Inexplicavelmente Amor – Capítulo 3

6 11 2010

– Estava a sua espera Bella.

Ao ouvir aquela voz fiquei em pânico, como é que conseguiu entrar aqui? E o mais importante, o que é que estava fazendo aqui? Me virei lentamente para a origem da voz, para ter certeza se era quem eu pensava. E me surpreendi ao vê-lo próximo a mim, próximo demais para a minha humilde opinião.

– Edward, o que você está fazendo aqui? – olhei em choque para aquele deus grego que estava sem camisa na minha frente.

– Isso Bella. – ao dizer isso ele me encostou na porta e seus lábios avançaram aos meus, era um beijo urgente, como se aquilo fosse a ultima coisa a que se poderia fazer antes do mundo acabar, sem hesitar retribui aquele beijo, que logo estava forçando a entrada da minha boca para dar passagem para a língua de Edward, permissão essa que dei prontamente, afinal desejava aquilo também. Sua boca se encaixou na minha de uma maneira que parecia que finalmente duas peças de um quebra-cabeça estavam juntas. Era profundo, energizante, apelador, todas as sensações possíveis e imagináveis se encontravam naquele beijo. Quando comecei a ter consciência de quem eu estava beijando joguei meus braços ao redor do seu pescoço, trazendo para mais próximo a mim, os dedos de minhas mãos enroscaram-se naqueles cabelos, e eu os puxava suavemente. Ele entendeu o recado e suas mãos começaram a explorar o meu corpo, e quando chegou à minha coxa ele a levantou, enroscando-a em seu corpo e suas mãos começaram a subir o meu vestido, eu sentia um rastro que parecia fogo por onde suas mãos exploravam minha pele, mas por mais embriagada eu estava com seu toque, o afastei com um empurrão, forte demais.

– Calma. – foi a única coisa que consegui dizer por causa da minha respiração ofegante.

– Não quero ter calma com você Bella, – Edward me disse, avançando novamente para um beijo e suas mãos subindo meu vestido. – te quero por completo.

Me desviei daquela investida, por mais que quisesse beijá-lo e perder a minha virgindade com aquele homem, não seria hoje, por que dentro de algumas horas eu teria uma aula importantíssima. Para me esquivar daquela situação fiz a primeira pergunta que me veio a cabeça.

– Como você entrou aqui? – disse, desviando dele.

– Alice, – ele disse se dirigindo a minha cama. – Emmett e Rose, vão passar a noite no meu dormitório, e de boa, não quero ficar ouvindo suas loucuras, e Alice irá dormir na casa de Jasper, para fazer alguma coisa que prefiro não pensar, – ele disse nervoso, ciúmes da irmã?, situação cômica. – daí quando isso acontece Alice deixa que eu venha dormir no dormitório dela, o que para mim vai ser perfeito, já que eu te quero. – corei violentamente com esse comentário.

– Ow, calma ai… é contra o regulamento o sexo oposto dormir em quarto feminino? E porque Alice não me avisou que você tem uma chave do nosso dormitório? – eu questionei preocupada.

– Bella, uma pergunta de cada vez, – ele disse rindo. Maldito sorriso torto que me deixava sem reação. – como sua colega de quarto namora um Hale, ninguém vai importunar vocês se um homem dormir ou não aqui. E Alice sabe como são Emmett e Rose quando estão transando, totalmente insanos – ele disse ampliando aquele sorriso. – e como a casa dos meus pais é longe daqui, e amanhã eu tenho aula, ela me deu uma cópia da chave para essas emergências – ele falou maliciosamente. – e creio que ela ficou tão atenta aos acontecimentos de hoje que se esqueceu de mencionar esse detalhe. – ele respondeu irônico.

– Certo, er… entendi. – disse relutante, por que afinal eu sou humana e um homem daqueles no meu quarto é totalmente ignorância de eu me segurar. – Então Edward é melhor você se dirigir a outra cama, que é da Alice por que eu preciso dormir, já que eu também tenho aula amanhã.

– Eu sei que essa é sua cama Bella, e estou nela propositalmente, – ele disse sensualmente. – o que você acha de vir se deitar junto comigo aqui? Obviamente sem toda essa roupa, para que possamos nos conhecer melhor? – ele me lançou um olhar sexy, que tive que contar ate dez mentalmente para não seguir o seu conselho.

