Monrovia Town – Capítulo 14

12 08 2011

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Capítulo 14 – My Girl

PoV Edward

“Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continuava misterioso diante de meus olhos”.
Isaac Newton

Rosas… baunilha… morangos… pêssego…

Eram tantos cheiros que eu não conseguia distinguir o real, mas não existia melhor forma de começar um dia. Não tinha manhã mais perfeita.

O sol bateu na colcha onde estávamos cobertos, me fazendo sentir a claridade, e abri os olhos, respirando mais uma vez os inúmeros cheiros que vinham do cabelo de Bella. A nossa química era algo mágico, ao ponto de eu conseguir sentir a calma e a felicidade por todos os meus poros, só de ter seus cabelos na altura de meu nariz.

Bella estava com sua cabeça no vão de meu pescoço, ressonando baixo, e com o semblante extremamente calmo. Era assim que eu queria viver o resto de minha vida. A noite passada tinha sido perfeita, e exatamente como eu esperava. Foi uma forma de darmos o primeiro passo, mas sem avançar demais. Me lembro que antes de dormir fomos comer, e ficamos trocando olhares em silêncio, enquanto mastigávamos. Bella me parecia satisfeita, feliz, e realizada. E eu, idiota que sou, estava pulando de felicidade por proporcionar esse tipo de sensação a ela. Era muito bom ver suas bochechas coradas, seus dentes e seu sorriso encantador, o jeito que ela mordia os lábios e se envergonhava de falar comigo sobre o assunto. Tudo nela era encantador.

Olhei para o relógio vendo que passavam das nove da manhã, e achei melhor acordarmos, pro caso de Charlie chegar em casa. Levantei minha mão, levando-a até seus cabelos e acariciei devagar, enquanto dava um beijo leve em sua testa.

– Meu sorriso… – sussurrei.

– Hmm… – ela murmurou com a voz quebrada pelo sono.

– Precisamos acordar, meu amor.. – falei no mesmo tom de voz. – Já são nove da manhã.. Charlie pode chegar…

– Eu não quero acordar… – ela falou enrolada, ajeitando-se em meu ombro. – Está tão bom aqui… – ela reclamou mais uma vez.

– Charlie me mata se nos pegar assim, Bella… por favor. – dei um beijo mais forte em sua testa.

– Inferno… – ela falou emburrada, levantando e se desvencilhando da colcha com pressa. Não pude deixar de rir de seu comportamento irritadinho. Ela era encantadora, em qualquer tipo de humor. – Vou fazer café.- ela falou, com a voz ainda rouca de sono, e os olhos semicerrados, ainda inchados pelo sono pesado.

Ri novamente, vendo-a sair de seu quarto, e me levantei, arrumando a cama. Tirei minha camisa do chão e me vesti, indo para a sala. Fiz questão de ver se Charlie já tinha chegado em casa, mas tudo ainda continuava silencioso e vazio a não ser pelos barulhos de copo que Bella fazia na cozinha, então ainda estávamos livres por alguns minutos.

Quando pisei na cozinha, vi que ela estava de costas para mim e colocando colheres de pó de café na água. Tentei ser o mais silencioso possível, e na ponta dos pés fui até atrás dela. Minhas mãos se prepararam para encontrar sua cintura e aproximei meus lábios de seu ouvido. Ela estava tão distraída, – ou provavelmente com sono, – que nem percebeu minha presença.

– Você fica linda mal humorada. – sussurrei.

Bella deu um grito que ecoou por toda a cozinha, fazendo eu me agachar no chão de tanto rir. Ela ficou me olhando incrédula, mas depois se deixou levar e riu junto comigo, me dando um tapa na cabeça.

– Nunca mais me assuste desse jeito, Edward. – ela falou prendendo seu cabelo.

– Desculpe, foi irresistível. – me levantei, aproximando-me mais uma vez da minha menina dos sorrisos e segurando sua cintura enquanto ela se compenetrava em fazer o café. Apoiei meu queixo em sua cabeça e mais uma vez inalei o cheiro maravilhoso de seus cabelos.

– Eu não entendo como você pode ter tantos cheiros gostosos e distintos. – falei baixo.

– Você é louco. – ela brincou e levou seu cabelo no nariz para cheirar. – Isso é pêssego. Pêssego. Só tem esse cheiro. – ela segurou seu cabelo, me mostrando.

– Pois eu senti baunilha, morango, rosas… – sorri.

– Como disse, você é louco. – ela sacudiu a cabeça.

– Você está tão saidinha… – virei seu corpo de frente pra mim, dando nosso primeiro beijo de bom dia. – Quer dizer que cada passo que dermos à frente no relacionamento, você vai ficar respondona desse jeito? É o preço da intimidade?

– Pode ser. – ela riu. – Quando teremos o próximo passo? – levantou uma sobrancelha.

