. Não tinha botado fé que ela iria aceitar, então tinha virado na cama e voltado a dormir.</p>
<p>Quando o blackberry apitou pensei que era Alice, pensei que era até o Papa, menos ela.</p>
<p>Não se empolgue Cullen, ela está sendo uma boa amiga</p>
<p>Terminado o meu banho, coloquei uma roupa, em tempo recorde. O hotel não era longe daqui, mas eu não queria me atrasar.</p>
<p>Olhei à hora no blackberry, ainda faltavam 15 minutos. Respirei fundo, colocando meus pensamentos em ordem.</p>
<p>Sai do apartamento e fui rumo à garagem. Conquistar sua confiança aos poucos. Repeti mentalmente meu mantra.</p>
<p>Na realidade eu só queria por ter ela em meus braços, mas eu sei que não seria nada fácil.</p>
<p>O transito estava tranquilo até o hotel. Parei em frente e procurei ela rapidamente. Ela ainda não tinha descido.</p>
<p>Olhei meu blackberry.</p>
<p>5 minutos.</p>
<p>Voltei a olhar para a porta do hotel, e então ela apareceu. Trinquei os dentes, com a visão. O Jacob babaca Black, estava com ela. Um braço em volta da cintura dela, e falando algo perto da sua orelha, que a fez rir e dar um tapinha em seu ombro.</p>
<p>Ela olhou pra frente e me viu. Acenou com um sorriso, e eu fiz o meu melhor para retribuir. Ela disse algo pro babaca, e ele lhe deu um beijo na bochecha.</p>
<p>Esse cara sempre seria que ser a minha pedra.</p>
<p>Bella PDV</p>
<p>Depois da minha luta sobre o que vestir, consegui sair faltando 5 minutos para o Edward chegar.</p>
<p>— Onde você vai? – Jacob perguntou parado na porta do quarto dele, quando eu sai do meu.</p>
<p>— Bom dia pra você também – sorri, fechei a porta do quarto e caminhei até o elevador</p>
<p>— Desculpe Bella, bom dia – apertei o botão do elevador e encostei na parede para esperar. – Então onde você vai?</p>
<p>— Tomar café da manhã;</p>
<p>— Posso ir com você?</p>
<p>— Só se quiser a companhia do Edward – sorri sarcasticamente.</p>
<p>— É não acho uma boa idéia – ele fez uma careta e eu ri.</p>
<p>O elevador parou e eu entrei sendo seguida por ele.</p>
<p>— Tome cuidado.</p>
<p>— Eu sempre tomo Jake, não se preocupe.</p>
<p>— Sei – o elevador parou e ele passou o braço pela minha cintura. – Só me preocupo com você pequena – ele me cutucou na costela me fazendo rir.</p>
<p>— Eu sei eu sei – olhei para frente e vi o carro do Edward parado. – Vou indo Jake – dei um beijo na bochecha dele.</p>
<p>— Se cuida.</p>
<p>Edward não estava com a cara muito boa, e eu imaginei bem por que, suspirei e ele saiu do carro, mudando totalmente a fisionomia, com um belo sorriso torto.</p>
<p>— Bom dia – ele disse me puxando para um abraço.</p>
<p>O cheiro dele era incrível.</p>
<p>— Bom dia – dei um beijo na bochecha dele, e o calor da sua pele penetrou pelos meus lábios.</p>
<p>Os segundos para mim estando nos braços dele, pareciam longos minutos, ele deu um beijo na minha testa, e me levou até o outro lado do carro.</p>
<p>Abriu a porta como um perfeito cavalheiro, e eu entrei ainda tentando tirar minha mente do efeito Edward Cullen.</p>
<p>— Starbucks?</p>
<p>— Oi? – perguntei confusa.</p>
<p>— Eu te perguntei se você quer ir na Starbucks mesmo – ele sorriu ligando o carro. – Parece que você está viajando Bella.</p>
<p>— Ah desculpe, é que sua linda irmã me acordou cedo – fiz uma careta, e ele gargalhou.</p>
<p>— Somos dois então. Ela apareceu do anda no meu quarto, pulando em cima da minha cama.</p>
<p>— Alice é um pequeno furacão.</p>
<p>Conversamos durante o pequeno trajeto. Ele estacionou em frente a Starbucks e abriu a porta pra mim.</p>
<p>Poderia ser mais perfeito?</p>
<p>Ok Bella, pare com isso.</p>
<p>— Eu já sei o que eu quero – eu disse quando entramos no local.</p>
<p>— E eu sei o que você quer: Café Latte e Tostex – ele sorriu.</p>
<p>— É você realmente me conhece – escolhemos uma mesa ao fundo. Sentei no sofá que ficava em volta dele e ele ao meu lado.</p>
<p>— Conheço você, melhor do que você mesma – ele piscou e senti uma parte do meu coração inchar.</p>
<p>E isso era verdade.</p>
<p>Uma garçonete veio até a nossa mesa, e mesmo vendo que o Edward estava com alguém do lado dele, ficou flertando. Ta que eu não conto como uma super companhia, ou namorada, mas eu sou uma pessoa ok?</p>
<p>Arqueei minha sobrancelha pra ela enquanto ela saia.</p>
<p>— O que foi? – Edward perguntou. Ou ele estava confuso ou se fazendo de sonso.</p>
<p>— Nada – sorri sarcasticamente, contando até 10.</p>
<p>Tudo bem eu estou com ciúmes dele, e não tenho direito de fazer isso.</p>
<p>— Vamos ver se você realmente se lembra de tudo – tentei mudar de assunto.</p>
<p>— Depois, mas primeiro me diga por que essa cara? Você quase matou a moça com o olhar.</p>
<p>— Bem que eu poderia ter matado – rosnei entre dentes.</p>
<p>— O que você disse?</p>
<p>— Eu disse que não é nada.</p>
<p>— Sei, eu já falei que te conheço. E se eu estou enganado – Edward inclinou para mais perto de mim. – Você está com ciúme – ele sussurrou.</p>
<p>Eu admitir para mim é uma coisa, mas pra ele é outra.</p>
<p>— Não estou não – franzi a testa. – Não viaja Edward.</p>
<p>— Você sempre faz essa cara quando está com ciúme, e sempre franze a testa quando nega – ele riu e seu hálito quente foi como um soco na minha cara.</p>
<p>Mordi meu lábio. É ele me pegou.</p>
<p>— Tudo bem eu estava com um pouco de ciúme, mas ela só faltou se esfregar em você ok. – virei meu rosto para a janela, sentindo minhas bochechas pegarem fogo.</p>
<p>Ele riu e passou a mão pelo meu braço.</p>
<p>— Bella.</p>
<p>— &#8230;</p>
<p>— Vai ficar em silêncio agora?</p>
<p>— &#8230;</p>
<p>— Hum, quem sabe aquela garçonete não está afim de conversar.</p>
<p>Virei meu rosto olhando pra ele, com os olhos estreitados.</p>
<p>— Vai lá então.</p>
<p>— Ohh&#8230; que ciumenta – ele passou o braço pela minha cintura, e quando eu vi estava com meu corpo colado ao dele, e meu rosto em seu ombro.</p>
<p>Meu nariz tocou seu pescoço, e eu senti meu sangue correr mais rápido. Sua respiração ficou mais forte, e eu acho que parei respirar por uns instantes.</p>
<p>Meus olhos varreram pelo seu pescoço, subindo pelo seu maxilar. Seus lábios levemente rosados estavam secos, continuei a viagem pelo seu rosto, até encontrar seus lindos e belos olhos verdes cravados em mim.</p>
<p>Não lembro como, só sei que quando me dei conta, meus lábios estavam junto aos dele.</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4508&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>TAKIN&#8217; BACK MY LOVE &#8211; Capítulo 02</title>
		<link>http://meninasvampiras.wordpress.com/2012/01/19/takin-back-my-love-capitulo-02/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 16:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Música do Capítulo: Para Qué – Anahi Os olhos verdes me prenderam na metade da escada. Maldição, eu tinha mesmo que encontrar ele aqui? — Você&#8230; o que&#8230; Alice — Edward se perdeu nas palavras e fitou Alice como se fosse a esguelar — O que? Hey eu não fiz nada, Bella chegou hoje e&#8230; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4506&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4496" title="takin back my love" src="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png?w=510" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Música do Capítulo: </strong>Para Qué – Anahi</p>
<hr />
<p>Os olhos verdes me prenderam na metade da escada. Maldição, eu tinha mesmo que encontrar ele aqui?</p>
<p>— Você&#8230; o que&#8230; Alice — Edward se perdeu nas palavras e fitou Alice como se fosse a esguelar</p>
<p>— O que? Hey eu não fiz nada, Bella chegou hoje e&#8230;</p>
<p>— Sim eu cheguei hoje e&#8230;</p>
<p>— O que ta acontecendo aqui? — Jacob saiu da sala de estar e então viu Edward, sua expressão não foi das mais felizes. — Já entendi.</p>
<p>— Mas o que&#8230; — Esme chegou lá ao mesmo tempo que Carlisle. — Ah!</p>
<p>Fitei meus pés e mordi o lábio, tomando uma decisão de sair dali. Respirei fundo e me virei olhando Alice.</p>
<p>— Ali, foi bom te ver novamente, vou para o hotel, eu te ligo avisando para nos encontrarmos amanhã ok.</p>
<p>Comecei a descer as escadas fitando meus pés, e consciente de olhos em cima de mim. <span id="more-4506"></span></p>
<p>— Espera — Alice disse descendo e parando na minha frente. — Vem comigo para o restaurante.</p>
<p>E ela lançou os seus olhos de cachorro perdido.</p>
<p><em>Golpe baixo.</em></p>
<p>Olhei para Jake, gritando Socorro com os olhos. Ele apenas fez uma expressão de <em>&#8216;Desculpe não sei o que fazer.&#8217;</em> Evitei olhar novamente para o homem parado perto da escada.</p>
<p>— Por favor Bella, venha comigo — Alice estava a ponto de se ajoelhar. Doida.</p>
<p>— Alice, não é uma boa idéia e&#8230; — tentei argumentar, mas ela me cortou.</p>
<p>— Por que não? Edward não vai te perturbar, finge que ele não existe.</p>
<p>— Isso ela sabe fazer muito bem — <em>Jacob tinha que abrir a boca?</em></p>
<p>Rolei os olhos e mordi meu lábio de novo. Será uma boa idéia?</p>
<p>— Bella — Edward começou a falar e eu notei o nervosismo em sua voz — Pode vir conosco, Alice com certeza vai querer sua opinião para os pratos do casamento, e bem eu não te perturbar vai ser como se eu não existisse e&#8230;</p>
<p>— Calma respira — eu disse olhando para ele, e não evitei sorrir ao ver a sua expressão, como se eu fosse o bicho papão ou alg do tipo. — Eu irei — Alice pulou no meu pescoço e fiquei com medo de ter torcicolo.</p>
<p>— Então eu vou para o hotel — Jake disse já se despedindo de Carlisle.</p>
<p>— Volte sempre querido — Esme disse o abraçando.</p>
<p>— Sim, sempre que Bella vier — ele lançou um olhar mortal para Edward e foi se despedir de Alice.</p>
<p>— Tchau jake, até depois — ela o acompanhou até a porta e depois subiu as escadas dizendo que ia pegar sua bolsa, enquanto Esme e Carlisle sumiram por algum dos corredores. E eu fiquei ali no ultimo degrau da escada olhando para os meus sapatos.</p>
<p><em>Silêncio.</em></p>
<p><em>Mais silêncio.</em></p>
<p>Sim estava ficando constrangedor.</p>
<p>— Então — Edward começou a dizer depois de um pigarro. — Você está bem?</p>
<p>Levantei o rosto e ele me olhava com curiosidade.</p>
<p>— Eu estou bem sim, ótima na verdade, e você?</p>
<p>— Levando.</p>
<p>— Hum — murmurei olhando para o lustre.</p>
<p>— Voltei — Alice gritou do alto da escada e eu dei graças à Deus em pensamento. — Nós vamos ao restaurante do Edward — ela quicava enquanto íamos para a porta.</p>
<p>— Então você realizou o seu sonho, bom saber — ele suspirou e caminhamos até o Volvo dele, <em>seu xodó</em>.</p>
<p>— Sim realizei, depois de muito tempo.</p>
<p>— Dois anos — Alice disse entrando no carro no banco de trás, sim ela me obrigou a sentar no banco da frente. Só não mato ela porque ela é a noiva.</p>
<p>— Alice — ele disse em tom de reprovação.</p>
<p>— O que foi? — ela fez cara de inocente e eu olhei pela janela enquanto saiamos da propriedade dos Cullens.</p>
<p>— Você sabe muito bem então pare de falar coisas que não devem ser ditas — Edward disse com raiva na voz, mordi o lábio e fiquei com medo de arrancar um pedaço.</p>
<p>— Então Bella, nem conversamos direito — Alice apoiou a cabeça no encosto do meu banco. — Como vai a vida em Miami?</p>
<p>— Bem, to viva isso é importante. Me alimento, e tenho uma casa para morar. E um emprego legal.</p>
<p>— Legal — ela bufou. — E o seu sonho de abrir uma galeria? Nem disso você correu atrás, e trabalha como secretária.</p>
<p>— Alice — agora foi minha vez de falar com um tom de reprovação.</p>
<p>— Ai vocês são chatos sabia, não gostam que eu fale a verdade.</p>
<p>— Então não fale nada — Edward e eu dissemos ao mesmo tempo, revirei os olhos quando Alice soltou uma risadinha no banco de trás. Mais alguns minutos de silêncio, até que Edward falou.</p>
<p>— Chegamos — parou o carro, em frente ao seu restaurante.</p>
<p>Desci do carro e Alice correu para segurar meu braço, mas eu estava em choque com o nome do restaurante <em>La</em> <em>Casa di Bella</em>.</p>
<p>— O nome é o mesmo que você escolheu há 4 anos — murmurei e senti uma Alice feliz do meu lado.</p>
<p>— Sim, resolvi deixar assim. — Edward disse indo em direção à pequena escada da entrada. — Vamos que eu tenho muito trabalho hoje.</p>
<p>— Viu, ele nunca esqueceu — Alice sussurrou em meu ouvido.</p>
<p>— Alice eu só não te dou um tabefe porque ficaria com o rosto marcado para o casamento — sussurrei e ela fez bico.</p>
<p>— E você continua chata igual a ele.</p>
<p>Revirei os olhos, não adiantava discutir com Alice.</p>
<p>Edward nos indicou uma mesa, e passamos umas 2 horas experimentando petiscos, pratos para jantar, bebidas, doces, bolos, tortas, docinhos&#8230; Por fim Alice recebeu uma ligação de sua costureira e tinha que ir lá urgentemente para ver uma coisa do vestido, saiu do restaurante feito uma bala. Fiquei porque ainda faltavam algumas tortas, quando terminei estava praticamente estufada.</p>
<p>— Me sinto uma baleia — murmurei.</p>
<p>— Você está ótima — Edward disse e eu corei. <em>Ódio</em>.</p>
<p>— Ham, obrigada.</p>
<p>Olhei para o outro lado do restaurante e escutei ele suspirar.</p>
<p>— Eu queria conversar com você — ele disse e eu balancei a cabeça.</p>
<p>Ele não percebe que eu não quero entrar nesse assunto há 3 anos? Se eu quisesse conversar não teria ido para Miami.</p>
<p>— Eu não quero conversar Edward, estamos bem assim, não estrague isso — levantei pegando minha bolsa e caminhando para a saída do restaurante. Uma chuva de verão caia, e os primeiros sinais de que já estava anoitecendo, tomaram conta do céu.</p>
<p>— Bella está chovendo não saia.</p>
<p>— Não sou feita de açúcar — abri a porta e sai molhando-me completamente.</p>
<p>— Bella eu quero falar com você — ele me seguia enquanto eu procurava um táxi fora daquele restaurante.</p>
<p>— Não tenho nada para falar com você Edward — andei mais rápido avistando um táxi se aproximar.</p>
<p>— Você nunca me deu chances de explicar — ele segurou meu braço.</p>
<p>Virei olhando dentro dos seus olhos verdes, que me transmitiam um sentimento que eu não estava com vontade de cair novamente.</p>
<p>— Quem disse que eu quero ouvir suas explicações Edward? — tentei soltar meu braço e ele me puxou para mais perto.</p>
<p>— Você vai me escutar, querendo ou não, Isabella Swan. Sempre teimosa — seu hálito me deixou tonta.</p>
<p><em>Oh Deus, estou perdida.</em></p>
<p>— Por favor Bella — ele sussurrou. A água da chuva caia por seus cabelos, cobrindo seu rosto.</p>
<p>— Tudo bem, mas me solte — soltando meu braço ele me levou de volta ao restaurante, e caminhou até um escritório.</p>
<p>— Vou pegar uma toalha para você, tenho algumas aqui — ele entrou em um pequeno banheiro e rapidamente voltou com duas toalhas, me entregando uma.</p>
<p>— Obrigada — murmurei secados meus cabelos.</p>
<p>— Por nada, agora posso falar?</p>
<p>— Pode, eu irei escutar tudo Edward, mas eu te aviso que nada vai mudar.</p>
<p>— Mas eu queria que mudasse. Sim eu cometi um erro horrível. Na noite anterior Emmett e Mike, me levaram para um bar, e bebemos alem da conta. Você sabe que eu sempre fui muito fraco com relação a bebidas alcoólicas e que se eu bebesse demais não consigo conter o que faço.</p>
<p>— Sim eu sei. Lembro do baile de formatura da Faculdade, que você bebeu demais e brigou com o reitor, seu pai, bateu em Tyler, e no outro dia nem sabe como tudo aconteceu.</p>
<p>— Exatamente. Depois do 5º copo de whisky não lembro do que aconteceu na noite da minha despedida de solteiro. Só me lembro de acordar, tentar distinguir quem era a pessoa na minha cama, entender como parei ali e perceber o erro que eu havia cometido. Segundos depois você abriu a porta, e resto você sabe.</p>
<p>— E como sei — suspirei olhando para baixo. — Edward, se você já sabia como reagia a bebida por que bebeu?</p>
<p>— Mike e Emmett me fizeram beber, quando me encontraram já estavam bêbados. Meus melhores amigos poxa, eu não vi como recusar.</p>
<p>— Se Mike e Emmett te dissessem para pular de uma ponte você iria Edward?</p>
<p>— Não — ele murmurou e passou a mão pelos cabelos molhados. — Mas isso é diferente&#8230;</p>
<p>— O que é diferente? — o cortei já com a raiva tomando conta do meu corpo.</p>
<p>— Bella, eu não parei naquela situação consciente do que eu estava fazendo — seu rosto assumiu um tom de vermelho e os olhos verdes fumegavam.</p>
<p>Fiquei em silêncio, reprimindo as lágrimas nos meus olhos.</p>
<p>— Bella, me perdoe por aquilo, eu nunca faria isso com você, se pelo menos soubesse do que eu estava fazendo.</p>
<p>Olhei para ele e percebi seus olhos cheios de lágrimas e algumas escapando pelo rosto.</p>
<p>— Eu te perdoou Edward, mas como eu disse não vai mudar nada — uma lágrima rompeu o bloqueio dos meus olhos. — Agora eu vou para o hotel, até depois.</p>
<p>Virei para sair daquele lugar, mas ele foi mais rápido e já estava atrás de mim antes que eu alcançasse a porta.</p>
<p>— Eu te amo Bella — ele sussurrou e o calor do seu corpo fez o meu tremer.</p>
<p>— Isso não basta — murmurei sentindo as lágrimas quentes banharem meu rosto gelado.</p>
<p>— Como não basta — ele deu a volta ficando de frente a mim, segurou em meu queixo para que eu o olhasse. — O meu amor não basta para você ver o quão arrependido eu estou, e em que eu nunca quis perder você.</p>
<p>Seus olhos estavam tristes, com as lágrimas caindo delas. O verde morto, não havia brilho ali.</p>
<p>— Edward, um relacionamento não é feito só do amor, mesmo que ele seja a base. Existe uma coisa chamada confiança.</p>
<p>— Confie em mim, eu nunca faria nada para te perder Bella.</p>
<p>— Eu perdi toda a confiança que depositei em você durante 4 anos. Não posso confiar em alguém que se deixa influenciar pelos amigos e para na cama com uma mulher nas vésperas de seu casamento. É demais para mim, eu não suporto.</p>
