Thunderstorm II – Capítulo 27

22 01 2012

27 – Promessas 

“Nossa digital não se apaga da vida que tocamos.” –  Lembranças

Antes de entrar eu olhei algumas vezes para trás para ter certeza que ninguém me seguia. Eu sabia que não devia estar ali. Que, apesar de ter dito à ele, eu não devia voltar. E eu até considerei seguir o que minha intuição dizia, mas eu estava precisando muito de um amigo para ouvir minha estúpida intuição.

Andei pelos mesmos lugares que havia ido antes e cheguei à cela de Mathew sem nenhuma dificuldade. Ele estava com os olhos fechados e uma expressão de dor no rosto.

-Mathew? – murmurei sem ter certeza se ele me ouviria. – Mathew, está dormindo?

-Eu poderia jurar que nunca mais a veria. – Ele disse abrindo os olhos e ignorando minha pergunta. – É o que deveria ter feito. Você sabe, não é? Não devia estar aqui.

Eu não sabia o que dizer. Ele sabia! Ele sabia quem eu era! Ele ia contar à todos que eu estava aqui!

-Co-como sabe? – guaguejei finalmente obrigando meus pulmões a soltarem algum tipo de som.

Ele deu um pequeno sorriso vencedor. Seus dentes eram brilhantes e brancos e com a sua pele morena eu podia vê-los mais claramente. Seu sorriso era puro e brincalhão, mas também parecia errado em seu rosto, por causa de seus olhos escuros tristes.

– Você não é da guarda. Não é uma vampira, muito menos uma humana. E além do mais, você parece tão aterrorizada que deve estar se perguntando porque voltou.

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Thunderstorm II – Capítulo 26

22 01 2012

26- De volta às cores

 “Sua mente esta agitada/ Eles dizem que você esta se tornando melhor, mas você não sente nenhuma melhora.” Hearing Damage – Thom York

 

(Ponto de vista de Julia Benatti)

Eu não me lembro de como fiquei quando voltei para o Brasil, mas com certeza, não foi deste jeito. Era como se de repente eu não conseguisse ver, ouvir ou sentir. Era tudo muito automático e sem pensamento. Talvez fosse melhor assim, talvez eu não tivesse conseguido continuar vivendo se eu não tivesse me desligado deste modo.

Já tinham se passado dois ou três dias, eu não tinha certeza do tempo aqui, já que eu não via o céu – ou qualquer outra coisa -, e nem me preocupava em olhar relógios, mas eu me lembro de ter ido para a cama algumas vezes. Me lembro também de não ter conseguido dormir nenhuma destas vezes.

Na verdade, eu não tinha nenhuma lembrança concreta desde aquele dia, desde aquela ligação. Eu sabia que estava certa em fazer isso, em deixar o tempo passar. Logo teriam passado meses, anos e então séculos. Era tudo o que eu queria, que o tempo passasse e eu não o visse passar; não queria sentir a dor que os ponteiros do relógio provocaram em uma certa parte de minha mente – que era a única que eu sentia, já que os meus sentimentos estavam adormecidos -, não queria perceber que daqui à algum tempo a dor neste canto especial da minha mente iria desaparecer e dar lugar à algum tipo de alegria que a minha mente jamais sentiria.

Olhei meu reflexo no espelho sem exatamente ver alguma coisa. As olheiras se sobressaíam na minha pele branca e opaca – ela havia perdido o brilho à algum tempo indeterminado -, meus lábios estavam apagados e assumiam um tom estranhamente arroxeado. Meus cabelos estavam presos em um rabo mal feito caído apenas para que não dessem o trabalho de cair sobre meus olhos e eu ter que tirá-lo antes que alguém fizesse por mim.  O vestido –que agora eu já tinha me acostumado – cor de bronze bem escuro quase não aparecia por causa do manto cinza escuro que agora já usava sem pestanejar. Tudo aquilo, aquelas características e aquelas roupas já faziam parte do meu novo eu: a sem vida.