Eu tive que rir, e muito, da pergunta que ela tinha acabado de fazer. Ela deu um risinho fraco, mas manteve seu olhar no meu, claramente mostrando que a pergunta merecia uma resposta.

– É. Definitivamente saidinha. – brinquei, dando um beijo em seu nariz, e não querendo conversar sobre isso. Por mim daríamos o próximo passo agora. E o outro, e o outro, até que eu pudesse terminar de ensinar tudo que ela precisava saber. – Isso estava escondido dentro de você e eu liberei? – provoquei.

– Já devia estar em mim. Não se esqueça que eu tenho os genes das mulheres de Monrovia. Loooucas por um homem de fora. – ela riu. – Brincadeira. Deus me livre ser igual à essas mulheres taradas.

Bella estava extremamente relaxada, agindo naturalmente e com intimidade comigo. Percebi que ela estava começando a falar as coisas sem se importar com o que eu pudesse pensar, e eu estava adorando isso.

– Eu sei que você está brincando. – ri também. – Mas… você é louca por mim, é?

Ela corou e tirou seu olhar do meu.

– Eu não falei isso. – ela rebateu.

– Falou sim. Eu ouvi. – brinquei.

– Não falei, Edward… – ela pegou um saco de pão de forma em cima da geladeira e começou a arrumar na torradeira. – Pára de colocar palavras em minha boca.

– A única coisa que quero com a sua boca agora, é um beijo. – falei me aproximando de onde ela estava e encontrando mais uma vez sua cintura. Parecia que minhas mãos já pertenciam ali.

– Você vai ficar me seguindo pela cozinha inteira? – ela provocou.

– Você não vai me beijar? – dei um beijinho devagar no canto de seus lábios.

– Não se responde pergunta com outra pergunta.. é falta de educação… – ela falou baixo, olhando para os meus lábios, e eu sabia que ela já estava se rendendo.

– Eu não ligo. – sussurrei. – Sou mal educado… – peguei seu lábio inferior com meus dentes, e mordi de leve, arrancando de Bella um suspiro profundo.

– Isso é gostoso… – ela falou baixo, me fazendo realizar que era a primeira vez que eu mordia seus lábios.

– É? – mordi novamente, enquanto passava a ponta de meus dedos pelas laterais de sua barriga.

– Muito.. – ela sussurrou, arfando, me fazendo sentir todo seu hálito de pasta de dente e principalmente, causando o despertar de minha ereção.

– Eu preciso sinceramente aprender a me controlar perto de você. – sussurrei, dando um beijo leve em seus lábios. Quando me afastei, percebi que Bella olhou para baixo, bem exatamente no meio de minhas pernas, e achei melhor me sentar enquanto esperava o café da manhã ficar pronto.

Ela terminou as torradas e o café, colocando tudo em cima da mesa e tirando uma geléia de dentro da geladeira. Tomamos café, conversando sobre como tinha sido com sua professora no dia anterior, e ela disse que a mesma estava muito orgulhosa por ela estar sabendo fazer contas de cabeça. Eu disse que não desistiria de ensinar o resto das coisas a ela antes de ir embora, e esse pensamento meio que jogou um balde de água fria em nossa conversa.

– Eu não queria me lembrar disso, me desculpe.

– Tudo bem… – ela falou dando uma mordida em sua torrada. – Mais cedo ou mais tarde vamos ter que falar sobre isso mesmo.

– Vem cá. – ofereci minha mão à ela, pela qual ela prontamente segurou e a trouxe até meu colo, dando graças a deus que o menino já estava dormindo novamente. Assim que ela se sentou em minhas pernas, passei minha mão direita por seus cabelos e com a esquerda peguei em seu queixo.

– Eu já decidi o que vou fazer. – falei baixo. – Sobre… nós.

– O que? – ela me olhou curiosa.

– Eu vou… vou para Nova York resolver o que tenho que resolver… e assim que tudo estiver certo, eu volto para te buscar. – olhei bem em seus olhos, tentando passar toda a segurança possível.

– Mas.. Charlie não vai deixar… – ela falou nervosa.

– Temos duas opções.. – falei, já quase me arrependendo de estar trazendo esse assunto agora. – Ou a gente foge… ou, eu peço sua mão em casamento.

– Ahm? – ela franziu o cenho. – Ca… casar?

– Casar. – respondi, passando meu polegar por sua bochecha.

– Eu… eu… eu não sei Edward… – ela falou nervosa, e senti que começou a tremer. Era óbvio que esse seria seu tipo de reação, por isso não me assustei nem fiquei chateado. Ela tinha apenas dezesseis anos, e um louco como eu, estava falando que queria casar com ela.

– Hey, hey.. – passei minha mão por seu braço. – Relaxa. Não estou falando que você é obrigada a isso nem que vou fazer nada a força Bella. Você é quem manda em você, e cabe a você decidir também, não só a mim.

– Eu sei, mas… – ela me olhou, com os seus lindos olhos castanhos confusos.