<p>Fui até a porta e sai sem olhar para trás. Corri em direção a saída, e a chuva já havia passado. Andei pela calçada percebendo um táxi se aproximando. Dei sinal e ele parou, quando entrei ouvi a voz de Edward me chamar ao longe. Fechei a porta sem olhar para trás.</p>
<p>— Para o Shade Hotel por favor.</p>
<p><strong>Edward PDV </strong></p>
<p>Eu sou o maior idiota desse mundo!</p>
<p>Depois de 3 anos eu tenho a oportunidade de conversar com Bella, e tudo vai pelo ralo.</p>
<p>Na verdade eu não estava preparado para isso, porque imaginei que nunca precisaria vê-la novamente. Quando Alice disse que ia convidá-la para o casamento, duvidei que Bella viria.</p>
<p>Por um momento de idiotice, perdi todo o meu futuro. O meu futuro era Isabella Swan. Na verdade ainda é.</p>
<p>O meu restaurante foi idéia dela, e o nome escolhemos sentados no chão da sala do meu apartamento, tomando um frapê de maracujá.</p>
<p>— <em>Que tal, La Casa di Bella? — eu disse e o seu rosto se iluminou.</em></p>
<p>— <em>Sério?</em></p>
<p>— <em>Sim, você me deu a idéia do restaurante, então nada mais justo do que homenagear a mulher da minha vida.</em></p>
<p>Ela pulou em cima de mim, nos derrubando deitados no chão, seus cabelos grandes e sedosos nos cobriram enquanto seus lábios tomavam os meus.</p>
<p>Fechei os olhos com força, e apertei minha mão em minha camisa em cima do meu coração, como se isso fosse arrancar a dor. Meu coração nunca esteve curado e eu nunca estive com outra mulher.</p>
<p>Seria inútil, tentar viver uma vida que não era pra mim. Eu a amava à 3 anos atrás, eu a amo hoje, e sei que amarei cada dia da minha vida. Quando ela se foi, eu perdi o meu chão, minha base. Durante um ano eu não vivi, eu sobrevivi.</p>
<p>Parei o projeto do restaurante e graças ao meu pai, o ponto do restaurante não foi vendido, em um dos meus momentos de loucura.</p>
<p>Quis me desfazer de tudo que me lembrava dela. Eu queria arrancar meu coração e jogar no mar. Mas eu sei que não ajudaria em nada, mesmo que fosse possível, ela estava em todo o meu ser.</p>
<p>Morei com meus pais nesse período, eu não podia ficar só. Falava quando me perguntavam algo. Não saia para nada. Não recebia visitas, tirando Emmett.</p>
<p>Minha rotina era acordar, ficar na cama, almoçar, voltar para a cama, tomar banho, jantar e dormir. Vivi assim até Alice me fazer acordar para a vida e conversar comigo.</p>
<p>Na época ela havia ido visitar Bella, e trouxe fotos das duas para mim. Era a visão da mulher da minha vida com um sorriso nos lábios, mas que não chegavam aos olhos dela. O mar de chocolate estava triste, sem vida, sem brilho. Ver ela assim me feriu, mais do que uma facada no coração.</p>
<p>Prometi naquele dia, olhando a imagem da mulher que eu tanto amava e ainda amo, que eu reuniria forças para viver, e veria aqueles olhos vivos, brilhantes e felizes, mesmo que fosse a ultima coisa que eu visse em minha vida. E aqui estou. Frustrado comigo mesmo e sem rumo.</p>
<p>A verdade me mostrou não ser o bastante.</p>
<p><em>O amor não era bastante.</em></p>
<p>Ela queria confiar em mim, mas não podia como ela mesma disse.</p>
<p><em>&#8216;Eu perdi toda a confiança que depositei em você durante 4 anos. Não posso confiar em alguém que se deixa influenciar pelos amigos e para na cama com uma mulher nas vésperas de seu casamento. É demais para mim, eu não suporto.&#8217;</em></p>
<p>Uma batida na porta me tirou dos meus pensamentos.</p>
<p>— Edward abra essa porta — Alice batia com desespero. — Eu juro que você não abrir isso daqui agora, eu mando Emmett arrombar.</p>
<p>Suspirei indo até a porta abrindo-a.</p>
<p>— O que você fez com ela Edward?</p>
<p>— Com o que&#8230;</p>
<p>— Edward, o que você falou com a Bella? Acabei de ligar para ela perguntando onde ela estava, e sua voz estava embargada.</p>
<p>— Embargada?</p>
<p>— Sim, ela estava chorando, ela soluçou, mas eu fingi que não escutei porque sei que ela não iria me contar. Agora você vai me dizer exatamente o que disse a ela.</p>
<p>Afundei na minha poltrona.</p>
<p>— Eu disse tudo.</p>
<p>— Defina tudo Edward Anthony Cullen.</p>
<p>Sentei na minha poltrona direito, esfregando as mãos nos olhos.</p>
<p>— Tentei conversar com ela, mas eu fui desastre.</p>
<p>— Eu tenho certeza disso — Alice sentou na cadeira em frente a minha mesa, pousando os cotovelos nela. Seus pequenos olhos verdes me fitaram. — Agora diga.</p>
<p>Expliquei tudo para ela, o que eu disse, o que Bella disse, e ela quase tacou sua bolsa em minha cabeça.</p>
<p>— Homens, sempre serão homens. Óbvio que você falar que a amava não ia ajudar Edward, aqui estamos lidando com uma traição, mesmo que você o tenha feito sem se lembrar de nada, mas não deixa de ser uma traição. Você precisa reconquistar a confiança que ela tinha em você.</p>
<p>— Eu não estava preparado para conversar com ela Alice, eu fiquei nervoso.</p>
<p>— Eu sei, por isso você vai ter que se aproximar dela Edward, como um amigo, ela tem que ver que você realmente se arrependeu, e que quer ter ela por perto.</p>
<p>— Eu a amo tanto — sussurrei sentindo meus olhos queimarem. Não tinha vergonha de chorar, muito menos na frente de Alice.</p>
<p>— Ela também te ama, mas como ela mesma disse: amor não é o bastante. Bella precisa confiar em você novamente.</p>
<p>~x~</p>
<p>Eu precisava me reaproximar da Bella, para conseguir a confiança dela de novo. De acordo com a minha irmã, eu tinha que começar sendo amigo dela. Ser só amigo da Bella será tão difícil.</p>
<p>Só de olhar para ela, um mar de imagens do passado tomavam conta da minha mente.</p>
<p><em>Droga!</em></p>
<p><em>Por que eu fui tão burro?</em></p>
<p>Poderia ter ela ao meu lado, todos os dias, era menos de 24 horas para ela ser minha diante da lei e diante de Deus. E o que eu fiz? Bebi demais. Eu realmente sou um idiota.</p>
<p>Passei minhas mãos em meus olhos e suspirei. Hora de trabalhar. O restaurante já recebia seus primeiros clientes da noite, e eu ia para a cozinha. Mesmo sendo o dono eu gostava de estar ali, como um Chef, que eu sempre sonhei ser. Bella sabia disso, eu fiz gastronomia na faculdade, enquanto ela fazia Artes Plásticas. O sonho dela é ter uma galeria, e com minha burrice ela não chegou a abrir.</p>
<p>Na época que ela teve a idéia do restaurante, começamos a fazer projetos para os nossos sonhos. Sua galeria ia ser aberta no centro de Los Angeles, em um bom ponto. Íamos resolver tudo depois do casamento, e bem, não chegamos nessa parte.</p>
<p>Pela primeira vez senti vergonha de ter o que eu tenho. Vergonha de ter meu restaurante, e ver Bella sem o seu sonho. Na minha vida, o que ela queria vinha em primeiro lugar.</p>
<p>Foi assim com a galeria. Queria ver ela feliz com isso, mesmo que Bella tenha insistido para abrirmos primeiro o restaurante&#8230;</p>
<p>— <em>Amor, eunão acho certo, é o seu sonho — ela resmungou em meus braços. Estávamos no meu apartamento, enroscados em um cobertor, nos aquecendo com nossos corpos.</em></p>
<p>— <em>Mas é o seu também — deu um beijo na ponta do seu nariz. — E eu quero realizá-lo primeiro, e depois o meu restaurante.</em></p>
<p>— <em>Mas amor&#8230;</em></p>
<p>— <em>Sem mas — a interrompi cobrindo seus lábios.</em></p>
<p>Meu coração se apertou com a lembrança e me peguei encostado na parede da cozinha. Emmett me olhava ao longe, ele era meu primo e gerente, e sabia o por que de estar assim. Lutei contra a ardência em meus olhos. Teria 5 horas de trabalho pela frente, e precisava me concentrar.</p>
<p>O restaurante estava movimentado, como todos os dias. O local era bem conhecido, tinha ótimas criticas. Famosos de Hollywood passavam por aqui com certa freqüência. Paparazzis sempre estavam esperando por um <em>clique</em>, e a fama do meu restaurante me levou a ser alvo de alguns desses sanguessugas, mas não era sempre.</p>
<p>Por volta das 8 da noite, Alice entra saltitando na cozinha. Parecia uma pulguinha. Fiz sinal para ela esperar um pouco, e terminei de preparar um prato. Ela estava impaciente e eu percebi que ai tinha coisa.</p>
<p>— Pronto Alice fala.</p>
<p>— Tem uma pessoa aqui no restaurante que eu com meu poder de persuasão, consegui trazer pra cá.</p>
<p>— Ham, quem?</p>
<p>Ela revirou os olhos e me puxou até a porta da cozinha, apontando para uma mesa em um canto reservado. Não podia acreditar no que eu via. Bella estava sentada olhando para um copo de vinho na sua frente.</p>
<p>Ela levantou o rosto e nossos olhos se cruzaram. Mordendo o lábio, ela deu um pequeno sorriso, que eu retribui.</p>
<p>— Ela decidiu conversar com você, eu disse para ela que você não estava pronto para conversar, estava nervoso mais cedo, mas que agora vai ser mais calmo. Então a trouxe para jantar aqui. Coloque Mike para ser o Chef e vá jantar com a ela. Reservei aquela mesa com Emmett pelo telefone e lá vocês terão privacidade para conversarem com calma.</p>
<p>Sorri abraçando Alice. Eu devia muito a ela.</p>
<p>— Muito, muito, muito, obrigado — ela riu quando a levantei do chão.</p>
<p>— Por nada, agora me desça, Jasper já deve estar chegando e eu sentarei bem longe de vocês. Vá, tire esse avental, esse chapéu.</p>
<p>Quando me virei retirando tudo ela tocou o meu braço.</p>
<p>— E Edward&#8230;</p>
<p>— Sim.</p>
<p>— Essa é sua única chance — sorrindo, ela me deu um beijo no rosto e saiu da cozinha.</p>
<p><em>Sim era minha única chance.</em></p>
<p>&#8212;-</p>
<p>Esse Edward todo arrependido da merda que fez me corta o coração. Tadinho <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  Mas fez por merecer né? Conciente ou não, ele fez&#8230; Será que Bella va perdoar ele de vez depois dessa conversa? *-* COMENTEM QUE EU POSTO CAPÍTULO EXTRA NO FIM DE SEMANA ;*</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4506&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Takin&#8217; Back My Love &#8211; Capítulo 01</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 16:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo 1 3 anos depois&#8230; — Bom dia Jake. — Bom dia Bella — disse Jacob, com a boca cheia de torrada, ele tentava falar sem engasgar ou jogar farelos na mesa. Hoje era sábado, 6 de junho, primeiro dia das minhas férias. Eu estava morando em Miami há 3 anos desde o meu quase [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4500&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4496" title="takin back my love" src="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png?w=510" alt=""   /></a><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p style="text-align:center;"><em>3 anos depois&#8230;</em></p>
<p>— Bom dia Jake.</p>
<p>— Bom dia Bella — disse Jacob, com a boca cheia de torrada, ele tentava falar sem engasgar ou jogar farelos na mesa.</p>
<p>Hoje era sábado, 6 de junho, primeiro dia das minhas férias. Eu estava morando em Miami há 3 anos desde o meu <em>quase</em> casamento.</p>
<p>— Tem uma correspondência pra você em cima da mesinha.</p>
<p>— Correspondência no sábado? — olhei pra ele pelo braço do sofá.</p>
<p>— Disseram que&#8230; — ele tomou um gole de suco para não entalar — &#8230;era urgente — ele sorriu, o sorriso mais doce do mundo.</p>
<p>— Ai que preguiça — me virei no sofá ficando deitada, apoiando minha cabeça nas mãos. — Você viu de quem é?</p>
<p>— Alice Cullen.</p>
<p>Dei um salto e peguei a correspondência.</p>
<p>— Eu sabia que quando eu falasse que era da Alice você ficaria assim — ele riu.</p>
<p>— Cale a boca — lancei um olhar fulminante para ele. <span id="more-4500"></span></p>
<p>— Já calei — ele voltou a tomar seu café da manhã.</p>
<p>Abri o envelope com rapidez. Dentro continha uma carta e um outro envelope em um papel cor de palha e letras em dourado escrito: <em>Para Isabella Swan e Jacob Black</em> . Dentro do envelope continha um convite de casamento: <strong><em>Alice Brandon Cullen &amp; Jasper Whitlock Hale</em></strong></p>
<p>Peguei a carta e do lado de fora dizia: <em>leia sozinha.</em> Suspirei e guardei a carta e o convite.</p>
<p>— Convite do casamento da Alice — disse sentando no sofá, apoiando meus cotovelos nos joelhos, e meu queixo em minha mão.</p>
<p>— Você vai?</p>
<p>— Não sei Jake, não sei. Mesmo depois de 3 anos, eu não me sinto preparada para voltar a Los Angeles.</p>
<p>Jake levantou-se e se sentou ao meu lado.</p>
<p>— Se você quiser ir, nós vamos. Eu estarei ao seu lado, como sempre estive em cada dia desses 3 anos.</p>
<p>Jacob é meu amigo de infância, no dia trágico eu fui procurá-lo no hotel onde ele estava hospedado, já que iria no meu casamento. Ele me ofereceu a <em>&#8216;fuga&#8217; </em>de Los Angeles.</p>
<p><em>— Venha morar em Miami.</em></p>
<p><em>— Eu não tenho dinheiro nem para ir na esquina Jake — eu disse entre minhas lágrimas de frustração, desespero, mágoa e decepção.</em></p>
<p><em>— More comigo, eu tenho um apartamento grande, e não divido com ninguém. Você é como se fosse da minha família Bella, por favor aceite.</em></p>
<p>Depois de muito choro e pedidos, eu resolvi ir para Miami no mesmo dia. Não tinha parentes, meus pais morreram em um acidente de carro quando eu me mudei para Los Angeles. A única pessoa que eu ainda tenho desde que era criança era o Jake</p>
<p>— Por isso eu não gosto que os Cullens mantenham contato com você — ele bufou. Jake não <em>odiava</em> os Cullens, mas um em específico.</p>
<p>— Seja bonzinho Jake. Alice sempre foi boa comigo e nunca lhe trato mal.</p>
<p>Alice era minha única amiga em Los Angeles, a primeira pessoa que avisei onde estava, uma semana depois de ir embora sem avisar ninguém. Um ano depois ela veio me visitar, com o namorado, Jasper. Ela tentou uma única vez falar algo sobre seu irmão, mas a interrompi e pedi para nunca mais tocasse no nome dele.</p>
<p>— Tenho que ler essa sozinha, vou para o quarto Jake.</p>
<p>— Tudo bem, estarei aqui se precisar.</p>
<p>Jake voltou para o seu café da manhã e eu fui para o meu quarto. Abri a carta, que não parecia muito longa.</p>
<blockquote><p><em>&#8216;</em><em>Bella, gostarei de lhe convidar para ser a minha madrinha. Meu casamento será durante o dia, como está no convite, então eu terei apenas um casal de padrinhos. Não contei isso por telefone porque você iria gritar comigo, mas meu irmão será o meu padrinho. Bella você é minha melhor amiga, mesmo com a distância e o tempo. Preciso de você comigo, mas se não quiser eu vou entender. Não precisa falar com ele, apenas ficar parada por alguns instantes ao seu lado. </em><br />
<em>Se aceitar, peço que venha 2 semanas antes do casamento, para escolhermos o seu vestido.</em><br />
<em>Beijos Alice.&#8217;</em></p></blockquote>
<p>Fiquei em choque. Encontrar ele, depois de 3 anos parecia o maior desafio da minha vida, eu poderia ser forte e encará-lo ou cair no chão e ficar em posição fetal ao olhar em seus olhos verdes.</p>
<p>Não sei quanto tempo fiquei ali parada pensando, em ir ou não, só sei que Jake batia na minha porta e agora estava preocupado.</p>
<p>— Bella abra essa porta, estou te chamando a 30 minutos.</p>
<p>Balancei minha cabeça e respirei fundo, caminhei até a porta abrindo em seguida.</p>
<p>— Nossa pensei que você tinha sido tragada pela Terra e&#8230; — ele me olhou e então percebi que meus olhos estavam com lágrimas. — Oh Bella — ele me abraçou e me deixei cair no choro.</p>
<p>Eu ainda amava aquele homem que destruiu os planos da minha vida. Doía pensar em seu nome, seria demais ter que encontrar ele novamente.</p>
<p>— Você não precisa ir nesse casamento Bella.</p>
<p>— Ela é minha melhor amiga Jake — eu disse entre soluços.</p>
<p>Ele pegou o papel das minhas mãos e trincou os dentes.</p>
<p>— Droga! Ela quer mesmo que você seja madrinha ao lado daquele&#8230; — ele respirou fundo para não explodir.</p>
<p>— Sim Jake — solucei. — Eu tenho que ser forte Jake, não posso fugir disso para sempre. Quem devia fugir era ele na verdade, porque eu não fiz nada de errado, e mesmo assim tenho <em>medo</em> de vê-lo novamente.</p>
<p>— E medo dele lhe convencer que é inocente ou de que se arrependeu de tudo, e você se entregar a esse amor que nunca morreu, não é verdade? — eu senti o tom triste no voz de Jake. Ele me amava, mas sabia que eu nunca poderia retribuir isso, o bom é que ele entende e nunca tentou nada comigo.</p>
<p>— Sim Jake, você me conhece bem.</p>
<p>— Bella, se você acha que pode nós vamos para LA e ao casamento. Estarei lá com você, e se quiser ir embora, voltamos para Miami no instante que você decidir — ele secou minhas lágrimas e eu suspirei.</p>
<p>— Ok Jake, nós vamos para Los Angeles, e se eu começar a querer ceder a ele, por favor me acorda para a vida.</p>
<p>— Eu irei fazer de tudo para que você não sofra novamente Bella.</p>
<p>— Obrigada Jake — sorri e abracei ele agora sem lágrimas nos olhos. Eu sabia que estava pronta para voltar a LA, mas não se estava para resistir a <em>ele</em>.</p>
<p>~x~</p>
<p style="text-align:center;"><em>1 semana depois&#8230;</em></p>
<p>— Não acha melhor ligar?</p>
<p>— Quero fazer uma surpresa Jake, e outra, ele na mora aqui com os pais.</p>
<p>Estávamos parados em frente à casa dos Cullens, Jake alugou um carro para andarmos por Los Angeles. Mordi o lábio e abri a porta do carro.</p>
<p>— Estarei aqui Bella, lhe esperando — ele sorri e eu retribui o sorriso, indo em direção a casa.</p>
<p>Estava como eu me lembrava. Grande, branca, com um lindo jardim que Esme cuidava com muito amor. Subi os 3 degraus da varanda e toquei a campainha.</p>
<p>— Eu atendo mãe — a voz de Alice em fez sorrir. Quando ela abriu a porta fiquei estática.</p>
<p>— Surpresa — eu disse sorrindo.</p>
<p>E então como Alice Cullen não é uma pessoa calma, ela gritou.</p>
<p>Assustei com o grito e isso fez Esme ver o que era.</p>
<p>— Alice o que&#8230; ai Meu Deus! — ela ficou parada me olhando, enquanto a baixinha de cabelos espetados me puxou para um abraço, com direito a pulos.</p>
<p>— Você veio, você veio — Alice falava pulando e me levando junto. — Onde está Jake?</p>