Saí do quarto e passei pela porta do quarto da Paula direto, eu sabia que ela ainda não tinha acordado pelo ritmo lento que seu coração batia. Não pensei em acordá-la, provavelmente ela preferiria acordar com Alec a chamando para tomar café.

Passei pelos corredores que eu ainda não conhecia muito bem e resolvi passar pela minha área preferida daquele lugar – a biblioteca. Muito raramente havia alguém lá e eu podia escolher um livro qualquer e ler. Mas eu ainda não tinha decorado o caminho para a biblioteca, então fui remexendo em minha memória as vezes que Jane e Phelipe me levaram até lá – muitas vezes em poucos dias -, infelizmente eu não conseguia lembrar-me de nenhum corredor específico ali.

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Thunderstorm II – Capítulo 25

22 01 2012

25- Acordos

 [Coloque Holding on and letting go do Ross –  http://www.youtube.com/watch?v=eab8WrL–q8 ]

 


“Sabe o que a verdade tem de tão bom? Todo mundo sabe o que é mesmo tendo vivido sem ela. Ninguém esquece a verdade! Apenas mentem melhor.” – Foi apenas um sonho.

 

Jane e eu não andamos em nossa velocidade humana, ela deixou claro que estava meio perturbada com esta coisa de Alec e Paula. E isso não seria bom pra nenhum dos dois mais tarde. É claro que eu não deixaria ela nem se quer por o dedo – ou a dor –  na minha amiga, mas eu não queria arrumar briga com Jane, já que nós duas estávamos nos dando bem – por algum motivo que eu desconheço.

Eu estava tão absorta em pensamentos que nem olhei para onde estávamos indo. Só acordei realmente quando aquela voz soou em meus ouvidos.

-Vieram rápido. – Aro falou. – Agora pode nos deixar à sós, Jane.

Jane passou por mim sem nem me olhar e logo saiu da sala fechando a porta atrás de si. Dei uma olhada à minha volta e percebi que estávamos na biblioteca – que era bem maior que a biblioteca da minha cidade -, havia livros por todos os lugares e tudo parecia ter detalhes em ouro.

– As roupas lhe caíram muito bem, se me permite o elogio. – Aro falou e eu percebi que ele estava a um metro de distância de mim.

– Por que me chamou aqui? – perguntei esquecendo-me das roupas que eu pediria à ele pra trocar.

Ele pareceu meio ofendido no início, mas logo deixou a máscara cair e pareceu realmente não se importar com a minha pergunta meio rude.

– Gostaria de conhecê-la melhor. Já que vai ser membro da guarda Volturi…

– Há alguns pontos sobre isso que eu gostaria de por em pauta para que isso realmente se concretize – falei calmamente o interrompendo.

Aro me encarou curioso e deu um pequeno sorriso cercado de cinismo.

– Perdoe-me, mas achei que manter suas amigas vivas já era uma boa condição para que você aceitasse fazer parte do nosso clã.

– É claro que mantê-las vivas é uma importantíssima condição. Mas cá entre nós, Aro, não acho que seja preciso mantê-las aqui.

-Oh! Mas eu discordo completamente, Renesmee. Afinal, quem iria fazer companhia a você se não fossem elas? – ele perguntou e eu tive que me segurar para não pular e arrancar aquela cabeça sarcástica do seu corpo. – E elas também não parecem muito infelizes aqui. Você sabe que farei o possível para que vocês três sintam-se em casa.

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TAKIN’ BACK MY LOVE – Capítulo 03

20 01 2012

Música do capítulo – Me Hipnotizas – Anahí

Bella PDV

Seja racional Bella, você quer isso, ele quer isso, e sua paz necessita disso.

Eu disse a mim mesma várias vezes, enquanto pensava olhando para a taça de vinho na minha frente. Na verdade eu não queria mais ver Edward, mas eu vou correr e fugir dele pelo resto da minha vida? Isso não é justo nem comigo e nem com ele.

Eu entendi bem que ele não fez com consciência do que fazia, mas ele fez, isso não muda os fatos. Deixei-me ser convencida por Alice de vir ao restaurante conversar com ele.