– Esquece que eu falei isso, ok? – dei um beijo em sua testa. – Desculpa. Depois nós resolvemos. Não é necessário casamento, foi somente algo que passou por minha cabeça. Eu tenho pensado bastante nisso.

– Eu também. – ela falou baixo. – Não em casamento, mas… em nós.. – O barulho da caminhonete de Charlie ecoou lá fora, fazendo com que nos afastássemos em segundos. Bella reuniu os pratos do nosso café da manhã, levando-os para a pia, enquanto fingi estar me distraindo com os quadrinhos do jornal de ontem.

– Bom Dia. – Charlie falou com a voz rouca, arrastada, cansada.

– Bom Dia. – eu e Bella respondemos juntos.

– Pai, seu café já está pronto, pode sentar. – ela falou levando o bule de café até a xícara que ela já tinha separado para Charlie. Ele sentou-se, procurou pelo jornal de hoje vendo que eu ainda estava lendo o de ontem, mas depois esqueceu e apoiou um dos cotovelos na mesa, segurando sua cabeça e seu rosto inchado de sono.

– Cadê o jornal de hoje? – ele falou baixo, irritado.

– Ainda não peguei. Deve estar lá fora. – ela respondeu.

– Eu vou lá fora pegar. – falei, querendo sair dali o mais rápido possível. Eu odiava ficar muito tempo no mesmo lugar que Charlie.

Entreguei o jornal, e fui para o meu quarto onde separei minhas roupas para tomar banho. Hoje eu iria até a creche com Bella, ver em que consistia seu trabalho. Eu sabia que ela ajudava na recreação e alimentação das crianças, mas era uma coisa que eu queria muito ver. Eu adorava crianças, e estava feliz por saber que ia presenciar Bella se relacionando com várias.

Tomei meu banho, e quando saí Bella já estava me esperando para tomar o seu. Ela sorriu pra mim e entrou no banheiro, ligando rápido o chuveiro. Voltei para o meu quarto, colocando minhas meias e calçando o tênis.

Quando fui para a cozinha novamente beber um copo de água, vi Charlie passando pela sala, com um daqueles vidros de remédio em mãos. Ele entrou em seu quarto, e saiu logo depois.

– Edward, estou saindo. – ele falou ainda com a voz sonolenta.

– Saindo? – franzi o cenho. – Você acabou de chegar, Charlie!

– Poisé meu filho, mas a oficina me espera. Alguém tem que tomar conta daquela merda… – ele falou, tentando se explicar, mas aquilo não colava comigo. Emmett já tinha dito que ele é quem fazia todo o trabalho; Charlie ficava só de enfeite.

– Certo. Tudo bem. – respondi passando a mão nos cabelos, tentando tirar o excesso de água do banho.

– Se cuidem. Bom Dia. – ele abriu a porta e me olhou.

– Bom Dia. – falei quase entredentes, com raiva por ele agir de forma paternal comigo e ser tão negligente em relação à Bella. Eu não precisava daquilo; Ela precisava mais do que eu.

Mas eu tinha coisas mais importantes para me preocupar. Fui até a porta do banheiro e fiquei esperando Bella terminar seu banho. Quando ela saiu, se assustou com a minha presença na porta.

– Você tirou o dia para me assustar? – ela levantou uma sobrancelha.

– Acho que sim. – envolvi meus braços em seu corpo pequeno e dei um abraço apertado. Puxei o ar e senti o cheiro de banho tomado delicioso que Bella emanava. – Desculpa se te assustei com o que falei hoje cedo.

– O que? – ela disse com seu rosto enfiado em meu peito.

– Em falar sobre fugir, casamento, essas coisas… – falei baixo, dando um beijo em seu cabelo molhado. – Eu não tenho a intenção de mudar a sua vida, Bella… – suspirei. – Eu só não queria te perder.

– Eu também não quero te perder Edward… – ela falou baixo, dando um beijo em meu peito. – Mas eu sinceramente não sei o que fazer, e tenho muito medo desse mundo de fora… medo do desconhecido.

– Eu sei meu sorriso, eu sei. – acariciei seus cabelos e dei outro beijo em sua cabeça. – Por isso que estou pedindo desculpas.

Ficamos um tempinho curtindo nosso momento juntos, mas o relógio acusou que era hora de irmos e tivemos que sair. Fomos caminhando até a creche, sentindo um vento leve, que trazia um cheiro de grama, de verde, muito forte. E era delicioso.

– Vai chover. – ela falou estalando a língua.

– Qual o problema com chuva? – falei olhando em sua direção.

– Não gosto. – ela sacudiu a cabeça. – É fria, molhada, triste… – ela falou baixo.

– A chuva é tão gostosa. – complementei. – Existem tantas coisas gostosas para se fazer na chuva… – brinquei.

Bella abriu um sorriso e abaixou a cabeça, não falando nenhuma palavra a mais. Quando vimos, já tínhamos chegado na creche.