<p>— No carro, para caso eu resolvesse sair correndo — mordi o lábio e Alice riu.</p>
<p>— Jacob — ela gritou da porta. — Venha já para cá.</p>
<p>— Como está Bella? — Esme perguntou me abraçando.</p>
<p>— Estou bem Esme, muito bem.</p>
<p>— Onde é o incêndio? — Carlisle apareceu no topo da escada.</p>
<p>— Pai, Bella está aqui — Alice disse e quase estava <em>quicando </em>de novo. — E Jacob também — ela puxou Jake para um abraço.</p>
<p>Alice gostava dele e ele simpatizava com ela, o problema dele mesmo era <em>ele</em>.</p>
<p>— Bella querida — Carlisle me abraçou. Eu o tinha como um pai, ele cuidou de mim durante o tempo que passei em Los Angeles. — É tão bom te ver Bella. Só Alice mesmo para lhe fazer vir aqui na é?</p>
<p>— Sim só ela — sorri e suspirei olhando a casa familiar. Passei muitos dias aqui, com Alice, seu irmão e Emmett, um primo deles, que morava na casa ao lado.</p>
<p>— Venha vamos para a sala — Esme disse caminhando para o lugar quase familiar.</p>
<p>Poucas coisas mudaram, o sofá era outro e a tv também, mas a cor era a mesma e em cima da lareira fotos de todos. Encontrei uma que doeu meu coração. Alice, Emmett, <em>ele</em> e eu, jovens em frente à casa dos Cullens. Desviei os olhos rapidamente, tentando fugir da lembrança.</p>
<p>— Sente aqui — Alice me puxou para o lado dela. — Estou tão feliz que você tenha vindo. Oh Bella, temos tanta coisa para fazer. Você vai ficar quanto tempo aqui?</p>
<p>— Até depois do casamento, estou de férias e só tenho até 5 de julho para ficar livre.</p>
<p>— Ah sim — ela sorriu e percebi que Esme já não estava mais na sala, Carlisle e Jake falavam algo sobre o futebol na tv.</p>
<p>— Venha Bella, vamos para o meu quarto tenho umas coisas para conversar com você.</p>
<p>— Ok — antes que eu terminasse de falar ela começou a me puxar escada a cima.</p>
<p>A porta da sala se abriu e um cheiro um tanto quanto familiar tomou conta do ar.</p>
<p>— Alice, vim lhe buscar para irmos ao restaurante, temos que ver o cardápio do casamento. —<br />
Alice e eu ficamos paradas no mesmo lugar, de costas para o dono da voz. — Alice da para virar? — ele chamou novamente. — Não estou para brincadeiras hoje.</p>
<p>— Estou com visita não percebeu — ela virou-se de frente para ele, o seu rosto estava mais branco do que osso.</p>
<p>— Oh desculpe eu não percebi. Desculpe-me senhorita&#8230; — ele deu uma pausa para que eu me virasse.</p>
<p>Fechei os olhos, e senti todo meu corpo tremer, virei lentamente com o cabelo cobrindo meu rosto. Suspirei e abri os olhos, assistindo sua expressão ficar como se tivesse visto um fantasma.</p>
<p>— Bella? — ele disse e soou mais como uma pergunta.</p>
<p>— Olá Edward — desejei que o chão se abrisse e eu me jogasse lá dentro.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>uhuhuh Os dois se reveram 3 anos depois.. o que será que vai dar isso? Comentem!</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4500&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Takin&#8217; Back My Love &#8211; Prólogo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Classificação: +16 Shipper: Edward &#38; Bella Sinopse: Uma traição no dia do seu casamento, faz Bella mudar de vida. Três anos depois, ela resolve voltar para uma ocasião especial, mas será que Bella está pronta para enfrentar o seu passado, Edward Cullen? Era uma manhã de sábado, e em menos de 24 horas eu, Isabella [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4495&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Classificação:</strong> +16<br />
<strong>Shipper:</strong> Edward &amp; Bella<br />
<strong>Sinopse:</strong> Uma traição no dia do seu casamento, faz Bella mudar de vida. Três anos depois, ela resolve voltar para uma ocasião especial, mas será que Bella está pronta para enfrentar o seu passado, Edward Cullen?</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4496" title="takin back my love" src="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2012/01/takin-back-my-love.png?w=510" alt=""   /></a></p>
<p>Era uma manhã de sábado, e em menos de 24 horas eu, Isabella Swan, seria a nova Senhora Cullen.</p>
<p>Antes de ir para o meu dia de noiva, resolvi passar no apartamento do meu noivo, Edward Cullen. Eram 6:30 da manhã, eu tinha a chave do seu apartamento e não me preocupei em tocar a campainha.</p>
<p>Girei a chave e abri a porta, me deparando com uma cena que nunca saiu de minha memória. Peças de roupas estavam espalhadas da porta e entrando no corredor. Sapatos. Cinto. Calça. Camisa. Saia. Blusa. Eu pegava uma por uma, engolindo seco e sentindo que as lágrimas que começavam a se juntar em meus olhos iriam rolar pelo meu rosto. <span id="more-4495"></span></p>
<p>Eu sabia onde tudo iria dar, mas mesmo assim eu quis olhar. Eu estava meio que São Tomé, tinha que ver para acreditar.</p>
<p>Perto da porta encontrei, uma cueca box preta, uma calcinha branca de renda e um sutiã branco com um bordado. Tudo estava em minhas mãos.</p>
<p>Olhei pra maçaneta do quarto e respirei fundo. Girei a porta e abri com força, em um baque forte ela bateu na parede, fazendo as duas pessoas na cama darem um salto de susto. As lágrimas que eu reprimi, romperam as barreiras e deslizaram pelo meu rosto.</p>
<p>Edward tinha os olhos arregalados, e uma mulher desconhecida de cabelos loiros me olhava da mesma forma. Caminhei calmamente até a cama e joguei a roupa no chão.</p>
<p>Ainda sem dizer uma palavra, tirei o anel de ouro com pequenos diamantes, segurei sua mão e a coloquei na palma. Dei meia volta e sai do quarto, sem ouvir nada do que ele disse.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Essa foi à última vez que eu vi Edward Cullen.</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4495&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Monrovia Town &#8211; Capítulo 14</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 21:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo 14 – My Girl PoV Edward &#8220;Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continuava misterioso diante de meus olhos&#8221;. Isaac Newton Rosas&#8230; baunilha&#8230; morangos&#8230; pêssego&#8230; Eram tantos cheiros que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4489&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://oi55.tinypic.com/ztyr60.jpg" alt="http://oi55.tinypic.com/ztyr60.jpg" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><strong>Capítulo 14 – My Girl</strong></p>
<p style="text-align:center;">PoV Edward</p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua</em><em>va misterioso diante de meus olhos&#8221;.<br />
Isaac Newton</em></p>
<p><em>Rosas&#8230; baunilha&#8230; morangos&#8230; pêssego&#8230;</em></p>
<p>Eram tantos cheiros que eu não conseguia distinguir o real, mas não existia melhor forma de começar um dia. Não tinha manhã mais perfeita.</p>
<p>O sol bateu na colcha onde estávamos cobertos, me fazendo sentir a claridade, e abri os olhos, respirando mais uma vez os inúmeros cheiros que vinham do cabelo de Bella. A nossa química era algo mágico, ao ponto de eu conseguir sentir a calma e a felicidade por todos os meus poros, só de ter seus cabelos na altura de meu nariz.</p>
<p>Bella estava com sua cabeça no vão de meu pescoço, ressonando baixo, e com o semblante extremamente calmo. Era assim que eu queria viver o resto de minha vida. A noite passada tinha sido perfeita, e exatamente como eu esperava. Foi uma forma de darmos o primeiro passo, mas sem avançar demais. Me lembro que antes de dormir fomos comer, e ficamos trocando olhares em silêncio, enquanto mastigávamos. Bella me parecia satisfeita, feliz, e realizada. E eu, idiota que sou, estava pulando de felicidade por proporcionar esse tipo de sensação a ela. Era muito bom ver suas bochechas coradas, seus dentes e seu sorriso encantador, o jeito que ela mordia os lábios e se envergonhava de falar comigo sobre o assunto. Tudo nela era encantador.</p>
<p>Olhei para o relógio vendo que passavam das nove da manhã, e achei melhor acordarmos, pro caso de Charlie chegar em casa. Levantei minha mão, levando-a até seus cabelos e acariciei devagar, enquanto dava um beijo leve em sua testa.</p>
<p>- Meu sorriso&#8230; – sussurrei.</p>
<p>- Hmm&#8230; – ela murmurou com a voz quebrada pelo sono.</p>
<p>- Precisamos acordar, meu amor.. – falei no mesmo tom de voz. – Já são nove da manhã.. Charlie pode chegar&#8230;</p>
<p>- Eu não quero acordar&#8230; – ela falou enrolada, ajeitando-se em meu ombro. – Está tão bom aqui&#8230; – ela reclamou mais uma vez. <span id="more-4489"></span></p>
<p>- Charlie me mata se nos pegar assim, Bella&#8230; por favor. – dei um beijo mais forte em sua testa.</p>
<p>- Inferno&#8230; – ela falou emburrada, levantando e se desvencilhando da colcha com pressa. Não pude deixar de rir de seu comportamento irritadinho. Ela era encantadora, em qualquer tipo de humor. – Vou fazer café.- ela falou, com a voz ainda rouca de sono, e os olhos semicerrados, ainda inchados pelo sono pesado.</p>
<p>Ri novamente, vendo-a sair de seu quarto, e me levantei, arrumando a cama. Tirei minha camisa do chão e me vesti, indo para a sala. Fiz questão de ver se Charlie já tinha chegado em casa, mas tudo ainda continuava silencioso e vazio a não ser pelos barulhos de copo que Bella fazia na cozinha, então ainda estávamos livres por alguns minutos.</p>
<p>Quando pisei na cozinha, vi que ela estava de costas para mim e colocando colheres de pó de café na água. Tentei ser o mais silencioso possível, e na ponta dos pés fui até atrás dela. Minhas mãos se prepararam para encontrar sua cintura e aproximei meus lábios de seu ouvido. Ela estava tão distraída, &#8211; ou provavelmente com sono, &#8211; que nem percebeu minha presença.</p>
<p>- Você fica linda mal humorada. – sussurrei.</p>
<p>Bella deu um grito que ecoou por toda a cozinha, fazendo eu me agachar no chão de tanto rir. Ela ficou me olhando incrédula, mas depois se deixou levar e riu junto comigo, me dando um tapa na cabeça.</p>
<p>- Nunca mais me assuste desse jeito, Edward. – ela falou prendendo seu cabelo.</p>
<p>- Desculpe, foi irresistível. – me levantei, aproximando-me mais uma vez da minha menina dos sorrisos e segurando sua cintura enquanto ela se compenetrava em fazer o café. Apoiei meu queixo em sua cabeça e mais uma vez inalei o cheiro maravilhoso de seus cabelos.</p>
<p>- Eu não entendo como você pode ter tantos cheiros gostosos e distintos. – falei baixo.</p>
<p>- Você é louco. – ela brincou e levou seu cabelo no nariz para cheirar. – Isso é pêssego. Pêssego. Só tem esse cheiro. – ela segurou seu cabelo, me mostrando.</p>
<p>- Pois eu senti baunilha, morango, rosas&#8230; – sorri.</p>
<p>- Como disse, você é louco. – ela sacudiu a cabeça.</p>
<p>- Você está tão saidinha&#8230; – virei seu corpo de frente pra mim, dando nosso primeiro beijo de bom dia. – Quer dizer que cada passo que dermos à frente no relacionamento, você vai ficar respondona desse jeito? É o preço da intimidade?</p>
<p>- Pode ser. – ela riu. – Quando teremos o próximo passo? – levantou uma sobrancelha.</p>
<p>Eu tive que rir, e muito, da pergunta que ela tinha acabado de fazer. Ela deu um risinho fraco, mas manteve seu olhar no meu, claramente mostrando que a pergunta merecia uma resposta.</p>
<p>- É. Definitivamente saidinha. – brinquei, dando um beijo em seu nariz, e não querendo conversar sobre isso. Por mim daríamos o próximo passo agora. E o outro, e o outro, até que eu pudesse terminar de ensinar tudo que ela precisava saber. – Isso estava escondido dentro de você e eu liberei? – provoquei.</p>
<p>- Já devia estar em mim. Não se esqueça que eu tenho os genes das mulheres de Monrovia. <em>Loooucas</em> por um homem de fora. – ela riu. – Brincadeira. Deus me livre ser igual à essas mulheres taradas.</p>
<p>Bella estava extremamente relaxada, agindo naturalmente e com intimidade comigo. Percebi que ela estava começando a falar as coisas sem se importar com o que eu pudesse pensar, e eu estava adorando isso.</p>
<p>- Eu sei que você está brincando. – ri também. – Mas&#8230; você é louca por mim, é?</p>
<p>Ela corou e tirou seu olhar do meu.</p>
<p>- Eu não falei isso. – ela rebateu.</p>
<p>- Falou sim. Eu ouvi. – brinquei.</p>
<p>- Não falei, Edward&#8230; – ela pegou um saco de pão de forma em cima da geladeira e começou a arrumar na torradeira. – Pára de colocar palavras em minha boca.</p>
<p>- A única coisa que quero com a sua boca agora, é um beijo. – falei me aproximando de onde ela estava e encontrando mais uma vez sua cintura. Parecia que minhas mãos já pertenciam ali.</p>
<p>- Você vai ficar me seguindo pela cozinha inteira? – ela provocou.</p>
<p>- Você não vai me beijar? – dei um beijinho devagar no canto de seus lábios.</p>
<p>- Não se responde pergunta com outra pergunta.. é falta de educação&#8230; – ela falou baixo, olhando para os meus lábios, e eu sabia que ela já estava se rendendo.</p>
<p>- Eu não ligo. – sussurrei. – Sou mal educado&#8230; – peguei seu lábio inferior com meus dentes, e mordi de leve, arrancando de Bella um suspiro profundo.</p>
<p>- Isso é gostoso&#8230; – ela falou baixo, me fazendo realizar que era a primeira vez que eu mordia seus lábios.</p>
<p>- É? – mordi novamente, enquanto passava a ponta de meus dedos pelas laterais de sua barriga.</p>
<p>- Muito.. – ela sussurrou, arfando, me fazendo sentir todo seu hálito de pasta de dente e principalmente, causando o despertar de minha ereção.</p>
<p>- Eu preciso sinceramente aprender a me controlar perto de você. – sussurrei, dando um beijo leve em seus lábios. Quando me afastei, percebi que Bella olhou para baixo, bem exatamente no meio de minhas pernas, e achei melhor me sentar enquanto esperava o café da manhã ficar pronto.</p>
<p>Ela terminou as torradas e o café, colocando tudo em cima da mesa e tirando uma geléia de dentro da geladeira. Tomamos café, conversando sobre como tinha sido com sua professora no dia anterior, e ela disse que a mesma estava muito orgulhosa por ela estar sabendo fazer contas de cabeça. Eu disse que não desistiria de ensinar o resto das coisas a ela antes de ir embora, e esse pensamento meio que jogou um balde de água fria em nossa conversa.</p>
<p>- Eu não queria me lembrar disso, me desculpe.</p>
<p>- Tudo bem&#8230; – ela falou dando uma mordida em sua torrada. – Mais cedo ou mais tarde vamos ter que falar sobre isso mesmo.</p>
<p>- Vem cá. – ofereci minha mão à ela, pela qual ela prontamente segurou e a trouxe até meu colo, dando graças a deus que o menino já estava dormindo novamente. Assim que ela se sentou em minhas pernas, passei minha mão direita por seus cabelos e com a esquerda peguei em seu queixo.</p>
<p>- Eu já decidi o que vou fazer. – falei baixo. – Sobre&#8230; nós.</p>
<p>- O que? – ela me olhou curiosa.</p>
<p>- Eu vou&#8230; vou para Nova York resolver o que tenho que resolver&#8230; e assim que tudo estiver certo, eu volto para te buscar. – olhei bem em seus olhos, tentando passar toda a segurança possível.</p>
<p>- Mas.. Charlie não vai deixar&#8230; – ela falou nervosa.</p>
<p>- Temos duas opções.. – falei, já quase me arrependendo de estar trazendo esse assunto agora. – Ou a gente foge&#8230; ou, eu peço sua mão em casamento.</p>
<p>- Ahm? – ela franziu o cenho. – Ca&#8230; casar?</p>
<p>- Casar. – respondi, passando meu polegar por sua bochecha.</p>
<p>- Eu&#8230; eu&#8230; eu não sei Edward&#8230; – ela falou nervosa, e senti que começou a tremer. Era óbvio que esse seria seu tipo de reação, por isso não me assustei nem fiquei chateado. Ela tinha apenas dezesseis anos, e um louco como eu, estava falando que queria casar com ela.</p>
<p>- Hey, hey.. – passei minha mão por seu braço. – Relaxa. Não estou falando que você é obrigada a isso nem que vou fazer nada a força Bella. Você é quem manda em você, e cabe a você decidir também, não só a mim.</p>
<p>- Eu sei, mas&#8230; – ela me olhou, com os seus lindos olhos castanhos confusos.</p>
<p>- Esquece que eu falei isso, ok? – dei um beijo em sua testa. – Desculpa. Depois nós resolvemos. Não é necessário casamento, foi somente algo que passou por minha cabeça. Eu tenho pensado bastante nisso.</p>
<p>- Eu também. – ela falou baixo. – Não em casamento, mas&#8230; em nós.. &#8211; O barulho da caminhonete de Charlie ecoou lá fora, fazendo com que nos afastássemos em segundos. Bella reuniu os pratos do nosso café da manhã, levando-os para a pia, enquanto fingi estar me distraindo com os quadrinhos do jornal de ontem.</p>
<p>- Bom Dia. – Charlie falou com a voz rouca, arrastada, cansada.</p>
<p>- Bom Dia. – eu e Bella respondemos juntos.</p>
<p>- Pai, seu café já está pronto, pode sentar. – ela falou levando o bule de café até a xícara que ela já tinha separado para Charlie. Ele sentou-se, procurou pelo jornal de hoje vendo que eu ainda estava lendo o de ontem, mas depois esqueceu e apoiou um dos cotovelos na mesa, segurando sua cabeça e seu rosto inchado de sono.</p>
<p>- Cadê o jornal de hoje? – ele falou baixo, irritado.</p>
<p>- Ainda não peguei. Deve estar lá fora. – ela respondeu.</p>
<p>- Eu vou lá fora pegar. – falei, querendo sair dali o mais rápido possível. Eu odiava ficar muito tempo no mesmo lugar que Charlie.</p>
<p>Entreguei o jornal, e fui para o meu quarto onde separei minhas roupas para tomar banho. Hoje eu iria até a creche com Bella, ver em que consistia seu trabalho. Eu sabia que ela ajudava na recreação e alimentação das crianças, mas era uma coisa que eu queria muito ver. Eu adorava crianças, e estava feliz por saber que ia presenciar Bella se relacionando com várias.</p>
<p>Tomei meu banho, e quando saí Bella já estava me esperando para tomar o seu. Ela sorriu pra mim e entrou no banheiro, ligando rápido o chuveiro. Voltei para o meu quarto, colocando minhas meias e calçando o tênis.</p>