– É melhor não, Edward. – eu disse me direcionando ao armário e pegando o meu pijama, uma calça de moletom e uma regatinha (era verão, e eu tinha plena consciencia de minha roupa, mas eu definitivamente não iria dormir só de calcinha na frente de Edward deus grego gostoso Cullen), e segui para o banheiro trancando-o.

Coloquei o meu pijama improvisado, peguei o demaquilante da Alice comecei a retirar a maquiagem, relembrando daquele beijo, como ele pode fazer uma coisa daquelas comigo? Sinceramente ele deveria ser preso por invadir a privacidade de alguém daquela forma, lavei meu rosto e escovei meus dentes e penteei meus cabelos, e me direcionei ao quarto novamente, mas não esperava ver o que vi. Um Edward vestindo somente uma boxer branca, que deixava a mostra suas maravilhosas coxas brancas, e um volume bem concentrado no meio delas, tirei meus olhos cobiçosos daquilo, e corei violentamente.

– Você bem que poderia ter trazido um pijama ou pelo menos se coberto. – eu disse o reprimindo.

– Bella, esta muito quente, – ele me disse lançando aquele sorriso torto. – e outra meu companheiro aqui gosta de te ver vermelinha.

Amaldiçoei meus pais, por me fazerem tão pálida, e Edward por ser tão auto confiante, com aquela boxer branca. Caminhei ate a cama de Alice, já que a minha estava ocupada, atitude que não passou despercebida de Edward.

– Achei que você quisesse dormir na sua cama. – ele disse inocentemente. – Juro que eu não faria nada, mas não posso dizer o mesmo do meu “amigão”. – ri ironicamente para ele.

– Prefiro dormir na cama da sua irmã. – tá, era uma mentira deslavada, mas eu não iria logo no meu primeiro dia me enroscar nos lençóis com Edward Cullen, talvez daqui uma semana eu deixe ele se enroscar comigo nos lençóis. Ri com esse meu pensamento, e ele notou.

– Vejo que você também quer se deitar aqui comigo Bella, por que não larga de ser assim tão difícil, e satisfaça os seus, os meus, os nossos desejos? – ele perguntou da maneira mais sensual possível, totalmente irresistível. Mas eu iria resistir pelo menos por enquanto. Então ignorei a pergunta, enquanto ajeitava a cama de Alice, para deitar.

– Bella, por acaso você gosta de mulheres? – ele perguntou com uma cara de safado. – Ou é bissexual? Saiba que eu adoro ver duas mulheres se beijando, e depois se tocando e ambas dormindo comigo… humm… prazeroso. – ele disse fechando os olhos e tocando o seu membro, o que me deixa mais revoltada é porque eu continuo olhando para as partes intímas dele!

– Não, definitivamente não sou nem lésbica e nem bissexual. – respondi virando a cara para ele e finalmente me deitando numa cama.

– Xii… pelo jeito você não quer saber de conversa também, não é? – ele me questionou ofendido.

– Hoje não Edward. – optei por deixar em aberto, por que definitivamente eu gostaria de ter mais que uma conversa com ele. Ele não me respondeu nada , então fechei meus olhos e cai na inconsciência.

Tive um sonho no qual eu e Edward fazíamos um sexo selvagem, onde ele me tomava em seus braços violentamente e fazia coisas dignas de um filme pornô, e eu gemia altíssimo de prazer, pedindo sempre mais e mais. Estava estarrecida de prazer quando um despertador começou a tocar ao longe me acordando. Eu me encontrava num estado deplorável totalmente suada, louca de desejo e vestindo somente minha calcinha e a regatinha que tinha colocado no dia anterior, com certeza foi o calor do sonho, e não o da estação, que fez isso comigo. Me espreguicei e andei ate o armário, mas quando me aproximei vi que aquele era o de Alice, me virei lentamente para observar o quarto, então eu não havia sonhado, Edward Cullen havia mesmo dormido aqui e na minha cama! O meu Deus.

Porem o que assustou realmente não foi o fato dele estar deitado me encarando mais sim, nu em pelo me encarando e excitado (!), Jesus, como era grande! Será que eu havia sucumbindo a suas investidas? Não, não, não, não! Com certeza me lembraria de uma noite de sexo com aquele homem. Nesse exato momento o quarto começou a sair de foco, vi tudo rodando e cai no tapete felpudo de Alice. O que era aquele homem nu na minha cama, na minha frente, depois daquele sonho erótico? E por que ele estava tão excitado?