A diretora já nos esperava em sua sala, e Bella nos apresentou. Era uma senhora de seus sessenta anos, meio cheia de corpo, me lembrando muito uma matriarca alemã. Se chamava Norah, e era muito simpática. Finalmente uma mulher sã, além de Bella. Norah e seu marido moravam em Monrovia desde que nasceram, e ela comentou que amava essa cidade mais do que tudo, apesar de achar que com o tempo os próprios moradores já estavam corrompendo a imagem pacata que Monrovia tinha. Não podia concordar mais com ela.

Ela nos indicou o refeitório, onde as crianças logo apareceriam para lanchar, e perguntou se eu e Bella estaríamos dispostos a participar da recreação deles. Os professores estariam ocupados nas próximas horas, em uma reunião, e precisavam de alguém que pudesse cuidar das crianças enquanto isso. Aceitamos, e seguimos para a cozinha.

Lá conheci Emily, a cozinheira, e irmã de Jacob. Diferente do irmão, ela nos tratou muito bem, como se fosse indiferente a qualquer coisa que tenha acontecido entre nós. Depois Bella me explicou que Emily não se dava muito bem com Jacob e com o pai, pois casou contra a vontade deles, com Sam, o homem que trabalhava rebocando carros para Charlie.

Tudo era um ciclo, e isso me fazia constatar que a cidade era realmente um ovo. Se bobeasse, e juntasse todas as árvores genealógicas, provavelmente todos eram da mesma família.

Arrumamos os lanches nas vinte e cinco bandejas. Enquanto Bella ia colocando as frutas, eu colocava as caixinhas de achocolatado e os mini cachorros quentes. Achei encantador que ela posicionava as frutas como se fossem uma carinha feliz. Morango para os olhos, uva para o nariz, e uma banana como o sorriso. Dei um sorriso de satisfação ao ver sua animação em montar aquilo para as crianças, e ela me sorriu em resposta.

– Se eu tivesse como, eu simplesmente te apertaria inteira agora, Bella. – ri. – Isso que você fez é completamente adorável. – passei a mão rápido por seus cabelos, não querendo que ninguém visse nossa intimidade.

– As crianças adoram. – ela continuou sorrindo, e ajeitando os morangos. – E ainda por cima incentiva elas a comerem.

– É verdade. – assenti. – Acho que nunca tinha parado pra pensar nisso.

Assim como outras milhares de coisas que eu nunca tinha parado para pensar, e Bella fez questão de colocar em meu mundo.

O sinal tocou e as crianças vieram correndo para lanchar. Comecei a rir quando vi a animação delas ao redor de Bella. Todas a abraçaram, gritando por seu nome, e ela foi atenciosa com todas, dando até beijo na bochecha de algumas.

– Béll, quem é esseee? – uma baixinha apontou para mim, envergonhada.

– Eu sou o Edward, e você? – me ajoelhei, estendendo minha mão para cumprimentá-la.

– Eeeu… sssou… a Kelly! – ela olhou para Bella, que assentiu, assegurando que podia me cumprimentar. Sua pequena mão encontrou a minha e nos cumprimentamos. Sacudi nossos braços com força, fazendo ela dar gargalhadas. – Pááára, Édulward.

– Não dááá, minha mão está com choque! – continuei, e ela gargalhou ainda mais, fazendo Bella rir junto e fingir que ia salvá-la de minha garra. Assim que nos soltamos, Kelly foi aos poucos parando de rir.

– Ele é bonito. – ela sorriu, mordendo seus lábios exatamente do jeito que Bella fazia. – Não é, Béll?

– Ele é lindo, Kelly. – Bella respondeu me olhando, e com um brilho perfeito em seu olhar.

– Ele é seeeeu namoraaado? – ela colocou o dedo na boca, ainda mais envergonhada.

– Kelly! – Bella riu, surpresa. – Daonde você tirou isso, menina?

– Minha mãe falou que, que quando eu cresceeeer, assim que nem grande… eu vou arrumar um namorado bem bonito. – ela riu – E eu quero assim oh, que nem ele.. – ela apontou pra mim.

Bella pegou Kelly no colo e começou a rir, revirando os olhos.

– São os genes de Monrovia, já entendi. – falei rindo.

As crianças começaram a lanchar e ficamos sentados na janela, observando se tudo corria bem. De vez em quando algum achocolatado era derramado ou uma fruta caía no chão, mas resolvíamos rapidinho, antes que elas ameaçassem chorar.

Bella era muito carinhosa com as crianças. E eu admirava muito isso em uma mulher. Principalmente uma que não tinha tanto carinho em casa.

Quando o lanche deu-se por terminado, distribuímos guardanapos, e Bella cantou com todos eles uma musiquinha que ensinava a usar o guardanapo e não a manga da roupa, e que era necessário ainda assim lavar as mãos depois. Fiquei rindo, mas passei a achar sem graça no momento em que ela me obrigou a cantar junto. Morri de vergonha.