<p>Quando fui para a cozinha novamente beber um copo de água, vi Charlie passando pela sala, com um daqueles vidros de remédio em mãos. Ele entrou em seu quarto, e saiu logo depois.</p>
<p>- Edward, estou saindo. – ele falou ainda com a voz sonolenta.</p>
<p>- Saindo? – franzi o cenho. – Você acabou de chegar, Charlie!</p>
<p>- Poisé meu filho, mas a oficina me espera. Alguém tem que tomar conta daquela merda&#8230; – ele falou, tentando se explicar, mas aquilo não colava comigo. Emmett já tinha dito que ele é quem fazia todo o trabalho; Charlie ficava só de enfeite.</p>
<p>- Certo. Tudo bem. – respondi passando a mão nos cabelos, tentando tirar o excesso de água do banho.</p>
<p>- Se cuidem. Bom Dia. – ele abriu a porta e me olhou.</p>
<p>- Bom Dia. – falei quase entredentes, com raiva por ele agir de forma paternal comigo e ser tão negligente em relação à Bella. Eu não precisava daquilo; Ela precisava mais do que eu.</p>
<p>Mas eu tinha coisas mais importantes para me preocupar. Fui até a porta do banheiro e fiquei esperando Bella terminar seu banho. Quando ela saiu, se assustou com a minha presença na porta.</p>
<p>- Você tirou o dia para me assustar? – ela levantou uma sobrancelha.</p>
<p>- Acho que sim. – envolvi meus braços em seu corpo pequeno e dei um abraço apertado. Puxei o ar e senti o cheiro de banho tomado delicioso que Bella emanava. – Desculpa se te assustei com o que falei hoje cedo.</p>
<p>- O que? – ela disse com seu rosto enfiado em meu peito.</p>
<p>- Em falar sobre fugir, casamento, essas coisas&#8230; – falei baixo, dando um beijo em seu cabelo molhado. – Eu não tenho a intenção de mudar a sua vida, Bella&#8230; – suspirei. – Eu só não queria te perder.</p>
<p>- Eu também não quero te perder Edward&#8230; – ela falou baixo, dando um beijo em meu peito. – Mas eu sinceramente não sei o que fazer, e tenho muito medo desse mundo de fora&#8230; medo do desconhecido.</p>
<p>- Eu sei meu sorriso, eu sei. – acariciei seus cabelos e dei outro beijo em sua cabeça. – Por isso que estou pedindo desculpas.</p>
<p>Ficamos um tempinho curtindo nosso momento juntos, mas o relógio acusou que era hora de irmos e tivemos que sair. Fomos caminhando até a creche, sentindo um vento leve, que trazia um cheiro de grama, de verde, muito forte. E era delicioso.</p>
<p>- Vai chover. – ela falou estalando a língua.</p>
<p>- Qual o problema com chuva? – falei olhando em sua direção.</p>
<p>- Não gosto. – ela sacudiu a cabeça. – É fria, molhada, triste&#8230; – ela falou baixo.</p>
<p>- A chuva é tão gostosa. – complementei. – Existem tantas coisas gostosas para se fazer na chuva&#8230; – brinquei.</p>
<p>Bella abriu um sorriso e abaixou a cabeça, não falando nenhuma palavra a mais. Quando vimos, já tínhamos chegado na creche.</p>
<p>A diretora já nos esperava em sua sala, e Bella nos apresentou. Era uma senhora de seus sessenta anos, meio cheia de corpo, me lembrando muito uma matriarca alemã. Se chamava Norah, e era muito simpática. Finalmente uma mulher sã, além de Bella. Norah e seu marido moravam em Monrovia desde que nasceram, e ela comentou que amava essa cidade mais do que tudo, apesar de achar que com o tempo os próprios moradores já estavam corrompendo a imagem pacata que Monrovia tinha. Não podia concordar mais com ela.</p>
<p>Ela nos indicou o refeitório, onde as crianças logo apareceriam para lanchar, e perguntou se eu e Bella estaríamos dispostos a participar da recreação deles. Os professores estariam ocupados nas próximas horas, em uma reunião, e precisavam de alguém que pudesse cuidar das crianças enquanto isso. Aceitamos, e seguimos para a cozinha.</p>
<p>Lá conheci Emily, a cozinheira, e irmã de Jacob. Diferente do irmão, ela nos tratou muito bem, como se fosse indiferente a qualquer coisa que tenha acontecido entre nós. Depois Bella me explicou que Emily não se dava muito bem com Jacob e com o pai, pois casou contra a vontade deles, com Sam, o homem que trabalhava rebocando carros para Charlie.</p>
<p>Tudo era um ciclo, e isso me fazia constatar que a cidade era realmente um ovo. Se bobeasse, e juntasse todas as árvores genealógicas, provavelmente todos eram da mesma família.</p>
<p>Arrumamos os lanches nas vinte e cinco bandejas. Enquanto Bella ia colocando as frutas, eu colocava as caixinhas de achocolatado e os mini cachorros quentes. Achei encantador que ela posicionava as frutas como se fossem uma carinha feliz. Morango para os olhos, uva para o nariz, e uma banana como o sorriso. Dei um sorriso de satisfação ao ver sua animação em montar aquilo para as crianças, e ela me sorriu em resposta.</p>
<p>- Se eu tivesse como, eu simplesmente te apertaria inteira agora, Bella. – ri. – Isso que você fez é completamente adorável. – passei a mão rápido por seus cabelos, não querendo que ninguém visse nossa intimidade.</p>
<p>- As crianças adoram. – ela continuou sorrindo, e ajeitando os morangos. – E ainda por cima incentiva elas a comerem.</p>
<p>- É verdade. – assenti. – Acho que nunca tinha parado pra pensar nisso.</p>
<p>Assim como outras milhares de coisas que eu nunca tinha parado para pensar, e Bella fez questão de colocar em meu mundo.</p>
<p>O sinal tocou e as crianças vieram correndo para lanchar. Comecei a rir quando vi a animação delas ao redor de Bella. Todas a abraçaram, gritando por seu nome, e ela foi atenciosa com todas, dando até beijo na bochecha de algumas.</p>
<p>- Béll, quem é esseee? – uma baixinha apontou para mim, envergonhada.</p>
<p>- Eu sou o Edward, e você? – me ajoelhei, estendendo minha mão para cumprimentá-la.</p>
<p>- Eeeu&#8230; sssou&#8230; a Kelly! – ela olhou para Bella, que assentiu, assegurando que podia me cumprimentar. Sua pequena mão encontrou a minha e nos cumprimentamos. Sacudi nossos braços com força, fazendo ela dar gargalhadas. – Pááára, <em>Édulward</em>.</p>
<p>- Não dááá, minha mão está com choque! – continuei, e ela gargalhou ainda mais, fazendo Bella rir junto e fingir que ia salvá-la de minha garra. Assim que nos soltamos, Kelly foi aos poucos parando de rir.</p>
<p>- Ele é bonito. – ela sorriu, mordendo seus lábios exatamente do jeito que Bella fazia. – Não é, Béll?</p>
<p>- Ele é lindo, Kelly. – Bella respondeu me olhando, e com um brilho perfeito em seu olhar.</p>
<p>- Ele é seeeeu namoraaado? – ela colocou o dedo na boca, ainda mais envergonhada.</p>
<p>- Kelly! – Bella riu, surpresa. – Daonde você tirou isso, menina?</p>
<p>- Minha mãe falou que, que quando eu cresceeeer, assim que nem grande&#8230; eu vou arrumar um namorado bem bonito. &#8211; ela riu &#8211; E eu quero assim oh, que nem ele.. – ela apontou pra mim.</p>
<p>Bella pegou Kelly no colo e começou a rir, revirando os olhos.</p>
<p>- São os genes de Monrovia, já entendi. – falei rindo.</p>
<p>As crianças começaram a lanchar e ficamos sentados na janela, observando se tudo corria bem. De vez em quando algum achocolatado era derramado ou uma fruta caía no chão, mas resolvíamos rapidinho, antes que elas ameaçassem chorar.</p>
<p>Bella era muito carinhosa com as crianças. E eu admirava muito isso em uma mulher. Principalmente uma que não tinha tanto carinho em casa.</p>
<p>Quando o lanche deu-se por terminado, distribuímos guardanapos, e Bella cantou com todos eles uma musiquinha que ensinava a usar o guardanapo e não a manga da roupa, e que era necessário ainda assim lavar as mãos depois. Fiquei rindo, mas passei a achar sem graça no momento em que ela me obrigou a cantar junto. Morri de vergonha.</p>
<p>A diretora nos observava de longe, rindo junto conosco e as crianças, e fiquei muito satisfeito de ver que ela olhava Bella como se se importasse com ela de verdade. Isso era gratificante. Ela se aproximou de nós com alguns vinis na mão, e me entregou.</p>
<p>- Escolham um desses vinis e coloquem para que as crianças ouçam&#8230; vamos ter um tempinho de recreação agora.</p>
<p>- Ih, música é com Edward mesmo. – Bella falou, olhando para mim e sorrindo.</p>
<p>- Ótimo. Fiquem a vontade, agora vou me reunir com as professoras, para a reunião.</p>
<p>Me agachei e coloquei os vinis no chão, olhando um por um. Eram muito velhos. Mas tinha coisa valiosa ali. Beatles, Creedence Clearwater, Temptations&#8230; coisas que eu lembrava que minha mãe colocava para mim e para Alice quando éramos crianças. Peguei o dos Temptations, e me levantei, indo até à vitrola. Vitrola. Quantos anos eu não via um aparelho desses.</p>
<p>Olhei para a parte de trás do disco, procurando que linha colocar a agulha para que tocasse a música que eu queria. Sorri, ao ver que seria a música perfeita.</p>
<p>Encaixei o disco, e peguei na agulha com muito cuidado para não fazer aquele barulho terrível de disco arranhando, e quando os primeiros acordes do baixo começaram a tocar, olhei diretamente para Bella.</p>
<p><em>Música: The Temptations – My Girl</em></p>
<p>Eu queria puxá-la para dançar, mas Kelly veio em minha direção, pedindo para que eu dançasse com ela. Não podia decepcioná-la. A peguei no colo, e começamos a dançar conforme a música. Bella segurou nas mãos de um garotinho, e eles balançavam meio sem jeito, enquanto as outras crianças faziam seus próprios passos desconcertados.</p>
<p>&#8220;<em>Eu tenho o brilho do sol</em></p>
<p><em>Num dia nublado</em></p>
<p><em>Quando é frio lá fora</em></p>
<p><em>Para mim é mês de maio</em></p>
<p><em>Eu acho que você dirá</em></p>
<p><em>O que poderá me fazer sentir assim</em></p>
<p><em>Minha garota, Minha garota, Minha garota</em></p>
<p><em>Estou falando da a minha garota&#8221;</em></p>
<p>Eu e Bella trocávamos alguns olhares, e pouco tempo depois o menino cansou de dançar com ela. Coloquei Kelly no chão, que saiu correndo em direção ao baixinho, e me aproximei de Bella, pegando em seu queixo.</p>
<p>I don&#8217;t need no Money… Fortune or fame… I&#8217;ve got all the riches baby… One man can claim… Well, I guess you&#8217;ll say… What can make me feel this way.. – sorri. – My girl… &#8211; sussurrei em seu ouvido.</p>
<p>Bella sorriu e suas bochechas ficaram vermelhas como se ela estivesse pegando todo o sol do mundo. Ela olhou ao nosso redor preocupada, mas as crianças pouco estavam se importando conosco, e continuavam pulando e dançando ao ritmo da música. Ficamos em nossa bolha, trocando olhares, e eu queria dizer que a amava, mas achava cedo demais&#8230; ela já tinha se assustado com o que eu tinha falado mais cedo&#8230; não queria deixá-la mais confusa. Portanto, tentei passar com o meu olhar tudo o que eu sentia por minha menina dos sorrisos. Todo o amor, carinho, e principalmente mostrar o quanto ela era importante em meu mundo, e o quanto eu queria tê-la para o resto de minha vida.</p>
<p>E parece que ela entendeu.</p>
<p>- Eu aceito, Edward&#8230; – ela falou baixo, seus olhos enchendo-se de lágrimas.</p>
<p>- O que, meu sorriso? – perguntei, sorrindo com o canto de meus lábios.</p>
<p>- Aceito o que for&#8230; – ela limpou uma lágrima de seu olho. – Fuga, casamento&#8230; o que for&#8230; – ela fungou. – Eu só quero estar com você. Independente de como.</p>
<p>Abracei Bella apertado, acho que o mais apertado que eu já tinha feito em minha vida. Não existia espaço entre nós, e suas pequenas mãos ficaram acariciando a parte superior de minhas costas. Levei minha mão em seus cabelos e acariciei seu couro cabeludo com meus dedos, respirando fundo e mais uma vez inalando o cheiro de minha Bella, minha menina dos sorrisos.</p>
<p>Senti um puxão em minha camiseta, e era Kelly, nos tirando de nossa bolha. Foi até bom, porque eu tinha que cessar essa vontade de beijar Bella imediatamente. A música acabou e começou outra, ainda mais animada, e continuamos dançando, rindo e nos divertindo com as crianças, até o momento em que a diretora encerrou a reunião com as professoras e pudemos voltar para casa.</p>
<p>A volta foi silenciosa, com o vento ainda mais forte anunciando chuva pela noite, mas dessa vez demos as mãos. Bella começou a chutar pedrinhas pelo meio do caminho, com a cabeça baixa, e segurando minha mão com força.</p>
<p>- E se alguém nos visse assim agora? – perguntei curioso.</p>
<p>- Eu mandaria pro inferno. – ela virou seu rosto em minha direção e sorriu. O vento bateu mais forte em seus cabelos, e eu não sei como, mas a cada momento ela me parecia mais linda.</p>
<p>Quando chegamos em casa, avistamos a caminhonete de Charlie na garagem então, com muito desgosto, desconectamos nossas mãos e entramos. Ele estava, como sempre, vendo jogos na televisão, com as botas em cima da mesinha de centro. Portava uma cerveja em suas mãos, e olhou para trás assim que fizemos barulho na porta.</p>
<p>- Porque demoraram? – ele perguntou dando um gole.</p>
<p>- A diretora pediu que ficássemos mais tempo tomando conta das crianças, por conta de uma reunião de professores.. – Bella falou receosa. – Vou fazer o jantar. – ela falou olhando para o relógio e vendo que se aproximavam de seis da tarde.</p>
<p>- Eu vou tomar banho. – falei, não querendo ficar sozinho com Charlie. – Estou todo sujo de molho de cachorro quente.</p>
<p>- Fique a vontade, filho. – ele pigarreou. – Edward&#8230; – ele me chamou quase quando eu já estava sumindo da sala.</p>
<p>- Sim? – perguntei.</p>
<p>- Você têm dado o dinheiro da diária à Bella?</p>
<p>Merda.</p>
<p>Eu não sei se Bella tinha conversado com Charlie ou acordado alguma coisa depois do acontecido, então simplesmente não sabia o que responder. Apenas assenti com a cabeça, ignorando o medo de que desse alguma merda, e Charlie sibilou um &#8220;ok&#8221;, me liberando para que eu voltasse o que quer que eu tinha que fazer.</p>
<p>Tomei meu banho, e fiquei um tempinho no quarto, tentando mais uma vez fugir de ficar sozinho com Charlie. Mas pensei em Bella, pra variar, e resolvi dar um pulo na cozinha, ver como estavam as coisas e fazer um pouco de companhia à ela.</p>
<p>O cheiro estava maravilhoso. Bella cantava baixinho a música &#8220;My Girl&#8221;, me fazendo lembrar de nossa tarde e de tudo que ela me falou. Ela estava disposta a fugir comigo. Eu precisava parar e pensar tudo isso com muito cuidado. Até porque ela nem sabia o motivo de eu estar voltando para Nova York.</p>
<p>Mas amanhã ela saberia. E eu esperava do fundo do meu coração que ela não se decepcionasse comigo.</p>
<p>Me aproximei de onde ela estava, e me encostei no mármore da pia, fazendo-a parar de cantar assim que notou minha presença.</p>
<p>- Porque parou de cantar?</p>
<p>- Eu não canto bem. – ela riu. – Pode colocar os pratos na mesa para mim?</p>
<p>- Claro. – ri. – Finalmente você está pedindo minha ajuda ao invés de eu ter que ficar te pedindo. – fui até o armário e peguei os pratos.</p>
<p>Charlie apareceu logo depois, provavelmente atraído pelo cheiro de comida pronta, e sentou-se, calado, à mesa. Pediu que eu me sentasse, e assim o fiz, enquanto Bella colocava a comida.</p>
<p>Começamos a comer, e o silêncio era absurdo, nos dando a oportunidade de ouvir os grilos lá fora. Algum tempinho depois, o som dos grilos foi tomado por pingos fortes de chuva, então a tempestade começou. Com tudo que tinha direito.</p>
<p>- Odeio chuva. – Bella murmurou.</p>
<p>- E então, quais são as novidades nesse mundinho de vocês? – Charlie falou, apontando para nós dois e mordendo um pedaço de pão.</p>
<p>- Nada demais, pai. – Bella falou, quase derrubando o garfo. – E.. com você?</p>
<p>- Tenho ótimas notícias. – ele olhou para nós dois.</p>
<p>- Quais são? – Bella perguntou inocente.</p>
<p>- A peça do carro de Edward, que ia demorar para chegar.. consegui fazer uns arranjos, ela vai chegar amanhã. – Charlie sorriu. – Seu carro fica pronto em dois dias filho. Você já pode voltar para casa. – ele piscou para mim.</p>
<p>Dessa vez Bella derrubou o garfo pra valer. Fez um barulho alto no chão, seguido por um trovão lá fora, e eu não sabia nem o que raciocinar. As coisas agora tinham se apressado, e tínhamos muito menos tempo do que imaginávamos.</p>
<p>O barulho de cadeira rangendo no chão ecoou pela cozinha, e Bella disparou para seu quarto, em uma velocidade provavelmente maior do que a do raio que tinha caído lá fora.</p>
<p>Chuva. Tristeza. Bella tinha razão.</p>
<p>- O que essa garota tem? – Charlie falou olhando para o portal da cozinha e depois ignorando qualquer preocupação, dando uma garfada em sua comida.</p>
<p>- Não sei&#8230; – falei baixo, sentindo meu coração disparar por todos os poros do meu corpo. – Posso ver como ela está?</p>
<p>- Não. – ele falou sério. – Deixe ela. Termine sua comida. – ele apontou para meu prato, que estava intacto. E como eu ia comer? Toda a fome tinha se esvaído.</p>
<p>Ignorando o bolo que meu estômago vazia, comi toda a comida que Bella tinha preparado. Eu tinha certeza que devia estar deliciosa, mas só o que eu sentia era acidez e amargura. Eu queria saber como ela estava, e Charlie demorava anos para terminar. Esse jantar ia ser uma eternidade.</p>
<p>Finalmente, no que parecia milênios, ele terminou de comer e avisou que ia dormir. Eu estava tão nervoso, que comecei a tirar os pratos de cima da mesa e levei para a pia, acho que na vontade de tentar fugir de tudo que estava acontecendo.</p>
<p>Eu não queria ir embora em dois dias.</p>
<p>Apaguei a luz da cozinha e da sala, e em passos apressados, cheguei até a porta de Bella. Dei um toque de leve, e ela não atendeu, me deixando ainda mais nervoso.</p>
<p>- Bella&#8230; sou eu, meu sorriso.. – respirei fundo, ignorando a falta de ar que meu coração disparado causava. – Por favor, abre essa porta.</p>
<p>A maçaneta estalou, e a porta aos poucos foi se abrindo. Fui recebido por minha menina dos sorrisos, completamente devastada, mas de certa forma forte. Ela passava os pulsos por seus olhos, querendo esconder todas as lágrimas, mas eu mesmo não podia julgá-la, porque estava com vontade de chorar também.</p>
