Closer – Capítulo 39

5 11 2010

“P-p-porra! E-eu quase morri!”

Ela fechou os olhos com força, e os abriu em seguida.

Passei as mãos pelo rosto dela, e ela fechou os olhos de novo, dessa vez, mais devagar. Com dificuldade, Kristen inclinou a cabeça na minha mão, e roçou os lábios nela.

Desci meu rosto até ela, e a beijei. Apenas um simples beijo sem língua.

Encostei nossas testas, e fiquei ali, o mais perto dela que me era possível.

“Eu te amo tanto! Nunca mais quero passar por nada parecido com isso! Nunca!Já entendi muito bem que não posso viver sem você. E eu não quero, nunca, me afastar!” – Beijei sua testa. – “Você é a minha vida Kristen! Se você soubesse o quão inválido eu fui nessas horas…”

Ela começou a chorar de novo, a tremer o corpo, e eu preferi parar para não deixá-la nervosa.

Sua boca começou a se mover, ela tentava falar alguma coisa. E eu logo entendi o que era.
“Eles estão bem. São lindos, e todos querem apertá-los. E eu estou começando a ficar preocupado com isso.”
Kristen esboçou um sorriso, e só agora notei seus olhos pesados.
“Durma amor. Você precisa descansar. Você tem duas… Não, eu diria quatro crianças lá fora querendo te ver. Tom e Ashley.”

Ela fechou os olhos para dormir, e moveu os lábios de novo.
Eu sorri, feliz por “ouvir” aquelas palavras de novo, e respondi segurando o choro de emoção.
“Eu também te amo, Kristen. Sempre amei. E sempre vou amar.”

Dormi ali de joelhos, segurando a mão dela.

 
POV Kristen
Pip…pip…pip…

Aquele barulho irritante não saía da minha cabeça. Eu estava tão cansada… sentia as minhas forças sendo sugadas pouco a pouco, a inconsciência me chamava e seria tão bom deixar que ela me levasse. Eu esperava que ela me levasse.

Mas ao mesmo tempo eu sabia que não deveria me entregar. Era preciso lutar. Lutar por algo que neste momento eu não conseguia me lembrar o que era. Eu apenas sentia a necessidade de lutar, mas eu estava tão cansada…

Então eu senti algo quente me envolvendo, um calor bom, familiar. Me fez perceber que talvez a inconsciência não fosse o melhor caminho, que havia mais pra mim. A razão pela qual eu deveria lutar. Então muito cedo o calor se foi, mas eu o queria de volta de maneira desesperada. Era por ele que eu iria lutar então. Pra ter aquele calor de volta.

Quando abri meus olhos tudo o que eu pude ver eram fios e máquinas. Onde eu estava afinal? Eu havia perdido a noção do tempo. Forcei minha memória então senti o impacto da realidade me batendo. Meus bebês! Onde eles estavam? Onde eu estava? Rob?

 

Eu comecei a entrar em pânico e aquela máquina maldita disparou atrás de mim, fazendo com que uma mulher toda de branco entrasse correndo pela porta.

 

“ Oh! Olá querida. Finalmente acordada.”
Eu tentei falar com ela, perguntar por meus bebês, por Rob, mas eu estava com um tubo na boca e aquilo estava me sufocando. Ela saiu do meu lado dizendo que voltaria em instantes com o médico.

Logo ela voltou e com ela um rapaz de branco.

 

“ É muito bom ter você de volta, Kristen. Você nos deu um susto.”
Eu queria falar, mas tudo o que eu fiz foi emitir um som sufocado.
“ Eu preciso que você fique quieta para que eu possa tirar esse tubo da sua garganta, ok? Esse barulho é porque você está tentando respirar sozinha,vai ficar melhor quando ele sair do caminho.”
Eu assenti com a cabeça e fiz o que ele me pediu. Minha garganta estava muito irritada e eu tossi um pouco, mas ele me disse que era normal.

 

“ On..de eu es…tou?”

 

“ Você está na U.T.I., mas agora está tudo bem. Daqui a pouco  você estará indo para o quarto e eu vou poder tranqüilizar o seu marido que está aí fora à ponto de ter um ataque.”

 

“ Meus…”

 

“ Seus bebês nasceram saudáveis e são lindos. Não se preocupe. Agora deixe a enfermeira te livrar de todos esses fios que em seguida eu venho te levar para o quarto.”
Rob. Eu estava agoniada aqui nessa cama sabendo que ele estava lá fora preocupado comigo. Eu queria levantar dali e ir abraçá-lo, mas eu não tinha forças nem para erguer o braço. Mas chorar eu conseguia. E eu chorei. Frustrada por ter sido tão diferente do que nós sonhamos. Rob não estava comigo, ele não viu seus filhos nascerem, nem eu.