A diretora nos observava de longe, rindo junto conosco e as crianças, e fiquei muito satisfeito de ver que ela olhava Bella como se se importasse com ela de verdade. Isso era gratificante. Ela se aproximou de nós com alguns vinis na mão, e me entregou.

– Escolham um desses vinis e coloquem para que as crianças ouçam… vamos ter um tempinho de recreação agora.

– Ih, música é com Edward mesmo. – Bella falou, olhando para mim e sorrindo.

– Ótimo. Fiquem a vontade, agora vou me reunir com as professoras, para a reunião.

Me agachei e coloquei os vinis no chão, olhando um por um. Eram muito velhos. Mas tinha coisa valiosa ali. Beatles, Creedence Clearwater, Temptations… coisas que eu lembrava que minha mãe colocava para mim e para Alice quando éramos crianças. Peguei o dos Temptations, e me levantei, indo até à vitrola. Vitrola. Quantos anos eu não via um aparelho desses.

Olhei para a parte de trás do disco, procurando que linha colocar a agulha para que tocasse a música que eu queria. Sorri, ao ver que seria a música perfeita.

Encaixei o disco, e peguei na agulha com muito cuidado para não fazer aquele barulho terrível de disco arranhando, e quando os primeiros acordes do baixo começaram a tocar, olhei diretamente para Bella.

Música: The Temptations – My Girl

Eu queria puxá-la para dançar, mas Kelly veio em minha direção, pedindo para que eu dançasse com ela. Não podia decepcioná-la. A peguei no colo, e começamos a dançar conforme a música. Bella segurou nas mãos de um garotinho, e eles balançavam meio sem jeito, enquanto as outras crianças faziam seus próprios passos desconcertados.

Eu tenho o brilho do sol

Num dia nublado

Quando é frio lá fora

Para mim é mês de maio

Eu acho que você dirá

O que poderá me fazer sentir assim

Minha garota, Minha garota, Minha garota

Estou falando da a minha garota”

Eu e Bella trocávamos alguns olhares, e pouco tempo depois o menino cansou de dançar com ela. Coloquei Kelly no chão, que saiu correndo em direção ao baixinho, e me aproximei de Bella, pegando em seu queixo.

I don’t need no Money… Fortune or fame… I’ve got all the riches baby… One man can claim… Well, I guess you’ll say… What can make me feel this way.. – sorri. – My girl… – sussurrei em seu ouvido.

Bella sorriu e suas bochechas ficaram vermelhas como se ela estivesse pegando todo o sol do mundo. Ela olhou ao nosso redor preocupada, mas as crianças pouco estavam se importando conosco, e continuavam pulando e dançando ao ritmo da música. Ficamos em nossa bolha, trocando olhares, e eu queria dizer que a amava, mas achava cedo demais… ela já tinha se assustado com o que eu tinha falado mais cedo… não queria deixá-la mais confusa. Portanto, tentei passar com o meu olhar tudo o que eu sentia por minha menina dos sorrisos. Todo o amor, carinho, e principalmente mostrar o quanto ela era importante em meu mundo, e o quanto eu queria tê-la para o resto de minha vida.

E parece que ela entendeu.

– Eu aceito, Edward… – ela falou baixo, seus olhos enchendo-se de lágrimas.

– O que, meu sorriso? – perguntei, sorrindo com o canto de meus lábios.

– Aceito o que for… – ela limpou uma lágrima de seu olho. – Fuga, casamento… o que for… – ela fungou. – Eu só quero estar com você. Independente de como.

Abracei Bella apertado, acho que o mais apertado que eu já tinha feito em minha vida. Não existia espaço entre nós, e suas pequenas mãos ficaram acariciando a parte superior de minhas costas. Levei minha mão em seus cabelos e acariciei seu couro cabeludo com meus dedos, respirando fundo e mais uma vez inalando o cheiro de minha Bella, minha menina dos sorrisos.

Senti um puxão em minha camiseta, e era Kelly, nos tirando de nossa bolha. Foi até bom, porque eu tinha que cessar essa vontade de beijar Bella imediatamente. A música acabou e começou outra, ainda mais animada, e continuamos dançando, rindo e nos divertindo com as crianças, até o momento em que a diretora encerrou a reunião com as professoras e pudemos voltar para casa.

A volta foi silenciosa, com o vento ainda mais forte anunciando chuva pela noite, mas dessa vez demos as mãos. Bella começou a chutar pedrinhas pelo meio do caminho, com a cabeça baixa, e segurando minha mão com força.

– E se alguém nos visse assim agora? – perguntei curioso.

– Eu mandaria pro inferno. – ela virou seu rosto em minha direção e sorriu. O vento bateu mais forte em seus cabelos, e eu não sei como, mas a cada momento ela me parecia mais linda.