<p>Peguei Bella em meus braços, e a mantive ali, com a cabeça no vão de meu pescoço. Fechei a porta com meu pé, passando a chave em caso de Charlie aparecer. Ela voltou a chorar, murmurando algo que eu não conseguia entender, me fazendo lembrar do dia que Jacob tinha feito mal a ela. Afastei seu rosto, segurando suas mãos para que não perdêssemos o contato, e nos conduzi até sua cama.</p>
<p>Bella continuava fungando enquanto eu tentava, &#8211; sem sucesso, &#8211; limpar suas lágrimas. Elas não paravam de sair de seus olhos castanhos.</p>
<p>- Pare de chorar, meu sorriso. – falei baixo. – Eu já não disse que vamos dar um jeito?</p>
<p>- Mas&#8230; dois dias Edward&#8230; Dois dias&#8230; eu não sei&#8230; – ela falou confusa.- Como eu posso deixar minha cidade em dois dias&#8230; e sumir assim&#8230; a gente nem tem tempo para pensar&#8230; não dá&#8230; simplesmente não dá&#8230;</p>
<p>- Xiu&#8230; – passei meu braço por seu ombro e a trouxe para ainda mais perto de mim. Bella acabou sentando em meu colo, e fiquei embalando-a, sussurrando que tudo ia melhorar.</p>
<p>Mentira, óbvio. Eu não fazia a mínima idéia do que fazer agora. Depois que meu carro ficasse pronto, qual seria a desculpa para ficar em Monrovia?</p>
<p>Fiquei ali, ainda embalando a minha menina sorridente que agora não parava de chorar, e ouvindo a absurda chuva que caía lá fora.</p>
<p>- Edward.. – Bella sussurrou depois de um tempo.</p>
<p>- Hm&#8230; – dei um beijo em sua cabeça.</p>
<p>- Eu quero você&#8230; – ela falou no mesmo tom de voz.</p>
<p>- Bella, você me tem..</p>
<p>- Não, você não entendeu&#8230; eu <em>quero</em> você&#8230;</p>
<p>- Eu não quero te machucar&#8230;</p>
<p>- Você não vai me machucar&#8230; você só me faz bem&#8230; você é a única coisa boa&#8230; – ela continuava falando.</p>
<p>- Mas eu não quero apressar as coisas.. eu me importo com você&#8230; – peguei Bella pelos ombros, tentando assegurá-la que era melhor agir da forma que eu estava falando, mas acabou saindo pior do que eu imaginava. Meu movimento brusco causou uma certa fricção do bumbum de Bella no meio de minhas pernas, e a ereção foi quase que instantânea.</p>
<p>Porra, isso era hora?</p>
<p>Ela obviamente sentiu, e ficou me olhando, esperando que eu fizesse alguma coisa. Como não fiz, com medo de estar pressionando-a demais, ela mais uma vez me surpreendeu e tomou a iniciativa.</p>
<p>Bella se levantou, e voltou a sentar em meu colo, mas dessa vez apoiando as mãos em meu ombro. Suas pernas se apoiaram no colchão, uma de cada lado de meu corpo, e ela suspirou, inclinando a cabeça em meu ombro.</p>
<p>Ainda bem que ela parou aí. Meu membro já queria se remexer, e com certeza absoluta ela continuava a sentir, pois estava com uma calça de pano, dando facilidade de sentir todo e qualquer movimento.</p>
<p>- Bella&#8230; – sussurrei, já não me agüentando mais. Minhas mãos subiram por suas pernas, parando na cintura e levantando um pouco de sua blusa, fazendo meus dedos indicadores sentirem parte das laterais de sua barriga.</p>
<p>- Edward&#8230; – ela falou bem próximo à meu ouvido, e foi a deixa para que eu fizesse algo que eu provavelmente poderia me arrepender depois.</p>
<p>Peguei em seus cabelos, levantando sua cabeça e trazendo seus lábios nos meus com voracidade. As lágrimas começaram a sair do meu rosto, mesmo tentando lutar com todos esses sentimentos desgraçados, e dei graças a Deus que Bella estava de olhos fechados e não podia me ver nesse estado.</p>
<p>Nosso beijo foi mais intenso do que qualquer outro que tenhamos dado. Esse tinha urgência, desespero, fúria&#8230; uma vontade louca de estar perto, tão perto, que se pudéssemos estaríamos um dentro do outro, para sempre.</p>
<p>Com a mão direita, continuei a segurar sua cabeça pela nuca, acariciando seu cabelo no processo, e a esquerda começou a subir pela lateral de sua barriga, alcançando os seios.</p>
<p>Eu não quis nem pedir permissão, ao contrário da noite anterior. Minha mão foi diretamente para o seu seio, e apertei com um pouco mais de força. Eu não estava conseguindo me controlar, era praticamente impossível. Minha mente gritava para que eu parasse, que aquela era a minha menina e que ela não devia ser tratada dessa forma, mas meu corpo me traía, todas as vezes em que eu tentava agir de forma sã.</p>
<p>Todos os meus sentimentos estavam confusos. Eu sentia que podia quebrar e chorar mais ainda, a qualquer momento.</p>
<p>Bella ainda piorou qualquer tentativa de pensamento saudável quando resolveu mexer seus quadris de encontro aos meus. O atrito foi instantâneo, e dessa vez começou a doer. Meu membro já gritava por necessidade de contato.</p>
<p>Pressionei meus pés no chão e investi meu quadril da mesma forma, fazendo Bella arfar em minha boca. Mordi seu lábio inferior, lembrando que ela gostava, e trouxe seu rosto ainda mais para perto do meu, se é que isso era possível.</p>
<p>Bella correspondeu novamente, imprensando seu quadril no meu, e foi então que percebi que estávamos quase fazendo <em>aquilo </em>porém, ainda de roupa. Meu membro, duro e apertado em minha calça jeans friccionava o centro da calça de pano de Bella. Ficamos naquele ritmo delicioso e viciante por algum tempo, até que senti o corpo de Bella tensionar e tremer, logo depois relaxando.</p>
<p>Eu não acreditava que ela tinha acabado de ter um orgasmo e que eu estava prestes a ter o meu desse jeito; Só de sentir Bella em meu colo, mexendo seus quadris por cima de minha calça jeans.</p>
<p>Ela encostou seu queixo em meu ombro, envolvendo meu pescoço com seus braços, e apertou as pernas ao redor do meu corpo, dando algumas últimas investidas de encontro à meu membro, que foi o suficiente para que eu sentisse ele liberar toda a tensão que estava presa.</p>
<p>Apertei meus braços ao redor de seu corpo pequeno que ainda tremia um pouco e nos permiti ficarmos em silêncio, recuperando a respiração e ouvindo a chuva lá fora, que ainda não tinha parado.</p>
<p>Apesar de termos acabado de chegar ao nosso ápice, não havia oxitocina que driblasse o nosso estado depressivo e a tristeza que nos consumia. Senti Bella ainda fungando, provavelmente lutando com suas lágrimas, enquanto eu lutava com as minhas.</p>
<p>- Eu prometo que a gente não vai se separar. – falei com medo de quebrar minha voz.</p>
<p>Bella levantou seu rosto de meu ombro e me olhou. Parei para olhar a linda menina-mulher à minha frente. Suas bochechas estavam coradas, provavelmente ainda efeito do orgasmo, e sua pele brilhava. Mas seu olhar estava confuso, e eu podia imaginar como sua cabecinha estava cheia de dúvidas e questões não resolvidas.</p>
<p>Era pior do que matemática. Ou geometria.</p>
<p>- Não prometa. – ela me olhou nos olhos. – Não prometa o que não pode cumprir.</p>
<p>- Mas eu vou cumprir. – passei as costas de minha mão por sua bochecha. – Eu não tenho mais forças para viver longe de você&#8230; – dei um sorriso fraco. – Não cumprir essa promessa seria um mal não só a você, mas uma imensa decepção para mim.</p>
<p>Bella imitou o meu sorriso fraco e me deu um beijo silencioso e carinhoso.</p>
<p>- Tudo bem. – ela falou baixo. – <em>Acho</em> que posso acreditar em você. – ela brincou.</p>
<p>Era impressionante como ela fazia questão de contornar as tristezas agindo de forma bem humorada. Poderia ser um mecanismo de defesa, mas me deixava orgulhoso. A aura de Bella era mágica.</p>
<p>- <em>Tu te tornas responsável por aquilo que cativas&#8230;</em> – ela aninhou sua cabeça em meu ombro novamente, suspirando e levando sua mão até a gola de minha camiseta.</p>
<p>- Pequeno Príncipe? – perguntei, me lembrando de quando ela pegou o livro, no dia em que nos conhecemos.</p>
<p>- Uhum.. – ela falou bem baixinho, dedilhando meu peito, como se quisesse fazer desenhos ali.</p>
<p>Bella suspirou e encostei minha cabeça em seus cabelos, passando minhas mãos em suas costas, por debaixo de sua blusa.</p>
<p>Apesar de nunca ter dado valor à &#8220;O Pequeno Príncipe&#8221; na época da escola, percebi que essa frase era sábia. E eu me sentia completamente responsável por tudo que cativei. Responsável por Bella. Minha Bella. Minha menina dos sorrisos. Por tudo que tínhamos e construímos nesses seis dias, algo tão intenso que era impossível de se explicar.</p>
<p>Enquanto acariciava seus cabelos e ouvia sua respiração, percebi que a única coisa certa era que sim, eu a amava. Em seis dias aprendi o que era amor de verdade. Amor do mais puro, sem interesses&#8230;</p>
<p>E eu simplesmente não queria deixar Bella. Eu não queria ir embora.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>comenteeem!</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4489&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Monrovia Town &#8211; Capítulo 13</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 00:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom meninas..como vocês puderam perceber, o nosso site se encontra fora do ar devido alguns problemas internos com nosso host. Mas não é por causa disso que deixamos de postar a fic para vocês! Boa leitura e comentem! &#160; Capítulo 13 – Hollow Man PoV Edward &#8220;Os homens são, em geral, tão pessoais que no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4485&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Bom meninas..como vocês puderam perceber, o nosso site se encontra fora do ar devido alguns problemas internos com nosso host. Mas não é por causa disso que deixamos de postar a fic para vocês!</p>
<p>Boa leitura e comentem!</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://oi55.tinypic.com/ztyr60.jpg" alt="http://oi55.tinypic.com/ztyr60.jpg" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Capítulo 13 – </strong><strong>Hollow Man</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>PoV Edward</strong></p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Os homens são, em geral, tão pessoais que no fundo nada lhes interessa mais que eles próprios.&#8221; </em></p>
<p style="text-align:center;"><em>(Arthur Schopenhauer)</em></p>
<p>Meus olhos ardiam enquanto eu olhava para o teto. Não consegui dormir a noite inteira. Óbvio que o motivo foi o que fizemos horas antes de ir para a cama e o que que aconteceria a partir de agora. Estávamos avançando muito rápido, mas ao mesmo tempo era impossível não fazer. Era como se tivéssemos um imã, nos mantendo sempre perto, e assegurando que não devíamos ficar separados.</p>
<p>Bella era pura perdição. E eu sentia o enorme peso da responsabilidade de ter sido o escolhido por ela. Ela confiava em mim, de todas as formas humanamente possíveis e eu não podia estar mais do que nervoso. Afinal, no momento em que ela pegou minha mão e começou a subir por sua perna, eu senti. Eu sabia.</p>
<p>Ela queria perder a virgindade comigo.</p>
<p>Não posso dizer que não fiquei feliz. Eu estava me apaixonando cada dia mais por Bella. Eu desistiria de tudo, e faria tudo para que eu a tivesse para sempre ao meu lado. Mas, eu não sabia nem o que fazer. Eu nunca tinha passado por isso com ninguém. Tanya foi minha primeira e única namorada, e ela não era virgem, então, eu realmente não tinha noção de como fazer isso. Sabia o básico, que ia ser desconfortável, ia doer, e eu tinha que ser o mais gentil possível para não transformar isso em uma péssima experiência. E ela não era qualquer uma. Ela era Bella, a minha Bella, a minha menina dos sorrisos, e eu queria que quando acontecesse, &#8211; se acontecesse, &#8211; que fosse o sentimento certo. A decisão certa. Sem arrependimentos ou mágoas.</p>
<p>Porque o pior de tudo não era a parte física. Era dentro. Era o que Bella ia sentir, o que seu coração ia aguentar. Não tinha como: Eu ia embora dentro de alguns dias, e não queria ser o filho da puta de fazer isso com ela e desaparecer. Eu nunca me perdoaria se nunca mais nos víssemos e tudo que passamos fosse apenas uma lembrança. Principalmente <em>este</em> tipo de lembrança.</p>
<p>Eu não sabia o que ia acontecer daqui pra frente e não queria que Bella ficasse desamparada. Eu queria que ela fosse comigo, e passei a madrugada inteira pensando em hipóteses. Mas nada me ajudava. E tudo só pioraria o estado em que eu estava. Querendo ou não eu era um fugitivo, e levá-la junto comigo, para esse caminho desconhecido, seria estragar ainda mais sua vida. E declarar minha morte por parte de Charlie. Porque por mais que ele não ligasse pra Bella, acho que me mataria se eu levasse ela embora daqui.</p>
<p>Ficar em Monrovia também não era uma hipótese válida. Mais cedo ou mais tarde apareceriam aqui, atrás de mim, ou alguém descobriria e minha confiança estaria abalada. <span id="more-4485"></span></p>
<p>E minha cabeça ficou assim. Rodando e rodando a noite inteira, em busca de uma explicação e uma forma de resolver isso tudo. Eu havia prometido a Bella que tudo ia dar certo, e não queria quebrar minha promessa. Ainda mais para ela, a única pessoa que me tirava de toda essa merda em que eu estava vivendo agora.</p>
<p>Foi por isso que parei. Por isso que não quis apressar as coisas, por mais que eu quisesse passar a noite inteira com ela. Eu não ligava para Charlie, eu não ligava para a idade, nem nada. Eu queria Bella. De corpo e alma.</p>
<p>E por volta de cinco da manhã eu decidi. Eu iria à Nova York, falaria com Carlisle, resolveria minha vida e voltaria para buscá-la.</p>
<p>Nem que eu tivesse que pedi-la em casamento.</p>
<p>Ouvi um barulho na porta, e quando olhei, quase sorrindo achando que era Bella, me deparei com Charlie.</p>
<p>- Filho, levanta que hoje você vai para a oficina comigo.</p>
<p>Ele bateu a porta, e protelei para levantar, coçando os olhos e sentindo a preguiça em toda e qualquer parte do meu corpo. Depois de uns dez minutos me espreguiçando e tentando acostumar meus olhos com a luz do lado de fora, me levantei, trocando de roupa e indo ao banheiro escovar os dentes, lutando com toda a preguiça que me consumia.</p>
<p>Por mim eu passaria o dia inteiro na cama. Com Bella. Sentindo seu cheiro, a cosquinha que seus cabelos fariam em meu rosto, e a maciez de sua pele.</p>
<p>Depois de tudo pronto, fui para a cozinha onde encontrei uma linda e sorridente Isabella, tomando café da manhã e lendo o jornal que estava deitado na superfície da mesa. Charlie já havia terminado e estava tomando banho, então sentei a seu lado.</p>
<p>- Bom Dia, meu sorriso. – sorri.</p>
<p>- Bom Dia. – ela respondeu, fazendo juz à seu apelido novamente, abrindo um sorriso lindo e perfeito.</p>
<p>Bella estava tomando um de seus sucos, e pela bagunça que vi em cima da pia, devia ser outra receita nova. O canudo dançava em sua boca, quase me tirando o foco e ela empurrou um copo comprido, com um líquido rosa dentro.</p>
<p>- Novo? – perguntei só para constatar.</p>
<p>- Hmhum.. – ela continuou sugando o líquido. Bella e canudo no mesmo cenário não estava sendo agradável para um idiota à base de hormônios como eu. Ainda mais depois de ontem, e de todos os pensamentos que tive sobre nós dois.</p>
<p>Bebi, sentindo o grande excesso de doce do suco. Mas não era enjoativo. Era um doce viciante, e o morango parecia fresco.</p>
<p>- Nome? – passei a língua em meus lábios, e mostrei o copo vazio para ela encher novamente.</p>
<p>- <em>Sweet Feelings</em>. – suas bochechas coraram, e ela fugiu seu olhar do meu enquanto despejava o líquido do copo do liquidificador para o meu copo.</p>
<p>- Sentimentos doces? – levantei uma sobrancelha e ri, deixando-a ainda mais corada.</p>
<p>- É. – ela voltou seus olhos para o jornal em cima da mesa, e o canudo à boca. Céus. – Meu pai te falou dos planos dele para hoje?</p>
<p>- Falou. – falei desanimado. Eu não queria passar o dia com Charlie. Eu já tinha pouco tempo para passar com ela, e ainda por cima queriam tirar isso de mim?</p>
<p>- É melhor do que você ficar sozinho em casa. Eu tenho que ir para a creche hoje, e depois vou para a casa da minha professora, mostrar tudo que aprendi. – ela me olhou, agradecendo silenciosamente pelos estudos.</p>
<p>- Preferia estar com você. – falei baixo.</p>
<p>- Eu também. – ela brincou com o canudo. – Mas&#8230; me promete uma coisa?</p>
<p>- Qualquer coisa&#8230; – falei passando minha mão rápido por suas bochechas. Se eu não ia passar o dia inteiro com ela, que pelo menos eu aproveitasse um pouco agora.</p>
<p>- Pega leve com Charlie ok? Não se estressa. Deixa ele falar o que ele tiver que falar&#8230; mesmo que seja sobre mim. – ela mordeu seu lábio inferior. – Eu não quero ver vocês dois brigando.</p>
<p>- Se ele falar de você? Bella, isso vai ser difícil&#8230; eu não consigo me controlar, eu acho injusto! – sussurrei.</p>
<p>- Por favor. – ela pegou em minha mão, fazendo carinho em meus dedos com seu dedo indicador. – Por mim, Edward&#8230; pelo que você sente por mim.. pelo que nós dois sentimos.</p>
<p>Bufei, vendo que meu dia hoje seria recheado.</p>
<p>- Obrigada. – ela deu um sorriso fraco.</p>
<p>- Vou sentir saudades&#8230; – peguei em sua mão e dei um beijo leve, ignorando a possibilidade de Charlie aparecer a qualquer momento.</p>
<p>- Eu também vou&#8230; – ela deu um sorriso torto.</p>
<p>- Bella, sobre ontem&#8230; – comecei, mas ela deu o último gole em seu suco e apertou meu braço.</p>
<p>- Você já explicou. Não tem mais o que falar. – ela me olhou.</p>
<p>- Mas&#8230; eu quero, você não sabe? – passei minha mão novamente em sua bochecha.</p>
<p>- Eu sei. – ela sorriu. – Só não está na hora certa ainda.</p>
<p>- Isso. – respondi sucinto. &#8211; Mas&#8230; você tem certeza que é isso que você quer?</p>
<p>- Nunca tive tanta certeza&#8230; – ela falou e olhou para cima, vendo Charlie chegando na cozinha. – Depois conversamos sobre isso. – ela sussurrou.</p>
<p>- Ok.</p>
<p>- Vamos, filho? – Charlie falou pegando as chaves da caminhonete no bolso da calça.</p>
<p>- Vamos.</p>
<p>O caminho até a oficina foi relativamente tenso. Eu não queria puxar assunto, simplesmente porque a presença de Charlie me enojava, e o último lugar em que eu queria estar era aqui, com ele. Preferia ter ficado em casa. Mas, ele me contou que o carro já estava sendo arrumado, e ele queria que eu visse como estavam sendo as coisas.</p>