Naquele momento, o médico voltou e em um gesto estranho para um médico, ele enxugou as minhas lágrimas.
“ Chega de choro por aqui. Vou te levar para o quarto, agora está tudo bem. Você ainda está fraca, mas em poucos dias irá se recuperar e poderá ir pra casa com seus bebês e toda aquela gente que está lotando a minha sala de espera.”
Eu sorri imaginando o povo que estaria lá fora. Ele me deixou no quarto sozinha dizendo que voltava logo com uma surpresa pra mim. Alguns minutos passaram no relógio da parede em minha frente, então a porta abriu e eu o vi. De costas, olhando para a porta, não percebeu que eu estava ali. Eu tentei chamá-lo, mas o nó na minha garganta me impediu, então eu chorei. E ele ouviu o meu  soluço e se  virou no mesmo instante.

Robert estava chorando e caminhou lentamente até mim, caindo de joelhos ao lado da minha cama. Ele pegou a mão que com muito esforço eu levei até ele e beijou delicadamente, mas de certa forma desesperado também.
“P-p-porra! E-eu quase morri!”
Eu queria dizer a ele que agora tudo estava bem, mas eu não consegui. Fechei os olhos na tentativa de controlar minhas lágrimas, mas eu não queria ficar nem um minuto mais sem vê-lo, então forcei meus olhos abertos.
Ele passou as mãos nos meus cabelos e depois no meu rosto. O meu calor familiar. Foi ele que eu senti. Ele me fez lutar pela vida quando eu estava quase desistindo. Beijei de leve a sua mão e ele então beijou a minha boca. Deus como eu senti falta daquele beijo.

Com as nossas testas coladas, ele sussurrou que me amava e que quase enlouqueceu enquanto eu estava desacordada e eu só consegui chorar mais ainda. Então eu lembrei dos nossos bebês. Eu abri a boca para perguntar por eles, mas não encontrei a minha voz.
“Eles estão bem. São lindos, e todos querem apertá-los. E eu estou começando a ficar preocupado com isso.”
E lá estava o meu Rob. Me fazendo rir. Ele ainda falou algo sobre quatro crianças, mas eu não entendi. Eu estava ficando com sono novamente, e ele me pediu para descansar. Com ele ali segurando a minha mão eu me permiti dormir, mas antes eu sussurrei um  eu te amo  que ele entendeu prontamente e respondeu que me amaria pra sempre. E isso me bastava.
[…]
“ Kristen, amor… acorda.”
“ Rob?”

 

Eu já não sabia mais se eu estava sonhando ou não. Flashs me vinham à mente, centro cirúrgico, barulhos irritantes… mais uma sacudida de leve e eu abri os olhos. Meu sorriso torto favorito me dizia que o que quer que tenha acontecido, agora estava tudo bem.

 

“ Amor, você dormiu muito. Doutor Adam acabou de passar por aqui…”

 

“ Os bebês, Rob?” Lágrimas me vieram aos olhos e eu levei a mão na barriga… estava plana, vazia.

 

“ Foi por isso que eu te acordei. Doutor Adam me disse que se você se alimentasse, eu poderia te levar pra ver os nossos bebês.”

 

No mesmo instante, eu tentei me sentar na cama, mas eu estava muito fraca e falhei.

 

“ Devagar, mocinha.” Rob apertou algum botão ao lado da cama e a parte de cima levantou devagar me deixando quase sentada.
“ Me dá logo o que eu tenho que comer. Eu quero conhecer os meus filhos!”

 

“ Hum, vejo que a minha Kristen está de volta, com todo o mau humor matinal. A enfermeira já vai trazer, fica calma, eles estão esperando por você.”

 

“ Quanto tempo eu dormi?”

 

“ Cinco horas. Kristen, tem alguém aí fora esperando pra te ver. Posso mandar entrar?”

 

“ Claro. Quem vem primeiro?”

 

“ Eu vou distribuir senhas.” Como eu senti falta do Rob que só fala besteira.

 

Ele voltou logo em seguida, trazendo minhas primeiras visitas.

 

“ Mãe, Pai!” Que droga, eu nunca fui tão chorona.

 

Ficamos um tempo chorando os três abraçados, típica cena de novela. Eles se desculparam pelo atraso, mas o tradicional  fog  de Londres fechou o aeroporto por horas, os obrigando a passar um tempo no Charles de Gaulle, em Paris.

 
“ Bonito. Eu aqui numa cama de hospital e vocês dois fazendo turismo.”