Quando chegamos em casa, avistamos a caminhonete de Charlie na garagem então, com muito desgosto, desconectamos nossas mãos e entramos. Ele estava, como sempre, vendo jogos na televisão, com as botas em cima da mesinha de centro. Portava uma cerveja em suas mãos, e olhou para trás assim que fizemos barulho na porta.

– Porque demoraram? – ele perguntou dando um gole.

– A diretora pediu que ficássemos mais tempo tomando conta das crianças, por conta de uma reunião de professores.. – Bella falou receosa. – Vou fazer o jantar. – ela falou olhando para o relógio e vendo que se aproximavam de seis da tarde.

– Eu vou tomar banho. – falei, não querendo ficar sozinho com Charlie. – Estou todo sujo de molho de cachorro quente.

– Fique a vontade, filho. – ele pigarreou. – Edward… – ele me chamou quase quando eu já estava sumindo da sala.

– Sim? – perguntei.

– Você têm dado o dinheiro da diária à Bella?

Merda.

Eu não sei se Bella tinha conversado com Charlie ou acordado alguma coisa depois do acontecido, então simplesmente não sabia o que responder. Apenas assenti com a cabeça, ignorando o medo de que desse alguma merda, e Charlie sibilou um “ok”, me liberando para que eu voltasse o que quer que eu tinha que fazer.

Tomei meu banho, e fiquei um tempinho no quarto, tentando mais uma vez fugir de ficar sozinho com Charlie. Mas pensei em Bella, pra variar, e resolvi dar um pulo na cozinha, ver como estavam as coisas e fazer um pouco de companhia à ela.

O cheiro estava maravilhoso. Bella cantava baixinho a música “My Girl”, me fazendo lembrar de nossa tarde e de tudo que ela me falou. Ela estava disposta a fugir comigo. Eu precisava parar e pensar tudo isso com muito cuidado. Até porque ela nem sabia o motivo de eu estar voltando para Nova York.

Mas amanhã ela saberia. E eu esperava do fundo do meu coração que ela não se decepcionasse comigo.

Me aproximei de onde ela estava, e me encostei no mármore da pia, fazendo-a parar de cantar assim que notou minha presença.

– Porque parou de cantar?

– Eu não canto bem. – ela riu. – Pode colocar os pratos na mesa para mim?

– Claro. – ri. – Finalmente você está pedindo minha ajuda ao invés de eu ter que ficar te pedindo. – fui até o armário e peguei os pratos.

Charlie apareceu logo depois, provavelmente atraído pelo cheiro de comida pronta, e sentou-se, calado, à mesa. Pediu que eu me sentasse, e assim o fiz, enquanto Bella colocava a comida.

Começamos a comer, e o silêncio era absurdo, nos dando a oportunidade de ouvir os grilos lá fora. Algum tempinho depois, o som dos grilos foi tomado por pingos fortes de chuva, então a tempestade começou. Com tudo que tinha direito.

– Odeio chuva. – Bella murmurou.

– E então, quais são as novidades nesse mundinho de vocês? – Charlie falou, apontando para nós dois e mordendo um pedaço de pão.

– Nada demais, pai. – Bella falou, quase derrubando o garfo. – E.. com você?

– Tenho ótimas notícias. – ele olhou para nós dois.

– Quais são? – Bella perguntou inocente.

– A peça do carro de Edward, que ia demorar para chegar.. consegui fazer uns arranjos, ela vai chegar amanhã. – Charlie sorriu. – Seu carro fica pronto em dois dias filho. Você já pode voltar para casa. – ele piscou para mim.

Dessa vez Bella derrubou o garfo pra valer. Fez um barulho alto no chão, seguido por um trovão lá fora, e eu não sabia nem o que raciocinar. As coisas agora tinham se apressado, e tínhamos muito menos tempo do que imaginávamos.

O barulho de cadeira rangendo no chão ecoou pela cozinha, e Bella disparou para seu quarto, em uma velocidade provavelmente maior do que a do raio que tinha caído lá fora.

Chuva. Tristeza. Bella tinha razão.

– O que essa garota tem? – Charlie falou olhando para o portal da cozinha e depois ignorando qualquer preocupação, dando uma garfada em sua comida.

– Não sei… – falei baixo, sentindo meu coração disparar por todos os poros do meu corpo. – Posso ver como ela está?

– Não. – ele falou sério. – Deixe ela. Termine sua comida. – ele apontou para meu prato, que estava intacto. E como eu ia comer? Toda a fome tinha se esvaído.

Ignorando o bolo que meu estômago vazia, comi toda a comida que Bella tinha preparado. Eu tinha certeza que devia estar deliciosa, mas só o que eu sentia era acidez e amargura. Eu queria saber como ela estava, e Charlie demorava anos para terminar. Esse jantar ia ser uma eternidade.

Finalmente, no que parecia milênios, ele terminou de comer e avisou que ia dormir. Eu estava tão nervoso, que comecei a tirar os pratos de cima da mesa e levei para a pia, acho que na vontade de tentar fugir de tudo que estava acontecendo.