A minha consciência não demorou muito para voltar, mas quando voltou senti algo macio embaixo de mim, e alguma coisa muito quente ao meu lado direito, que puxava uma corrente elétrica de mim que corria por todo o meu corpo. Quando virei meu rosto para observar a fonte da corrente elétrica estava Edward, deitado o meu lado rindo, o observei meio de relance, e este continuava nu e excitado, puta que pariu, será que ele não conseguia se controlar?

– Vejo que eu e meu “amigo” mexemos com sua imaginação durante a noite Bella. – ele afirmou presunçoso. – O seu falatório seguido de seus gemidos, não me deixou descansar, não que eu tenha ficado incomodado, mas bem que poderia ter participado mais efetivamente dele. – ele me disse num sussurro, que fez meus pelos eriçarem e minhas bochechas corarem violentamente.

Por que cargas d’água eu tinha que falar durante o sono, e pelo tom de Edward esse não tinha sido diferente, afinal ele ouvira tudo! Comecei a me levantar da cama para me dirigir ao banheiro, por que depois de todas essas fortes emoções eu necessitava de um banho gelado. Foi quando ele viu o que eu iria fazer me puxou para baixo e subiu em cima de mim, me prendendo em seus braços.

– Não tão rápido, Bella. – ele me disse, e 3 segundos depois sua boca estava junto a minha me beijando com urgência. Ele começou a abaixar o seu corpo junto ao meu e seu membro estava muito próximo a minha entrada, milímetros, alguma coisa abaixo do meu ventre começou a pulsar freneticamente na mesma intensidade que meu coração, aqueles beijos me prendiam, suas mãos acariciavam o meu corpo, senti uma delas se encaminhando para o meu sexo, nesse momento, eu precisava fazer alguma coisa.

– Edward, eu sou virgem! – eu disse a ele de supetão em meio aos beijos, que o fez abrir os olhos e me encarar com duvida, retribui o seu olhar, afirmando que ele tinha ouvido certo, e ele rapidamente desceu de cima de mim.

– Não é possível, e seu sonho? – ele disse confuso.

– Foi um sonho, erótico, só isso! – disse-lhe corando.

– Você ta falando sério? – ele me perguntou, e um sorrisinho malicioso brotou em seu rosto.

Eu assenti. Percebi ele ampliando um sorriso de cafajeste.

– Então como é que você sabia daquelas coisas que disse durante o sono tão perfeitamente? – ele questionou na duvida.

– Filmes pornôs, – eu disse corando ainda mais se possível, e ele ampliou aquele sorriso torto. – de vez em quando eu os vejo, sabe, para rir. – decidi contar meia verdade, por que a verdade seria estranha, já que assisti filmes pornôs na companhia da minha melhor amiga uma semana antes, como fonte de conhecimento para ela e sua primeira noite tórrida de amor, no começo eu achei tosco, mas depois desse meu sonho vi e queria que eles se tornassem reais.

– Para uma virgem, você não é nada inocente, será que eu a motivei tanto assim, para que você sonhasse praticando isso comigo? – ele me perguntou serio. – E ficar dizendo o meu nome gemendo, me excitando mais do que se tivesse com a “boca na botija”? – Eu corei e me amaldiçoei mentalmente por não calar a boca no sonho. – Bem, eu não quero te desvirtuar HOJE, então é melhor eu tomar um banho gelado e acalmar a mim e meu companheiro aqui. – observei o “companheiro” dele e esse continuava extremamente animado, mas procurei desviar logo o olhar, DAQUILO. – Respira Bella, e tenha calma você vai tocar “nele” ainda, mas não agora. – se era possível fiquei mais vermelha ainda.

