Closer – Capítulo 31

30 10 2010

POV ROB

Kristen ficou vermelha, e eu fiquei sem ar.

“Oi, desculpa? Não entendi.”

“Como é? Nos…? Que caralho é…?”

“Robert Thomas!”

Olhei para minha mãe, mas não consegui ter reação para fazer nada.

“Casar? Como…?”

“Nós não precisaríamos… AH! Os papéis. Kristen, você não tinha lido?”

“Eu li. Bem… Não todos exatamente.”

“Vocês foram cedo, de propósito.” – Falei estreitando os olhos para Stephanie e John.

“Culpados!”

“Mas então, meus caros.” – Tom apareceu no meio de todo mundo. – “Podemos prosseguir?”

“CLARO, que tinha que ter o seu dedo nisso.” – Kristen falou e foi até ele dar um tapa no braço.

“Um não todos.”

“É você que vai explicar, então?”

“Pode ser né. Então, nós sabíamos que vocês não queriam casar agora, e sabíamos que NUNCA conseguiriam um casamento discreto se dependessem de outros, que não fôssemos nós. Eu pensei, e resolvi o problema, nos unindo para que vocês pudessem se casar sem problemas, e sem cabeça quente.”

“Mas… Você nem nos…”

“Nem perguntou se a gente queria.”

“Ué, e não querem?” – Jules perguntou.

“E não iriam querer porque?” – Peter dessa vez falou, e continuou. “Vocês foram abençoados com uma criança, com o amor que um sentem pelo outro, que provaram não conseguir viver sem, com uma amizade linda, um companheirismo que é difícil encontrar nos dias de hoje. O que mais querem?”

Ashley o seguiu falando.

“Vocês passaram por tantas coisas para ficarem juntos. Enfrentaram tantas…”

“Cobras.” – Tom falou fingindo uma tosse e a interrompendo.

“Bruxas.” – Cameron fez o mesmo.

“…coisas. Mas essas duas palavrinhas também serviriam.” – Ash falou, e eu olhei para Kristen, os olhos dela estavam cheios de lágrimas, e ela sorria envergonhada. – “Vocês merecem. E eu não aceito que pensem o contrário. Que tenham qualquer tipo de dúvida.”

“Não duvidem do futuro de vocês. Não duvidem que merecem compartilhar a visão do copo de dentadura do outro ao lado da cama.” – Meu pai mandou essa só para descontrair o clima, que estava começando a ficar meio choroso.

“Meus caros? “- Eu ri para o Tom, ele estava se achando.

Eu olhei para todos naquela sala, nossos amigos e familiares, e parei na pessoa ao meu lado. A mais importante de todas. Ela olhou para mim mordendo o lábio, e desviando os olhos, daquele jeitinho tímido que só ela tem, e que me encantou.

“E então, Kristen Stewart, casa comigo?” – Senti meu coração bombeando freneticamente, e todo o sangue correndo pelo corpo. Minhas mãos suavam, e senti meus olhos embaçados. Como se fosse a primeira vez que eu pedia aquilo à ela.

Kristen olhou para o Tom ao lado dela, e riu da roupa dele.

“Vocês não vão nos fazer vestir nada?”

“Não. Isso…” – Ele apontou para todos que estavam arrumadinhos demais. – “…foi um erro de comunicação. Culpa minha. Admito.”

“Basta vocês serem vocês.” – Minha mãe falou.

“De camisa velha, calça jeans, e tênis sujo.” – Taylor completou. Gostei de vê-lo ali no meio. Nossa vela de plantão.

“Er… Bem. Obrigada a todos que fizeram isso por nós. De coração gente. Eu amo cada um de vocês que está aqui hoje e… Bem… Sim Robert Pattinson, eu caso com você.”

A sala explodiu em palmas, e eu puxei Kristen para um beijo.

Coloquei as mãos em concha no rosto dela, e juntei nossas testas.

“Eu te amo minha pequena. Muito!”

“Eu também, Rob. Demais!”

“ Ok, amigos, vamos ao casamento, então, mas antes eu e Kristen queremos dividir algo com vocês que poucas pessoas nesta sala sabem… e já que estão todos aqui, vou aproveitar o momento. Peter, você tem razão, quando diz que fomos abençoados, sim nós fomos; duplamente abençoados.”