Da mesma forma que eu não estava preparada para essa conversa, ele também não estava. Ele também sofreu, e só eu sei a dor que senti, como os dias foram difíceis depois de tudo aquilo.

Senti alguém me observar e levantei o rosto, encontrando seus lindos e belos olhos cor de esmeralda. Edward sorriu timidamente, e puxou uma cadeira, sentando na minha frente.

— Desculpe a demora, é que eu realmente não sabia que você ia vir. Estava na cozinha então fui trocar de roupa.

— Tudo bem – sussurrei tentando sorrir, mas acho que saiu uma careta.

Ele chamou um de seus garçons pedindo o cardápio. Eu não estava com fome, na verdade o meu estômago estava se revirando de nervoso.

— Então o que vai querer? – ele perguntou e eu mordi o lábio, realmente não sabia o que pedir.

— Me indique alguma coisa – boa estratégia. Continue lendo »





TAKIN’ BACK MY LOVE – Capítulo 02

19 01 2012

Música do Capítulo: Para Qué – Anahi


Os olhos verdes me prenderam na metade da escada. Maldição, eu tinha mesmo que encontrar ele aqui?

— Você… o que… Alice — Edward se perdeu nas palavras e fitou Alice como se fosse a esguelar

— O que? Hey eu não fiz nada, Bella chegou hoje e…

— Sim eu cheguei hoje e…

— O que ta acontecendo aqui? — Jacob saiu da sala de estar e então viu Edward, sua expressão não foi das mais felizes. — Já entendi.

— Mas o que… — Esme chegou lá ao mesmo tempo que Carlisle. — Ah!

Fitei meus pés e mordi o lábio, tomando uma decisão de sair dali. Respirei fundo e me virei olhando Alice.

— Ali, foi bom te ver novamente, vou para o hotel, eu te ligo avisando para nos encontrarmos amanhã ok.

Comecei a descer as escadas fitando meus pés, e consciente de olhos em cima de mim. Continue lendo »





Takin’ Back My Love – Capítulo 01

18 01 2012

Capítulo 1

3 anos depois…

— Bom dia Jake.

— Bom dia Bella — disse Jacob, com a boca cheia de torrada, ele tentava falar sem engasgar ou jogar farelos na mesa.

Hoje era sábado, 6 de junho, primeiro dia das minhas férias. Eu estava morando em Miami há 3 anos desde o meu quase casamento.

— Tem uma correspondência pra você em cima da mesinha.

— Correspondência no sábado? — olhei pra ele pelo braço do sofá.

— Disseram que… — ele tomou um gole de suco para não entalar — …era urgente — ele sorriu, o sorriso mais doce do mundo.

— Ai que preguiça — me virei no sofá ficando deitada, apoiando minha cabeça nas mãos. — Você viu de quem é?

— Alice Cullen.

Dei um salto e peguei a correspondência.

— Eu sabia que quando eu falasse que era da Alice você ficaria assim — ele riu.

— Cale a boca — lancei um olhar fulminante para ele. Continue lendo »





Takin’ Back My Love – Prólogo

18 01 2012

Classificação: +16
Shipper: Edward & Bella
Sinopse: Uma traição no dia do seu casamento, faz Bella mudar de vida. Três anos depois, ela resolve voltar para uma ocasião especial, mas será que Bella está pronta para enfrentar o seu passado, Edward Cullen?

Era uma manhã de sábado, e em menos de 24 horas eu, Isabella Swan, seria a nova Senhora Cullen.

Antes de ir para o meu dia de noiva, resolvi passar no apartamento do meu noivo, Edward Cullen. Eram 6:30 da manhã, eu tinha a chave do seu apartamento e não me preocupei em tocar a campainha.

Girei a chave e abri a porta, me deparando com uma cena que nunca saiu de minha memória. Peças de roupas estavam espalhadas da porta e entrando no corredor. Sapatos. Cinto. Calça. Camisa. Saia. Blusa. Eu pegava uma por uma, engolindo seco e sentindo que as lágrimas que começavam a se juntar em meus olhos iriam rolar pelo meu rosto. Continue lendo »