Eu não queria ir embora em dois dias.

Apaguei a luz da cozinha e da sala, e em passos apressados, cheguei até a porta de Bella. Dei um toque de leve, e ela não atendeu, me deixando ainda mais nervoso.

– Bella… sou eu, meu sorriso.. – respirei fundo, ignorando a falta de ar que meu coração disparado causava. – Por favor, abre essa porta.

A maçaneta estalou, e a porta aos poucos foi se abrindo. Fui recebido por minha menina dos sorrisos, completamente devastada, mas de certa forma forte. Ela passava os pulsos por seus olhos, querendo esconder todas as lágrimas, mas eu mesmo não podia julgá-la, porque estava com vontade de chorar também.

Peguei Bella em meus braços, e a mantive ali, com a cabeça no vão de meu pescoço. Fechei a porta com meu pé, passando a chave em caso de Charlie aparecer. Ela voltou a chorar, murmurando algo que eu não conseguia entender, me fazendo lembrar do dia que Jacob tinha feito mal a ela. Afastei seu rosto, segurando suas mãos para que não perdêssemos o contato, e nos conduzi até sua cama.

Bella continuava fungando enquanto eu tentava, – sem sucesso, – limpar suas lágrimas. Elas não paravam de sair de seus olhos castanhos.

– Pare de chorar, meu sorriso. – falei baixo. – Eu já não disse que vamos dar um jeito?

– Mas… dois dias Edward… Dois dias… eu não sei… – ela falou confusa.- Como eu posso deixar minha cidade em dois dias… e sumir assim… a gente nem tem tempo para pensar… não dá… simplesmente não dá…

– Xiu… – passei meu braço por seu ombro e a trouxe para ainda mais perto de mim. Bella acabou sentando em meu colo, e fiquei embalando-a, sussurrando que tudo ia melhorar.

Mentira, óbvio. Eu não fazia a mínima idéia do que fazer agora. Depois que meu carro ficasse pronto, qual seria a desculpa para ficar em Monrovia?

Fiquei ali, ainda embalando a minha menina sorridente que agora não parava de chorar, e ouvindo a absurda chuva que caía lá fora.

– Edward.. – Bella sussurrou depois de um tempo.

– Hm… – dei um beijo em sua cabeça.

– Eu quero você… – ela falou no mesmo tom de voz.

– Bella, você me tem..

– Não, você não entendeu… eu quero você…

– Eu não quero te machucar…

– Você não vai me machucar… você só me faz bem… você é a única coisa boa… – ela continuava falando.

– Mas eu não quero apressar as coisas.. eu me importo com você… – peguei Bella pelos ombros, tentando assegurá-la que era melhor agir da forma que eu estava falando, mas acabou saindo pior do que eu imaginava. Meu movimento brusco causou uma certa fricção do bumbum de Bella no meio de minhas pernas, e a ereção foi quase que instantânea.

Porra, isso era hora?

Ela obviamente sentiu, e ficou me olhando, esperando que eu fizesse alguma coisa. Como não fiz, com medo de estar pressionando-a demais, ela mais uma vez me surpreendeu e tomou a iniciativa.

Bella se levantou, e voltou a sentar em meu colo, mas dessa vez apoiando as mãos em meu ombro. Suas pernas se apoiaram no colchão, uma de cada lado de meu corpo, e ela suspirou, inclinando a cabeça em meu ombro.

Ainda bem que ela parou aí. Meu membro já queria se remexer, e com certeza absoluta ela continuava a sentir, pois estava com uma calça de pano, dando facilidade de sentir todo e qualquer movimento.

– Bella… – sussurrei, já não me agüentando mais. Minhas mãos subiram por suas pernas, parando na cintura e levantando um pouco de sua blusa, fazendo meus dedos indicadores sentirem parte das laterais de sua barriga.

– Edward… – ela falou bem próximo à meu ouvido, e foi a deixa para que eu fizesse algo que eu provavelmente poderia me arrepender depois.

Peguei em seus cabelos, levantando sua cabeça e trazendo seus lábios nos meus com voracidade. As lágrimas começaram a sair do meu rosto, mesmo tentando lutar com todos esses sentimentos desgraçados, e dei graças a Deus que Bella estava de olhos fechados e não podia me ver nesse estado.

Nosso beijo foi mais intenso do que qualquer outro que tenhamos dado. Esse tinha urgência, desespero, fúria… uma vontade louca de estar perto, tão perto, que se pudéssemos estaríamos um dentro do outro, para sempre.

Com a mão direita, continuei a segurar sua cabeça pela nuca, acariciando seu cabelo no processo, e a esquerda começou a subir pela lateral de sua barriga, alcançando os seios.