<p>Charlie me perguntou se eu estava gostando da estadia na cidade, pela qual respondi positivamente, e depois ele me perguntou o que eu achava da filha dele. Fiquei nervoso na hora, não sabendo o que responder, mas falei que ela era uma menina muito especial, que necessitava de atenção. Confesso que falei esse último para ver se abria algum juízo na cabeça dele, mas aparentemente não fez efeito nenhum.</p>
<p>- Vocês estão tendo algo&#8230; mais íntimo? – ele perguntou como se fosse a coisa mais banal do mundo.</p>
<p>Minha garganta fechou, no momento em que as palavras saíram de sua boca, mas consegui adquirir força para responder.</p>
<p>- Não! – levantei a voz. – Óbvio que não, Charlie! Bella só&#8230;</p>
<p>- Só tem dezesseis anos. – ele complementou, me fazendo tremer na base. – E é minha filha.</p>
<p>- Nós.. só somos amigos.. Nada mais. Não se preocupe.</p>
<p>- Acho bom. Acho bom. – ele apontou para um grande galpão no meio do nada. &#8211; Chegamos.</p>
<p>Assim que desci da caminhonete, avistei Emmett, mexendo no motor de um Shelby 1967. Eu nunca tinha visto um de perto, então me aproximei.</p>
<p>- Fala rapaz! – Emmett acenou com uma ferramenta na mão.</p>
<p>- Oi Emmett. – me encostei no carro. – Shelby&#8230; Esse é o 67?&#8230; nunca achei que fosse ver um desses. – ri.</p>
<p>- Monrovia tem de tudo, cara. – ele riu também. – Não sabia que você conhecia carros.</p>
<p>- Edward, fique a vontade aí, enquanto resolvo algumas coisas no meu escritório. Depois vamos olhar o seu carro. – Charlie falou se aproximando de nós e colocando uma de suas mãos no ombro de Emmett. Porque ele tinha esse carinho com ele, e não com Bella?</p>
<p>- Ok, Charlie. – respondi, vendo ele entrando em uma salinha pequena, que devia estar eternamente quente, e torci para que ele não me chamasse para ficar ali.</p>
<p>- Seu filhote já está quase pronto. – Emmett falou.</p>
<p>- Queria que não estivesse. – suspirei e continuei olhando enquanto ele mexia no carro.</p>
<p>- Como estão as coisas com Bella? – ele parou de fazer o que quer que estava fazendo e se encostou no carro, me olhando.</p>
<p>- Perfeitas&#8230; e ao mesmo tempo tensas. Eu não quero ir embora, Emmett. – falei, querendo desabafar. Eu não tinha ninguém para falar sobre isso, e ainda mais uma pessoa do mesmo sexo que eu, mas Emmett parecia confiável para ouvir. – Estou apaixonado por Bella.</p>
<p>- Eu sabia que isso ia acontecer. – ele riu, porém sem humor nenhum. – E ela gosta de você, eu tenho certeza disso. – ele respirou fundo. – E foi justamente isso que eu tinha medo que acontecesse.</p>
<p>- Eu não cheguei a ter medo, porque acho que desde o primeiro dia já fiquei encantado. Quanto mais dias passam, o que sinto só aumenta&#8230; – passei a mão nos cabelos atordoado. – Emmett, eu&#8230; eu sou louco por ela. Ela é tão simples, tão diferente do que eu vejo na cidade grande&#8230; o sorriso dela é a minha felicidade, e eu estou passando por tanta merda na minha vida&#8230; só ela me deu a paz que eu precisava no momento, e&#8230;</p>
<p>- Calma! – Emmett riu, segurando meu ombro. – Respira, Edward!</p>
<p>- Eu quero levá-la comigo. – falei sem nem pensar.</p>
<p>- Charlie te mata se você fizer isso. – ele respondeu rápido.</p>
<p>- Eu sei. Mas nem que eu tenha que pedi-la em casamento, eu quero que ela vá comigo.</p>
<p>- Ele não vai deixar, Edward. – Emmett sacudiu a cabeça. – Não vai deixar, e vai te dar um tiro. Não faça loucura. Pedi-la em casamento? Ela tem dezesseis anos, cara! Pensa no que você tá falando.</p>
<p>- O que eu faço então? – bufei. &#8211; Emmett, eu preciso dela.</p>
<p>- Edward, você deve estar passando por alguma merda muito feia, porque você está se agarrando em Bella como se ela fosse tudo em sua vida&#8230; você já não parou para pensar que de repente o fato de ela fazer você esquecer dos problemas faça com que você <em>ache </em>que está apaixonado?</p>
<p>- Eu não <em>acho </em>que estou apaixonado. Eu tenho certeza.</p>
<p>- Acho que só a distância entre vocês é que vai responder isso, Edward. – ele voltou para o motor do carro. – Não adianta falar isso agora&#8230; vocês estão grudados o dia inteiro..</p>
<p>- E eu já estou sentindo falta dela, só por estar aqui. – respondi.</p>
<p>- Isso são horas&#8230; quero ver quando forem dias&#8230; – ele passou um pano pela ferramenta, tirando o excesso de graxa.</p>
<p>- Não é fácil Emmett. Não é fácil você gostar de uma pessoa e deixá-la.</p>
<p>- Eu sei que não. É exatamente por isso que eu e Rosalie não assumimos nada. – ele tirou a atenção do motor novamente. – Eu sou louco por aquela mulher, Edward. Mas assim como a mãe neurótica e maluca dela, eu tenho certeza que na primeira oportunidade que ela tiver de ir para a cidade grande, ela vai. E vai me deixar.</p>
<p>- Porque as mulheres daqui são assim? – perguntei.</p>
<p>- Não sei. Elas simplesmente são. Parece que foi uma convenção. – ele riu.</p>
<p>- Você sabe o que aconteceu com a mãe de Bella? – já que ele sabia tantas coisas, não custava nada perguntar.</p>
<p>- Não sei ao certo. Sei de algumas coisas que a mãe de Rosalie fala quando eu estou por lá&#8230;</p>
<p>Emmett foi arrumando o motor e me contando de Reneé Swan, a mãe de Bella. Agora ela aparentemente deveria responder por outro nome de casada, pois foi embora com um homem. O mesmo homem que a mãe de Rosalie era apaixonada e havia apresentado à cidade inteira como seu futuro marido. Reneé simplesmente sumiu com esse suposto homem, de um dia para o outro, deixando uma raiva imensa em Charlie e uma carta, em que dizia que a única coisa que ela sabia que ia se arrepender, era de deixar Bella.</p>
<p>Eu nem sei se ela sabia dessa carta.</p>
<p>Emmett contou também que Charlie adquiriu um ódio por Isabella, chegando a cogitar a possibilidade de que ela não era filha dele. A única pessoa que fez ele amansar quanto a isso foi a mãe de Emmett, com quem Charlie logo se envolveu.</p>
<p>A história era na realidade uma grande confusão. A cidade era movimentada a base de fofocas, e tantas histórias correram na época que Emmett disse que, mesmo que essa seja a versão dele, ela pode não ser a verdadeira.</p>
<p>Eu só ficava triste por isso ter acontecido com a minha menina dos sorrisos. Ela merecia uma família decente, alguém que cuidasse dela e desse toda a atenção que ela merecia. Principalmente quando nos separássemos.</p>
<p>- Ela tem sorte de ter você e Rosalie, sabia? – falei depois de um tempo.</p>
<p>- Bella é a minha irmãzinha, eu já te disse, Edward. – ele fez força com a ferramenta em uma parte do carro. – Eu farei de tudo para que ela fique bem quando você for embora..</p>
<p>- Mas eu vou voltar. – cortei. – Eu só vou resolver meus problemas e vou voltar.</p>
<p>- Aham. Eu sei. – ele falou, me dando a exata impressão de que ele não acreditava que eu ia voltar.</p>
<p>Mas eu ia.</p>
<p>Passei ainda um bom tempo vendo Emmett ajustar o Shelby, e olhando Charlie, que passava o dia inteiro ao telefone e olhando papéis em cima de sua mesa.</p>
<p>- Charlie passa o dia inteiro ali, ou ele mexe nos carros também? – falei brincando.</p>
<p>- Só eu que trabalho aqui. – ele riu, novamente sem humor. – Charlie só traz os clientes&#8230; depois passa o dia inteiro grudado naquele telefone e cuidando de carregamentos.</p>
<p>- Carregamentos?</p>
<p>- Não me pergunte. – ele falou sério, e resolvi realmente deixar pra lá. Mas eu ainda queria saber mais. – Não faço idéia do que seja e quase que perdi a cabeça por querer saber.</p>
<p>Isso estava ficando cada vez mais intrigante.</p>
<p>Um barulho de carro se aproximou, e gelei quando avistei um carro de polícia entrando na oficina. Tive vontade de me esconder, acho que por puro instinto, mas finquei o pé onde estava e engoli seco, esperando para ver o que aquela pessoa queria ali.</p>
<p>Ele estacionou, e desligou o motor, descendo do carro e ajeitando as calças. O jeito dele me lembrou muito Jacob, o cabelo comprido, liso e preto, e a cor da pele era muito parecidas.</p>
<p>- Billy Black! – Emmett falou alto, e pelo sobrenome percebi que era da família.</p>
<p>Ótimo. Justamente o pai de um cara que eu havia me atracado durante uma festa, era a polícia do local e estava aqui, na minha frente. Eu acho que eu tinha um imã para essas merdas.</p>
<p>- Emmett. – ele falou rude. Provavelmente agiu assim pelo que ele e Rosalie fizeram a Jacob. Então ele virou pra mim. – Edward Cullen.</p>
<p>Que legal, ele já sabia o meu nome.</p>
<p>A polícia de Monrovia, sabia o meu nome.</p>
<p>Minhas pernas começaram a sacudir e senti algumas gotas de suor dançarem em minha testa. Meu nervosismo era tanto que eu não consegui formar nada para oferecer à autoridade à minha frente.</p>
<p>Ele apenas me olhou de cima a baixo e avisou a Emmett que ia na sala de Charlie. Mesmo sentindo meu corpo inteiro tremer de ansiedade e medo, prestei atenção nos dois, dentro daquela salinha.</p>
<p>Charlie entregou um envelope para ele, que guardou dentro do bolso de seu casaco de couro. O encontro não durou mais do que cinco minutos, e Billy foi embora, sem nem se despedir de nós dois.</p>
<p>- Você sabe que ele é o pai do Jacob, não sabe? – Emmett falou, sacudindo a cabeça e rindo.</p>
<p>- É, imaginei. – sorri. – Falando nisso&#8230;</p>
<p>- Sim, Rosalie cortou o cabelo dele e eu ameacei cortar outra coisa se ele não se comportasse. – Emmett falou rindo.</p>
<p>- O pai dele vai te matar.</p>
<p>- Vai nada. Ele sabe o merda de filho que tem.</p>
<p>- Mas ele estava com raiva da gente. Deu pra perceber.</p>
<p>- Dane-se. – Emmett riu, vendo outro carro parar na oficina. Dessa vez era a mãe de Rosalie.</p>
<p>- O que ela veio fazer aqui? – perguntei, me encostando na parede e de saco cheio de ver Emmett consertando aquele carro.</p>
<p>- Entregar almoço, e falar algo com Charlie que também não sei o que é. Mas ela faz isso todo dia. – ele fechou o capô do carro, e foi até uma mangueira que tinha no canto da oficina, lavar suas mãos.</p>
<p>Ela, assim como Billy Black, pegou um envelope da mão de Charlie, e saiu de lá em poucos minutos. Mais coisas intrigantes. Impressionante como Monrovia conseguia guardar tantos segredos, sendo tão pequena.</p>
<p>Charlie nos chamou alguns minutos depois, para almoçar. Comprovei que a sala dele realmente era quente. Tinha um ventilador de teto, tão lerdo que não fazia vento nenhum. Almoçamos todos em silêncio, apenas ouvindo o <em>tic-tac</em> de um relógio de parede. Quanto ao almoço, era apenas um sanduíche de carne de porco e um sprite, mas estava delicioso e foi o suficiente para me deixar estufado. A mãe de Rosalie tinha jeito para a cozinha, apesar de ser uma completa idiota.</p>
<p>Ali, naquela sala, com Emmett e Charlie, completamente deslocado e me sentindo enjoado por ter comido muito, me dei conta do quanto Bella me fazia falta. Eu queria estar com ela, e comecei a imaginar como seria quando eu chegasse em NY e não tivesse aquele sorriso, aquele cheiro, aquela voz ao meu lado.</p>
<p>Eu ficaria incompleto.</p>
<p>- Já olhou seu carro? – Charlie falou, quebrando o silêncio.</p>
<p>- Ainda não. – respondi me encostando na cadeira e vendo Emmett ainda devorar o seu sanduiche.</p>
<p>- Ele está atrás da oficina, por algumas questões que depois quero discutir com você. A sós. – ele olhou para Emmett, que parecia pouco se importar com o nosso assunto.</p>
<p>- Tudo bem. – falei calmo, apesar de começar a maquinar o que Charlie queria falar comigo, ainda mais que tivesse a ver com o meu carro.</p>
<p>Terminamos de almoçar, e fomos até a parte de trás da oficina, finalmente ver o meu Volvo. Ele estava com o capô aberto, e Emmett começou a explicar que ele estava aproveitando para limpar todo o carburador, e mais um monte de partes que agora eu não lembro porque minha cabeça não parava de pensar em Bella. Seus sorrisos, seu jeito de ser, seu cheiro, seu beijo&#8230; eu não sei o que aconteceria quando eu a visse hoje, mas o que eu mais queria era abraçá-la e não largar nunca mais.</p>
<p><em>Sweet Feelings</em>. O suco que ela fez hoje cedo.</p>
<p>Era impressionante como ela conseguia captar nossos sentimentos em forma de receitas.</p>
<p>Era impressionante como ela coloria minha vida.</p>
<p>- Edward? – Charlie falou, me tirando do meu sonho com a minha menina dos sorrisos. – Dormiu garoto?</p>
<p>- Esse sanduíche da mãe de Rosalie.. me deixou farto e morrendo de sono. – foi a melhor desculpa que arrumei na hora, e por sorte foi bem convincente. Ele e Emmett riram, concordando comigo no quanto a mãe de Rosalie era uma boa cozinheira.</p>
<p>As horas passaram e eu não aguentava mais. Quando bateu cinco da tarde e eu já estava prestes a entrar em pânico para voltar pra casa, Charlie fechou a porta de sua sala, falando que íamos embora. Emmett também estava se arrumando para ir embora, mas ele tinha carro próprio e ainda tinha que resolver umas coisas antes de sair, então me despedi e voltei para a caminhonete.</p>
<p>Charlie estava com a respiração alta e ofegante dentro do carro. Era tudo que eu ouvia no pequeno espaço em que estávamos. Olhei para onde ficava o rádio, e estava quebrado, soltando alguns fios. Era irônico como um mecânico tinha um carro tão merda. Mas, quem era eu para discutir isso?</p>
<p>Pensei em perguntar sobre a questão do meu carro e a conversa que ele queria ter a sós comigo, mas Charlie me pareceu tão perdido em sua própria respiração e pensamento, que achei melhor pra depois.</p>
<p>- Vou ter que ir a Indiana essa noite. – ele falou depois de um bom tempo calado. – Avise a Isabella. Vou te deixar lá e vou direto, preciso resolver algumas coisas.</p>
<p>- O que você tanto faz em Indiana? – perguntei, sem a mínima noção de filtro, e Charlie me olhou meio que não acreditando que eu estava entrando em sua vida desse jeito.</p>
<p>- Porque você quer saber? – ele voltou o olhar para a estrada e ajeitou sua mão no volante. Garanto que ele estava louco para me enforcar.</p>
<p>- Não sei. – dei de ombros. – Curiosidade, acho.</p>
<p>- Tenho alguns negócios por lá. – ele falou, seu olhar perdido naquela imensidão vazia. – Não tenho como sustentar Bella e aquela casa com o que ganho na oficina.</p>
<p>Duvido.</p>
<p>- Ah, sim. – falei, não querendo mais me meter.</p>
<p>Mais alguns minutos e finalmente entramos na rua principal de Monrovia. Meu coração sacudia dentro do meu peito, de ansiedade em ver Bella novamente. Ainda mais sabendo que Charlie não passaria a noite em casa. Eu não ia apressar as coisas e definitivamente não faria <em>aquilo</em> acontecer hoje, mas a vontade de dormir com ela, abraçado, e sentindo seu cheiro, era tudo que me consumia no momento.</p>
<p>Charlie parou em frente à casa branca que já me era conhecida, e acenou, despedindo-se. Subi os dois degraus que davam para a porta e abri rápido, que de tão leve ela quase bateu na parede fazendo um estrondo.</p>
<p>Fechei, sorrindo por antecipação e procurando a minha menina dos sorrisos.</p>
<p>- Bella? – falei alto.</p>
<p>- Aqui. – ela gritou de dentro de seu quarto.</p>
<p>Fui até lá, no que pareciam zilhões de passos, e no momento em que vi aquele corpo pelo qual eu ansiava o dia inteiro em estar ao meu lado, não consegui me segurar. Abracei apertado, fazendo ela rir.</p>
<p>- Você vai me esmagaaaar.. – ela falou ainda rindo.</p>
<p>- É a minha intenção. – afastei nosso abraço um pouco e dei milhões de beijos em seu rosto. – Eu estava morrendo de saudade. Eu pensei em você o dia inteiro&#8230; – ela fechou seus olhos enquanto sentia meus lábios em sua face, e continuou sorrindo.</p>
<p>- Eu também pensei em você o dia inteiro. E adivinha? Falei com a coordenadora da creche, ela disse que você pode ir comigo amanhã, me ajudar! – ela me olhou ansiosa.</p>
<p>- Isso é ótimo, meu sorriso&#8230; eu vou adorar ver onde você trabalha. – dei um beijo rápido em seus lábios. Minhas mãos desceram para sua cintura, sem pedir licença para explorar partes de seu corpo, e vi as bochechas começando a ganhar o tom cor de rosa.</p>
<p>- Charlie pode ver&#8230; – ela murmurou, fechando os olhos e sentindo o meu toque.</p>
<p>- Charlie não está. E não vai estar a noite inteira.</p>
<p>Bella deu um suspiro alto, seguido de uma gargalhada deliciosa, e inclinei minha cabeça para beijá-la. Em questão de segundos tudo foi ficando mais intenso, e sem pensar, segurei sua cintura novamente, nos conduzindo para sua cama. Bella não parava de sorrir enquanto nos beijávamos e sua respiração forte em meus lábios, me animava cada vez mais a continuar o que eu queria fazer.</p>
<p>Ela queria chegar <em>àquele</em> ponto comigo, então íamos chegar. Mas um passo de cada vez.</p>
<p>Hoje, a noite seria só dela. Só de descobertas e sensações.</p>
<p><em>Sweet Feelings&#8230;</em></p>
<p><em>Oh, so sweet&#8230; </em></p>
<p>Bella sentou na cama e fiz peso no corpo para que ela se deitasse. Ela hesitou no começo, mas bem devagar foi deixando se levar, até o momento em que sua cabeça encostou no colchão e ela suspirou, não partindo nosso beijo.</p>
<p>Deitei a seu lado, e mantive minha mão esquerda em sua cintura, enquanto usava a direita para me apoiar pelo cotovelo e não cair por cima dela. Meus dedos foram subindo, levando sua blusa junto com eles, e sua pele quente arrepiava completamente no contato.</p>
<p>Passei minha mão por sua barriga nua, caminhando com os dedos para o outro lado e levantando a blusa igualmente, até que chegasse na altura de seus seios. Bella arfou em meus lábios, me dando um aval silencioso de que eu podia continuar com o que eu quisesse, que ela não queria parar.</p>
<p>Mas eu queria ficar ali por um tempo. Queria sentir a pele que tinha por debaixo de sua blusa, seu umbigo, e toda a extensão daquela barriga macia e pequena perto do tamanho da minha mão. Ela estava quente, quase que pelando, e se eu não soubesse que era pela timidez, ia facilmente achar que ela estava com febre.</p>