Ele caminhou ate o banheiro, fechando a porta, dependendo do que ele fosse fazer lá dentro, não queria que eu visse, ou ouvisse, porque era certeza que ele iria fazer alguma coisa. Tirei esses pensamentos da minha cabeça, e resolvi me ocupar, arrumando as camas. Coloquei a calça que havia tirado durante a noite, e arrumei a cama de Alice, depois me dirigi a minha onde ele havia dormido, peguei sua camisa e não resisti em sentir aquele perfume invadir as minhas narinas e embriagar o meu cerebro, dobrei-a cuidadosamente, e coloquei em cima da cama de Alice, depois dobrei rapidamente sua calça, que fez chover um par de camisinhas, pelo jeito ele tinha mesmo a intenção de transar comigo, sorri com isso, guardei os preservativos no bolso da sua calça e arrumei a outra cama. Escolhi a roupa para iria a aula, algo bem cara de Bella, um jeans velho, uma regatinha branca e uma jaquetinha jeans. Quando ele saiu do banheiro com os cabelos molhados, escorrendo gotas por seu peitoral e abdômen definido, não resisti e acompanhei uma gota que descia pelo seu corpo, sendo impedida de continuar por causa daquela boxer branca.

– Bella, se você continuar a encará-lo desse jeito não vou me segurar mais. – ele disse me reprimindo.

– Certo, ow… desculpa. – eu disse, corando novamente. Entrei no banheiro fechando a porta, sem antes Edward me lançar um sorriso malicioso ao ver que havia dobrado suas roupas. Tentei tomar um banho revigorante e tirar as imagens de Edward nu da minha mente, sem sucesso obviamente. Terminei o banho e me troquei, escovei os dentes e penteei meus cabelos molhados, quando sai do banheiro ele não estava mais lá, só tinha um bilhete numa letra elegante, bem típica de médico, ri desta semelhança e uma das camisinhas que eu havia visto anteriormente.

“Bella,

Você conseguiu abalar as minhas estruturas, tive que ir embora por que sinceramente não sei se me seguraria, e eu também não quero me segurar mais.

Boa aula hoje, e nós encontramos por ai…

O que você acha de mais tarde irmos ao The Pub?

E, ahh… guarde esse meu “presentinho” com carinho, eu ainda irei pedir por ele.

Beijos em todo o seu corpo.

Edward.”

Peguei o “presentinho”, que ele havia me deixado, mas algo atraiu minha atenção para a embalagem “preservativo especial para pênis de 18 a 20 cm”. Suspirei com o susto e corei violentamente, será que era tão grande? Fiz uma anotação mental para descobrir qual era o tamanho normal, por que com certeza aquele não era um tamanho normal. Guardei o “presente” na minha gaveta, voltando a imaginar aquele membro. O porquê de eu ficar imaginado toda aquela volúpia, eu não fazia a mínima idéia! Me reprimi mentalmente e sai do meu quarto correndo, expulsando estes pensamentos, afinal havia me atrasado bastante, e ainda precisava me alimentar antes de assistir a aula de anatomia, que seria o dia todo, tendo apenas uma pequena pausa para o almoço. Cheguei a cozinha do dormitório e este estava abarrotado de gente. Me perguntei o por que esse monte de universitários tinham que estarem de pé as oito da manhã durante as férias? Tomei um café num gole só e engoli duas bolachas cream craker, e a resposta pelo mistério de todo mundo estar em pé veio assim que comecei a me retirar daquele refeitório.

– Você também vai a New York? – um garoto, moreno de olhos cor de mel me perguntou sedutoramente.

– Não. Tenho aula. – eu me apressei em dizer.

– Humm, que pena. – ele disse meio tristonho. – Mas quem sabe uma próxima vez eu e você no Central Park, hein gatinha? – corei com esse comentário.

– É… – foi a única coisa que consegui pronunciar, por que meu celular começou a tocar. Identifiquei o numero, Leah, com certeza ela gostaria de saber como tinha sido a festa e me contar sobre sua noite com Jake. Então sai correndo dali, atendendo o telefonema.

– Hey, bitch… – eu disse animada.

– Bee, você não vai acreditar… – ela foi logo dizendo. – a minha noite foi I-N-C-R-I-V-E-L!!! – ela disse soletrando cada letra. – Mas e você como foi a festa? Muitos veteranos gatos?

– Leah, você nem imagina que paraíso que é New Hampshire. – eu disse rindo.

– Ahh… mas eu vou querer saber de tudo! – ela disse. – Você esta intimada a almoçar comigo, naquele shopping perto daí, ok?!

– Sim madame, eu irei. – eu respondi brincando. – Lee, deixa eu correr para a minha aula se não eu chego atrasada.

– Vai lá Bells, e não esquece do nosso almoço, hein? – ela disse mandona.

– Claro que não lobinha. – eu apressei em lhe dizer. – Beijo.

– Beijo, e boa sorte na anatomia hoje!