Eu não quis nem pedir permissão, ao contrário da noite anterior. Minha mão foi diretamente para o seu seio, e apertei com um pouco mais de força. Eu não estava conseguindo me controlar, era praticamente impossível. Minha mente gritava para que eu parasse, que aquela era a minha menina e que ela não devia ser tratada dessa forma, mas meu corpo me traía, todas as vezes em que eu tentava agir de forma sã.

Todos os meus sentimentos estavam confusos. Eu sentia que podia quebrar e chorar mais ainda, a qualquer momento.

Bella ainda piorou qualquer tentativa de pensamento saudável quando resolveu mexer seus quadris de encontro aos meus. O atrito foi instantâneo, e dessa vez começou a doer. Meu membro já gritava por necessidade de contato.

Pressionei meus pés no chão e investi meu quadril da mesma forma, fazendo Bella arfar em minha boca. Mordi seu lábio inferior, lembrando que ela gostava, e trouxe seu rosto ainda mais para perto do meu, se é que isso era possível.

Bella correspondeu novamente, imprensando seu quadril no meu, e foi então que percebi que estávamos quase fazendo aquilo porém, ainda de roupa. Meu membro, duro e apertado em minha calça jeans friccionava o centro da calça de pano de Bella. Ficamos naquele ritmo delicioso e viciante por algum tempo, até que senti o corpo de Bella tensionar e tremer, logo depois relaxando.

Eu não acreditava que ela tinha acabado de ter um orgasmo e que eu estava prestes a ter o meu desse jeito; Só de sentir Bella em meu colo, mexendo seus quadris por cima de minha calça jeans.

Ela encostou seu queixo em meu ombro, envolvendo meu pescoço com seus braços, e apertou as pernas ao redor do meu corpo, dando algumas últimas investidas de encontro à meu membro, que foi o suficiente para que eu sentisse ele liberar toda a tensão que estava presa.

Apertei meus braços ao redor de seu corpo pequeno que ainda tremia um pouco e nos permiti ficarmos em silêncio, recuperando a respiração e ouvindo a chuva lá fora, que ainda não tinha parado.

Apesar de termos acabado de chegar ao nosso ápice, não havia oxitocina que driblasse o nosso estado depressivo e a tristeza que nos consumia. Senti Bella ainda fungando, provavelmente lutando com suas lágrimas, enquanto eu lutava com as minhas.

– Eu prometo que a gente não vai se separar. – falei com medo de quebrar minha voz.

Bella levantou seu rosto de meu ombro e me olhou. Parei para olhar a linda menina-mulher à minha frente. Suas bochechas estavam coradas, provavelmente ainda efeito do orgasmo, e sua pele brilhava. Mas seu olhar estava confuso, e eu podia imaginar como sua cabecinha estava cheia de dúvidas e questões não resolvidas.

Era pior do que matemática. Ou geometria.

– Não prometa. – ela me olhou nos olhos. – Não prometa o que não pode cumprir.

– Mas eu vou cumprir. – passei as costas de minha mão por sua bochecha. – Eu não tenho mais forças para viver longe de você… – dei um sorriso fraco. – Não cumprir essa promessa seria um mal não só a você, mas uma imensa decepção para mim.

Bella imitou o meu sorriso fraco e me deu um beijo silencioso e carinhoso.

– Tudo bem. – ela falou baixo. – Acho que posso acreditar em você. – ela brincou.

Era impressionante como ela fazia questão de contornar as tristezas agindo de forma bem humorada. Poderia ser um mecanismo de defesa, mas me deixava orgulhoso. A aura de Bella era mágica.

Tu te tornas responsável por aquilo que cativas… – ela aninhou sua cabeça em meu ombro novamente, suspirando e levando sua mão até a gola de minha camiseta.

– Pequeno Príncipe? – perguntei, me lembrando de quando ela pegou o livro, no dia em que nos conhecemos.

– Uhum.. – ela falou bem baixinho, dedilhando meu peito, como se quisesse fazer desenhos ali.

Bella suspirou e encostei minha cabeça em seus cabelos, passando minhas mãos em suas costas, por debaixo de sua blusa.

Apesar de nunca ter dado valor à “O Pequeno Príncipe” na época da escola, percebi que essa frase era sábia. E eu me sentia completamente responsável por tudo que cativei. Responsável por Bella. Minha Bella. Minha menina dos sorrisos. Por tudo que tínhamos e construímos nesses seis dias, algo tão intenso que era impossível de se explicar.

Enquanto acariciava seus cabelos e ouvia sua respiração, percebi que a única coisa certa era que sim, eu a amava. Em seis dias aprendi o que era amor de verdade. Amor do mais puro, sem interesses…

E eu simplesmente não queria deixar Bella. Eu não queria ir embora.

—–

comenteeem!

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2 responses

12 08 2011
jussara

gente que que isso O.O senhor to perdendo a aula aqui na facu por causa da fic O.O….foi tenso essa heim quando o edward vai ceder logo heim:kkkkk

18 01 2012
ciça

nossa chorei e tudo que loucura essesfis. amei.

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