Closer – Capítulo 38

4 11 2010

Porra, eu fiquei mais do que satisfeito que as pessoas tenham me respeitado, e ninguém tenha pedido autógrafo, ou foto. Nem mesmo os paparazzi estavam na porta.

Acompanhei com a cabeça cada enfermeira, cada médico, cada pessoa de branco e crachá do hospital que passava.

“Robert, o médico saiu daqui faz pouco tempo. Você já quer que ele volte?”

“Já! Ele disse que tinham mais exames para fazer.”

“Quantos exames você acha que ele pode fazer em duas horas? E com outros pacientes para acompanhar?”

“Ah.” – Eu disse, encolhendo os ombros.

Meus pais e voltaram com o Tom, e continuamos todos sentados esperando por notícias.

Que inferno não poder fazer nada!

Levantei da cadeira para dar uma volta, e antes que os outros ficassem assustados, chamei Tom para ir junto.

“Já conheceu seus sobrinhos?”

“Não.”

Ele sorriu, e eu fiz com a cabeça para que ele me seguisse.

Ficamos os dois com o rosto colado no vidro.

“Cara, dá vontade de apertá-los.”

“Ow, para de querer apertar os meus filhos.”

“Nunca que eu vou tocá-los. Eles parecem que vão quebrar.”

“Eu peguei o Nathan no colo ontem, e fiquei apavorado. Parecia que até a minha respiração era forte demais para ele.”

“Tu já está um babão!”

“Já.” – Falei rindo e passando a mão no cabelo.

“Seus filhos vão poder sair da incubadora hoje.”

Virei para a voz atrás de mim, e vi o obstetra de Kristen de pé.

“Er… Olá Doutor Adam.”

“Olá Robert.”

“Mas já? Eles não são prematuros? Não deviam ficar mais tempo por aqui? Para se desenvolverem? Essas coisas?”

“Eles nasceram fortes. Fortes e muito saudáveis. Não precisaram ficar lá por muito tempo.”

“Pena que a mãe deles ainda…” – Eu já estava desanimando de novo.

“Robert, não fique assim. Eu soube que Kristen está melhorando. Logo logo ela recebe alta, e vocês vão todos para casa.”

“É.”

Conversamos mais alguns minutos com o Doutor Adam, e, porra, eu tive que voltar para aquela maldita sala de espera.

Mas tive uma surpresa ao chegar lá.

“Ashley!”

Ela estava sentada com meus pais, e levantou animada quando me viu. Pude notar que ela esteve chorando, mas ainda assim, tinha um enorme sorriso no rosto. Já deve ter sido informada sobre a melhora de Kristen.

“Demorei, mas cheguei!”

Dei um abraço apertado e demorado nela.

“Dê meia volta agora, e vamos voltar àquele berçário.”

Virei em meus calcanhares, e fiz o caminho de volta ao vidro.

“Ai meu Deus Robert! Eles são lindos!”

“São sim. Os mais lindos.”

“Tão branquinhos. Tão fofos! Que vontade de apertar!”

“Que mania, que todos querem apertar os meus filhos!”

“Fala que você não quer?” – Ela virou de frente para mim, de braços cruzados. – “Não quer nem um pouquinho segurar aquelas coisinhas lindinhas, fofinhas e gostosinhas nos seus braços, e apertá-los?”

“Não.” – Eu falei brincando.

“Nem um pouquinhozinhoinho assim?” – Ela fez um gesto unindo o dedão ao o indicador, e apertando-os.

“Sim Ashley! Eu inclusive já meio que invadi, e fiz isso.”

“É pai bobão, já fiquei sabendo.”

Nós rimos, e ela soltou os braços, virando de frente para o vidro, e se agarrando ao meu braço esquerdo.

Olhei para o rosto dela, e ela estava chorando. Passei o outro braço ao redor dela, e beijei o topo da cabeça dela.

“Eu fiquei tão assustada. Eu achei que…”

“Eu sei. Eu também.”

Eu não queria voltar para a sala de espera, e Ashley parecia não se opor a isso. Ficamos os dois por ali, conversando, e rindo quando bebês se mexiam, e ela queria invadir a sala como eu fiz, e apertá-los.

“Eu vou contar para ela, que você defendeu os bebês da louca que queria agarrá-los.”

“Sim, eu preciso ter algum crédito quando não conseguir levantar na madrugada.”