<p>Sorri, afastando nosso beijo, e ela me olhou, na dúvida do que eu ia fazer agora. Levantei meu corpo, sentando na cama, e inclinando meu rosto de encontro à sua barriga. Quando meus lábios encontraram o pedaço de pele que se encontrava acima de seu umbigo, ela suspirou e mexeu seu corpo involuntariamente. A respiração de Bella estava tão descompassada, que sua própria barriga subia e descia buscando ar.</p>
<p>Dei uma pequena mordida de brincadeira, e ela riu, colocando suas mãos na cabeça e mordendo mais uma vez os lábios.</p>
<p>Eu queria avançar.</p>
<p>- Posso continuar, meu sorriso? – levantei a cabeça, olhando em seus olhos.</p>
<p>- Hmhum&#8230; – ela falou quase que como um gemido.</p>
<p>Não ia ser fácil me segurar. Não mesmo.</p>
<p>Subi meus beijos por sua pele fervendo, sentindo o aroma de seu corpo, tão delicioso quanto eu imaginava. Meu coração batia forte no peito, que chegava a doer. Eu estava entorpecido pelo cheiro de Bella, seu corpo quente, sua respiração e agora, sua mão esquerda, que fazia carinho em meu braço.</p>
<p>Quando minha boca alcançou a área de seu sutiã, nós dois automaticamente congelamos. Bella apertou seus pequenos dedos em meu braço, e foi a minha vez de perder a respiração. Puxei uma boa quantidade de ar, garantindo que meus pulmões não falhassem, e com os dentes, levantei o tecido que escondia sua lingerie e seios.</p>
<p>Levantei meu rosto, querendo olhar aquela beleza à minha frente, e aproveitar cada segundo desse nosso primeiro momento mais íntimo juntos. Bella me olhou, e virei meu rosto na direção do seu, vendo seus olhos brilhando de ansiedade, curiosidade e&#8230; paixão.</p>
<p>Seu peito também subia e descia buscando por ar, e ela então, inesperadamente, levantou e sentou-se, tirando o que faltava de sua blusa, e ficando apenas com aquela peça branca, cobrindo seus seios.</p>
<p>Ficamos os dois, sentados no meio do colchão, tendo uma conversa silenciosa com nossos olhares e perdendo completamente o resto de ar que nos faltava. Bella sorriu, e levou sua mão à barra de minha camisa, fazendo menção para que eu tirasse também, o que fiz imediatamente. Ela riu da minha pressa, e acompanhou minha camiseta, saindo do meu corpo e indo direto para o chão de seu quarto.</p>
<p>Passei minha mão esquerda por seu ombro nu, sentindo que aquele ponto em específico estava tão quente quanto todos os outros pontos de seu corpo. Alcancei a alça de seu sutiã e abaixei devagar, fazendo ele pender em seu braço. Bella acompanhou meus movimentos, com o semblante compenetrado.</p>
<p>Fiz o mesmo com a alça do braço esquerdo, e alcancei a parte em suas costas, desatando o fecho e agradecendo mentalmente que o fiz com perfeição, evitando qualquer momento constrangedor. Aqueles fechos costumavam ser cruéis, e causadores de muita vergonha.</p>
<p>Quando o sutiã caiu em seu colo, mostrando seus seios, tive que engolir seco com a imagem que me foi apresentada. Era melhor do que nos meus sonhos ou imaginações de dentro do chuveiro. Eram lindos, pequenos, e perfeitos. Bella estava nervosa, e respirando cada vez mais rápido, então peguei em sua nuca e aproximei nossas testas, olhando bem em seus olhos.</p>
<p>- Você é perfeitamente linda&#8230; – sussurrei e dei um selinho devagar em seus lábios.</p>
<p>- O&#8230; o&#8230; obrigada.. – ela falou, com o corpo tremendo.</p>
<p>- Não fique nervosa.. sou eu&#8230; – dei um beijo em sua testa. – Sou eu&#8230;</p>
<p>- Edward&#8230;</p>
<p>- Eu não vou te machucar&#8230;</p>
<p>- Eu sei que não vai&#8230; – Bella finalmente sorriu de novo, e devagar, voltou a deitar no colchão, me olhando ainda sentado. – Me beija&#8230; – ela sussurrou.</p>
<p>Sorri, inclinando meu corpo na direção do dela, e beijando-a com todo o carinho e toda a leveza do mundo. Nossos lábios mal se encontraram, mas a sensação era tão intensa que causava pequenos choques elétricos em meu corpo. Levei minha mão esquerda para sua barriga, e com o dedo indicador, comecei a fazer caminhos por sua pele. Circulei o umbigo, subi até o meio de seus seios, desci novamente, e continuei naquele ritmo enquanto nosso beijo aumentava de intensidade.</p>
<p>Estava na hora de darmos mais um passo.</p>
<p>Meu dedo indicador, ainda passeando por seu corpo, subiu novamente até o meio de seus seios, e dali peguei outro caminho. Quando encontrei aquele bico macio, fui agraciado com um gemido delicioso escapando dos lábios de Bella. Ele endureceu ainda mais com o meu toque, deixando o meio de minhas calças cada vez mais desconfortável.</p>
<p>Mas foi como eu disse. Hoje o dia era dela, e somente para ela. Eu não podia pensar em mim, e muito menos no que meus hormônios estavam me causando.</p>
<p>- Perfeita&#8230; perfeita&#8230; – sussurrei enquanto levava meus lábios para seu pescoço.</p>
<p>Bella não conseguia falar nada, e eu consegui sentir as batidas fortes de seu coração pelas veias de seu pescoço. Dei alguns beijos molhados, respirando em cima para provocar ainda mais, e ela gemeu novamente, tremendo e segurando meu braço com força.</p>
<p>Segurei seu seio com delicadeza, não querendo que ela se assustasse, e massageei devagar, enquanto continuava com o dedo indicador no mamilo. Bella passou a arfar cada vez mais alto, e eu queria continuar, mas não sabia se deveria.</p>
<p>Ela cruzou as pernas, imprensando uma na outra, me fazendo lembrar do que ela tinha feito dois dias atrás, quando estivemos sozinhos. Provavelmente ela estava procurando alívio, e fiquei ainda mais hesitante se deveria fazer algo a mais ou não.</p>
<p>Dei outro beijo em seu pescoço, e levantei meu rosto, olhando em seus olhos e esperando que ela me desse força para que eu continuasse. Minha mão, que estava em seu seio, fez um caminho até seu umbigo novamente, e quando cheguei ali, parei. Eu não ia fazer se ela não quisesse.</p>
<p>- Posso continuar? – sussurrei, não tirando meus olhos dos dela.</p>
<p>- Hmhum&#8230; – ela acenou rápido com a cabeça, mordendo seus lábios e ruborizando cada vez mais.</p>
<p>- Eu posso&#8230; – dei um beijo no canto de seus lábios. – Descer mais a minha mão?</p>
<p>Bella engoliu seco e assentiu com a cabeça, fechando os olhos. Pausei por alguns segundos para olhar bem em seu rosto e como sua feição mudava quando ela estava com tesão. Era a coisa mais linda, perfeita e encantadora.</p>
<p>Respirei fundo, tentando também me acalmar com todas essas sensações, e desci minha mão esquerda, encontrando a barra de seu short jeans e o botão de metal, gelado. O corpo de Bella tremeu involuntariamente quando comecei a mexer no zíper. Então, com minha mão direita, afaguei seus cabelos enquanto dava beijos doces em seus lábios e lutava com meu nervosismo e o maldito botão.</p>
<p>Bella gemeu baixinho enquanto me beijava, e até em seus lábios eu conseguia identificar como ela estava quente.</p>
<p>- Relaxa, meu sorriso&#8230; Você vai adorar o que eu vou fazer, eu prometo&#8230;</p>
<p>Deixei seus lábios por alguns segundos e dei um beijo em sua testa. Bella me olhou, depois fechou seus olhos novamente, e passou a língua por seus lábios.</p>
<p>- Posso continuar?</p>
<p>- Po&#8230;de. – ela falou meio desnorteada, o que me fez rir baixo.</p>
<p>- Tão linda&#8230; tão minha&#8230; – sussurrei em seu ouvido. – Você é muito especial pra mim, meu sorriso&#8230;</p>
<p>Enquanto ia falando as palavras, minha mão encontrou sua calcinha de algodão. Assim como eu esperava, estava encharcada. Eu não queria avançar demais, apenas queria que ela sentisse alguma coisa com o nosso contato. Então procurei por seu ponto sensível, ainda por cima do pano, e pressionei o local que já estava bem rígido, devagar.</p>
<p>- Ahn&#8230; – um gemido curto escapou dos lábios de Bella. Ela os manteve entreabertos e eu fiquei olhando seu perfeito e angelical rosto, feliz por estar proporcionando esses primeiros sentimentos em sua vida.</p>
<p>Tão feliz que eu não conseguia parar de sorrir.</p>
<p>- Linda&#8230; – sussurrei novamente, passando meu nariz por sua bochecha quente, enquanto comecei a estimular de leve.</p>
<p>- Edward&#8230;</p>
<p>Ouvir meu nome como um gemido era o paraíso. E só Bella para me proporcionar uma coisa dessas.</p>
<p>- Você é meu anjo&#8230; você é a mulher que eu quero pra mim, pro resto da minha vida&#8230; – aumentei o ritmo, massageando seu ponto um pouco mais forte. Sua calcinha agora estava ainda mais úmida, a ponto de meus próprios dedos começarem a ficar molhados.</p>
<p>Jesus Cristo. Bella ia me deixar maluco. Tive que ter muita força de vontade e coragem para recuperar a minha respiração. Ela estava à minha mercê, e eu facilmente conseguiria tudo ali, se eu quisesse. Mas era o meu anjo, a minha menina pura, e eu não queria que nada inesperado acontecesse a ela, principalmente na hora errada. Se fosse para acontecer, nós teríamos o momento certo para isso.</p>
<p>Era o que eu acreditava.</p>
<p>Bella imprensou suas pernas ainda mais, apertando minha mão com suas coxas. Aumentei o ritmo, e massageei mais rápido, friccionando meus dedos no pano e sentindo o corpo dela se mexer por inteiro. Beijei seu rosto, e voltei para seus lábios, dando inúmeros selinhos, até o momento em que ela partiu-os e soltou todo o ar que estava acumulado.</p>
<p>Seu orgasmo estava chegando.</p>
<p>- Está chegando, meu sorriso&#8230; – sussurrei novamente, querendo assegurá-la de que tudo estava bem. – Está chegando&#8230;</p>
<p>Bella gemeu um pouco mais alto e fechou seu semblante. Suas sobrancelhas quase se uniram e ela apertou os olhos. Os dentes encontraram seus lábios, e eu sorri, vendo aquela linda cena à minha frente. Meu anjo, meu sorriso, nua da cintura pra cima, com as bochechas completamente vermelhas e tendo seu primeiro orgasmo.</p>
<p>Seu corpo inteiro travou por alguns segundos, e depois relaxou. Suas pernas deram uma última tremida e eu tive que rir. Relaxei meu braço direito, permitindo que minha cabeça deitasse no colchão ao lado dela, e dei um beijo em sua bochecha, vendo enquanto ela ainda recuperava sua respiração.</p>
<p>Tirei minha mão dali, e subí o zíper de seu short, logo depois fechando o botão de metal. Eu sinceramente não sabia como estava conseguindo fechar botões e abrir sutiãs com tanta facilidade. Acho que era pra ser. Era destino. As coisas aconteciam de forma certa, quando eram com a mulher certa.</p>
<p><em>Minha pequena mulher</em>.</p>
<p>Bella abriu os olhos e virou seu rosto em minha direção, sorrindo.</p>
<p>- Tudo bem? – perguntei dando um sorriso de canto de lábios.</p>
<p>- Tudo&#8230; – ela ainda respirava forte. – Tudo ótimo, na verdade.</p>
<p>Continuei a olhar minha garota, de cima a baixo, e ela acompanhou meu olhar. Era um momento íntimo demais, e maravilhoso demais. Não tinha como estar mais realizado no momento.</p>
<p>- A sensação foi boa? – perguntei curioso, querendo saber o que ela tinha achado.</p>
<p>- Nenhum suco ou palavra no mundo descreveria o que eu acabei de sentir. – ela falou baixo, levando sua mão direita para o meu cabelo. – Nem que eu passasse anos estudando uma forma de transformar isso em receita. – ela riu, acariciando meus fios.</p>
<p>- Não teremos o suco, mas teremos um ao outro, sempre que quisermos sentir <em>isso</em>. – sorri.</p>
<p>Bella passou seu dedo indicador por todo o meu rosto, e fechei os olhos sentindo seu toque. Respirei fundo, no silêncio do quarto, e mais uma vez senti que mal nenhum poderia me atingir se aquela menina que agora passava seu dedo em meu rosto, estivesse sempre à meu lado.</p>
<p>- Eu te adoro, Edward&#8230; – Bella sussurrou.</p>
<p>- Eu também te adoro, meu sorriso. – falei no mesmo tom de voz. – Obrigada por ter surgido em minha vida.</p>
<p>Bella riu.</p>
<p>- Quem tem que agradecer sou eu. – ela passou o dedo rápido por meu nariz, brincando.</p>
<p>Acho que nós dois tínhamos que agradecer um pelo outro.</p>
<p>Porque éramos exatamente o que precisávamos.</p>
<p>Ficamos ali, juntos, no silêncio, por muito, muito tempo. Deitei de lado, e Bella fez o mesmo, de modo que ficamos nos encarando e dando sorrisos bobos esporádicos. Minha mão passeava por sua cintura delgada, caminhando com meus dedos e as costas de minhas mãos para cima e para baixo, enquanto ela caminhava com seus dedos em meu braço e peito. Eu nunca me cansaria de ficar olhando para ela, ou em sua presença, como agora. Não tinha como. Quando me dei conta de olhar para o relógio, já eram quase onze da noite.</p>
<p>- Quer que eu faça algo para comermos? – Bella falou, passando a mão no meu rosto. – Estou morrendo de fome.</p>
<p>- Quero. Mas vamos fazer algo juntos. – eu não queria que ela ficasse sozinha cozinhando coisas para mim. – Que tal sanduíches? – sorri.</p>
<p>- Sanduíches. Ótima pedida. – ela retribuiu o sorriso. – Mas e para beber?</p>
<p>Dei um selinho bem demorado em seus lábios.</p>
<p>- Que tal mais uma rodada de <em>Sweet Feelings</em>?</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4485&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Plus Que Ma Prope Vie &#8211; Capítulo 51</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 21:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>PaamSpunk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilha Deserta Bella’s POV &#160; Eu pertencia oficialmente ao Edward. E isso não poderia ser mais perfeito. A festa de casamento corria como o esperado e o jardim da cada dos Cullen estava lotado. Amigos da universidade, colegas da advocacia que eu trabalhava e do fórum – onde Edward começou a trabalhar –, compunham os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4471&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="resizeable_text">
<p><a href="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2010/11/capa_8_1280608738_10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4472" title="capa_8_1280608738_10" src="http://meninasvampiras.files.wordpress.com/2010/11/capa_8_1280608738_10.jpg?w=510" alt=""   /></a></p>
<p><strong><em>Ilha Deserta</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>Bella’s POV</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu pertencia oficialmente ao Edward. E isso não poderia ser mais perfeito.</p>
<p>A  festa de casamento corria como o esperado e o jardim da cada dos Cullen  estava lotado. Amigos da universidade, colegas da advocacia que eu  trabalhava e do fórum – onde Edward começou a trabalhar –, compunham os  convidados, assim como parentes e amigos de toda a família – vampiros e  híbridos. E para minha surpresa, <a href="http://cdn.buzznet.com/media/jjr/2009/06/serratos-mtv/christian-serratos-mtv-awards-06.jpg">Angela</a> e Ben – os únicos amigos do colegial que chamei – estavam também  presentes. Os demais humanos que Alice convidou eram um mistério para  mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=d1BgYTZ4Mxc&amp;feature=player_embedded">Flightless Bird, American Mouth</a> – Iron &amp; Wane</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_Você está absolutamente deslumbrante essa noite, Sra. Cullen – eu ri, enquanto Edward me rodopiava no salão improvisado.</p>
<p>_Devo dizer o mesmo, senhor – sorri, aconchegando-me em seu peito quente.</p>
<p>Ficamos  em silêncio, enquanto dançávamos ao som da mesma música que nos moveu  no baile do colegial. Era como um déjà vu. A diferença era que dessa vez  eu não me movimentava sobre os pés de Edward&#8230; Ele apenas me conduzia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>I was a quick wet boy /</em></strong><em> Eu era um garoto rápido e molhado<br />
<strong>Diving too deep for coins /</strong> </em><em>Mergulhando fundo por moedas</em><em><br />
<strong>All of your straight blind eyes /</strong> </em><em>Diretamente nos seus olhos cegos</em><em><br />
<strong>Wide on my plastic toys&#8230; /</strong> </em><em>Arregalados nos meus brinquedos de plástico&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_Está cansada, meu amor? – sussurrou em meu ouvido ao notar um suspiro cansado meu.</p>
<p>_Não  muito – escondi meu rosto em seu pescoço, levando minha mão esquerda  para sua nuca, sem perder o ritmo da dança – O que você acha de uma  saída <em>à francesa</em>?</p>
<p>Ele  me encarou, rindo alto – seu sorriso trambiqueiro era um reflexo do  meu. Entretanto, nossa bolha de felicidade foi estourada por certa  baixinha de cabelos espevitados, que passou suavemente por nós,  sussurrando:</p>
<p>_Nem pensem nisso&#8230;</p>
<p>Suspirei, fazendo uma falsa expressão de indignação.</p>
<p>_Você  é incrivelmente pequena pra ser tão enormemente irritante, Alice –  Edward sussurrou, fuzilando a irmã mais nova com os olhos.</p>
<p>Sua risada de sinos soou, ao passo em que ela voltava para a mesa da família.</p>
<p>_Ok  – sussurrei, sorrindo e dando um breve selinho em Edward – nesse  instante, os flashes das câmeras foram constantes e certeiros – Vamos,  então, aproveitar esse momento já que <em>alguém</em> nos impede de sermos realmente felizes.</p>
<p>Meu marido riu, sabendo que falei aquilo propositalmente a fim de que Alice ouvisse.</p>
<p>_Essa música&#8230; – Edward sussurrou, após alguns segundos num calmo silêncio entre nós – Sempre que a ouço me lembro de você&#8230;</p>
<p>Olhei em seus olhos – grandes e tentadoramente verdes.</p>
<p>_Eu também&#8230;<span id="more-4471"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>And when the cops closed the fair /</em></strong><em> E quando os policiais fecharam o parque<br />
<strong>I cut my long baby hair&#8230; /</strong> Eu cortei meu longo cabelo de bebê&#8230;<br />
<strong>Stole me a dog-eared map /</strong> </em><em>Roubaram meu mapa marcado em páginas<br />