Ri com o que ela me disse, por que eu havia falado tanto sobre esse meu curso durante nossa viagem, que ela estava começando a afirmar que eu casaria com um corpo da aula de anatomia. Meu celular tocou novamente, notificando que havia uma mensagem de texto.

_____________

MENSAGEM DE JACOB BLACK – 8:50 AM.

Bells, creio que consegui… parece que ela gostou! Depois a gente conversa. Beijo.

_____________

Ri com a mensagem dele, e mandei um “com certeza ela gostou.”

Continuei a procura pelo centro de anatomia, quando novamente uma mensagem, me fez parar.

_____________

MENSAGEM DE ALICE CULLEN – 8:56 AM.

Bella, milhões de perdões deveria ter te avisado que o Ed, iria dormir de vez em quando lá no nosso quarto. Se te incomoda, eu posso pedir para ele arrumar um outro lugar, não tem problema.

Bella, ou coisa, você não ficou com o James, né? Por que ele não presta! Depois eu converso com você.

Boa aula. Beijinhos.

_____________

Respondi com um breve “relaxa, ele não incomodou. E eu quero saber o porque que o J, não presta”.

Encontrei o prédio e subi correndo as escadas, porque eu estava visivelmente atrasada para uma aula que começa às nove da manhã, o professor Dr. Carter, chegou junto comigo a sala de aula, me mandando um sorriso simpático. Procurei um lugar vazio, e assim que sentei já retirei meu caderno, uma caneta e o livro de anatomia da bolsa, coloquei meu celular no silencioso, e em menos de 5 segundos ele vibrou anunciando que havia recebido uma nova mensagem.

_____________

MENSAGEM DE EDWARD CULLEN – 9:01 AM.

Olha para trás.

_____________

Fiz o que a mensagem pedia, e lá estava Edward Cullen, sentado com as mesmas roupas que ontem, rindo para mim. Não agüentei de curiosidade e enviei uma mensagem para ele. “o que você esta fazendo aqui?”

_____________

MENSAGEM DE EDWARD CULLEN – 9:06 AM.

Um curso de morfologia!

Mas eu que pergunto, o que você está fazendo aqui? Achei que fosse começar a estudar psicologia.

Fala a verdade Bella, você ta me seguindo, não é?

_____________

Como ele era convencido, como um ego tão grande cabia em uma só pessoa, e o que ele tinha haver com o fato de eu estar num curso de morfologia? Por mais que eu fosse fazer psicologia, esse assunto me interessava. Respondi “assistindo o curso especial que EU me matriculei. E não eu NÃO estou te seguindo!”. Enviei a mensagem.

_____________

MENSAGEM DE EDWARD CULLEN – 9:10 AM.

Ainda acho que você ta me seguindo.

_____________

Ignorei a resposta, e comecei a prestar a atenção na aula do Dr. Carter. Passada uma hora do inicio, o professor nos pediu para que fizéssemos duplas, para discorrermos sobre a anatomia do corpo de cada um. Estava eu caçando uma dupla, quando Edward se aproximou sorrateiramente de mim, me abraçando por trás e sussurrando em meu ouvido.

– Aceita ser a minha dupla? – ele disse com aquele tom sensual. – eu memorizei bem suas curvas e você também me analisou muito bem. – ele me virou suavemente lançando aquele meu sorriso torto favorito. Como metade da sala tinha dupla, fui “forçada” a aceitar a companhia de Edward.

– Tudo bem, Edward – eu disse a ele na defensiva. – mas sem brincadeiras maliciosas sobre o meu corpo e o seu.

– Bella, assim você me ofende. Eu sou um profissional, quero ser médico e você será a minha primeira paciente. – ele sorriu maliciosamente. Eu bufei com esse comentariozinho infame dele.

Iniciamos a descrição sobre os aspectos morfológicos do corpo de cada um. Edward toda vez que iria “pensar”, mexia em uma mecha do meu cabelo ou segurava minha mão. Por duas vezes ele colocou sua mão na minha testa, como quem mede a temperatura. Analisou cuidadosamente minhas mãos, minhas unhas. Estava achando aquilo exagerado demais, será que ele estava detalhando tanto assim na sua dissertação? Tentei esticar o olho para ver, mas ele foi bem discreto e rápido para esconder o que tinha escrito. Ate que ele me pediu licença pois gostaria de “sentir” meu coração, estiquei o meu pulso para ele.