“Duvido que você não vai levantar!”

“É, eu também duvido.”

“Agora vamos, afaste-me deles antes que seja tarde.”

“Porra, não quero nem pensar quando eles estiverem aqui.”

“Own!”

A empurrei para fora rindo.

Já disse que odeio a sala de espera?

Cheguei lá, e estavam todos sorridentes. Quase pulando de alegria.

Fiquei “animado” também, sem nem saber o motivo.

“O que aconteceu?”

“Victoria voltou.”

“Não mãe, não é isso. O que aconteceu para vocês estarem com essas caras.

“Você filho. Você está mais animado. Estamos felizes.”

“Ah.” – Achei que fosse alguma novidade de Kristen.

Eu podia estar aparentando estar melhor, mas, não estava. Caralho, só eu sabia o quanto o meu coração doia. O quando eu estava morto por dentro. O que me fazia atuar para a minha família, eram os dois bebês que dormiam tranquilamente ali perto. Eu precisava estar forte por eles. A parte de mim que explodia de felicidade por eles finalmente terem vindo ao mundo, tinha que ser mais forte nessa hora.

Não adiantava médico nenhum me dizendo que ela estava melhorando. Enquanto eu não estivesse com Kristen e nossos filhos no sofá da nossa casa, sãos e salvos, eu não estaria 100%.

Sentei desanimado.

Merda de cadeira desconfortável! Será que eles fazem isso de propósito? Para terem mais pacientes?

Ficamos pelo resto do dia jogando conversa fora, agora com Victoria junto.

O céu começava a escurecer, quando o Doutor Egan apareceu sério, e disse que queria conversar comigo.

Minhas mãos começaram a tremer, eu comecei a suar frio, meu estômago se revirava na minha barriga, minha cabeça doía, minhas pernas tremiam, e meus olhos lacrimejavam. Um pacote completo de nervosismo.

Ele foi me levando pelos corredores até onde disse que era a sala dele. Segui atrás dele, olhando fixo em sua nuca, querendo, ao mesmo tempo, avançar nele, pedindo para falar de uma vez que porra ele queria, e me concentrando em um ponto fixo, para não deixar o nervosismo todo voltar.

Ele abriu uma porta, pedindo que eu entrasse, e o esperasse.

Entrei, e fiquei de costas para a sala. Olhando para a porta enquanto ele a fechava.

Fiquei parado igual a um idiota, sem acreditar que ele havia feito aquilo.

Fiz menção de sair, mas um barulho atrás de mim chamou a minha atenção.

Não virei ainda.

Concentrei naquele barulho, e entendi o que era.

As lágrimas caíam como uma enxurrada dos meus olhos, e eu não enxergava mais a porta pela qual eu havia passado.

Virei lentamente para trás, e encontrei dois lindos olhos verdes apreensivos e cheios d’água me olhando.

Andei cambaleando até a cama, e cai de joelhos, soluçando, agarrado à mão que ela havia deixado escorregar até mim.

Eu não conseguia falar. Nem respirar direito.

A minha Kristen.

A minha Kristen estava bem.

Ela voltou para mim.

Ela está bem.

Beijei sua mão o máximo que pude com a agulha pendurada atrapalhando, e consegui me colocar de pé para olhar para ela de novo.

 

—–

owwwwwwwwwn *—-* gostaram?

eu quero o Rob pra mim tb hahaha

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Ações

Information

7 responses

4 11 2010
ELEGRINA

MEU DEUS ISSO E TORTURA. POR FAVOR QUE O PROXIMO CAPITULO SEJA MAIOR…

4 11 2010
Livia Carolina

Graças a Deus ela melhorou!
Que alívio!

4 11 2010
karlla cullen pattz

não não não, isso não é justo, logo na melhor parte. podia ser um capitulo um poukinho maior. aaaaaaah ela melhorou!!!

4 11 2010
NHMT '

Pam voce adora torturar, heein? O_O MEU DEUS,
NA MEEELHOR PARTE DDDDDDDD: extra por favor.. aí amanhã fica sem extra :B
POR FAVOR PAM DDDD:

4 11 2010
PaamSpunk

hahaha nãoo.. combinado é combinado :p
já leram IA? a nova fic…
corre lá!

4 11 2010
Cida

que coisa mais linda gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

5 11 2010
Maiara

Concordooo, deveria ter bem maisss….

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