Todos ficaram em silêncio, então Kristen explicou.

“ São gêmeos”. Com a mão na barriga.

Pela segunda vez, a sala explodiu em aplauso e assovios.

Lizzy rodava a sala tirando foto de tudo, e de todos, de todos os ângulos possíveis.

A soltei, e ofereci meu braço para ela. Paramos de frente para a mesa onde tinham arrumado as coisas do Juiz de Paz, e esperamos que ele começasse a falar.

Pensando agora, não sei porque não arrumaram do Tom tirar uma licença na Internet para nos casar. Acho que seria suspeito demais.

Senhor Rosebud começou a falar, e eu juro, mais juro que quando ele pediu as alianças, achei que fossem colocar Taylor e Dakota para as levarem.

Já não estava tudo muito louco? Então.

Acho que Kristen pensou a mesma coisa, porque ela soltou um riso pelo nariz, e quando olhei para saber o que era, ela balançou a cabeça ainda rindo, pedindo para esquecer.

Ao invés de entrarem os dois, eles pediram que nós tirássemos as alianças que usávamos, e nos fizeram colocar de novo. Dessa vez, nos dedos certos.

Mais algumas palavras de Rosebud, e, agora, estávamos oficialmente casados pelo estado da Califórnia.

Dei o característico primeiro beijo na minha esposa, a Sra. Pattinson, e alguém estourou uma garrafa de champagne.

As taças começaram a ser distribuídas, e nós comemoramos o nosso casamento com nossos amigos.

“Ah meu deus, virem para a foto!” – Viramos para Lizzy, e ela nos mandou cruzar os braços com as taças na mão. Rolamos os olhos para ela, mas fizemos.

“Agora se beijando. E depois com os convidados.” – Agora era Victoria quem comandava tudo.

E nós fomos fazendo tudo conforme ela mandava.

Nossos amigos vinham nos cumprimentar, e tirar as benditas fotos.

“Vocês vão dançar, não vão?” – Lizzy perguntou.

“Ah, tem que dançar.” – Jules falou, e já saiu pela casa indo até o rádio, e puxando alguém perto para ligá-lo e achar uma música lenta.

Não sei se de propósito, mas a música que tocou foi “I’ll Be Your Lover, Too”, do Van Morrison. Eu sorri sem graça para Kristen, e a puxei para dançar, beijando as lágrimas que caiam do rosto dela.

Eu já havia cantado aquela música para ela tantas vezes. Como amigo, quando queria conquistá-la, e depois, como namorado, quando ela já era minha. Aquela música fazia todo o sentido para nós, para o nosso relacionamento. Ela era o meu amor, a minha rainha.

Após a nossa dança improvisada, os outros quiseram sua vez também, e Kristen e eu fomos mudando de par enquanto uma louca playlist tocava. Giramos pela pequena sala com todos, e depois pudemos sentar para descansar um pouco.

Kristen soltou um bocejo do outro lado da sala, e eu ri para ela, tentando de alguma maneira reconfortá-la. Ashley e Taylor, sempre ele, viram nossa pequena troca de olhares, e começaram a levantar, e a se despedir dos outros. Dakota e o Jonas Brother, que eu não decorei o nome, levantaram junto, e assim os outros começaram a deixar a casa.

“Ash, não precisava.”

“Rob querido, eu vi o quanto Kristen está cansada. Não tem problema. Já abusamos demais da boa vontade de vocês.”

“Nada disso, vocês nos fizeram um favor. Obrigado mesmo!”

A abracei, e ouvi os gritos dos meus amigos mandando separar. Ao invés de separar, eu a apertei mais.

“Robert, eu vou precisar respirar em algum momento.”

“Desculpa.”

E assim, após alguns minutos, meus pais e os pais de Kristen nos deixaram sozinhos. Depois de fazerem questão de arrumarem a bagunça da casa. Eu nunca catei tanta garrafa na minha vida.

“Enfim sós.” Falei olhando para ela de pé no meio da sala.

“Sim. Enfim!”