– Bella, no pulso eu não vou sentir muito BEM, – ele me lançou aquele sorriso torto, definitivamente aquilo era a arma de sedução dele. – me dá licença. – Sua mão grudou no lado esquerdo do meu peito, fazendo o meu coração ficar frenético. Só que não satisfeito em somente “sentir” meu coração ele quis também sentir o meu seio, apertando-o suavemente, me afastei de susto, mas ele continuava a sorrir maliciosamente.

– Para de ficar se aproveitando de mim. – eu disse a ele com raiva, alto um pouco demais pois um grupo próximo nos lançou um olhar reprovador.

– Eu só gostaria de saber como era Bella, curiosidade, entende. – ele me disse cinicamente.

– Aproveitador. – eu consegui bufar.

– Se você acha isso. – ele disse suave no meu ouvido.

– O que você é então? – perguntei irônica.

– Um pesquisador, que busca conhecer a anatomia humana, principalmente a sua.

– Você não vai conhecer minha anatomia! – eu disse brava.

– Veremos Bella, veremos.

A aula caminhou para o seu fim, sem nenhum comentário maldoso de Edward. Terminamos a dissertação a minha ficou com 2 folhas, eu sei que poderia escrever mil coisas sobre ele, mas cautela nunca é demais, a dele por sua vez foram escritas 5 folhas frente e verso, fiquei curiosíssima para saber o que ele tinha tanto escrito sobre mim, mas quando questionei, ele respondeu que mais tarde eu poderia ler. O Dr. Carter liberou a turma para o almoço um pouco antes do meio dia. Caminhava para a saida quando Edward me segurou pelo braço.

– Almoça comigo, Bella?

– Não posso.

– Por que não? – ele me perguntou meio decepcionado. – Tem medo que te ataque novamente? – ele sussurrou no meu ouvido, para que um grupo de calouras de enfermagem não ouvisse.

– Não tenho medo de você. – eu disse desafiando-o. – É que eu combinei de almoçar com uma amiga minha naquele shopping próximo daqui. – ele lançou-me aquele sorriso torto que me fazia perder os sentidos.

– Bom, eu também vou almoçar lá, posso então te oferecer uma carona? – ele perguntou inocentemente.

Como eu não estava inspirada para andar por mais ou menos meia hora aceitei a carona, caminhamos rumo ao estacionamento, que só tinha carros caríssimos, novamente me senti mal já que em Phoenix eu dirigia uma velha pickup Chevy 53. Quando Edward parou ao lado de um Volvo prata, reluzente, não pude deixar de comentar.

– Uau, você dirige um volvo novinho e sua irmã um porshe? – perguntei deslumbrada. – Tem certeza que seu pai é só médico?

– Claro né Bella! – ele me disse rindo. – O que você acha que meu pai pode ser? Um mafioso ou um traficante?

– Ai, desculpa Edward. – eu disse, corando.

Foi nesse momento que eu notei um casal caminhando na nossa direção, não pude acreditar quando vi aquele homem, alto, muito forte, os cabelos pretos com dreads, os olhos castanhos opacos, e a mulher uma loira. Só consegui pensar numa coisa.

– Edward me beija. – disse urgentemente.

– O que? – ele perguntou distraído.

– Me beija logo! – eu disse desesperada, mas não foi necessário pedir uma terceira vez, pois logo ele me puxou pela cintura, me segurando com força e beijou alucinadamente, aquele beijo foi diferente dos outros dois, era um beijo exibicionista, por que ate me inclinar, ele inclinou, como naqueles filmes antigos, mas infelizmente o casal nos viu.

– BELLA? – perguntou o homem.

– EDWARD? – acompanhou junto a mulher.

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4 responses

6 11 2010
Kesia Tawanne

MARAHHHHHHHHHHHH!!! ai meuDeus na melhor parte acaba????????????????????????

6 11 2010
Bella

Ai! Surtei!!!!!! Edward de boxer branca e a Bella resiste?!?!?! Só podia ser ela msm…rsrs Amando a fic.

10 11 2010
Karlla cullen williams

Caramba bella so vc p/ resistir aquele volume daquela boxe. Aaaaah

11 11 2010
karla

eu fique foi sem noção só de imaginar ele vestindo uma boxe quanta maldade .kkkkkkkkkkkkkkkkk

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