 

“ Essa é a nossa Kristen.” Meu pai falou sorrindo.

 

Duas batidinhas na porta e a enfermeira entrou com a minha carta de alforria, uma bandeja de comida. Comi feito uma desesperada, além de querer mais que tudo ir ver meus filhos, descobri que estava faminta. Rob não saiu do meu lado, enquanto minha família e meus amigos entravam aos poucos no quarto. Ashley me fez chorar, quando entrou ao lado do Tom. Meus dois amigos mais verdadeiros.

 

“ Vocês até que fazem um belo casal.”

 

 

“ Amor, pára com isso, Ashley merece coisa melhor que um britânico ralado.”

 

“ Mas se bem me lembro, quando você era o britânico ralado, não se importou de correr atrás dela feito um cachorrinho.”

 

“ Hey, eu estava brincando, seu mala. Ashley, os britânicos são os melhores, não é Kristen?”

 

“ Não sei do que você está falando…” Eu e Ash começamos a rir dos dois.

 

“ Bem feito.” Tom agora ria junto.

 
“ Ok, ok. Chega de conversa fiada que tem dois bebês lindos perto daqui querendo conhecer a mamãe.”

 

“ Rob, por favor, vamos logo.”

 

Tom foi ao corredor e trouxe uma cadeira de rodas e ajudou Rob a me colocar sentada. Fomos nós quatro em direção ao berçário e a cada metro que a gente percorria, meu coração acelerava um pouco mais.  Quando paramos em frente à porta de vidro, eu pude ver dois berços transparentes e dois pares de pezinhos se debatendo lá dentro. Minhas lágrimas corriam livremente e Rob as enxugou carinhosamente com beijos por todo o meu rosto.

 

“ Nada de choro.” Mas ele também estava com lágrimas nos olhos.
Nos entramos e Ash e Tom ficaram do lado de fora olhando pelo vidro. Eu vi Tom passar o braço pelos ombros dela e ela encostou a cabeça no ombro dele.

Então de repente nada mais tinha importância. Rob veio em minha direção com um pacotinho azul nos braços. Todo desajeitado e me entregou. Nathan. Ele era perfeito, quase não tinha cabelo, mas o pouco que tinha era loiro e era exatamente como eu imaginava. A cópia perfeita o pai dele, o nariz, a boquinha, um mini Rob. Então ele abriu os olhos e eram verdes, idênticos aos meus.
“ Rob, ele é lindo, como você.”

 

“ Mas os olhos…”

 

“ É eu vi, são verdes.”

 

“ E lindos, como os seus.”

 

“ Onde está Sophie?”

 

A enfermeira estava terminando de trocá-la, já vai trazê-la. E nisso a enfermeira entrou com a minha filha nos braços. Rob pegou Nathan e ela me entregou outro pacotinho, só que rosa dessa vez.

Era até engraçado. Olhar pra ela era como me olhar no espelho. Tudo nela era meu, até o formato das unhas. Ela tinha um pouquinho mais de cabelo e era mais escuro que do seu irmão.
“ Rob…”

 

“ É eu sei. Uma mini Kristen, linda como a mãe, mas espere até ela abrir os olhos.”

 

Parece que a danadinha escutou o pai e então eu pude reconhecer nos olhos da minha filha linda a confusão verde-azul do Rob.

 

“Minha nossa! Vai me dar um trabalho”

 

Puxei a calça do Rob, fazendo-o se abaixar, e procurei seus lábios.

 

“ Eu te amo, Rob. Obrigada por essa família linda.”
“ Também te amo, Kristen, disponha.”

—–

 

Rooob, me dá uma família linda assim tbm? *——–*

Comentem!

Bad news, pessoal!

a fic só tem mais 2 capítulos e um capítulo extra 😦

Mas logo começa uma outraa fic: Dama de Companhia *-*

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Ações

Information

6 responses

5 11 2010
Livia Carolina

Capítulo lindo demais!

5 11 2010
ELEGRINA

ESTA CADA DIA MELHOR, PENA QUE ESTA PROXIMO DO FIM….

5 11 2010
doork's .

esperei até hoje.. voce disse: sexta eu posto extra.. CADE PAM? @_@

5 11 2010
PaamSpunk

haha me desculpa gente.. prometi mesmo e me esqueci..
estou postando ja!

5 11 2010
karlla cullen pattz

aaaah não só dois cap não
tomara que essa nova seja tão boa como closer.
que lindo a familia mais linda de toda terra.

6 11 2010
Maiara

aiiiiiiiiiiiiiiiiiii que LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.
CHOREIIII

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