Mais um momento clichê chegou, quando a peguei no colo para irmos para o andar de cima.

“Tá fortinho hein?!”

“Está vendo só, três de uma vez.”

“Nossa Pattinson!”

“O que foi… Pattinson?”

“Oh meu Deus, sim, eu sou uma Pattinson agora!”

“Sim senhora Pattinson. Kristen Jaymes Stewart Pattinson.”

“Eu gosto de como ele soa.”

“Eu também.”

Abaixei para colocar Kristen na cama, e ela me segurou embaixo com as mãos no meu pescoço.

“Meu amor, minha vida, obrigada por tudo, Robert.”

“Obrigada você, por ter tido paciência para esperar o quarto e atrasado ator que quase te atacou na cama de uma desconhecida, e por tê-lo escolhido mesmo assim no fim.”

“Você que veio até mim. Eu te amo.”

“Eu também meu amor, muito!”

Levantei para tirar minhas roupas, e tirei as dela também.

Deitei delicadamente por cima de Kristen, e beijei-lhe todo o rosto, descendo pelo pescoço, até chegar aos seios.

“ Eles estão maiores.”

“ E você gosta?”

“ Eu gosto deles de qualquer jeito.”

“ Aproveita enquanto eles são só seus.”

“ Verdade. Mas saiba que eu só divido porque são os menus filhos ou filhas.”

“O que? Vem cá Rob! Coloca sua boca neles logo. Por favor.”

Fiz o que ela mandou, e comecei a ouvir um dos melhores sons que já ouvi nessa vida: os gemidos de Kristen. Logo eu estava gemendo por causa da sua boca.

E assim foi, durante a nossa primeira noite de amor, como marido e mulher.

[…]

Uma semana depois, tivemos que sair do nosso paraíso particular para mais uma consulta. A gente evitava de circular em Los Angeles por causa da já aparente barriga da Kristen. Não que eu me importasse que soubessem da gravidez, nem ela tão pouco, mas era a nossa vida e ninguém tinha nada com isso, porém aqueles malditos fotógrafos estavam mais atiçados do que nunca. O prêmio pela primeira foto da barriga dela deveria ser grande.

Me irritava ao extremo não poder fazer nada para protegê-la. Então ela usava as minhas camisas cada vez de colocarmos a cara pra fora de casa. A Clínica do Dr. Attikins era perfeita para essas situações, pois o estacionamento subterrâneo nos permitia entrar sem sermos vistos. O máximo que eles conseguiam era uma foto do carro.

“Bom dia, como está a minha cliente famosa?”

“Bom dia, Dr. Estamos bem.”

“Queixas?”

“Não, está tudo bem, os enjôos me deixaram, finalmente.”

“ Então vamos ver esses dois?”

“ Claro, estamos curiosos, já que da última vez, tudo o que a gente viu foram dois pontinhos brancos e mais nada.”

“ Bem, agora vocês verão bem mais que isso, posso garantir.”

Ajudei Kristen a subir na maca e fiquei atrás sentado. Não soltei a mão dela um segundo sequer. E nós realmente conseguimos vê-los. Eu achei aquilo incrível. Poder associar os socos e chutes com uma imagem, tornava tudo mais real. A minha mão suava frio, mas o seu sorriso transformou o meu nervosismo em emoção.

“ Dr. A gente vai poder saber o sexo deles hoje?” Kristen conseguiu sair da nossa bolha, eu ainda estava meio anestesiado.

“ Eu já vi na verdade. Querem saber?”

“ Sim!” Falamos juntos.

“ Bem. Então aqui está o bebê número um que é… menino. Logo atrás dele, está sua tímida irmãzinha.”

“ Um casal, Rob!”

“ Uau! Isso tudo é tão… louco. Eu já conseguia imaginar uma miniatura de Kristen no meu colo, com os mesmos olhos verdes da sua mãe e ela segurando um garotinho com o cabelo arrepiado…”

De volta à mesa do médico, ele nos explicou que estava tudo bem com eles, tipo peso, medida, o prazo, essas coisas.

“ Dr. Attikins, até quando eu vou poder viajar de avião?” Que pergunta era aquela?