<strong>And</strong><strong> called for you everywhere</strong></em><strong><em>&#8230; /</em></strong><em> </em><em>E chamei por você em todos os lugares&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_Ela me faz pensar em todas as coisas que passamos pra chegarmos até aqui&#8230; – continuei, fechando os olhos.</p>
<p>_É como se essa canção fosse sobre o antes e o depois&#8230; – sussurrou, encostando sua testa à minha.</p>
<p>_Como  assim “o antes” e “o depois”? – perguntei, curiosa, acariciando os fios  acobreados de sua nuca enquanto o encarava intensamente.</p>
<p>_O antes e o depois de minha vida sem você&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Have I found you?</em></strong><em> <strong>/</strong> Eu achei você?<br />
<strong>Flightless bird, jealous, weeping…</strong> <strong>/</strong> Pássaro incapaz de voar, invejoso, chorando…<br />
<strong>Or lost you?</strong> <strong>/ </strong>Ou perdi você?<br />
</em><strong><em>American mouth…</em></strong><em> <strong>/</strong> </em><em>Boca Americana&#8230;</em><em><br />
<strong>Big bill looming…</strong> <strong>/</strong> </em><em>Grande bico ameaçador&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O  restante da festa foi apenas um clichê – acontecimentos tradicionais  que ocorrem em todos os casamentos, mas que ganharam um toque especial  por simplesmente fazerem parte da <em>minha</em> cerimônia.</p>
<p>O  sol havia acabado de se por e eu estava sentada na grande mesa da minha  nova família juntamente da minha antiga, conversando animadamente ao  som de uma suave música enquanto degustava do maravilhoso e enorme bolo.  Ao longe, pude ver Seth e Jessica*, sua impriting. Ela era tão doce e  amável&#8230; Uma linda e agradabilíssima humana.</p>
<p>Os longos e loiros cachos de Jéh se movimentavam sempre que Seth a rodopiava, assim como seu curto <a href="http://2.bp.blogspot.com/_3tx84QGNnHk/SwQPyZmqR2I/AAAAAAAAEG8/RxXKhS2KzNY/s400/Dakota+Fanning+at+the+Premiere+of+The+Twilight+Saga.jpg">vestido preto</a>. Eles formavam um casal perfeito!</p>
<p>_Ela me lembra muito minha mãe&#8230; – <a>Rose</a> sussurrou ao meu lado, dando de mamar a uma das filhas, Brooke.</p>
<p>_Jura? – perguntei, pegando a mãozinha da minha delicada sobrinha esfomeada.</p>
<p>_Sim&#8230;  – ela pareceu meio distante – Os cabelos loiros, os olhos  esverdeados&#8230; E até o jeito dela sorrir – ela riu, nostálgica – E, por  mais que eu não seja muito fã dos lobos, tenho que admitir que Seth teve  muita sorte ao escolhê-la.</p>
<p>_Sim&#8230; Ela é realmente uma pessoa maravilhosa! – falei – Eu a conheci pouco antes de Edward ir&#8230; <em>embora </em>pela segunda vez. E Jessica me deu muita força pra seguir meu caminho.</p>
<p>_Sinto  interromper, maninhas, mas a você, Bella, precisa jogar o buquê –  interrompeu Alice, saltitando em nossa direção e puxando eu e Edward  pelos braços.</p>
<p>Após eu ter jogado o meu buquê – o qual foi pego por <a href="http://contenido2.wambie.com/noticia/1950.jpg">Hillary</a>, que havia acordado no início da semana e voltado a ser a <em>minha Hillary</em> de sempre – eu fui confiscada por Alice até seu closet. Daqui a poucos instantes eu estaria em um avião rumo à <em>não sei onde</em> – devido ao fato de Edward continuar com a história de manter o local  da lua de mel em segredo – e, segundo ela, eu deveria estar deslumbrante  pra onde quer que eu fosse. Eu mereço.</p>
<p>Quanto  à Hillary e Luke, eles estão ótimos! Ambos retornariam à Inglaterra  essa noite – de volta à casa dos pais. Como Lucas foi considerado morto  por muito tempo – por causa daquele falso acidente de avião – precisou  da ajuda das influências de Carlisle para mudar esse status.</p>
<p>Foi  dito, assim, que ele havia se perdido numa parte quase remota do país,  após o acidente, e perdido momentaneamente a memória, ficando sob os  cuidados de uma senhora do interior. E, após uma viagem de Hillary pelas  localidades, eles se reencontraram e as lembranças dele estavam  retornando aos poucos.</p>
<p>É&#8230; nada que dinheiro e influência não possam fazer&#8230;</p>
<p>_Você está linda – Hill e Jéh disseram ao mesmo tempo, quando entraram no quarto, rindo em seguida.</p>
<p>_Obrigada – agradeci, corada, olhando <a href="http://1.bp.blogspot.com/_cwdK27gKjVs/TNsfjwiUojI/AAAAAAAAAOk/F5cXrq4CK6Q/s1600/breaking-dawn-stewart_360.jpg">meu reflexo</a> no grande espelho de Alice.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[...]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meus olhos se repousaram no grande painel do aeroporto, visualizando nossa próxima escola, depois de Houston.</p>
<p>_Rio de Janeiro?</p>
<p>_Lembra  quando nos reencontramos em Londres e fomos ao meu apartamento? –  perguntou, sorrindo levemente assim que assenti – Então, naquela noite  você havia dito que havia visitado muitos países e que o próximo lugar  da sua lista era alguma ilha deserta <strong><em>(N/A: Isso está <a href="http://fanfiction.nyah.com.br/historia/41250/Plus_Que_Ma_Propre_Vie/capitulo/23">aqui</a>, no capítulo 23 – 5° parágrafo de baixo para cima)</em></strong>.</p>
<p>_Você  está me levando a um dos lugares mais lindos do mundo só porque eu  comentei isso há anos? – meus olhos estavam arregalados e minha boca  tinha caído, e eu realmente não ligava no momento.</p>
<p>Ele riu como o tilintar da água em uma taça de cristal e, se possível, o meu deslumbramento total aumentou.</p>
<p>_Eu queria que fosse algo especial – ele falou somente, como se isso apagasse todo o absurdo da situação.</p>
<p>Não  consegui retrucar. Eu senti meus olhos marejarem e meu coração começou a  acelerar. Edward me olhou com um pequeno vínculo entre as sobrancelhas,  visivelmente preocupado de não ter me agradado. Quando é que ele ia  perceber que os meus canais lacrimais estavam acentuados pela gravidez?</p>
<p>_Bella&#8230; Você não gostou? – a sua voz estava meio inexpressiva, mas eu sabia bem que ele conseguia esconder a dor da pergunta.</p>
<p>_Edward  como você tem coragem de perguntar isso? – eu limpei as lágrimas com as  costas da minha mão, mas a minha voz ainda estava meio embargada – Você  é o melhor! – sorri, soltando um gritinho à lá Alice, jogando-me em  seus braços.</p>
<p>Ele riu alto, enlaçando suas mãos em minha cintura.</p>
<p>_Espere só até chegar lá!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[...]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rio de Janeiro era incrível! Chegamos à <em>cidade maravilhosa</em> pela noite, mas, ainda assim, sua beleza era visível. Pegamos um taxi –  e fui surpreendida pelo português perfeito de Edward – até chegarmos a  uma rua movimentada e com enormes arcos. Estávamos na Lapa.</p>
<p>Meu marido falou alguma coisa para o motorista, pagando depois.</p>
<p>_Vamos  ter que andar um pouco – falou, entrelaçando nossas mãos – A marina  está logo ali na frente e nossas bagagens já devem estar na lancha.</p>
<p>Andamos  pelas históricas ruas do Rio&#8230; Garota de Ipanema soava ao fundo e  diversas pessoas transitavam pelo local. Haviam pessoas bebendo e se  divertindo nos barzinhos, outras dançando e algumas simplesmente  conversando. Mas todos tinham algo em comum: eles sorriam.</p>
<p>O clima estava quente, mas a leve brisa vinda do mar amenizava o calor, dando um toque todo especial e único ao ambiente.</p>
<p>_Uau! – falei, encantada, olhando ao redor – Não é mentira quando dizem que o povo brasileiro é animado.</p>
<p>Edward riu da minha empolgação.</p>
<p>_Eles são, sim! Principalmente os cariocas! – falou, ajudando-me a andar pela multidão.</p>
<p>_E espero que não tenha nada relacionado à cariocas gostosas e bronzeadas&#8230; – o fuzilei com os olhos, rindo por dentro.</p>
<p>Ele arregalou os olhos, gaguejando:</p>
<p>_Ca-claro que não, amor&#8230; – beijou meus cabelos.</p>
<p>Gargalhei.</p>
<p>_Eu tava só brincando, meu amor&#8230; – continuei rindo, escondendo meu rosto em seu peito, apertando sua camisa.</p>
<p>_<em>Moça do corpo dourado do sol de Ipanema&#8230;</em> <em>O seu balançado é mais que um poema&#8230;</em></p>
<p><em> </em>Alguém passou por nós cantando. Eu ri. A língua portuguesa era engraçada, mas linda.</p>
<p>Continuamos  a andar e eu me deslumbrava a cada canto que passava. Quando vi, eu  estava andando quase de costas, segurando o peito de Edward, que me  olhava em um misto de diversão e aconchego pela minha curiosidade.</p>
<p>_Edward! Aqui é tão diferente&#8230; – sussurrei embevecida – E olhe pra essas pessoas&#8230; O brilho no olhar delas&#8230;</p>
<p>Ele  sorriu, aproximando nossos corpos sutilmente, deslizando suas mãos para  meus braços até alcançarem meus cabelos. Seus lábios quentes e  perfeitos se encontram com os meus em um beijo quente, embora suave. Foi  um beijo inocente, como o que costumávamos dar quando ele ainda era um  vampiro e eu, uma frágil humana.</p>
<p>Suas mãos enlaçaram minha cintura e sorrimos um para o outro, voltando a caminhar.</p>
<p>_Hoje tá muito lotado – ele falou – Deve ser pelo fato de ser domingo.</p>
<p>_E na Califórnia, nem aos domingos é movimentado assim&#8230; Eles comemoram de uma forma bastante distinta de nós&#8230;</p>
<p>_Realmente – concordou sorrindo – Se quiser, podemos voltar um dia desses&#8230;</p>
<p>_Eu iria adorar! – sorri, beijando seu pescoço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[...]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_Finalmente! – Edward suspirou, desligando a lancha e me ajudando e descer – Essa é a <a href="http://3.bp.blogspot.com/_SM9UeldaqzE/TNqRcTARmWI/AAAAAAAAFzo/yABCJ9SRgsA/s1600/Ilha+Esme.jpg">Ilha Esme</a>.</p>
<p>_Sua mãe tem uma ilha? – perguntei, totalmente em êxtase, visualizando e lindíssima <a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vk7AfgkZxUk/TN3NjIgnUnI/AAAAAAAAC9k/UABDA9ZfQKk/s1600/not_06.jpg">casa</a> que nos esperava. Era linda e mesmo a noite podia-se ver a sua magnificência. A luz do luar tornava a praia clara e ela era ondulada de palmeiras.</p>
<p>Edward se aproximou de mim e entrelaçou seus dedos nos meus.</p>
<p>_É linda, não é?</p>
<p>_Sim, é linda. Esme realmente tem bom gosto – sorri e virei meu rosto para encarar Edward.</p>
<p>Ele  sorriu para mim em resposta, levou minha mão até seus lábios e a beijou  delicadamente, colocando-a sobre seu peito, do lado esquerdo – onde  estava seu coração. Enquanto isso, sua outra mão se moveu até minha  cintura, aproximando-me dele e de seus lábios. Seus olhos pararam nos  meus e pude contemplar aquela íris incrivelmente verde que tanto me  hipnotizava.</p>
<p>Edward me  beijou com fervor, e sua mão acariciou delicadamente minhas costas.  Logo, minha mão em seu peito, deslocou-se para sua nuca, massageando  seus cabelos cor de bronze.</p>
<p>_É melhor entrarmos não acha? – falou ao interromper o beijo, ofegante.</p>
<p>_Sim&#8230; – respondi, tentando controlar minha respiração.</p>
<p>Deste modo, meu esposo me pegou em seus braços.</p>
<p>_Não deveríamos esperar chegar até a porta? – perguntei, levemente entretida, sorrindo.</p>
<p>_Nunca  houve nada de muito tradicional entre nós dois&#8230; – sorriu, fazendo-me  rir alto ao notar que éramos mesmo um casal atípico.</p>
<p>Entramos na linda casa da praia, a qual era muito clara e possuía a maior parte de suas paredes de vidro. A <a href="http://3.bp.blogspot.com/_SM9UeldaqzE/TNqRZqyYIlI/AAAAAAAAFzk/CDWGjVaTGTA/s1600/Ilha+Esme+interna2.jpg">decoração</a> comum dos Cullen fazia com que eu me sentisse realmente no lar. Era aconchegante e acolhedor.</p>
<p>Edward subiu as escadas de madeira – comigo ainda em seu colo – e passou por um diferente, mas lindo <a href="http://2.bp.blogspot.com/_SM9UeldaqzE/TNqRj7v0RhI/AAAAAAAAFzw/J2hOxYzwCTA/s1600/Ilha+Esme+interna.jpg">corredor</a> até abrir a primeira porta. Ele  abriu a porta com uma das mãos, enquanto a outra me mantinha no colo  dele. Ele riu soprano quando passou pela porta do quarto comigo, eu  revirei os olhos, mas sorria.</p>
<p>Edward  me colocou sentada na cama e beijou meus lábios carinhosamente. Quase  que automaticamente as minhas mãos voaram para os cabelos, trazendo-o  mais para perto de mim. Ele se afastou com um sorriso.</p>
<p>_Vou pegar as malas&#8230; – sussurrou, voltando para a parte externa da ilha.</p>
<p>Agora eu me lembrei de olhar o <a>quarto</a>; era difícil organizar prioridades quando eu tinha Edward por perto.</p>
<p>As  paredes eram praticamente inteiras de vidro e os móveis eram de uma  madeira escura. O chão era revestido por um carpete creme e os lençóis,  eu imaginava eram do linho mais fino. Era maravilhoso, não  exageradamente luxuoso – como eu temi que fosse –, mas estava longe de  ser simples.</p>
<p>_Finalmente! – Edward falou divertido, retornando e colocando a bagagem perto da porta – Agora você é minha!</p>
<p>_Eu já era sua a um bom tempo – sorri.</p>
<p>Ele  sorriu também e beijou minha testa e, em seguida, a ponta do meu nariz.  Quando seus lábios encontraram os meus eu esqueci para o que servia o  meu pulmão, concentrando-me unicamente no toque de veludo dele.  Entreabri minha boca e as minhas mãos já haviam ido parar no seu  colarinho há muito tempo.</p>
<p>Edward  se colou mais em mim, deslizando suas mãos pelas laterais do meu corpo.  Instintivamente, agarrei-me ao seu pescoço, não o querendo longe de mim  nem por um milímetro que fosse.</p>
<p>_Que tal um banho? – perguntei.</p>
<p>_Seria ótimo – concordou, fitando-me – Vai entrando&#8230; Vou dar uma ajeitada em algumas coisas e te alcanço – piscou.</p>
<p>_Certo – ri, dando um estalado beijinho em seus lábios.</p>
<p>Entrei no <a href="http://i0.ig.com/fw/22/0y/oo/220yooi3r6p26zmi1psr19czz.jpg">banheiro</a> que havia dentro do quarto e  espiei pelas longas janelas que davam para a praia. A luz da lua  cintilava por cima das águas do mar, tornando-o quase um espelho,  refletindo a forma torta da lua. Deixei a luz do ambiente apagada mesmo,  sendo iluminada apenas pelo luar.</p>
<p>Liguei  o chuveiro e deixei que a água quente escorresse por todo o meu corpo.  Encostei minhas mãos no granito da parede do box e fiquei daquele jeito  por alguns minutos, deixando a água descer por minhas costas. Escutei um  barulho mínimo da porta sendo aberta e soube que Edward havia chegado,  finalmente.</p>
<p>Momentos  depois, escutei um barulho vindo do box. Antes que eu pensasse em me  virar, senti beijos quentes em minha nuca e os dedos dele em minha  barriga. Tirei minhas mãos da parede, ficando de frente e deparando-me  com um homem completamente nu e suado.</p>
<p>Os olhos de Edward estavam negros de desejo. Arfei quando vi seu olhar correr por todo meu corpo, e, mal pude concluir qualquer pensamento, senti seus lábios quentes e ansiosos nos meus.</p>
<p>O  corpo dele foi me impulsionando suavemente para trás, prensando-me  contra a parede. Na verdade, meu corpo se movimentava sozinho, era como  se eu estivesse desligada dele. As sensações agiam como um entorpecente.</p>
<p>Seu  corpo suado e recém-molhado, os beijos nos lugares certos, sua língua  percorrendo minha jugular, sua virilidade pressionada em meu centro.  Tudo era Edward, distração, luxúria, paixão&#8230; Tudo ditava prazer.</p>
<p>Com  as mãos acariciando a nuca de Edward, abaixei lentamente a cabeça, para  que nossas bocas se encontrassem em um beijo intenso, que faria nosso  desejo aumentar ainda mais. Nossas línguas se entrelaçaram suavemente,  desfrutando de cada movimento e sensação proporcionados.</p>
<p>Descolei  nossas bocas, buscando por ar, e a passei para seu pescoço, beijando-o  avidamente, enquanto Edward se mantinha concentrado em acariciar todas  as partes do meu corpo. Beijei a curvatura de seu pescoço e Edward me  apertou ainda mais contra seu corpo. Seu cheiro doce e luxuriante  inebriou todos meus sentidos, e eu senti que o mundo poderia desabar em  nossas cabeças, e mesmo assim, eu não perceberia, tão concentrada em  Edward e em seus toques, como eu estava.</p>
<p>Lentamente,  girei meu corpo, fazendo com que Edward ficasse colado em minhas  costas. Suas mãos pousaram uma de cada lado do meu pescoço e foram  deslizando por meus ombros e braços até chegar às minhas mãos. Depois,  passaram para minha cintura e foram subindo, pelas laterais do meu  corpo. Eu podia sentir sua respiração em arquejos em meu pescoço,  fazendo minha pele quente se arrepiar absurdamente com seu hálito.</p>
<p>Suas  mãos hábeis tocaram os meus seios, massageando-os de forma sensual,  fazendo-me ficar mais excitada e louca de desejo. Minha respiração havia  se tornado arquejos abafados, misturados a gemidos contínuos e  intensos. Os lábios de Edward roçaram na ponta do meu ombro e foram  subindo a meu pescoço, de forma lenta e deliberada.</p>
<p>Coloquei  os braços para trás e segurei na nuca de Edward, impedindo-o de afastar  seus lábios de meu pescoço e se afastar de meu corpo. Uma de suas  pernas se colocou no meio das minhas e a outra prensou a parte externa  de minha perna esquerda, fazendo com que nossos corpos ficassem ainda  mais colados e agora, encaixados. Eu sentia cada curva de seu corpo,  moldando-se ao meu&#8230; Seus toques, simplesmente me levavam à loucura.  Era como se Edward tivesse feito isso durante a sua vida toda&#8230;</p>
<p>E era o que ele, pelo menos, <em>faria</em> a vida toda&#8230;</p>
</div>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Gostaram do capítulo?</p>
<p>a autora pede perdão pela demora.. e disse que vai tentar recompensar :p</p>
<p>visitem  blog dela: <a href="http://raphaellakpaiva.wordpress.com/" rel="nofollow">http://raphaellakpaiva.wordpress.com/</a></p>
<p>beeijos e comentem!</p>
<br />Filed under: <a href='http://meninasvampiras.wordpress.com/category/fanfic/'>Fanfic</a>  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=meninasvampiras.wordpress.com&#038;blog=14154056&#038;post=4471&#038;subd=meninasvampiras&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">PaamSpunk</media:title>
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