“ Kristen, você está com 20 semanas, agora e eu diria que no máximo até as 25 semanas. Depois disso, você deve sossegar.”

“ Tudo bem, entendi. Podemos ir?”

“ Sim, estão liberados. Até mês que vem.”

Chegamos em casa, já era noite. Passamos o resto do dia na casa dos pais de Kristen. Aquele gato gordo já estava me deixando com inveja. Fazia um tempão que Kristen não o via, Julles não deixou que ele fosse conosco, uma história de que pêlo de gato não fazer bem a gestantes, coisas de mãe, tenho certeza, então Kristen passou o dia alisando aquela bola de quatro patas.

“ Banho ou comida?”

“ Os dois, por favor,”

“ Escolhe folgada. Ou eu cozinho ou vou encher a banheira.”

“ Ok, deixa a banheira comigo. Faz panqueca?”

“ Sim, senhora!” Bati continência e fui pra cozinha. Ela adorava me ver de avental e eu não dava quinze minutos pra ela estar lá pra me zoar.

Dito e feito.

“ Hum meu cozinheiro sexy, vai tomar seu banho que eu assumo.”

Aquele cheirinho de banho me invadiu e ficou difícil não agarrá-la ali mesmo. Mas eu estava mesmo precisando de um banho. Então a deixei terminando nosso jantar e aproveitei que a água da banheira ainda estava quente.

“ Hum, Rob a cada dia você fica melhor.”

“ É claro, você me explora, então a prática leva à perfeição.”

“ Oh, coitadinho dele…” Ela me cutucava por baixo da mesa.”

“ Kirsten?”

“ Hum?”

“ Por que você quis saber até quando pode viajar?”

“ É… bem… já faz um tempinho que eu quero falar com você sobre isso. Rob, eu quero ir morar na Inglaterra.”

“ Por que isso agora? Sempre achei que você adorasse Los Angeles.”

“ Eu gosto daqui, mas em Londres, a gente terá uma vida mais calma, longe desses abutres. E também por outro motivo…”

“ Lá também terá fotógrafos nos seguindo.”

“ Você sabe que nem se comparam com os daqui. Você não quer voltar pra lá?”

“ Não é isso, é a minha terra, mas não sei se você irá ficar bem longe da sua família… espera, você disse que tem outro motivo, qual?”

“ Eu quero que os meus filhos sejam britânicos como o pai.”

“ Ah, minha pequena… vem cá.”

Ela sentou no meu colo e eu a beijei com todo o amor que eu sinto por ela.

“ Obrigado. Eu te amo. Você não sabe como eu fico feliz com isso.”

“ Então nós vamos?”

“ Sim, nós vamos. Vou ligar para o meu pai ainda hoje. Que bairro você quer morar?”

“ Ah, Rob, não força, eu só queria que fosse perto de Clare e Richard.”

“ Ok, então temos quatro semanas para nos mudar, é isso?”

“ Segundo o médico, sim.”

“ Bem, então eu vou me mexer… eu te amo, viu?”

—–
E ai, um casal *-*

pena que a fic ta se encaminhando pra reta final!

amanha tem mais ok?
Comentem!!

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6 responses

30 10 2010
MARIANA

LINDA LINDA LINDA!!!!! AMOOOOOO ESSA FIC!

30 10 2010
LUISA

TÃO LINDO! QUERO MAIS!!!!!!!!!!!!!!!

30 10 2010
Cida

ADOREI ESSE CAPÍTULO!

30 10 2010
karlla cullen pattz

aaaaaaaah não reta final não né afff
não quero nem pensar.
adorei esse capitulo um casal. filhos de robert e kristen. e britanicos q nem o pai. ainda casados. que lindoooo.

31 10 2010
karla

aiiiiiiiiiii.quando eu vou ficando louca por uma fic ela terminar e muita maldade.kkkkkkkkk.nossa eu amei esse capitulo um casal.uma menina e um menino ainda mais britânico como o robert lindo como o pai eu não tenho a menor dúvida que vai ser um conquistado.kkkkkkkkkkk a garotinha vai ser uma diva que nem a kristen.kkkk

1 11 2010
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